quarta-feira, 4 de julho de 2018

1973-07-00 - GUINÉ ELO MAIS FRACO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS - MPAC-CLAC's


CLAC 4 de FEVEREIRO 

GUINÉ ELO MAIS FRACO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS

"Guiné - elo mais fraco do colonialismo português". Tal é a justa apreciação da situação politica e militar da burguesia colonialista portuguesa na Guiné, uma situação politica e militar de derrota irreversível, uma situação desesperada para a qual não encontra saída possível.
Na busca dessa “saída milagroso e salvadora" a burguesia colonialista portuguesa, lacaia a soldo do imperialismo estrangeiro, não hesitou em assassinar o grande patriota AMÍLCAR CABRAL, fundador e secretário-geral do PAIGC. Sonhavam assim os colonialistas deter a grande, gloriosa e justa guerra popular de libertação nacional do povo heróico da Guiné e desbara­tar as forças patrióticas. A burguesia colonialista sonhava ainda com a vitória militar na Guiné. Contudo, o cobarde assassinato de Amílcar Cabral não passou do levantar de uma pedra para a deixar cair de seguida sobre os seus próprios pés.

Assassinando os dirigentes revolucionários, massacrando milhares e milhares de patriotas, a burguesia colonialista pensa poder atemorizar o povo levá-lo a desistir da sua justa causa perante a "força bruta" da tropa colonial-fascista. Todavia, essa "força bruta" que os colonialistas exibem e aparentam não passa da melhor prova da sua fraqueza real e interior, não passa de esticões desesperados no estertor da agonia do colonialismo português, putrefacto e moribundo.
Na Guiné, como nas restantes colónias, como em todo o mundo, o Povo não se intimida nem se intimidou jamais, o espernear do colonialismo; o Povo sabe que a vitória é certa. Assim, a luta popular não abrandou, não esmoreceu! Antes pelo contrário, se intensificou e atingiu novos desenvolvimentos, entrando na última fase da guerra popular de libertação nacional: do cerco e do asfalto às grandes cidades, últimos redutos dos colonialistas portugueses.
Os quartéis, as casernas e campos fortificados do inimigo estão sob o fogo constante das forças patrióticas. As cidades são atacadas amiúde e com maior intensidade do que nunca. Os barcos de guerra colonialistas são afundados nos rios e nas costas com ritmo crescente. Os seus aviões abatidos a uma média de 5 por semana pelos canhões anti-aéreos das forças patrióticas. Os helicópteros abatidos pelo tiro certeiro das armas dos valentes soldados patrióticos e das valorosas milícias populares. Nos céus, como nos rios e em terra firme, os colonialistas pagam, os seus crimes seculares e os bárbaros massacres que praticam contra o povo em armas pela sua libertação e independência nacionais.
Nem mesmo em Bissau os colonialistas se sentem seguros! Aí acabam de instalar uma série de barragens de arame farpado e de campos de minas, cercando a cidade. Nas portas desta edificaram fortificações e instalaram postos de rigoroso controle das saídas e entradas. Recentemente a emissora britânica BBC anunciou num dos seus noticiários a evacuação das mulheres e filhos dos colonialistas que se encontravam em Bissau.
O assassino colonial António Spínola chegou, também há poucos dias a Lisboa, a onde, com cara de pau e semblante carregado, o aguardavam os lacaios-ministros da camarilha marcelista, ansiosos por saber novas da Guiné. Logo de seguida, começámos a ouvir falar de novos e mais eficientes meios técnicos da propaganda colonialista a instalar na Guiné: a Rádio-Televisão da Guiné a ser instalada em Bissau. A propaganda colonialista tenta a sua última cartada, uma vez falhada a farsa laboriosamente encenada pela CUF, que acaba de "oferecer" 15.000 hectares de terras que já não pode explorar na Guiné, pois constituem de há muitas áreas libertadas de relativa solidez.
De tudo se serve a burguesia colonialista portuguesa na busca da "saída milagrosa e salvadora" que teima em fugir-lhe das mãos e que, em boa verdade, jamais poderá encontrar porque o colonialismo português está putrefacto e moribundo, velho e desdentado, sendo cada vez mais destruído - e cedo virá o dia em que o será completamente - às mãos dos Povos oprimidos em armas.
Camaradas! A guerra popular de libertação nacional do Povo da Guiné entrou na sua fase crucial e derradeira, e esta próxima da vitória total sobre o colonialismo português. Apoiemos com todas as nossas forças a sua justa e gloriosa luta, as suas estupendas vitórias. Os camaradas soldados e marinheiros que se recusem a combater; que desertem com armas! Tornemos ainda mais pesada a derrota da burguesia colonialista portuguesa.


CLAC 4 FEVEREIRO


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