segunda-feira, 9 de julho de 2018

1973-07-09 - O POVO DA GUINÉ AVANÇA A PASSOS DE GIGANTE PARA A LIBERTAÇÃO TOTAL DA SUA PÁTRIA! - FEML


O POVO DA GUINÉ AVANÇA A PASSOS DE GIGANTE PARA A LIBERTAÇÃO TOTAL DA SUA PÁTRIA!

Na sua Declaração de 21 de Janeiro passado, sob o título de "Ombro a ombro com o heróico povo da Guiné em armas, vinguemos Amílcar Cabral", o Comité Lenine, Órgão Central do nosso Movimento, assinalava muito justamente:
"O cobarde assassinato do grande dirigente revolucionário AMÍLCAR CABRAL e a confissão expressa, feita pela camarilha marcelista, de que o colonialismo português tem os seus dias contados - na Guiné, como em toda a parte - e de que uma derrota monumental está prestes a cair-lhe sobre a cabeça. No estertor da agonia, os colonialistas portugueses acalentam o sonho quimérico de que o selvagem assassinato de Amílcar Cabral possa fazer andar para trás a roda da História. Trata-se de um sonho de moribundo. Nenhuma força do mundo poderá jamais impedir a vitória total da justa luta armada de libertação nacional do heróico povo da Guiné e Cabo Verde!"

E, mais adiante, a Declaração sublinhava:
"O hediondo crime da Pide ao serviço do colonialismo português, do imperialismo estrangeiro e da reacção mundial desperta, já neste momento, enormes massas populares para a luta, na Guiné como em Moçambique, nas colónias como em Portugal. Tombou Amílcar Cabral: mas já milhares e milhares de pulsos, milhares e milhares de vozes, milhares e milhares de armas substituem as do camarada caído no campo da revolução".
Os três meses decorridos após o nefando crime colonialista de 20 de Janeiro não fizeram mais do que confirmar, de uma maneira particularmente acutilante, as correctas apreciações que o Órgão Central do nosso Movimento proferiu naquela altura. Transformando a dor pela perda do seu chefe querido numa inesgotável fonte de energia criadora, numa nova e poderosa arma, o povo da Guiné e Cabo Verde avança a passos de gigante para a libertação total da sua pátria. As retumbantes vitórias alcançadas pelas forças amadas patrióticas sobre o criminoso e desbaratado exército colonial-fascista do fantoche Spínola são disso uma prova insofismável e um penhor inequívoco.

