sábado, 28 de fevereiro de 2015

1975-02-28 - O Alvo Nº 18

Editorial

A situação que hoje se vive no nosso país exige da parte de todos nós uma tomada de consciência profunda no sentido de vermos, duna maneira serena mas firme, os verdadeiros interesses das camadas da população mais desfavorecidas.
À população portuguesa foi imposta um comportamento, que levava as pessoas a só pensarem em si, individualistas, mesmo que isso prejudicasse muito mais pessoas, a colectividade. A grande maioria, da população portuguesa, porque não vivia em cidades grandes, não tinha a possibilidade de obter um grau de consciencialização que, lhe permitisse ver os problemas dentro de toda a sociedade mas só nos seus interesses pessoais.
É absolutamente necessário que as pessoas despertem que vejam urgentemente, que a melhoria das suas condições tenha como consequência a melhoria das condições dos mais desfavorecidos e a sua consciencialização.


1975-02-28 - FREP - Jornal da Greve

EDITORIAL

I - A saída há poucos dias de um decreto do M”EC” sobre as médias provocou uma grande indignação junto dos estudantes do ensino secundário; imediatamente, e por todo o país os estudantes entraram em greve, ocupando os liceus e fazendo grutas de trabalho que têm versado principalmente sobre a escola do presente (a escola burguesa) e a escola do futuro. (a escola do povo e para o povo). A greve geral do ensino secundário é uma greve marcadamente política que põe em questão o fulcro la escola burguesa: a selecção.
Por outro lado esta greve assune características progressistas porque os estudantes começam a compreender cada vez mais a necessidade se unirem aos milhões de homens mulheres explorados que constituir o nosso povo, pois só assim as suas lutas podem ser consequentes. Por outro lado tem incidido sobre esta luta todas as atenções.
De um lado está a classe operária e o povo que apoiam as nossas lutas sempre que elas sejam para reforçar a união dos estudantes ao povo, do outro lado estão os olhares atentos dos inimigos do povo, prontos a caluniar-nos, a impedir as nossas lutas, a virar-nos contra o povo; existem, também, entre nós pessoas que, dizendo-se estar com a nossa luta não mais fazem senão traí-la, boicota-la e impedi-la; a estes inimigos a estar; falsos amigos do povo, nós só podemos ter uma palavra, uma atitude: Varre-los do nosso seio o ouro se varre o lixo demarcá-los às massas como se denuncia o inimigo, esmagá-los e desbaratá-los como se faz aos traidores,

1975-02-28 - VIVA O 8 DE MARÇO! - AAP-C

VIVA O 8 DE MARÇO!

Amigos da China:
O 8 de Março é o DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA — nesta data os povos de todo o mundo prestam a sua homenagem as mulheres revolucionárias que lutam ombro a ombro com os seus camaradas por uma sociedade nova, sem exploração nem opressão.
As operárias e camponesas do nosso país são exploradas de uma forma particularmente feroz nas fábricas e nos campos onde foram forçadas a lançar-se para conseguirem juntar, a custa do seu suor e do seu sangue, parcas migalhas que enganam a fome aos filhos.

1970-02-28 - PEDAGÓGICAS - Informação 5 - Movimento Estudantil

PEDAGÓGICAS

associação de estudantes da faculdade de ciências de lisboa

EXAMES SEMESTRAIS — Informação 5

Os alunos de Elementos de Química-Física decidiram por maioria esmagadora transformar a aula de sexta-feira ás 10 horas em debate. A assistente retirou-se após esta decidirão, informando que segundo o regulamento não era permitido haver debate nas aulas, pois estas eram exclusivamente para dar matéria (!?)
No prosseguimento dos debates anteriores e tendo em contai a posição do Conselho Escolar, os estudantes continuaram a considerar os aspectos relativos á forma e conteúdo dos exames.
Apesar de se considerar já por si o exame como uma forma perfeitamente ineficaz e incorrecta de avaliação de conhecimentos, foi analisado também um outro critério — informação das práticas (essencialmente pelos relatórios) que permite a admissão ou não admissão dos alunos a exame este então ainda mais inconcebível, na medida em que:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

1975-02-27 - I CONFERÊNCIA NACIONAL DO MRPP PARA OS JORNALISTAS DA PROPAGANDA BURGUESA

MOVIMENTO REORGANIZATIVO DO PARTIDO DO PROLETARIADO

I CONFERÊNCIA NACIONAL DO MRPP PARA OS JORNALISTAS DA PROPAGANDA BURGUESA

A I Conferência Nacional do MRPP dos Jornalistas da Propaganda Burguesa vai realizar-se no sábado e no domingo (l e 2 de Março) na Faculdade de Direito de Lisboa.
Nela participarão, além de jornalistas militantes e simpatizantes do MRPP que trabalham na propaganda burguesa (jornais, rádio, televisão) e jornalistas da imprensa comunista e popular, os antifascistas, democratas e patriotas susceptíveis de se unirem na luta contra o fascismo e o social fascismo.
A Conferência apontará para a luta que travam nos respectivos locais de trabalho contra o controlo da actividade pelos monopólios, contra as censuras internas fascista e socialfascista. Os jornalistas que ousam defender as posições da classe operária dentro dos próprios órgãos da propaganda da burguesia. A posição de tais jornalistas perante a próxima campanha eleitoral será objecto de particular atenção.

1975-02-27 - Movimento Estudantil - NOVA REUNIÃO UNITÁRIA!

NOVA REUNIÃO UNITÁRIA!
novo passo em frente na unidade dos estudantes do ensino secundário pela total democratização do ensino

Realizou-se ontem, dia 27 pelas l5 h no centro de trabalho do PCP, nova reunião unitária de estudantes e professores do Ensino Secundário com a seguinte ordem de trabalhos;
1) Informações da reunião anterior; informações das escolas.
2) Actuação nas escolas nos próximos dias.
3) Situação pedagógica - medidas de emergência.
Estiveram presentes cerca de 400 pessoas. Das informações das diversas escolas são de destacar as do liceu Rainha Santa Isabel pela gravidade do que elas relatam. Assim, grupos de reaccionários e pseudo-revolucionários tentam a todo o custo impor aos estudantes do Rainha Sta. Isabel uma greve que essas não decidiram, utilizando para tal todos os métodos. Várias estudantes foram arrastadas para fora das salas de aula, espancadas com barras de ferro e queimada com pontas de cigarro. Nem assim tais grupos reaccionários conseguiram desmobilizar as alunas do liceu que de novo rompem os piquetes e marcam uma RGA onde se toma a decisão final.

