quinta-feira, 5 de julho de 2018

1973-07-00 - VITÓRIA PARA os POVOS das COLÓNIAS - MPAC-CLAC's



VITÓRIA PARA os POVOS das COLÓNIAS

Comité de luta Anti-Colonial "CLAC Luta Popular”

Avançando impetuosamente em todas as frentes, no campo político, militar, económico e cultural, o glorioso povo da Guiné-Bissau derrota estrondosamente os assassinos colonialistas portugueses e os seus patrões internacionais e reconstrói, em cada avanço o país destruído pela criminosa guerra colonial-imperialista de rapina e genocídio.
Depois de ter queimado a terra da Guiné com bombas de napalm e devastado grande parte dos seus recursos naturais, os colonialistas portugueses já não visam essencialmente o saque das riquezas do solo e do subsolo, nem a extorsão de gigantescos benefícios ao povo Guineense.

Não é senão a hegemonia politica e militar num dos últimos redutos do imperialismo e do colonialismo na África Ocidental do Norte que eles visam em vão manter com a criminosa guerra colonial-imperialista.
Para tal eles recebem todo o apoio militar, político e financeiro dos países imperialistas, especialmente do imperialismo norte americano, britânico, alemão, francês e japonês.
O imperialismo internacional, com os Estados Unidos à cabeça, domina, oprime e saqueia uma multidão de pequenas nações e de povos colonizados da África, da Ásia e da América latina.
Por toda a parte eles controlam os sectores básicos da economia, constroem bases e pavoneiam o seu espantoso poder militar na inútil tentativa para obstar à justa Revolução dos povos oprimidos e com o fito de conseguirem uma hegemonia mundial, para o que não hesitam em recorrer à guerra de extermínio de povos inteiros e de destruição dos seus países.
Mas os povos oprimidos e colonizados do mundo avançam como um furacão e destroem toda a agressão imperialista!
Onde quer que haja opressão há resistência, os países quem a independência, as nações querem a libertação e os Povos querem a Revolução. Tal se tornou a tendência irresistível da Historia.
Ao grito de “abaixo os réis do inferno, liberdade para os condenados!” os gloriosos soldados do exército popular de libertação da Guiné-Bissau, dirigidos pelo seu partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) combatem heroicamente a agressão das forças armadas dos colonialistas portugueses e infringirem-lhes estrondosas derrotas.
Libertaram já dois tersos do território do seu país e empurram agora os colonialistas para o mar, não lhes dando um palmo de terreno onde possam firmar a sua odiada dominação.
Na sua luta heróica o povo Guineense não se encontra: sozinho! A seu lado estão todos os povos do mundo amantes da Paz. Liberdade e da Independência
A sua luta de libertação nacional é uma causa justa e progressista. Ela encontre o total apoio do povo da Guiné-Konakry e do Senegal. Ela é o alvo da ajuda internacionalista de todos os povos independentes e livres do mundo.
A sua grandiosa reconstrução das zonas libertadas às garras do imperialismo é uma imensa obra de um grande povo revolucionário em luta!
Ela foi observada pela Comissão Especial de Descolonização das Nações Unidas que, sob a direcção do diplomata Horácio Sevilla Borja, do Equador, visitou e estudou durante a semana de 2 a 8 de Abril de 1972 os extensos territórios libertados pelas forças populares da Guiné-Bissau, sob a direcção do PAIGC.
Em todo um mundo novo que aguardava os membros da comissão da ONU nas zonas libertadas. Na floresta, ao abrigo da aviação dos assassinos colonialistas, ergue-se toda uma nova vida do povo Guineense.
São os campos de culturas, a pequena produção industrial local e o sistema de distribuição e abastecimento dos meios essenciais a vida. É todo um novo sistema social e político, muito diferente da velha sociedade colonialista do patrão branco. É a liberdade e a democracia. São as aldeias, os postos clínicos, os hospitais e as escolas onde floresce de novo a cultura popular, onde o povo Guineense descobre finalmente, ao fim dos negros séculos de colonialismo, quem é, de onde vem para onde se dirige.
É esta a realidade das zonas libertadas, é esta a grande obra revolucionária do glorioso povo de Guiné-Bissau!
Foi este o novo mundo com que os membros da comissão de descolonização contactaram.
É esta realidade que eles divulgam ao mundo quando pedem a todos os estados, a todas as instituições especializadas e a todos os organismos da GNU que dêem o seu apoio, à gloriosa luta do povo da Guiné-Bissau e concedam o lugar de membro nas suas agências especializadas a este país, reconhecendo o PAIGC como o verdadeiro representante do povo guineense e repudiando o domínio dos colonialistas portugueses sobre este território.
É esta realidade que os assassinos colonialistas negam ao povo português! É esta realidade que a burguesia colonial-imperialista portuguesa — pequeno peão a soldo do imperialismo — tenta esconder nas nações unidas.
Nas nações unidas, como em toda a parte, existe uma relação de forças entre o imperialismo e as forças da Revolução e da Liberdade dos povos oprimidos.
Esta relação de forças durante muitos anos favorável a reacção mundial e que permitiu a agressão imperialista ianqui à Coreia, ao Vietname, Laos, Cambodja, etc.
Alterou-se e é já desfavorável ao imperialismo, tal é o ímpeto revolucionário dos povos oprimidos.
É esta situação desfavorável aos patrões internacionais da burguesia portuguesa que faz com que estes não mais consigam esconder o carácter injusto contra-revolucionário da agressão colonialista que eles financiam e fomentam.
É esta relação de forças que obriga os imperialistas, ao mesmo tempo que financiam a guerra imperialista de agressão, rapina e genocídio, a aceitar a visita de reconhecimento da Comissão de Descolonização da ONU aos territórios libertados da Guiné-Bissau.
Também no palácio de vidro a burguesia colonial-imperialista portuguesa sofre estrondosas derrotas.
São completamente inúteis as ideias do untuoso ministro fascista Rui Patrício aos centros da reacção europeia farejando o apoio maciço do imperialismo britânico e francês.
São completamente inúteis as garantias dadas pela burguesia portuguesa aos grandes grupos capitalistas-monopolistas internacionais de que os seus interesses em Angola, Guiné e Moçambique serão defendidos custe o que custar pelo exército colonial-fascista.
De nada valem os estágios dos assassinos colonialistas deslandes nos centros da NATO associação dos exércitos imperialistas da zona do Atlântico e os fornecimentos maciços de amas e material pelo imperialismo de nada valem as fanfarronadas e as lamúrias da imprensa fascista! De nada servem os discursos inflamados da camarilha marcelista!
Os povos oprimidos das colónias marcham resoluta e irresistivelmente para a vitória total sobre o colonialismo português e o imperialismo internacional!

VIVA A GRANDE, GLORIOSA E JUSTA INSURREIÇÃO POPULAR DE LIBERTAÇÃO NACIONAL DOS HERÓICOS POVOS OPRIMIDOS DAS COLÓNIAS!!!
ABAIXO A GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA!!!
GUERRA DO POVO A GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA
VIVA O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO!!!
VIVA O MOVIMENTO POPULAR ANTI-COLONIAL!!
VIVA A RESISTÊNCIA POPULAR ANTI-COLONIAL!!!

VIVA OS CLACs!!!



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