domingo, 22 de julho de 2018

1973-07-00 - O Anti-Colonialista Nº 04 - MPAC

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editorial
OUSEMOS GRITAR BEM ALTO E DEFENDER, CONTRA TUDO E CONTRA TODOS:
AUTODETERMINAÇÃO, SEPARAÇÃO E COMPLETA INDEPENDÊNCIA PARA O POVO HERÓICO DA GUINÉ E CABO VERDE!

Camaradas!
O Povo heróico da Guiné e Cabo Verde dá passos decisivos na sua grande, nobre e justa guerra popular libertadora, caminhando numa vaga invencível para a Independencia total e incondicional da sua Pátria africana, libertando-se assim, pelo poder das suas armas, às garras do opressor multissecular do seu país, o colonialismo português, lacaio a soldo do imperialismo internacional.

Sob a direcção vigorosa e clarividente do seu Partido nacional, o PAIGC, as grandes massas populares guineenses, completamente mobilizadas para a luta, uniram-se mais estreitamente e, apoiando-se nas suas próprias forças e aperfeiçoando e alargando continuamente a luta armada, alcançaram uma etapa nova e superior da sua guerra popular libertadora.
Desde, os últimos dias de Janeiro que as forças armadas patrióticas guineenses, honrando a memória do sou grande dirigente e herói nacional - Amílcar Cabral - cobardemente assassinado por esbir­ros da Pide no dia 20 do mesmo mês, intensificaram a sua acção em todas as frentes de combate. Formidáveis vitórias coroaram a decisão e heroísmo destes valentes combatentes que desencadearam centenas e centenas de ataques sucessivos e demolidores conta os campos fortificados dos colonialistas portugueses conquistando e destruindo grande número deles e apreendendo grandes quantidades de modernas armas norte-americanas, francesas, belgas, alemãs, inglesas, italianas e israelitas, com as respectivas munições, e material.
Estreitamente unidas, como a unha.com a carne, com as grandes massas populares e apoiadas pelas milícias populares, as forças armadas patrióticas conheceram importantes vitórias no decorrer de algumas tentativas feitas pelos colonialistas para penetrar nas vastas áreas libertadas, nomeadamente, nos, sectores de MOES, CANDJAMBARI e TCHUR, ao norte, e CUBUCARE, ao sul do país.
Também no que toca à eficácia da defesa aérea contra os bárbaros bombardeamentos com napalm, que os colonialistas levam, raivosamente, a cabo contra as áreas libertadas com o fim de queimar aldeias inteiras, campos de culturas, hospitais — como o hospital de "Guerra Mendes", no sul do país, que, no dia 18 de Fevereiro último, foi bombardeado por 6 aviões FIAT G91 e assaltado por tropas transportadas em 12 helicópteros "alouette" e onde os colonialistas, apesar de terem sido obrigados a retirar com pesadas perdas, lograram no entanto, assassinar 5 doentes e 1 enfermeira e destruir uma parte das instalações hospitalares, escolas, postos clínicos., etc., e na defesa das populações africanas contra os assaltos que os colonialistas levam a cabo nos seus helicópteros, novos e formidáveis sucessos têm sido alcançados pelas forças, armadas e pela população patrióticas.
Assim, só desde 23 de Março último, mais de 14 aviões colonialistas foram abatidos com a ajuda de mísseis e canhões antiaéreos, pelas forças armadas patrióticas e algumas dezenas de helicópteros tombaram, sob o simples fogo das armas automáticas. Outrora senhores dos céus, os pilotos colonialistas recusam-se hoje a levantar vôo, atemorizados pelo fogo certeiro dos patriotas, registando-se, nas bases aéreas, inúmeros conflitos entre os pilotos e os "comandos" que, à força de baioneta, os querem forçar a "levantar".
As grandes e estupendas vitórias alcançadas aios últimas meses pelo Povo heróico da Guiné, a elevação da sua, guerra popular libertadora a uma nova etapa e o consequente alargamento a novas regiões das vastas áreas libertadas, que, no seu conjunto, ultrapassam já os 2/3 do território do seu país, não só confirmam a absoluta justeza da linha politica do PAIGC, segundo a qual a luta armada é a única via capaz de conduzir à total e incondicional Independência do Povo da Guiné e Cabo Verde, como comprovam, mais uma vez, a verdade universal de que "o poder político está na ponta da espingarda".