1975-02-27 - a greve do secundário e a luta contra a selecção - LCI

a greve do secundário e a luta contra a selecção

CAMARADAS;
Após a saída do despacho ministerial que revalida o decreto pobre as médias de dispensa de exames do 5º e 7º ano, vários foram os Liceus a desencadear um processo de luta contra mais esta ofensiva das autoridades.
Decreto após decreto, o MEC pretende recuperar todo o tempo perdido aquando das importantes mobilizações de estudantes que se seguiram ao 25 de Abril. Quer no que toca à gestão das escolas como no caso do Serviço Cívico, as posições do Ministério são marcadas por um cunho nitidamente autoritário, passando por cima das posições maioritariamente assumidas pelos estudantes em reuniões democráticas.
Esta política governamental só pode compreender-se se a inserirmos na ofensiva generalizada da burguesia contra as conquistas democráticas das massas, o que, concertamento nas escolas se integra no projecto de reconversão do Aparelho Escolar, que passa necessariamente, pela "pacificação" do movimento estudantil.

1975-02-27 - FREP - 2º CONGRESSO NACIONAL DA FREP * CIRCULAR Nº 2

FEDERAÇÃO REVOLUCIONARIA DOS ESTUDANTES PORTUGUESES

2º CONGRESSO NACIONAL DA FREP
*
CIRCULAR Nº 2

Camaradas:01
I
Estamos já a poucos dias da realização do nosso II Congresso Nacional. Por toda a parte a mobilização de todas as nossas forças tem de intensificar-se.
A efectivação do II Congresso Nacional da FREP, no momento presente, reveste-se de um profundo significado político e de uma grande importância, não apenas para a juventude estudantil, como também para o proletariado e para o povo, considerando a necessidade histórica de integrar a luta dos estudantes na luta mais geral do povo sob a direcção da classe operária sempre vitoriosa.
Vivemos um grande momento da luta estudantil. De Norte a Sul do país, uma justa greve revolucionária, dirigida pela FREP, mobiliza cerca de 100.000 estudantes do Ensino Secundário de todo o país contra a política reaccionária do Governo Provisório, pela liberdade e pela Democracia, por uma Escola Democrática e Popular.

1975-02-27 - Comercio do Funchal Nº 2276

PELA EMANCIPAÇÃO DOS TRABALHADORES

ENI - os trabalhadores em luta pelo saneamento

A ENI (Electricidade Naval e Industrial) é uma empresa
de material de transporte, pertencente ao grupo CUF
e ainda com participação de capitais estrangeiros. Na
ENI desenvolve-se uma luta pelo saneamento. Os camaradas da ENI fizeram chegar até nós, através da sua Comissão Representativa dos Trabalhadores da ENI (CRTE), alguns comunicados, onde nos dão conta do processo de luta, e onde é denunciada a imprensa burguesa que deturpa sempre as justas lutas dos trabalhadores.

COMUNICADO AOS TRABALHADORES PORTUGUESES
— CAMARADAS:
— Por considerarmos que a nossa luta pelo saneamento é justa, e, que não pode ser considerada uma luta isolada, achamos ser nosso dever comunicar aos camaradas de todo o país, as razões que nos levam a sanear os Administradores Santos Pinto, Melo de Azevedo e Dória Monteiro, e os seus lacaios mais directos Álvaro Rodrigues, Rodrigues Tomé e Baptista dos Santos.

1975-02-27 - Combate Socialista Nº 05 - II Série - PRT

editorial
UMA PROPOSTA INACEITÁVEL

Respondendo ao desemprego e carestia crescentes, os trabalhadores alargam a luta, elevando também as suas exigências e métodos de acção: expulsão de administradores, reivindicações de nacionalização, produção mantida sob controle operária. Mas estes passos ainda são insuficientes porque a falta de perspectivas políticas claras dificulta a imposição de uma luta centralizada em todo o país e deixa a iniciativa rtas mãos dos capitalistas e do Governo.
A ofensiva do MFA com a cumplicidade das mais fortes organizações operárias aumenta a confusão e avoluma o perigo de que sé imponha aos trabalhadores uma vergonhosa e trágica capitulação.
A QUEM SERVIRÁ O CONTRATO MFA - PARTIDOS?
As decisões de «institucionalizar» o MFA e de convertê-lo em fiscal da Constituinte, são apresentadas como garantias contra a reacção. A «Proposta» votada pela Assembleia do Movimento para ser apresentada aos Partidos seria o reconhecimento de tais resoluções,

1970-02-27 - À ACADEMIA - Movimento Estudantil

À ACADEMIA

Denunciou o Conselho de Republicas a prisão do nosso colega, estudante do Direito António Garcia Neto, como a de outros colegas de Lisboa, pela D.G.S. (ex. PIDE)
Continuando a sua actividade repressiva, uma brigada da D.G.S., no passado dia 20, do corrente mês prendeu na sua residência o colega Sabrosa, aluno do quinto ano médico, antigo elemento da Republica dos Milionários.
Após diligências efectuadas nosso mesmo dia, pela esposa, amigos, Heitor da universidade de Coimbra pode concluir-se que:
— A causa da prisão não está ligada a problemas estudantis
— Que não foi preso pela Delegação do Coimbra
— Que a D.G.S. desta cidade considera inoportunas as prisões efectuadas porque os estudantes estavam em vias de se acalmar...
Aconselhou o Magnifico Reitor a entrar em contacto com os Ministros da educação e Interior para que fossem conhecidos publicamente os motivos destas prisões.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

1970-02-26 - PEDAGÓGICAS – INFORMAÇÃO 4 - Movimento Estudantil

PEDAGÓGICAS – INFORMAÇÃO 4

Astronomia

Um grupo de alunos de Astronomia começou a esboçar uma análise crítica da cadeira entendendo que são os alunos da cadeira, que podem e devem proceder é transformação da mesma, esse grupo reuniu-se tendo decidido por à discussão de todos os alunos os principais pontos focados;
1 - Falta de actualidade e sequência da cadeira.
2 - Obrigatoriedade dos “pontos” durante o ano e características dos mesmos que não avaliam do nosso conhecimento,
3 - Porquê horários à noite se não há observações de astros?
4 - Livros "mal redigidos" e com muitas "gralhas".
5 - Interesse da cadeira para os alunos de Matemática pura?
Ficou marcada nova reunião para 6ª FEIRA 27, ao MEIO-DIA no C.E.C..

