terça-feira, 26 de junho de 2018

1978-06-26 - Fazer o balanço de 3 meses de luta! - FEML


FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS - LENINISTAS
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

Fazer o balanço de 3 meses de luta!
Saber porque é que os estudantes do Ens. Secundário viram a sua combatividade desgastar-se em combates sucessivos contra a selecção, ao longo de mais de três meses, sem que lograssem obter a revogação das medidas do MEC, é a condição que se coloca a todo o estudante consciente para que doravante qualquer luta possa sair vitoriosa.
Se os estudantes do Ens. Secundário, não obstante a enorme revolta que grassa no seu seio, não conseguiram impor as suas justas reivindicações quando nomeadamente até os próprios partidos que tem assento a mesa da exploração do Povo, desde o P"C”P ao CPS, adiantavam a fachada da oposição a essas medidas, para melhor defenderem a sua aplicação, e só o próprio Cardia, parecia estar disposto a defender os exames obrigatórios no 9º ano e a abolição das dispensas nos cursos complementares, essa derrota temporária, deve-se a que, mau grado a disposição dos estudantes para a luta, viam continuamente levantada pelos revisionistas uma barreira que impedia que a luta, desse passos decisivos, e continha essa revolta à medida da sua política contra-revolucionária, e do uso que pretendia fazer com os estudantes.

Se os revisionistas da EU”C”, através das suas estruturas, vendo os seus intentos frustrados no início, quando se opunham abertamente à luta dos estudantes e aclamavam como pedagógicas - as medidas do MEC, se colaram posteriormente a luta foi porque assim poderiam melhor criar ilusões nos estudantes, e não deixar passar a luta de limites que abalassem o sistema de ensino caduco e putrefacto da burguesia ou pudessem em causa o seu papel de renegados e vendidos, que comera a mão do Cardia as migalhas roubadas da exploração dos trabalhadores, para em troca traírem e sabotarem todas as lutas revolucionárias da juventude estudantil.
A Jornada do dia 30 de Maio, malgrado o isolamento a que foi votada, ficara na memória dos estudantes, como um marco de uma vergonhosa traição, que as estruturas controlada pela UE"C” preparar como desfecho de toda a sua política contra-revolucionária, e como uma manobra que ao mesmo tempo pretendia virar os estudantes contra os trabalhadores, integrando-os numa Manifestação convocada pela Intersindical da traição.
A luta dos estudantes do Ens. Secundário só não saiu vitoriosa, não porque os estudantes não quisessem lutar, nem porque o MEC, o governo social-centrista e a ditadura do capital, agora reforçada com o acordo vende pátrias celebrado com o FMI, fosse alguma vez uma muralha de ferro indestrutível, porque não o é, e é antes um gigante com pés de barro, que à primeira rajada de vento cai desamparado, mas antes, dizíamos, porque a burguesia lança no seio dos estudantes, os germes da sua política e da sua ideologia no sentido de os corromper e levar à derrota. Esse é o papel que cabe aos revisionistas.
A história prova-nos que desde sempre as classes dominadoras, usam dos meios mais pérfidos para esmagar os seus inimigos. Os Romanos, na impossibilidade de vencerem os Lusitanos, serviram-se da traição para, assassinando o seu chefe, vencerem este povo. Os Gregos só conseguiram vencer os Troianos, porque no silêncio da noite se introduziram no seu seio, através do cavalo de Tróia e afogaram em chamas a sua cidade. Os capitalistas, procuram adiar a sua derrota completa, servindo-se dos revisionistas para boicotarem e sabotar todas as lutas que ponham em causa a continuação do seu domínio sobre os exploradas,
As estruturas controladas pela EU”C", são os principais responsáveis, porque os estudantes vejam as suas lutas levadas a um beco sem saída, e estejam agora a submeter-se a exames, donde merce da selecção intensa, que neles se vai operar, só um número ínfimo de estudantes passara de ano.
Não há nenhuma luta que os estudantes travem que possa sair vitoriosa, sem que primeiro escorracem do seu seio os seus inimigos e agentes do MEC, destituam as direcções de Associações traidoras e conjuguem as suas lutas numa direcção única, que é a direcção da classe operaria.

VIVA A JUSTA LUTA DA JUVENTUDE ESTUDANTIL!
MORTE AO REVISIONISMO!
OS ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!
VIVA A FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS LENINISTAS!
VIVA O PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES!

O Comité Regional de Lisboa da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas.
Lisboa, 26 de Junho de 1978



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