O colonialismo português, velho de mais de 500 anos, putrefacto e moribundo, é violentamente abalado nos alicerces da sua própria dominação pelos valentes Povos em armas da Guiné, Angola e Moçambique. A luta heróica o vitoriosa destes Povos libertou extensas áreas dos seus países, reduzindo e enfraquecendo assim enormemente o domínio da burguesia colonial-imperialista portuguesa. A situação desta é desesperada. Os balões de oxigénio, que representam o poderoso auxílio que lhe presta o imperialismo mundial, não conseguem acalmar a sua agonia, pois, passo a passo, o seu império colonial marcha para a derrocada total e inevitável, sob os golpes certeiros e demolidores dos pesos em armas pela sua libertação nacional. De toda a cadeia do colonialismo português, cuja derrocada próxima se avizinha irresistivelmente, a Guiné constitui o seu elo mais fraco, sendo aí, certamente, que essa cadeia irá quebrar em primeiro lugar.
A melhor prova de que é aí que a burguesia colonialista sente, neste momento, apertar-se mais estreitamente o nó corredio da corda, que ela própria passou à volta do seu pescoço e cujas pontas colocou, uma nas mãos dos Povos oprimidos das colónias, a outra nas do nosso próprio Povo, a melhor prova disso é que ele não mais se referiu à Guiné nos seus discursos patrioteiros, reconhecendo, portanto, embora pela via torta, a sua vergonhosa derrota. Assim se passou com todos os discursos que nos últimos meses, o lacaio Marcelo proferiu em Tomar, na TV e em mais meia dúzia de ocasiões, sendo a última das quais a propósito da visita que irá fazer aos seus patrões imperialistas britânicos para aí assinar, de cruz um contracto que estipula a repressão conjunta das vitoriosas Revoluções Nacionais libertadoras dos Povos da África meridional pelas tropas colonialistas portuguesas, rodesianas e sul-africanas, sob a superintendência do imperialismo britânico e norte-americano.
Aconteceu igualmente desse modo com todos os discursos, notas e intervenções do lacaio Rui Patrício, o caixeiro-viajante dos monopólios e roceiros, bem como com os da restante lacaiagem que constitui a camarilha marcelista. A Guiné, para a burguesia, "está perdida" e "é questão de mais mês, menos mês", não representando os 20.000 soldados colonialistas, que recentemente para lá enviou, para se juntarem aos mais de 45.000 que já lá se encontravam, mais do que uma vã tentativa para adiar a data em que quebrará na Guiné a cadeia colonialista portuguesa.
Combatendo o mesmo inimigo, que os oprime, explora e violenta — a burguesia colonial-imperialista portuguesa, lacaio a soldo do imperialismo mundial — o Povo português e os Povos irmãos das colónias são aliados naturais, devendo constituir urna frente de combate comum contra o inimigo comum unir-se estreitamente e apoiar-se mutuamente nas suas justas lutas, pois só o mais intransigente internacionalismo militante pode conduzir a vitórias retumbantes e duradoiras os nossos Povos oprimidos pelo mesmo algoz.
Ao nosso Povo, ao Povo do país cuja burguesia agrido, oprime e explora os Povos de Angola, Guiné e Moçambique, cabem responsabilidades particulares, deveres mais pesados, para com a luta destes Povos irmãos do que cabem a qualquer outro Povo do mundo. A nós nos cabe a responsabilidade e o dever de ajudar - através da nossa luta no seio da própria metrópole colonialista, na retaguarda que o inimigo necessita segura, no seio das próprias forças da agressão armada colonialista - a quebrar a cadeia colonialista portuguesa no ponto onde ela é mais fraca, abrindo ai uma brecha, por pequena que seja, de medo a fazer dessa primeira vitória a base de novas vitórias e a ajudar a derrocar todo o sistema colonial português, criando, desse modo, as condições para a nossa própria libertação, para a libertação do nosso próprio Povo. Pois como diz Marx, "não pode ser livre um Povo que oprime outro Povo".
