sexta-feira, 13 de julho de 2018

1978-07-13 - Unidade Popular Nº 168 - PCP(ml)


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Cunhal em histeria contra a China socialista

Em entrevista aos serviços portugueses da BBC, o secretário-geral da quinta-coluna do social-imperialismo em Portugal atacou furiosamente a República Popular da China e as relações entre a China e Portugal.
Disse Cunhal que «uma embaixada da China em Lisboa vai ser um centro um tanto de conspiração e animação das forças que estão contra a democracia portuguesa, contra o regime democrático português e, naturalmente, contra os nossos amigos em África».
As calúnias seguiu-se o medo que se apodera dos sociais-fascistas ao ouvirem falar em relações com a China socialista: «há certos factos que nos inquietam quanto ao estabelecimento de relações com a República Popular da China», reconheceu Cunhal.
Mais adiante, o representante de Brejnev em Lisboa lançou-se contra o PCP(m-l), chamando-lhe «pequeno grupo que coopera com a extrema-direita como seu agente».
Cunhal atacou igualmente a política externa chinesa.

O histerismo do agente social-imperialista não espanta ninguém: o partido de Cunhal foi uma das quintas-colunas de Moscovo que primeiro se lançou contra a China e que desde sempre não perde uma oportunidade para lançar veneno e prejudicar as relações entre os dois países.
Não sendo novidade, o his­terismo de Cunhal não deixa de ser uma coisa boa: revela a natureza do social-fascismo e testemunha o medo que tem o social-imperialismo em que se estabeleçam boas relações entre Portugal e a China. Isto é tanto mais evidente quanto Cunhal debitou as suas calúnias quando o Sporting regressava da China, depois de uma bem sucedida viagem organizada pela Associação Democrática de Amizade Portugal-China. É precisamente o êxito desta viagem que tantos arrepios provoca a Cunhal.



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