1 - ESTUPENDAS VITORIAS DAS FORÇAS ARMADAS PATRIÓTICAS DA GUINÉ E CABO VERDE!
Citando directamente dos mais recentes comunicados de guerra, emanados do Comité Executivo do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), referiremos algumas das esplêndidas vitórias obtidas pelo povo guineense e cabo verdiano sobre o exército colonial-fascista da burguesia portuguesa. O povo português, explorado e oprimido pelo mesmo inimigo que oprime e explora os povos heróicos das colónias, rejubila com os êxitos magníficos das Forças Armadas Patrióticas de Libertação da Guiné e Cabo Verde.
Do comunicado de 7 de Fevereiro, salientamos:
"Honrando a memória do nosso saudoso Secretário Geral, o camarada Amílcar Cabral, cobar­demente assassinado por agentes do governo colonialista português, os nossos combatentes intensificaram a sua acção em todas as frentes no decorrer dos últimos dias do mês de Janeiro.
O nosso exército regular, que realizou no decurso deste período um grande número de ataques contra os campos entrincheirados dos colonialistas portugueses, conheceu importantes vitórias no decorrer de algumas tentativas feitas pelas tropas colonialistas para penetrar nas nossas regiões libertadas, nomeadamente nos sectores de MORES, CANDJAMBARI e TCHUR, ao norte e CUBUCARE, ao sul.
Os nossos combatentes infligiram, em acções coordenadas e vigorosas, grandes perdas às tropas inimigas estacionadas em SÃO JOÃO, BISSASSEMA e DJABADA, atacadas em 26 e 27 de Janeiro e 1 de Fevereiro. Na mesma região, a nossa artilharia pesada causou, no dia 25 de Janeiro, a destruição de mais de metade das instalações militares do inimigo no centro urbano de TITE, quartel general dos colonialistas no sul do País".
Do boletim mensal "ACTUALIDADES DO PAIGC", respigamos três notícias muito significativas:
"Um militar português, o soldado nº 1734/71, JOSÉ PIMENTEL, desertor da tropa colonialista, apresentando-se às nossas forças na frente Leste.
O soldado português, MANUEL DOS ANJOS ANTÓNIO, desertor do exército colonialista, apresentando-se às nossas forças no sector de BLAMBI (no Centro-Norte).
Por outro lado, seis militares africanos: BABACAR CANDE (oficial), BOBO SEIDI (sargento) e os soldados SADJA BUABO, SELO MBALO, SALIU DJALO e ALIU BALDE, todos munidos das suas armas, abandonaram o exército português para se juntarem às nossas forças na frente Leste".
Estes factos evidenciam o sentimento de derrota inelutável e o estado de completa debandada que grassam nas fileiras do exército colonial-fascista, em consequência do desenvolvimento impetuoso das forças armadas patrióticas e os sucessos assinaláveis que estão a obter diariamente; eles mostram-nos como os soldados portugueses, incorporados à força no criminoso exército dos colonialistas, se dão, em número crescente, conta do carácter injusto da guerra que lhes mandam fazer e recusam o seu "destino" de carne para canhão da burguesia; eles provam a derrotada, clamorosa da política imperialista chamada de "africanização da guerra", que os colonialistas portugueses pretendem pôr em prática na Guiné, através do fantoche Spínola.
Coleccionando fracasso sobre fracasso e derrota após derrota, os colonialistas portugueses sentem aproximar-se, irresistível e inevitável, o dia em que serão lançados ao mar. Com a corda apertada à volta do pescoço, eles debatem-se e estrebucham multiplicando os crimes de genocídio e pretendendo vergar as populações pelo terror. Mas também aí os seus objectivos não são atingidos e eles acumulam novas derrotas como é o caso que passamos a narrar:
"No dia 18, o hospital "Guerra Mendes" no sul, foi bombardeado por 6 aviões Fiat G-91 e atacado por tropas transportadas em 12 helicópteros "Alouette". Obrigados a retirar com pesadas perdas, os soldados portugueses destruíram, apesar de tudo, uma parte das instalações. Mataram 5 doentes e uma enfermeira, TERESA BANDINCA, cujo filho Carlitos acaba de ser recebido no nosso Jardim de Crianças, departamento do Instituto Amizade".
SAMBUIE (norte do país), as milícias populares atacaram uma coluna de viaturas militares, destruindo um camião carregado de soldados e cem jeep-rádio: 10 mortos e vários feridos no seio das forças da repressão.
A 27 de Fevereiro, o campo militar fortificado colonialista de GANTONGO foi atacado. Uma grande parte das instalações foi destruída.
No mesmo dia, o campo fortificado de MANSABA (ao sul de FARIM, onde as forças colonialistas já tinham recebido 24 roquetes há um mês), foi bombardeado pela artilharia popular".
Por sua vez, o Comunicado de 21 de Março dá conta, entre outros combates vitoriosos dos seguintes:
"Uma nova tentativa de acção terrorista das forças armadas colonialistas contra as populações das zonas libertadas de MOES, no norte do país, foi repelida. Os inimigos deixaram 7 mortos e vários feridos. Uma quantidade importante de material foi apanhado.
A 12 de Março, combatentes do exército popular fizeram uma emboscada a uma coluna militar colonialista perto de CADIQUE, no sector de CUBUCABE, no sul do país. Mais de 20 soldados colonialistas foram mortos e três camiões, um jeep e dois tractores recuperados pelas nossas forças".
Segundo um comunicado publicado em Conakry no dia 22 de Maio pelo PAIGC, as Forças Armadas Patrióticas (FAP):
Do Comunicado de 10 de Março, extraímos:
"A 25 de Fevereiro, no sector de XITOLE (a 80 Kms, a sueste de Bissau, perto do rio Crubal), um contingente colonialista sofreu importantes perdas (11 mortos, vários feridos e material abandona lo) numa emboscada realizada a três Kms. da base dos colonialistas.
A 26 de Fevereiro, perto de BINTA, zona de
“…Numa emboscada feita no dia 18/5, perto de GUILEDJE na frente de KEFAZINE-BALANTA, 2 pelotões, de mais ou menos 60 soldados, foram completamente dizimados.
No dia 14/5, perto de CADIQUE na região de CUBUCARE, 10 soldados portugueses foram mortos, vários feridos e três camiões destruídos. Na região de DJOL, no noroeste do país, as FAP recuperaram uma grande quantidade de material abandonado pelo inimigo depois de um ataque”
Durante um certo tempo, os colonialistas portugueses - cujo criminoso exército vive cercado em meia dúzia de cidades e vilas ou entrincheirado em campos fortificados - gozaram de uma certa margem de manobra pelo que toca ao espaço aéreo e os seus aviões descarregavam, com alguma impunidade, toneladas de bombas napalm, desfolhantes, tóxicos e herbicidas sobre as populações e culturas das vastas áreas libertadas. Hoje, porém, essa estreita margem de manobra dos colonialistas esfumou-se, em virtude da rica experiência acumulada pelo povo na detecção e destruição dos aviões e outras aeronaves, os quais começaram a ser abatidos com a rapidez do relâmpago. Desde então cessou abruptamente a "coragem" do fantoche Spínola que se fanfarronava de visitar de helicóptero, s alguns dos campo entrincheirados das suas tropas mercenárias.
Nos dias 25 e 27 de Março, o PAIGC publicou comunicados de guerra dando conta de que as forças armadas patrióticas abateram no dia 23, com a ajuda de canhões anti-aéreos, 2 caças bombardeiros de reacção a jacto das tropas colonialistas portuguesas, na frente DOMINGOS-SAMBUIE, a oeste de FARIM, no norte do país; e que, a 25 do mesmo mês, abateram ainda 2 aviões portugueses à volta do campo entrincheirado dos colonialistas em GUILEDJE, no sul. O comunicado conclui nos seguintes termos: eis o testemunho de que as forças armadas patrióticas deram um novo passo em frente do ponto de vista da eficácia na defesa do espaço aéreo.