Esse devo ser o conteúdo concreto do nosso internacionalismo militante. Apoiar, pois, o Povo heróico da Guiné e Cabo Verde - o ponto onde é mais fraco o colonialismo português, - sem esquecer, evidentemente, o apoio activo que é devido aos Povos heróicos de Angola e Moçambique, eis o que, neste momento, constitui a nossa principal tarefa, ao que devemos dedicar a nossa maior atenção, onde devemos concentrar o grosso das nossas forças populares.
Erguendo bem alto a grande bandeira da GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA e sob a palavra de ordem ele VITORIA PARA O POVO HERÓICO DA GUINE E CABO VERDE!, lancemos as nossas forças na batalha, imprimindo a todo o nosso trabalho de propaganda, agitação e organização no seio das grandes massas do nosso Povo — tanto em Portugal como na emigração — um carácter acutilante, audaz  e combativo.
Forjemos na luta um forte, impetuoso e triunfante Movimento Popular Anti-Colonial, de carácter de massas, de escala nacional e bem consolidado nos planos político ideológico e organizativo. O MPAC é unitário. Quer isto dizer que devemos saber unir, sob a direcção do proletariado, todas as classes, camadas e elementos da população susceptíveis de serem unidos, ou seja, todos aqueles operários, camponeses, soldados, marinheiros, empregados, estudantes e intelectuais revolucionários anti-colonialistas que sinceramente desejam e estão decididos a lutar lado a lado connosco, organizados em CLACs, pela defesa intransigente da seguinte plataforma politica em 4 pontos:
1. Luta contra o colonialismo português, lacaio do imperialismo internacional, e contra a guerra colonial-imperialista de destruição, rapina e genocídio dos Povos oprimidos das colónias.
2. Apoio internacionalista activo e militante à grande, gloriosa e justa insurreição armada de libertação nacional dos Povos oprimidos das colónias.
3. Defesa intransigente do direito inalienável dos Povos oprimidos das colónias à autodeterminação, à separação, à completa independência politica, económica e cultural.
4. Combate a todas as "soluções" burguesas e reaccionárias, colonialistas e neo-colonialistas da questão colonial, tais como as que escondem sob as ideias de "referendum", "debate nacional", "negociações prévias".
O único programa político anti-colonialista consequente face à criminosa política de agressão, opressão, exploração e guerra coloniais da burguesia colonial-imperialista portuguesa.
Este combate, contudo, para que seja vitorioso necessita de ser organizado, rigorosamente planificado e firmemente executado, lancemo-nos, pois, com todo o vigor e entusiasmo, ao trabalho na nossa fábrica, aldeia, quartel, navio, escola, bairro ou região, de modo que nem as manobras, desesperadas, da burguesia colonialista nem as dos seus fiéis lacaios, desde os bufos e legionários até aos social-imperialistas do "PCP" & Cª, nos possam, uma vez só que seja, apanhar do surpresa.
A burguesia colonial-imperialista vai tentar — com o fim de evitar a inevitável derrocada de todo o seu império colonial — todos os golpes demagógicos, todas as manobras desesperadas, e recorrer às maiores violências contra o Povo e a cada uma das manhas a que recorrem todos os colonialistas no limiar da morte do seu domínio.
Vai apelar freneticamente ao Povo pela continuação da criminosa guerra colonial chorar lágrimas de crocodilo e invocar beatificamente a memória dos "heróis", dos "bons e generosos jovens que deram o seu sangue na defesa do Ultramar", vai falar da "pátria em perigo", do "perigo do comunismo na África", etc. etc. Vai pagar a traidores para representarem o papel de "povo" nas formidáveis e monumentais farsas e embustes que vai montar e encenar pomposamente. Vai exercer violências sem fim sobre as massas populares, quando estas, a despeito de todas as farsas e manobras dos colonialistas e seus lacaios, se manifestarem centenas e centenas de milhar, nas ruas e praças do país, exigindo sem equívocos a AUTODETERMINAÇÃO, a SEPARAÇÃO é a COMPLETA INDEPENDÊNCIA POLITICA, ECONÓMICA E CULTURAL para o Povo heróico da Guiné e para os heróicos Povos das restantes colónias.