1975-02-00 - A Voz da Caserna Nº 01 - CMR

EDITORIAL

O que são os Comités Militares Revolucionários?
São núcleos de militares revolucionários organizados nos quartéis para discutir g compreender a situação do país;
- lutar contra a exploração e opressão capitalistas, combatendo os reaccionários que querem virar os militares contra o Povo Trabalhador.
- apontar as armas aos que querem esmagar as vitórias
que os trabalhadores alcançaram a partir de 25 de Abril;
- divulgar as lutas revolucionárias dos nossos camaradas das fabricas e dos campos;
- lutar pela transformação das Forças Armadas dos patrões em, Forças Armadas do Povo.
O Boletim “A VOZ DA CASERNA” vai servir para divulgar as opiniões e o trabalho dos COMITÉS MILITARES REVOLUCIONÁRIOS!

1975-02-00 - A Voz do Povo Moçambicano Nº 09

MENSAGEM DE ANO NOVO DO PRESIDENTE DA FRELIMO, SAMORA MACHEL

Camaradas, compatriotas a amigos;
Dentro de momentos inicia-se o ano da independência Nacional. O ano da consagração de todos os sofrimentos e sacrifícios do nosso Povo. O ano da afirmação total da nossa personalidade moçambicana. O ano, também em que pela primeira vez, de Rovuma ao Maputo, o Povo Moçambicano assume inteiramente a responsabilidade do seu destino histórico.
Terminamos um ano de grandes vitórias, o ano da vitória final do nosso Povo contra o colonialismo e o fascismo. O ano em que nos estabelecemos na Paz em Moçambique.
Sem bombardeamentos nem cartazes celebramos, pela primeira vez, na Paz e Liberdade, o Ano Novo. Pela primeira vez, publicamente, do Rovuma ao Maputo como Moçambicanos saudando o Ano Novo. Vencemos uma dura guerra, que nos foi imposta pelas ambições e ilusões de um punhado de colonialistas e exploradores voltados para o passado.

1975-02-00 - Seara Vermelha Nº 03

Reafirmemos a orientação de «Seara Vermelha»

SEMEAR VENTOS VERMELHOS PARA RECOLHER TEMPESTADES REVOLUCIONÁRIAS

Os dois primeiros números da revista Seara Vermelha foram publicados em França em Junho e Dezembro de 1973. A queda do fascismo em Portugal e a instauração das liberdades democráticas de expressão e organização para a classe operária, permitiram que Seara Vermelha publique agora o seu terceiro número legalmente, em Portugal.
A nova situação política portuguesa não altera de forma alguma os aspectos fundamentais das tarefas traçadas no editorial do primeiro número de Seara Vermelha. Pelo contrário, devemos reafirmar firmemente a Unha aí traçada. Fazemo-lo, publicando de novo esse editorial.
A classe operária possui a sua arma — o marxismo. Surgido da fusão da teoria revolucionária com o movimento operário, ao longo de quase século e meio de existência, o marxismo ganhou adeptos em todos os recantos do mundo. Bandeira erguida por Marx e Engels, o marxismo não cessou de desenvolver-se ao longo da sua existência, na luta contra o oportunismo e pelo progresso social.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

1975-02-25 - Movimento Nº 11 - Boletim do MFA


1975-02-25 - Voz do Povo Nº 030 - UDP

editorial

AVANCEMOS NA LUTA, CLASSE CONTRA CLASSE

A burguesia sente a crise a agravar-se de dia para dia e
quer fazê-la pagar a todo o custo aos operários, aos trabalhadores que explora.
A vaga de despedimentos e de desemprego agrava-se nos centros fabris, alastra a grande velocidade aos campos.
Capitalistas e latifundiários, nas cidades e nos campos, perante o avanço da luta dos trabalhadores tratam de recuperar aquilo que perderam e que vão perdendo, através do aumento de preços, através da campanha de aumento da produção e dos ritmos de trabalho mais acelerados.
Mas a crise que o capitalismo atravessa a nível internacional e o fim da exploração colonial afectam ainda mais a crise do capitalismo em Portugal.
Nos campos, os latifundiários lançam uma campanha de despedimentos em larga escala; lançam-se na sabotagem económica descaradamente.

1975-02-25 - Sindicatos - CURSO DE PROGRAMAÇÃO DE COMPUTADORES

SINDICATO DOS TRABALHADORES DE ESCRITÓRIO DISTRITO DE BRAGA

CURSO DE PROGRAMAÇÃO DE COMPUTADORES


As Escolas Reis Sousa (Aprovadas pelo Ministério da Educação Nacional) em colaboração com o STEB, vai promover um curso de programação de computadores, sob orientação do Departamento de Cursos Técnicos, que se realizará nos moldes que definimos abaixo:
I PARTE
Curso de Introdução aos Computadores e à Programação
Início: 3 Março Horário: das 20 às 23
Fecho : 12 Março Preço: 2.000$00
Duração: 24 Horas Modo de Pagtº: 500$00 - na Inscrição 1500$00 - no 1Q dia de aulas
II PARTE
Início: 13 Março Horário: das 20 às 23
Fecho : 9 Abril Preço: 3.000$00

1975-02-25 - POR UMA ESCOLA NOVA Nº 05 - M.E.

EDITORIAL

AINDA SOBRE A A.E.


A questão da AE continua a estar na ordem do dia. Efectivamente a edificação de uma verdadeira AE de massas que aglutine e estimule todos os estudantes toca de perto qualquer um de nós e todos temos pois uma palavra a dizer.
Certamente não deixará de aparecer a verborreia rios que fazem complicadas análises, sem nada analisar; nem tampouco poderemos passar sem ouvir as doces palavras de "democraticidade, arregiolisidade” e outras que tais.
Resta agora saber se os estudantes não conhecem já suficientemente bem o vazio e a impotência que irmana estas posições. Resta saber se a poeira volta a cegar os olhos ou se pelo contrário, o velho dará lugar ao novo.
O nosso ponto de vista é que tu. do na sociedade gira à volta de um eixo principal - a luta de classes - e que perante o cerrar de fileiras dos explorados do nosso país e o agudizar constante com o seu inimigo histórico, os estudantes, também eles estão nessa luta e saberão organizar-se em torno dos seus órgãos de vontade, e desmascarar e isolar todos os que se dizendo amigos mais não fazem que trai-los a cada passada, das poucas que dão.

