terça-feira, 17 de julho de 2018

1973-07-17 - À LUTA CAMARADAS! - FEML


À LUTA CAMARADAS!

O SANGUE GENEROSO DA CLASSE OPERÁRIA CLAMA VINGANÇA!

Dói-nos o coração e a alma! Um digno filho, da grande classe operária foi cobardemente assassinado.
Os verdugos da classe operária e do Povo cometeram mais um odioso crime.
O sangue forte e generoso do heróico operário da TAP clama vingança.
Pela sua classe lutou pelo seu Povo morreu. A sua luta é uma luta justa e o seu sangue aponta firmemente aos camaradas que o único caminho a seguir é: CONTINUAR O COMBATE!

Com o sangue dos seus melhores filhos e sobre os escombros da luta o povo sob a direcção da classe operária, construirá um dia um maravilhoso país, uma gloriosa sociedade: um país socialista, uma sociedade digna de ser vivida.
As forças da reacção, os carrascos do Povo, vêem o seu fim aproximar-se. Está para breve o dia em que o ódio do povo e a sua poderosa força revolucionária fará brilhar sobre o nosso país o sol da Liberdade e da Democracia.
Camaradas! Os exploradores do Povo sugam-lhe o suor e o sangue. O Povo vive na miséria, mas assumiu corajosamente a posição de se libertar das grilhetas que o prendem. A classe operária e as massas trabalhadoras nada têm a perder a não ser as suas algemas. Por isso o Povo luta e morre a lutar. Lutar até à vitória final, até à conquista do PÃO, da PAZ, da TERRA, da LIBERDADE, da DEMOCRACIA e da INDEPENDÊNCIA NACIONAL - lutar até ao último homem. LUTAR SEMPRE, LUTAR DURO. Eis o que nos ensinam os Camaradas da TAP. Eis o princípio que nos aponta o camarada operário caído no campo da luta.
A sua morte é para nós a morte de um irmão, de um amigo íntimo e querido, dum mártir da Revolução popular.
A vida sob o regime da escravidão é repleta de sacrifícios. A classe operária e o Povo têm, pela experiência da vida de escravos, o coração habituado a grandes dores. "Onde há luta há sacrifício e a morte é coisa frequente" diz o camarada MAO.
A vida do Povo é a vida de luta. Os seus sacrifícios e o seu heroísmo exorta-nos, desperta a nossa energia e o nosso ardor revolucionários. Cada dor que o Povo sofre é dor que sofremos e sentimos profundamente. Cada vitória do Povo é a nossa própria vitória.
Por isso nós, marxistas-leninistas-maoistas, pensando interpretar os mais profundos sentimentos das massas estudantis, juramos perante a classe operária e o Povo lutar com todas as nossas energias pela vingança do camarada assassinado, pelo triunfo da Revolução Popular e pela causa do Socialismo.
Que a dor profunda que as massas estudantis sentem pela morte do operário assassinado se transforme, num movimento impetuoso e numa voz poderosa, numa força de combate à opressão fascista e ao poder da burguesia. Que os operários da TAP continuem firmemente na sua luta honrando o seu heróico camarada.
Que as massas estudantis se mobilizem em massa para o funeral do heróico camarada da TAP, honrem a classe operária e o Povo e manifestem bem alto e lado a lado com as massas trabalhadoras, o seu ódio aos opressores e exploradores.
Que os estudantes revolucionários desenvolvam intensa agitação entre as massas, lhes expliquem o imenso significado histórico deste assassinato e da ligação estreita que existe entre o crescendo da luta popular e o aumento da repressão fascista, denunciando todos os oportunistas, revisionistas e neo-revisionistas que pelas mais variadas formas tentarão sabotar a luta, estreitando assim a união da nossa luta com a luta da classe operária e das massas trabalhadoras, reforçando a sua direcção proletária no sector estudantil e elevando bem alto o glorioso nome do nosso querido e amado camarada José António Ribeiro Santos. Para isso, APELAM que os estudantes revolucionários formem Comités de Apoio e de Solidariedade Activa com a luta do povo e em particular à luta dos operários da TAP que agrupem os elementos mais conscientes, activos e combativos das massas que sintam profundamente o desejo de fazer causa comum com a luta dos operários da TAP pela vingança do camarada assassinado denunciando este odioso crime e apoiando a sua justa luta que se integra nos objectivos da Revolução Democrática Popular: o PÃO, a PAZ, a TERRA, a LIBERDADE, a DEMOCRACIA e a INDEPENDÊNCIA NACIONAL.
VINGUEMOS O OPERÁRIO ASSASSINADO!
FAÇAMOS DO FUNERAL UMA JORNADA DE COMBATE À BURGUESIA COLONIAL-FASCISTA!
O SIGNIFICADO MAIS PROFUNDO DO ASSASSINATO DO CAMARADA OPERÁRIO DA TAP