Para tudo isto nós devemos estar preparados e saber em cada momento, desmascarar e isolar todas e cada uma das manobras, manhas e violências da classe dominante enfraquecida e decadente.
Porém, para o que nós devemos estar, sobretudo, muito bem preparados é para enfrentar, desmascarar e isolar, a todo o momento, os agentes, ou para melhor dizer as 5ªs colunas, que o inimigo tenta a toda a hora infiltrar no seio das massas populares e da sua vanguarda, para espalhar boatos e tecer intrigas, minar a unidade das forças populares, desacreditar os seus dirigentes e apontar estes a dedo para que a Pide os assassine a tiro - tal como colaboraram no assassinato do nosso querido camarada Ribeiro dos Santos, - afrouxar a vigilância das massas, desviar a luta popular dos seus justos objectivos revolucionários e atrelá-la às plataformas reaccionárias e reformistas dos partidos burgueses.
Transformar as grandes massas do Povo em dócil instrumento nas mãos da burguesia para que esta possa continuar a reinar sobre elas, a oprimi-las, a explorá-las, a violentá-las e a utilizá-las como carne para canhão o na injusta e criminosa guerra colonial para destruir as justas e vitoriosas Revoluções Nacionais libertadoras dos nossos irmãos oprimidos e explorados das colónias e para encher de riquezas os magnatas da finança, os grandes industriais, os gordos comerciantes e os velhos ro­ceiros — tal é o plano criminoso desse bando de traidores, que tem por chefe-de-fila o partido social-imperialista de Barreirinhas Cunhal.
A canalha do "PCP" é um bando de social-patrioteiros, de vis lacaios dos réis dos monopólios, os interesses os quais defende com a ciosidade de um fiel cão de guarda. Não é de espantar, portanto, que hoje, quando a derrocada próxima e inevitável do colonialismo português se tornou clara aos olhos do todos os Povos do mundo, esta canalha trate de recorrer a toda a espécie do ardis o manobras para salvar o colonialismo pela porta do neo-colonialismo.
Já em 1969, aquando das eleições fascistas vimos o "PCP" propor à camarilha marcelista, com o fito de iludirem a opinião pública nacional e internacional o de fornecerem uma cobertura de "legitimidade” à continuação da injusta e criminosa guerra colonial-imperialista e à sua intensificação a fim de ganhar algum tempo para a transformação neo-colonialista, propor o estratagema burlesco da "abertura de negociações" com "os representantes dos movimentos insurreccionais (...) não violentos.”
Estas "negociações prévias" permitiriam à burguesia preparar as cliques fantoches dos "Estados que pontualmente venham a constituírem-se", gozando de uma "independência" de fachada e de uma dependência colonial de facto. Ao mesmo tempo, estas "negociações prévias" permitiriam à burguesia manobrar no sentido de tentar impor — com a ajuda activa do social-imperialismo soviético e da sua agência em Portugal, o "PCP" — à mesa da negociação limitações a total e incondicional Independência dos Povos irmãos das colónias, de modo a preparar a saída neo-colonial.
Não por uma, nem duas, mas sim inúmeras vezes que nós pudemos observar como o social-imperialismo se esforça por pressionar os gloriosos Movimentos de Libertação Nacional a aceitar entabular essas "negociações prévias". Tal é política criminosa do social-imperialismo.
Porém, a posição dos Povos irmãos das colónias a respeito de negociações é todo outro. Ouçamos o que diz Amílcar Cabral
" (...) o objectivo da nossa guerra é um objectivo político, isto é, a libertação total do nosso povo da Guiné e Cabo Verde, a conquista da nossa independência nacional e da nossa soberania, tanto internamente como no plano internacional. Por isso estamos interessados se — hoje ou amanhã, em qualquer altura — os colonialistas portugueses pressionados pelas nossas forças armadas, pela luta heróica do nosso Povo, vierem a reconhecer que chegou o momento de se sentarem a uma mesa e discutirem connosco, estamos prontos a entabular a discussão. (...) a nossa posição só pode ser estão negociar com os portugueses quando eles quiserem, quando eles estiverem prontos a fazê-lo, mas negociar pela independência total e incondicional do nosso povo."