1975-02-25 - Movimento Nº 11 - Boletim do MFA

EDITORIAIS

I
UM PACTO COM O POVO
O ponto fundamental do actual processo político situa-se na escolha entre dois contrários: ou bem o processo revolucionário avança e há que lançar a nação para tarefas precisas e prioritárias de restituição deste país ao seu povo (o que pressupõe dar à revolução um conteúdo de independência política, económica e social); ou bem o processo estagna e dá origem á contra-revolução. A questão está em saber quem está ao lado da luta dos pobres, dos humildes e humilhados deste país e quer construir com eles um país livre; e quem, escondido ou não por detrás de palavras sedutoras, quer refrear o caminho da libertação de um povo.
Se se pretende avançar claramente no sentido de um processo revolucionário há que definir não com menor
clareza um projecto de independência nacional que dê ao povo português possibilidade de construir ele próprio o seu destino. Se se pretende avançar no processo revolucionário há que responder, quando se fala de desenvolvimento, para quem se pretende esse desenvolvimento. Se se pretende avançar no processo revolucionário há que saber quando e como se iniciará o processo de mobilização popular, sem o qual as revoluções como o 25 de Abril se ficam pelos golpes de estado.

1975-02-25 - Luta Popular Nº 0047 - MRPP

editorial

A CLASSE OPERÁRIA E AS ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA CONSTITUINTE

I
No passado dia 18 do corrente o nosso Movimento após ter vencido toda a espécie de boicotes, manobras e golpes de fascistas e social-fascistas nas comissões de recenseamento, entregou no Supremo Tribunal de «Justiça» as 5001 assinaturas cuja apresentação a burguesia impõe para um partido se constituir à face das suas leis. Ou seja, entregou a lista dos cinco mil reféns que imperialistas e social-imperialistas exigem ter à sua guarda para no momento oportuno a contra-revolução tentar cair sobre o povo.
Como então foi publicamente afirmado, os marxistas-leninistas não nutrem a mais pequena ilusão sobre a «inviolabilidade» dos seus cofres. Para nós, depositar os nomes nos cofres do Supremo Tribunal da «Justiça» ou nos arquivos da nova-pide tem exactamente o mesmo significado. No entanto o M.R.P.P. entendeu, e assim persistentemente o explicou às massas, que era um risco que no momento actual o desenvolvimento da Revolução exigia que se corresse. Assim o compreenderam os vários milhares de elementos das massas que nas fábricas, nos campos, nos quartéis, nos bairros e nas escolas acorreram a dar o seu apoio, a sua assinatura em apoio do nosso Movimento.

1975-02-25 - Esquerda Socialista Nº 18 - MES

EDITORIAL

A institucionalização do M.F.A. é questão de extrema importância na evolução da situação política no nosso
país, sobretudo num momento em que a realização de eleições para a Constituinte pode assegurar uma vitória às forças ao serviço do capital, já que a base económica do fascismo se mantém e o saneamento civil e militar apenas teve um começo mais que incompleto.
A própria realização das eleições para a constituinte nestas condições e numa altura em que a luta dos trabalhadores atingiu já um grau que permite lutar coerentemente pelo poder popular, isto é, pela generalização, reforço e coordenação dos contrapoderes que as massas trabalhadoras em luta têm vindo a criar  é já uma vitória para a burguesia.
A institucionalização do M.F.A., pela movimentação política que criou, tem permitido tirar conclusões de
importância para o combate anticapitalista, para o avanço do processo revolucionário.

1975-02-25 - 12 Outubro Nº 07 - FREP

GREVE NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO!

1 — Uma justa greve no ensino secundário contra a política anti-democrática, anti-popular e anti-estudantil do M“EC” abala ainda mais os débeis alicerces da escola burguesa, fascista e colonialista. Nascida em Tomar, no dia 4 de Fevereiro, a greve alastrou-se imediatamente a outros pontos do país, atingido já neste momento um nível nacional. Esta justa luta em que se exige a revogação de todos os decretos fascistas do M“EC” é a resposta da juventude estudantil à política reaccionária do Governo para a escola, política essa que tem em vista o aumento da selectividade e a militarização das escolas de acordo com as necessidades da burguesia monopolista e do imperialismo.
2 — Mas a luta dos estudantes não é uma luta isolada. Ela reflecte aquilo que se passa no conjunto da sociedade capitalista portuguesa, em que o movimento de massas atinge um novo auge. Basta citar o exemplo das lutas travadas pela ocupação das casas, a grande manifestação de 31 de Janeiro contra o imperialismo e o social-imperialismo, as greves nas fábricas com ocupação e a luta dos soldados e marinheiros nos quartéis contra o fascismo e o militarismo.

1975-02-25 - CAMPANHA DE APOIO A LUTA DO POVO TIMOR PELA INDEPENDÊNCIA NACIONAL - MPAC

CAMPANHA DE APOIO A LUTA DO POVO TIMOR PELA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

A Indonésia, Prepara-se Para invadir Timor!

APOIEMOS A JUSTA LUTA DO POVO TIMOR, ADERINDO EM MASSAS A MANIFESTAÇÃO CONVOCADA PELA CASA DOS TIMORES PARA QUINTA-FEIRA. DIA 27. PELAS 19 H. NO ROSSIO, EM LISBOA!

Notícias acabadas de chegar e provenientes de Timor dão-nos conta dos preparativos que a Indonésia está sempre a empreender no sentido de invadir Timor e anexar a parte leste da ilha. Podendo esta invasão dar-se no breve espeço de duas ou três semanas. 
Com efeito, grande tem aido, nas últimas, semanas, a azáfama doa governantes daquele país do sul da Ásia na preparação da opinião pública internacional para essa agressão colonial-imperialista, através da persistente propagando sobre a "reunião dos timores com seus irmãos de raça indonésios” e intensa actividade que, no mesmo sentido, vem sendo desenvolvida pelos agentes que ali possua infiltrados.

1975-02-25 - FREP - viva o II congresso nacional da FREP

viva o II congresso nacional da FREP

dia 2 de Março, 21 h, todos ao comício de encerramento
Reitoria Cidade Universitária

Realiza-se nos dias 1 e 2 de Março, em Lisboa, na Aula Magna da Reitoria da Cidade Universitária, o II Congresso Nacional da FREP (Federação Revolucionária dos Estudantes Portugueses), genuína organização política de unidade revolucionária das amplas massas da juventude estudantil portuguesa democrática, anti-fascista e patriótica que exprime a unidade e as aspirações dos estudantes portugueses de lutarem ao lado do povo e sob a direcção da classe operária pela instauração em Portugal de uma sociedade nova, livre, fraterna e independente.
A efectivação de um tal congresso no momento presente reveste-se de um profundo significado político e de a grande importância, não apenas para a juventude estudantil, copo também para o proletariado e para o povo, considerando a necessidade histórica de integrar a luta dos estudantes na luta mais geral do Povo, sob a direcção da classe operária sempre vitoriosa.