2 - OS COLONIALISTAS PORTUGUESES EM PÂNICO!
As magníficas vitórias do povo heróico da Guiné e Cabo Verde - vitórias que obtiveram uma amplitude e frequência ainda maiores após, e em resposta, ao cobarde assassinato de Amílcar Cabral - enchem de alegria o coração da classe operária, dos camponeses, dos revolucionários e dos povos do mundo inteiro; em contrapartida, essas vitórias lançam o pânico no seio dos colonialistas portugueses e respectivos lacaios, no seio dos imperialistas, dos social-imperialistas, Da reacção mundial.
camarilha marcelista chama apressadamente a Lisboa o fantoche Spínola. O governo em peso desloca-se ao aeroporto para receber o gauleiter da Guiné, que desembarca cada vez mais vergado, mais ridículo, mais carregado de derrotas, de crimes e condecorações. O governo está impaciente. Está em pânico. O governo quer inteirar-se, ali mesmo, na sala do aeroporto, na pista, nas escadas do avião, da situação desesperada em que se afogam o exército e a administração coloniais-fascistas na Guiné. O governo, todos os ministros, secretários e sub-secretários agarram-se apavorados ao seu pro-cônsul e imploram-lhe, mendigam-lhe uma só palavra de esperança, um único sinal mínimo de que nem tudo esteja perdido, de que seja ainda possível o milagre - tal como os dirigentes dum clube de futebol em vésperas de despromoção imploram ao seu Meirim a salvação. Mas o Meirim-Spínola, que engoliu pela boca abaixo todas as fanfarronices que se permitia no início do seu mandato, nada lhes pode fazer e a nenhum deles pode consolar, porque o desenvolvimento vitorioso da justa insurreição popular armada de libertação nacional da Guiné e Cabo Verde é irresistível e imparável.
Todavia, o fantoche Spínola trouxe muito que contar à camarilha marcelista. Em Bissau, tripulações inteiras de aviões militares recusam-se a descolar, após o estrondoso êxito obtido pelas forças amadas patrióticas nos dias 23 e 25 de Março; mais de dois terços do território da Guiné foram já libertados pelo povo em amas; o PAIGC é internacionalmente reconhecido como o único representante legítimo do povo da Guiné e Cabo Verde; a tropa colonial fascista não dispõe da mínima partícula de iniciativa estratégica e vê-se forçada a acantonar em campos entrincheirados; o apoio logístico, particularmente às guarnições cercadas, é contingente ou impossível; a falta de abastecimentos e o ataque constante a que estão submetidos pelas forças populares impele os soldados à insubordinação colectiva; a disciplina militar fascista esfrangalha-se; as deserções aumentam; os oficiais estão a evacuar de Bissau para Portugal as respectivas famílias, na previsão de ataques eminentes à capital; a política de "africanização da guerra", tal como a sua congénere política de "vietnamização", soma fracasso com fracasso e tem-se revelado mesmo uma boa fonte de aprovisionamento em armas e munições para as forças patrióticas - eis o relato breve da situação política e militar dos colonialistas portugueses na Guiné.
Alarmado com a situação, o grupo monopolista CUF sente subitamente vibrar-se-lhe o coração em estrémulos de filantropia e apressa-se a "doar" à administração colonial-fascista da Guiné 150.000.000 de metros quadrados de terras - uma parte, precisamente, da enorme coutada privativa que a administração colonial-fascista, por sua vez, havia "doado" ao grupo CUF, aqui há uns decénios atrás... A imprensa colonialista fez a propósito deste assunto um barulho ensurdecedor, procedendo como aquele rapazito poltrão que, tendo medo do escuro, fala alto para se encorajar a si mesmo.
Há um ditado popular que diz que "o ar que cada um se quer dar não esconde o que procura deixar". Assim, também o ar de "filantropia" que a CUF e o governo querem aparentar não esconde - antes revela - a verdadeira face de aves de rapina colonialistas que procuram escamotear. Face à gritaria da imprensa colonialista as simples pessoas do Povo deram-se a perguntar: donde terá vindo à CUF estes fabulosos 150 milhões de metros quadrados de terras?! Em defesa de quem e de quê são os nossos filhos enviados a morrer à Guiné?!