Assim se exprimem os Povos das colónias, pela boca do nosso querido camarada de armas Amílcar Cabral. Estão pois votadas ao mais retumbante fracasso as manobras neo-colonialistas da canalha social-imperialista do "PCP".
No entanto, camaradas, estejamos muito vigilantes por que esse bando de traidores apesar de já não poder hoje - ao cabo de dois anos de vigorosa denúncia das suas "soluções" burguesas, reaccionárias o neo-colonialistas levada corajosamente a cabo pelo nosso Movimento - apregoar essas "soluções" a seu bel prazer, esse bando de traidores acaba de — a exemplo de certos capitalistas monopolistas que mudam o rótulo para vender o mesmo produto e simulam uma certa concorrência para aumentarem as vendas — mudar também de embalagem para vender o mesmo produto neo-colonialista.
Aqui e ali escrevinham nas paredes que "urge pôr termo à guerra colonial-fascista (?)” e clamam por "paz! paz!". Que visa com isto essa canalha? Isolados pela propaganda revolucionária, esses social-imperialistas tentam ganhar terreno por um lado, misturar-se, no movimento de massas, cindi-lo, desviá-lo da gloriosa do internacionalismo proletário de modo a poderem, por outro lado, meter as suas famigeradas “negociações prévias” de roldão na primeira oportunidade. Tremendo como crianças assustadas, apavoradas ante a irresistível marcha para a vitória da grande, gloriosa e justa guerra popular de Libertação Nacional dos Povos irmãos de Angola, Guiné e Moçambique, os social-chauvinistas do P”C”P trata de tentar salvar o sistema colonial da sua burguesia antes que esta esteja completamente perdida no seu próprio país.
Subtrair as grandes massas do nosso Povo à influência patrioteira, chauvinista e racista da burguesia colonialista e dos seus politiqueiros sem escrúpulos, demagogos e charlatães (quer sejam os fascistas da AN”P”, quer os “liberais”, reformistas, anarquistas ou social-imperialistas) e conduzi-las firmemente pela via gloriosa do internacionalismo proletário, da GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA – eis a tarefa que cabe a todos os anti-colonialistas consequentes para que o nosso Povo possa cumprir, com toda a firmeza, a missão histórica que lhe incumbe.
O Comité Normen Bethune comité coordenador provisório do MPAC, conclama o Povo de Portugal a lutar pela defesa intransigente do direito inalienável dos Povos da Guiné e Cabo Verde à AUTODETERMINAÇÃO, à SEPARAÇÃO e à COMPLETA INDEPENDÊNCIA POLITICA, ECONÓMICA E CULTURAL e pela materialização completa do programa político em 4 pontos apela para que todos os anti-colonialistas consequentes cerre fileiras, se unam estreitamente e intensifiquem o trabalho de propaganda, agitação e organização entre as grandes massas do nossos Povo e exorta-os a prosseguirem esse combate com firmeza inabalável.
O Comité Norman Bethune, em nome do Movimento Popular Anti-Colonial, saúda o Povo heróico da Guiné e Cabo Verde e o seu Partido nacional – o PAIGC. A sua recentemente eleita Assembleia Nacional Popular da Guiné e os valentes combatentes das suas forças armadas patrióticas, ao mesmo tempo que lhes exprime o total e incondicional apoio do povo português à sua grande, nobre e justa luta de libertação nacional.

AUTODETERMINAÇÃO, SEPARAÇÃO E COMPLETA INDEPENDÊNCIA POLÍTICA, ECONÓMICA E CULTURAL PARA O POVO DA GUINÉ E CABO VERDE!
GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA!

15 de Julho de 1973
Movimento Popular Anti-Colonial



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