1975-02-25 - FREP - Jornal da Greve Nº 01

O QUE É ESTE JORNAL?

Sai pela primeira vez à luz do dia o “Jornal da Greve”. Forjado no fogo da luta contra o recente decreto do M”EC” e promovido pela organização da FREP para os estudantes do ensino secundário do Porto, o aparecimento deste jornal decorre da necessidade de assegurar uma rápida e sistemática centralização de informações e ume firme direcção politica que permita às largas massas estudantis em luta caminhar à mesma cadencia e uma direcção única, AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA. Nas nossas mãos ele pode ser uma arma precisa de propaganda, agitação e organização que devemos utilizar para alcançarmos a vitória. A Redacção do “Jornal da Greve” estará reunida as 24 horas do dia recebendo a todo o momento as informações da luta que se desenvolve nos quatro cantos do país. Para que as nossas tarefas possam ser cumpridas apelamos para a formação de núcleos de correspondentes do nosso jornal em todas as escolas e para a participação activa de todos os estudantes na sua feitura, distribuição e discussão.
ERGAMOS A FREP!
ERGAMOS O”JORNAL A GREVE”!

1970-02-25 - INFORMAÇÃO Nº 3 - Movimento Estudantil

INFORMAÇÃO Nº 3
A "contestação" das minorias

Na passada semana, os Professores da Faculdade foram surpreendidos pela visita de alguns "traidores" que se vinham apresentar como “Delegados de Curso”. Invocando pretensas perseguições que eles teriam sido movidas pelos estudantes dos respectivos cursos, tentaram atabalhoadamente explicar a sua (deles) triste situação.
Se as poucas informações que nos chegaram são boas, os traidores baseiam. o pedido de reconhecimento no facto (nunca verificado) de terem sido impedidos de participar nas eleições para Delegados de Curso. Não fora a nossa "terrível ditadura" e eles teriam sido eleitos, não fora a "manipulação política" de que os estudantes são vitimas e eles teriam feito compreender às amplas camadas de estudantes, que participaram na livre eleição dos delegados, que nós éramos (como de costume) agentes subversivas ou agitadores profissionais... 
Esqueceram-se estes sicários juvenis da repressão de alguns factos que destroem por completo as suas mais que duvidosas pretensões:

1970-02-25 - PEDAGÓGICAS - Informação 3 - Movimento Estudantil

PEDAGÓGICAS - Informação 3

Resolução do M.E. de 25/2/70

De acordo com o despacho do MEN e tendo em conta a posição dos estudantes resolve:
1) Ao autorizar a realização dos exames as cadeiras do primeiro semestre na época de Março
2) Que os alunos deverão fazer a sua opção Individual entre a época de Março e a época de Junho isto é haverá duas hipóteses à escolha:
Março e Outubro ou Junho e Outubro
3) Que os exames da época de Março poderão ter início a partir de 1 de Março
4) Que as segundas chamadas das provas escritas das cadeiras com mais de cem alunos se deverão realizar até 4 de Abril
5) Que as datas dos exames deverão ser definidas pelos estudantes que as apresentarão aos professores
Esta resposta do C.E. equivale a dizer que tudo se resolveria com um simples arranco de datas.
Mas todos nós sabemos que o problema exame subsiste e está longe de se resolver com uma mera opção de calendário.

1970-02-25 - PEDAGÓGICAS Informação nº 2: - Movimento Estudantil

PEDAGÓGICAS Informação nº 2:

associação de estudantes da faculdade de ciências de lisboa

EXAMES SEMESTRAIS
A - Realizou-se hoje, dia 25, um debate na aula das 10 horas da cadeira de Elementos de Química-Física com a participação de cerca de 100 alunos e do professor. 
Este debate incidiu sobre os, seguintes pontos: 
1) EXAME - Reafirmou-se o desejo unânime de fazer exame após o termo da cadeira. 
2) DATAS - Propuseram-se duas datas logo a seguir às férias da Páscoa.
3) Problemas pedagógicos da cadeira ( Elementos de Química-Física) e sua - inserção nas diversas licenciaturas.
Conclusões:
a) Reparação de exames para Licenciaturas de Física e Química, e para Matemáticas e Engenharia Geográfica.
b ) No regime de aulas práticas:
l - Os relatórios deverão ser menos formais dando melhor ideia das observações;

1970-02-25 - PEDAGÓGICAS - Movimento Estudantil

PEDAGÓGICAS

associação de estudantes da faculdade de ciências de lisboa

EXAMES SEMESTRAIS
Como se sabe, o Ministro da Educação delegou no Conselho Escolar de cada Faculdade a decisão sobre a realização de exames das cadeiras do 1º semestre na época de Março.
Até agora o C.E. da Faculdade de Ciências não se pronunciou «No entanto ê aos estudantes que compete a decisão de todas estas questões.
Realizou-se ontem uma reunião na Associação em que os estudantes debateram alguns dos problemas fundamentais ligados à realização dos exames das cadeiras semestrais logo apôs a sua frequência
Os pontos colocados na reunião foram os seguintes:
1 - Considerando que ê ao estudante que cabe a decisão última de todos os seus problemas, destacando de entre eles a forma como o exame é realizado, o próprio exame em si e no imediato as datas em que ele se vai efectuar, viu-se que nunca poderia caber ao C.E. a resolução unilateral destas questões. Por isso acentuou-se numa moção a enviar ao mesmo (C.E.) que transcreveria os pontos acima colocados:

1970-02-25 - CURSOS LIVRES - Movimento Estudantil

NÚMERO 6
CURSOS LIVRES

ECONOMIA III
Depois de estruturado o curso livre de Economia III e de delineado o seu programa, começou este a funcionar no dia 17/2.
Houve posteriormente contactos com o assistente encarregado da regência (Dr. Hernâni), o qual se dispunha a prosseguir nos moldes tradicionais, as "suas" aulas, ficando a prática destinada À "contestação"...
Como uma solução destas é completamente desvirtuadora dos esquemas gerais da luta dos estudantes do ISCEF neste momento, imediatamente se tentou fazer ver ao Dr. Hernâni qual o sentido dessa luta e a estratégia definida.
E porque entendemos que devo estar claro o significado dos cursos livres, as razoes do seu aparecimento, a premência com que foram montados, a sua transitoriedade nos moldes iniciais, foi explicado ao Dr. Hernâni que o que se pretendia era, progressivamente, integrar a orgânica dos cursos livres nas "aulas teóricas". Com base nisto, efectuou-se na sexta-feira uma reunião da Comissão de Economia III com o Dr. Hernâni, onde se iniciou um trabalho de reformulação do programa da Cadeira, aproveitando certos típicos do programa dos Professores e integrando os temas do Curso Livre. Como pano de fundo estariam as nossas concepções de AULA o seu funcionamento, que assentam em noções de Pedagogia radicalmente diferentes das do Assistente. Concretamente, e em princípio, só será por nós aceite uma aula desde que participada - e sobre isto, os alunos de Ec. III aprovaram uma proposta que no seu ponto fundamental (e controvertido pelos Professores), diz: "... Que as aulas funcionem em regime de participação activa; entendendo-se por tal um sistema de auto-gestão em que a orientação das aulas competirá o todos os alunos e ao Professor, sem que este tenha o controle daquelas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

1975-02-24 - Ingresso Nº 06

Editorial

O ensino liceal está de norte a sul do pais em greve.
De facto a burguesia venda que a batalha travada cem os estudantes do lº ano caminha irreversivelmente para a vitória destes, tenta fazer a jogada neutro campe. Assim, através do despacho de 3/2/75 sobre a avaliação de conhecimentos, que estabelece a média geral de 12 e 14 valores para a dispensa de exames dos 58 « 72 anos, respectivamente, o MEC pretende uma selecção antecipada no ensino secundário. Mas esta semelhança do 1º ano, levanta-se em toda a linha, erguendo um poderoso movimento de massas que deixa a burguesia cada vez mais impossibilitada de sair da crise em que se encontra. Esta luta, levada agora a formas mais avançadas (greve nacional) e no essencial a mesma que a nossa. O que e MEC pretende com os seus decretos fascistas para o ensino secundário é o mesmo que pretende com á recusa do ingresso imediato para o lº ano.
Mas se o já não pode impor as suas medidas reaccionárias, e se lhe é impossível manter a escola burguesa a funcionar, cabe aos estudantes prosseguirem firmes e unidos, para aquilo que será a sua forma suprema de luta o ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES PORTUGUESES a realizar nos dias 15 e 16 de Março. Para isso devem convergir todos os nossos esforços para a sua efectivação.

1970-02-24 - EXAMES DE CADEIRAS DO 1º SEMESTRE - Movimento Estudantil

EXAMES DE CADEIRAS DO 1º SEMESTRE

Desde o inicio do 2º período que os estudantes de várias cadeiras do 1º semestre, apresentaram requerimento ao M.E.N., para que fossem autorizados exames dessas na época de Março. O ministro delegou no conselho-escolar da faculdade a decisão que até agora não foi tomada. Este atraso na resposta do conselho escolar vem tornar mais difíceis as condições para que estes exames se realizem antes de Junho porque favorece as posições daqueles professores que não estão dispostos a fazer exame agora com a Justificação de que já não há tempo, que têm cadeiras do segundo semestre..., agravando ainda mais as condições em que os estudantes se podem preparar para fazê-los em Junho.
Ora todos nós sentimos que a realização de cadeiras do 1º semestre em Junho só vem agravar as condições do exame, tomar mais aberrante as condições de quem é examinado.
Todo o sistema de ensine está orientado não para uma construção criadora e progressiva do saber mas para a memorização mecanizada de um amontoado de programas sem coesão, que é preciso vomitar no exame. Por isso toda a argumentação dos professores sobre a necessidade de estudo constante e atitude crítica do universitário" não passa de verbalismo.

1970-02-24 - Affaire AUGUSTO Manuel - FIDH

LIGUE FRANÇAISE POUR LA DÉFENSE DES DROITS DE L/HOMME ET DU CITOYEN
27, RUE JEAN-DOLENT - PARIS (14º)
TÉLÉPHONE : 331-71-25 — C.C.P. 218-25 PARIS

Paris, le 24 février 1970.

Affaire AUGUSTO Manuel

Cher Président,

Depuis plusieurs mois nous nous occupons du cas dun de vos compatriotes, M. Manuel AUGUSTO, né le 10 octobre 1933 à LISBONNE, qui a fait lobjet d'une mesure de refoulement en date du 16 juin 1969 et se trouve actuellement à 1'hopital Saint-Jean Dieu à EYGURANDE (Corrèze), après avoir subi à la prison de TULLE une peine pour infractien à la législation sur les étrangers.
A la suite de nombreuses démarches auprès du Ministre de l’Intérietir pour que M. AUGUSTO ne soit pas livré à la police politique portugaise qui le recherche en raison de son activité passée, nous sommes parvenus à obtenir 1'assurance au moins formelle que les autorités françaises étaient disposées à faciliter son départ pour un autre pays que le Portugal. Toutefois, nous a précisé le Ministre de 1'Intérieur, il appartient à M. AUGUSTO d'entreprendre lui-même des démarches en vue de trouver un pays d'accueil.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

1975-02-23 - 1ª ASSEMBLEIA DE PEQUENOS E MÉDIOS AGRICULTORES DO DISTRITO DE PORTALEGRE - MDP-CDE


1975-02-23 - FREP - DIRECÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DA FREP DO DISTRITO DE BRAGA

FEDERAÇÃO REVOLUCIONARIA DOS ESTUDANTES PORTUGUESES

DIRECÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DA FREP DO DISTRITO DE BRAGA

A todos os camaradas dos COMITÉS RIBEIRO SANTOS para a participação no Plenário de preparação do II Congresso Nacional da FREP.
Tendo em vista mobilizar política, ideológica e organizativamente todas as nossas forças para o II Congresso Nacional da FREP, a direcção da organização da FREP do Distrito de BRAGA resolveu convocar um Plenário onde se possa, por um lado, fazer um balanço da nossa actividade em todos os domínios e trocar as experiências dos vários sectores aprendendo simultaneamente com os êxitos alcançados e com os erros cometidos, por outro lado, chegar, por intermédio da crítica e da auto-crítica e dá luta ideológica activa, a uma nova unidade na base dos princípios da política e da táctica revolucionária da FREP.

