terça-feira, 17 de julho de 2018

1978-07-17 - AS REPROVAÇÕES EM MASSA SÃO A CONSEQUÊNCIA DE UMA TRAIÇÃO - FEML


FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS - LENINISTAS
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

AS REPROVAÇÕES EM MASSA SÃO A CONSEQUÊNCIA DE UMA TRAIÇÃO
CAMARADAS:
Qualquer estudante que ao chegar defronte das pautas de exame deparar com o espectáculo da palavra excluído assinalada a vermelho, sobrepondo-se a tudo o resto, não pode deixar de sentir um sentimento de revolta e meditar sobre as causas e consequências de tal ocorrência. Não poderá também deixar de interrogar-se sobre os porquês de uma luta que os estudantes travaram durante vários meses contra os exames, acabando por ir fazê-los com as consequências que a nossa organização já previa: chumbos em massa. É a todas estas questões que se colocam aos estudantes, no sentido de tirar as lições para o futuro das próximas lutas, que iremos tentar responder.
1 - Foi a nossa organização, a Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, que iniciou o processo de luta contra os exames, particularmente contra os exames do 9º ano, após uma justa análise da situação no ensino, em que previu que a maior parte das contradições do actual sistema iriam cair sobre os estudantes do 2º ano. A luta iniciou-se, primeiro através da agitação e da propaganda denunciando aos estudantes o carácter selectivo dos exames, e de manutenção do ensino ao serviço do sistema capitalista, e depois, numa fase mais avançada, através da discussão e aprovação de propostas e da organização em Pró-Comissões e Comissões de luta contra os exames. Esta fase foi de uma particular importância, pois lançou a luta e enraizou nos estudantes uma vontade de lutar e uma revolta contra as medidas do MEC.
2 - Os chumbos que agora temos oportunidade de verificar não estão desligados da situação política actual. Eles relacionam-se com a aplicação das medidas do FMI de sujeição da nossa pátria ao imperialismo e estão, como é óbvio, inscritos na receita que o FMI passou ao governo português no que respeita ao ensino. Daí que os revisionistas da EU”C” e da UDPide, como fiéis lacaios do governo e defensores do acordo com o FMI, perante o ascenso da luta dos estudantes, tivessem visto a necessidade de se meterem na luta para melhor a traírem. Isto é uma velha táctica por eles utilizada que os estudantes comunistas sempre têm denunciado e continuarão a fazê-lo. Apressadamente, convocaram encontros fantoches de estruturas por eles controladas e vieram dizer aos estudantes, arvorando-se em grandes defensores dos seus interesses, que era preciso fazer uma "jornada de luta" a nível nacional. Isto tinha interesses bastante claros: impor uma clara derrota ao movimento estudantil para fazer grassar no seu seio o desânimo e a consequente desmobilização, para assim o MEC impor as suas medidas. Foi isto, nem mais nem menos, que aconteceu na "jornada de luta" do dia 30. Depois do fracasso que se antevia nessa jornada de traição, os revisionistas reuniram novamente e disseram simplesmente que já não era possível lutar e por isso a luta estava terminada. E já não tomaram a abrir mais o bico.
3 - Consumada a traição à luta por parte dos revisionistas é necessário fazer um balanço e tirar daí as devidas lições.
Em primeiro lugar, e como questão mais importante e decisiva, coloca-se o problema da direcção. Nunca é demais repetir isto. Os estudantes sob uma direcção justa e correcta, a direcção da FEM-L, que congregue a luta dos estudantes à luta mais geral do Povo, sob a direcção da classe operária, alcançarão a vitória, desde que saibam separar o trigo do joio e isolar o revisionismo e as suas posições de cães de trela da burguesia. Se, pelo contrário, os revisionistas tomam a rédea do movimento estudantil, assistimos então à traição mais descarada, à derrota e à desmobilização. É por isso, que quando fazemos o balanço da luta, colocamos os revisionistas como o inimigo número um dos estudantes. Só a unidade na base dos princípios, guiados por uma direcção firme e clarividente, vibrará o golpe decisivo no inimigo revisionista e em toda a burguesia no seu conjunto.

MORTE AO REVISIONISMO!
VIVA A JUSTA LUTA DA JUVENTUDE ESTUDANTIL!
ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!
VIVA A FEM-L!
VIVA O PCTP/MRPP!

17/7/78
CÉLULA DA FEM-L DO LICEU D. DINIS

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