Toda a gente sabe que a Guiné sempre constituiu um feudo da CUF; que centenas de milhares de camponeses guineenses, depois de lhe terem sido roubadas as suas terras pela força das armas dos colonialistas, foram transformados em servos da CUF e obrigados a trabalhar para ela e demais associados. A indústria dos óleos e sabões da CUF, por exemplo, nasceu e desenvolveu-se sobre o amendoim da Guiné, quer dizer, sobre o suor e o sangue do povo guineense. Mas o povo guineense pôs-se de pé e, de armas na mão, libertou já a maior parte da sua pátria. Em consequência, as terras da Guiné deixaram de produzir para a CUF. Porém, ao "doar" à administração colonial-fascista terras libertadas ou em vias de libertação, a CUF mal suspeitaria estar a assinar uma confissão expressa de que, também para ela, a vitória final do povo da Guiné se apresenta como um facto inelutável. E não deixa de ser curioso salientar que a CUF descobriu, com esta algaraviada da "doação", uma maneira engenhosa de eximir-se perante a administração colonial-fascista - a sua administraçãoafinal - ao pagamento de impostos por terrenos que a CUF sabe já não possuir, mas que o fantoche Spínola insiste em que ainda controla... Ah, o filantropismo dos monopólios As coisas que fazem vibrar o sensível coração da CUF!
Não obstante, o pânico não se apossou apenas dos monopólios, do exército colonial-fascista e da camarilha marcelista. Também os revisionistas do partido de Barreirinhas Cunhal andam estarrecidos. Afim de tentar safar a sua burguesia, eles gritam por todo o lado: "Negociações! Negociações!" Como se o povo da Guiné e Cabo-Verde tivesse pegado em armas para conquistar as "negociações" e não a independência nacional.
As palavras de ordem revisionistas de "Negociações", "Referendum" e "Debate Racional" apenas servem os interesses da burguesia colonialista e de mais ninguém. É a própria camarilha mar­celista que há-de fazer suas essas palavras de ordem.
Porém a razão porque os revisionistas se apressam a apregoar estas palavras de ordem não reside apenas nos seus objectivos neocolonialistas e social-chauvinistas, mas também no facto de que o proletariado e o povo português transformarão em breve a guerra colonial-imperialista numa guerra civil pelos objectivos da Revolução Democrática Popular, que varrerá da nossa pátria a burguesia colonial-imperialista e os seus lacaios revisionistas.
Às palavras de ordem social-chauvinistas dos revisionistas e demais oportunistas opõe o proletariado, e o povo português o internacionalismo proletário, que se consubstancia no apoio activo e militante à justa luta de Libertação dos povos da Guiné, Angola e Moçambique e defende o inalienável direito desses povos à completa separação económica, política e cultural, e, a existirem como Estados independentes e soberanos: isto purgue os interesses do movimento operário dos países opressores e os interesses aos movimentos de libertação nacional, das colónias exigem que unam num único movimento revolucionário contra os inimigos comuns - a burguesia colonialista e o imperialismo mundial.
A FEML, em nome dos estudantes marxistas-leninistas-maoistas, e de todos os estudantes progressistas, saúda de punho erguido o heróico povo da Guine e Cabo Verde e em particular a sua gloriosa juventude pelas grandiosas vitórias alcançadas sobre o colonialismo português e o imperialismo mundial.

GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA!

9 de Julho de 1973
Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas

UMA GRANDE VITÓRIA DO POVO DA GUINÉ 
O P.A.I.G.C. CELEBRA O Xº ANIVERSARIO DA OUA COM UMA GRANDE VITORIA: O Comité Executivo de Luta do PAIGC enviou no dia 27 de Maio, ao presidente da Conferência dos chefes de estado e de governo da OUA, um telegrama para lhe comunicar o sucesso da operação "Amílcar Cabral” dedicada ao décimo aniversário da OUA.
”O nosso Exército de Libertação Nacional ocupou na madrugada do dia 25 de Maio o campo colonialista de Guiledje, perto da nossa fronteira sul, e que era uma das mais importantes posições estratégicas das forças colonialistas. Esta vitória decisiva marca uma nova etapa do nosso combate libertador e é essa a razão pela qual a dedicamos à OUA. A vitória de Guiledje foi denominada "operação Amílcar Cabral" em homenagem ao nosso querido líder cobardemente assassinado por criminosos agentes do colonialismo português".







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