1975-02-00 - SOBRE OS SINDICATOS - FEC(ml)

SOBRE OS SINDICATOS

POR OS SINDICATOS AO SERVIÇO DA CLASSE OPERÁRIA!

O Secretariado da FEC (M-l) em Coimbra ao editar estes textos sobre os sindicatos, tem em vista contribuir para um melhor esclarecimento dos trabalhadores e sua formação política, Hoje a maioria das direcções sindicais e o Secretariado da Intersindical encontram-se dominados pelos reformistas, traidores das lutas da classe operária. O seu desmascaramento e a sua expulsão são tarefas importantes da classe operária sem as quais é impossível a sua emancipação. Além da nos locais de trabalho é necessário armar os trabalhadores com a teoria, com o conhecimento do que devem ser os sindicatos e do que temos de fazer para que eles estejam ao nosso serviço, ao serviço dos explorados.
A discussão destes e doutros textos que existem e que iremos publicando, e a sua aplicação à prática são um avanço na luta contra o reformismo sindical, são um avanço na luta por sindicatos ao serviço da classe operária.

1975-02-00 - Boletim do CCUL Nº 06

as duas linhas no Movimento Cine-Clubista

Analisando cronologicamente o que foi o movimento cineclubista nos últimos tempos, pode dizer-se que as duas concepções acerca do que é e do que deve ser o cineclubismo, que já se delineavam bastante antes do 25 de Abril, se tornaram claramente antagónicas, conduzindo à formação de dois blocos, no Encontro de Cine-Clubes, em Aveiro.
Por um lado, os defensores da linha reformista, conciliadora, que cada vez mais se transformarem social-fascista, com as suas teses culturalistas, de arte acima das classes, com as suas teses revisionistas de Arte e Cultura, tentando fazer o que sempre tinham tentado fazer neste campo e o que já tinham conseguido noutros: estabelecer um apertado controle de cúpula sobre os Cine-Clubes existentes, à imagem do seu papel na Federação do Teatro Amador, nos sindicatos sob a sua pata e na Intersindical!
Por outro lado, os Cine-Clubes progressistas que defendem, que o Cinema, todas as formas de Arte e Cultura são o reflexo da concepção do mundo e da vida de uma dada classe, que os Cine-Clubes devem ser associações culturais de massas onde seja praticada a mais ampla democracia e que todos aqueles que aí trabalhem devem colocar os seus esforços e actividades inteiramente ao serviço das massas populares.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

1975-02-22 - MOVIMENTOS CRISTÃOS SOLIDÁRIOS COM OS TRABALHADORAS DE RADIO RENASCENÇA

MOVIMENTOS CRISTÃOS

SOLIDÁRIOS COM OS TRABALHADORAS DE RADIO RENASCENÇA

Nós, cristãos responsáveis pelos Movimentos abaixo assinados, porque dispomos da interpretação que o Episcopado Português tem feito da luta dos trabalhadores da Rádio Renascença;
porque vivemos num momento histórico de alto significado na luta libertadora da classe operaria que tem sido abafada e muitas vezes deformada pelos Meios de Comunicação Social;
Porque consideramos imprescindível que esta luta seja divulgada pela própria classe sob o risco de ser manipulada;
Porque nos sentimos solidários com a luta dos oprimidos e com a construção de uma Igreja Libertadora, propomos à reflecção de todos os cristãos:
que, contrariamente ao conteúdo da Nota da Conferência Episcopal de 12 de Fevereiro a greve desencadeada pelos trabalhadores da Rádio Renascença a partir do dia 19 do corrente é pela defesa do direito ao trabalho e à informação.

1975-02-00 - Folha Comunista Nº 31 - URML

EDITORIAL
A reconstrução do Partido Comunista e as eleições

As atenções das várias classes sociais existentes em Portugal vão, por diferentes motivos, centrar-se nas eleições, durante o período que se avizinha. Depois de 48
anos de fascismo, são estas as primeiras eleições para a Constituinte em regime de democracia burguesa. O aproveitamento revolucionário das eleições burguesas foi considerado correcto pelos marxistas-leninistas. A plataforma táctica UDP que se aliou justa, no processo actual da reconstrução do Partido Comunista, foi a do socialismo e da democracia popular.
Concorrer às eleições não visa cair no eleitoralismo, mas sim aproveitar as liberdades «democráticas» da burguesia, para mobilizar e organizar amplas massas de trabalhadores e, principalmente, a classe operária.
Esta situação pôs-se como tarefa imediata e prioritária
para os marxistas-leninistas.
O apoio dado pelas Organizações marxistas-leninistas, na base de um programa pelo socialismo e pela democracia popular, e fruto de longos debates e discussões ideológicas, franca e fraternas, e de uma prática política comum. Meses atrás, seria impossível pensar no apoio conjunto de duas dessas organizações a uma plataforma eleitoral.

1975-02-00 - Fogão Vermelho Nº 01

EDITORIAL

Este boletim nasce ao, mesmo tempo que a criação da nossa Associação de trabalhadores. 
A informação continua a ser importante, é devido à falta de informação, que nós não nos decidimos a tomar posições, que correm boatos, que temos medo.
Pretendemos que este boletim, seja mais do que uma simples fonte de informações.
Pretendemos com este estar em contacto mais intimo contigo, esperamos através dele levar até junto de ti, e que muitos camaradas pensam da nossa luta e da realidade política que o País vive.
O boletim através da correspondência operária, deve ser o eco da sua exploração, e o defensor das suas reivindicações. Nós não acreditamos nos homens isolados, só a multidão e as massas unidas é que podem lutar com a possibilidade de alcançar a vitória.
Pretendemos também que faças deste boletim uma arma para agitar ideias e que participes nele de modo a que os artigos sirvam para uma maior consciencialização da
classe trabalhadora, para que todos possamos entender qual a sociedade que nos convém construir.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

1975-02-27 - 22º Aniversário da CUT / Chile


1975-02-21 - COMÍCIO MPAC


1975-02-21 - O Alvo Nº 17

editorial

Reaccionário, o que é? Não tanto aquele que quer -regressar a um passado recente, mas, sobretudo, quem não quer pensar para si mesmo em termos de mudança, a despeito de ter caminhos abertos à sua frente pelos quais pode optar livremente. Na sua passividade, no conservadorismo egoísta, na sua inércia a novas ou outras soluções, o reaccionário, não coopera, não colabora, ou remete-se a um silêncio triste, ou repete "slogans" ou rumores orientados, ou integrasse em círculos fechados de maledicência. Assim, a sua atitude - que é procedimento inconsciente – serve melhor o activismo contra-revolucionário do que a própria revolução ou os seus interesses pessoais. O reaccionário pode ser só ignorância – total ou específica - ou, até, defesa natural de cágado metido na sua carapaça, caracol escondido na casca ou ouriço ou porco espinho enrolado em si mesmo. Não é luta. Não dá luta. Não concebe combate frontal ou envolvente de qualquer espécie. E pedra, contudo à espera que a atirem. Rês pronta a ser guiada, para outro pasto ao grito do pastor, ao golpe do cajado, a focinhada diligente do podengo.

