sexta-feira, 3 de agosto de 2018

1978-08-03 - SOLIDARIEDADE COM OS OPERÁRIOS DA FACAR! - PCP(R)

SOLIDARIEDADE COM OS OPERÁRIOS DA FACAR!

OPERÁRIOS DA REGIÃO DO PORTO!
Os grandes capitalistas, os fascistas e os imperialistas americanos e alemães nunca estiveram com o 25 de Abril e desde a primeira hora se lhe opuseram.
Mas a força da luta do povo foi maior e quer no 28 de Setembro, quer no 11 de Março e em muitas outras ocasiões os saudosistas do fascismo não levaram a melhor. É com o golpe reaccionário do 25 de Novembro, cuidadosamente preparado pelos reaccionários, que a grande burguesia passa ao ataque em força às grandes conquistas de Abril, visando destruí-las na totalidade.
É o que vem acontecendo na FACAR, depois da desinterven­ção, que constituiu uma grande traição do governo PS, das cúpulas corrompidas dos soaristas e também daqueles que de forma encapotada foram dando cobertura à política anti-popular do governo.
Muitos trabalhadores se opuseram, mas as ilusões nas boas intenções dos Carvalhos possibilitaram o seu regresso com as consequências que o nosso Partido e muitos operários previam.
O Dr. Sarmento, ex-membro da Comissão de Gestão é despedido, a seguir o Engº Técnico José Leça; a seguir a C.T. é destituída, a repressão instala-se!

OPERÁRIOS DO PORTO!
Hoje os Carvalhos são à ponta de lança da repressão nas fábricas!
Tomai o exemplo do sucedido na Facar e não vos deixeis iludir com os governos ou com as promessas enganadoras dos patrões!
Em nenhuma outra fábrica o patronato ousa montar uma PIDE. Na FACAR foram contratados 1 advogado e 1 dactilógrafa para fazer um "ficheiro ideológico dos trabalhadores". Os trabalhadores são chamados um a um e interrogados nos gabinetes sobre os partidos políticos, sobre os Carvalhos, sobre os chefes, sobre o que pensam da democracia, etc...
DESDE QUANDO, EM PORTUGAL, OS TRABALHADORES SÃO OBRIGADOS A DIVULGAR AOS PATRÕES (OU A PIDE) AS SUAS OPÇÕES POLÍTICO-IDEOLÓGICAS, ETC.!?

CAMARADAS:
Os Carvalhos querem destruir as liberdades, os direitos sindicais, querem criar um ambiente de coacção com uma rede de espiões, a tal comissão ad-hoc.
NÃO PODEMOS PERMITIR ISTO!
A hora é de unidade, é de resistir, é de solidariedade! As divisões partidárias devem ser superadas para que os trabalhadores se unam e resistam às prepotências dos Carvalhos. Ninguém deve responder ao inquérito!
Que nas Assembleias sindicais e de empresa se aprovem moções, se tomem formas de luta para apoiar os operários da FACAR!
QUE NINGUÉM RESPONDA AO INQUÉRITO!
SOLIDARIEDADE COM OS TRABALHADORES DA FACAR!
DEFENDER AS LIBERDADES SINDICAIS, É DEFENDER O 25 DE ABRIL!

Porto, 3 de Agosto de 1978
O Comité Regional do Porto do PCP(R)
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)

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