Quinta feira, dia 12 de Julho, precisamente 9 meses após o cobarde assassinato pela Pide do heróico camarada Ribeiro Santos e à mesma hora em que se realizava na Cidade Universitária uma homenagem dos estudantes de Lisboa ao nosso querido camarada, exortando os estudantes a perseverar na luta e a seguir o seu luminoso exemplo, precisamente nesse momento, a polícia de choque conduzida em 15 carrinhas e a Pide carregavam à metralhadora e com cães polícias sobre uma concentração do 3000 operários e trabalhadores da TAP que unidos apresentavam e defendiam as suas justas reivindicações sobre os vários aspectos do Contrato Colectivo de Trabalho.
A investida das bestas de choque os operários responderam com a violência revolucionária, resistindo utilizando ácidos, maçaricos e os reactores dos jactos.
Nesta luta desigual, travada taco a taco, entre as massas populares e as forças reaccionárias, as bestas de choque foram cercadas e sentiram no pelo o ódio do povo. No entanto as armas dos operários eram rudimentares e do acaso, enquanto que o gado de choque vinha armado de metralhadoras e preparado para matar. Sob as balas assassinas tombou um heróico operário. Muitos outros ficaram feridos, alguns em estado grave.
Nove meses após o assassinato do heróico camarada Ribeiro Santos a burguesia mostrou de forma semelhante e inequivocamente o pavor que tem do Povo e da organização revolucionária das suas lutas. A burguesia mostrou que sente aproximar-se o dia do grande ajuste de contas.
Nove meses após o assassinato do heróico camarada Ribeiro Santos a classe operária e as massas trabalhadoras davam mais um profundo golpe no pacifismo e colaboracionismo revisionista e na limpeza da peçonha revisionista.
Nove nesses após o assassinato do heróico camarada Ribeiro Santos os operários da TAP desmascararam as teses neo-revisionistas, contra-revolucionárias de que "a repressão se abate só para prevenir" e de que "a seguir à luta das massas se segue a desorientação destas”. Para estes canalhas que consideram as massas em estado de “refluxo” e que não existe luta do povo mas tão somente repressão e mais repressão que ainda por cima, segundo eles, "se abate só para prevenir” os operários da TAP e o heróico camarada operário assassinado, mostraram como se combate os liquidacionistas.
Orientados e conduzidos pelo seu Comité Operário, formado há cerca de dois anos, os operários da TAP, elevaram o seu grau de consciência e de combatividade, mostrando um elevado grau de consciência de classe, de união e firmeza na luta.
Passados perto de três anos após o nascimento do glorioso MRPP - embrião do futuro partido comunista marxista-leninista-maoista - a linha política e organizativa revolucionária penetraram profundamente nas grandes massas populares, mobilizou-as e uniu-as para a luta. Depois das grandes jornadas anti-coloniais de Fevereiro e da grande jornada vermelha do 1º de Maio a consciência política de classe aumentou e a confiança na vitória final enraíza-se e fortalece-se na classe operária e nas massas trabalhadoras. Uma nova fase de luta começou: a última fase de dominação burguesa na nossa pátria.
Agora a classe operária não caminha às cegas. O marxismo-leninismo-maoísmo ilumina-lhe o caminho. O grande farol revolucionário que a guia e a guiará nos duros combates de classe ergue-se altaneiro e é indestrutível. O glorioso MRPP forjando-se e temperando-se na refrega da luta, cresce e fortalece-se e, como tudo o que é novo, triunfará na luta contra o velho: a burguesia colonial-imperialista e seus lacaios revisionistas e neo-revisionistas.
Também nas colónias a situação da burguesia é desesperada. Os heróicos povos da Guiné, Angola e Moçambique infligem-lhe derrotas sobre derrotas e na Guiné as forças patrióticas estão à beira de libertar completamente a sua pátria do miserável jugo colonialista.
Assim, e num último reduto para, tentar manter-se na arena da história a burguesia colonialista portuguesa lança mão de hediondos crimes, massacres e prisões.
Mas a roda da história não volta para trás!
A burguesia e todos os reaccionários serão derrubados e os assassinatos dos melhores filhos da classe operária só apressam o seu fim. Como afirma o Comité Lenine na sua mensagem à Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas: "Das fileiras da juventude estudantil, operária e camponesa de Portugal, milhares de jovens erguer-se-ão como uma tempestade a fim de tornar das mãos do camarada caído a bandeira vermelha do marxismo-leninismo-maoísmo, a bandeira vermelha da Revolução Mundial Proletária!"

HONRA AOS MÁRTIRES DO POVO! VIVA A CLASSE OPERÁRIA! FOGO SOBRE O REVISIONISMO!
TODOS AO FUNERAL DOS CAMARADAS OPERÁRIOS QUE TOMBARAM À FRENTE DAS MASSAS SERVINDO A CAUSA DO POVO! VIVA O MRPP! VIVA A FEML!

Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas



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