1975-02-21 - Alavanca Nº 11 - II Série - INTERSINDICAL

CHILE UM PAIS À VENDA

«Bienvenidos a Chile miembros de Business lnternacional» (Bem-vindos ao Chile, membros dos negócios internacionais)
.... eis o anúncio que o jornal chileno «El Mercúrio» trazia nas suas páginas em Junho de 1974. «Nós chilenos, desejamos que visitas tão agradáveis tenham uma estadia feliz no nosso país. Esperamos que os objectivos que animaram a vossa viagem tenham total satisfação e que os planos formulados nas nossas conversas estejam animados de clareza e objectividade necessárias ao bom entendimento. No Chile, os amigos falam claro» continuava o anúncio, ilustrado com uma grande mala à James Bond, na qual se reflectia como em ecran da TV uma grave conferência de negócios. Este anúncio é, na verdade, o símbolo do regime instaurado no Chile pelos militares fascistas decididos a vender o seu país ao imperialismo.
QUANDO os militares derrubaram o regime progressista do presidente Salvador Allende, tinha-se instaurado, durante os três anos que o Governo de Unidade Popular se manteve no poder, um sector de propriedade social que fornecia 25 por cento da actividade industrial; mais de 80 por cento da actividade mineira; quase 100 por cento do sistema bancário; 100 por conto do sector de energia. Além destas, pertenciam ao mesmo sector.

1975-02-00 - Sindicatos - DESMASCARAR A REACÇÃO

DESMASCARAR A REACÇÃO

A propósito do comunicado
«ASSALTO AO SINDICATO OU MEDO DA VERDADE»

EDITORIAL
1. O FALSO PROBLEMA
A crise provocada pela consagração legal do princípio da unicidade sindical é um falso problema colocado aos trabalhadores por forças estranhas aos seus interesses de classe, e que tem sido ampla e abertamente explorado pelos seus inimigos.
Sabem os trabalhadores que só unidos e organizados podem enfrentar o patronato, lutar contra a exploração de que são vítimas no sistema de produção capitalista.
Defender liberdades burguesas é interesse da burguesia. Esta, mesmo quando liberal, tem interesses opostos aos da classe trabalhadora, obrigada a vender a sua força de trabalho, de cuja mais valia produzida tanto engorda o explorador fascista como o explorador de feição liberal.

1970-02-00 - SOLIDARIEDADE COM A GUERRA JUSTA DOS POVOS COLONIAIS - UEC(ml)

União dos Estudantes Comunistas (marxista-leninista)

SOLIDARIEDADE COM A GUERRA JUSTA DOS POVOS COLONIAIS

TODOS À MANIFESTAÇÃO DO DIA 21

Os Comités de Luta Anti-Colonial (C.L.A.C.) convocaram para o dia 21 uma manifestação revolucionária de solidariedade com a luta dos Povos oprimidos das colónias. Ao contrário da direcção revisionista do P.”C".P., que perante iniciativas deste género e face às pressões dos seus militantes de base costuma tomar posições dúbias, os Marxistas-Leninistas têm uma posição clara: 
Além de não se oporem, os Marxistas-Leninistas, na medida das suas forças, apoiam activamente toda a luta revolucionária. Assim a U.E.C. (m-l) saúda os Comités de Luta Anti-colonial pela sua iniciativa e apela para que todos os Estudantes Revolucionários participem na Manifestação de Solidariedade com a guerra justa dos Povos Coloniais, a realizar no dia 21.
A luta armada que os Povos de Angola, Guiné e Moçambique travam pela sua emancipação nacional é dirigida contra o capitalismo português é contra o sistema imperialista mundial, nó qual aquele se integra.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

1975-02-20 - I ENCONTRO NACIONAL DOS GAAF´S


1975-02-20 - Soldados - AOS SOLDADOS, AOS MARINHEIROS, E A TODOS OS TRABALHADORES

AOS SOLDADOS, AOS MARINHEIROS, E A TODOS OS TRABALHADORES
OPERÁRIOS E SOLDADOS - A MESMA LUTA!

A manifestação de 40.000 operários no passado dia 7 contra os despedimentos e contra o imperialismo foi uma grandiosa vitória dos trabalhadores e dos soldados.
A nós soldados, a burguesia e os seus oficiais tentam fazer-nos esquecer que somos operários e trabalhadores. A burguesia tentou virar-nos contra os nossos camaradas em fato de trabalho pondo-nos a defender a embaixada dos imperialistas. Mas nós, oprimidos no quartel, sabemos que o nosso inimigo é o mesmo que explora nas fábricas e nos campos os nossos irmãos de classe. Por isso nós pousamos as armas e gritámos de punho erguido juntamente com os manifestantes:

1975-02-20 - NOTA DO PCP SOBRE A PRESENTE CAMPANHA ANTICOMUNISTA - PCP

NOTA DO PCP SOBRE A PRESENTE CAMPANHA ANTICOMUNISTA

1. Está a viver-se actualmente um recrudescimento extremo do anticomunismo. Não se trata apenas do tradicional anticomunismo da reacção fascista e seus aliados, cuja propaganda desde sempre pintou os comunistas como inimigos da pátria, da família e até do próprio (…). Trata-se de uma modalidade de anticomunismo em que aparecem envolvidos, coincidindo com a pior reacção, sectores que se afirmam liberais e democráticos, que deformam a política do PCP, caluniam sobre os seus objectivos, mentem acerca da sua actividade.
2. Quando dirigentes de certos partidos afirmam ter evitado a guerra civil, querendo significar implicitamente que o PCP a quis provocar, o que pretendem com esta monstruosa calúnia é apresentar o PCP à opinião pública e, em particular, às forças democráticas hesitantes, como inimigo das liberdades e da democracia.

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