quarta-feira, 13 de junho de 2018

1978-06-13 - NOTA DO COMITÉ PERMANENTE DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS ACERCA DOS ACONTECIMENTOS DE 10 DE JUNHO - FEML


FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS - LENINISTAS

Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil


NOTA DO COMITÉ PERMANENTE DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS ACERCA DOS ACONTECIMENTOS DE 10 DE JUNHO


Os acontecimentos ocorridos no passado dia 10 de Junho em Lisboa e no Porto que vitimaram um estudante, têm vindo a ser alvo de intensas especulações provocatórias por parte de quem, fazendo-o, pretende eximir-se às respirabilidades que lhe cabem. A este propósito o Comité Permanente do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos tem a declarar o seguinte:

1  - A persistente referência que tem sido feita na propaganda da UDP/PCP(R) e seus apêndices estudantis à memória honrosa do camarada Ribeiro Santos, militante da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas e primeiro fundador do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, não passa de uma manobra provocatória, vil e cobarde. Provocatória, porque ao invocar o nome do camarada caído no campo da honra e procurando estabelecer um paralelo com os acontecimentos de 10 de Junho, os oportunistas da UDP/PCP(R) mais não visam do que denegrir a memória de Ribeiro Santos, expoente do heroísmo proletário de massas e que foi assassinado à cabeça da luta popular, pelo conluio fascista-revisionista em 12 de Outubro de 1972, pelas suas destacadas qualidades de combatente de vanguarda contra o fascismo, o revisionismo e o neo-revisionismo daqueles que hoje provocatoriamente o invocam. Vil, por que o bando da UDP/PCP(R) intenta com esta manobra fazer esconder as suas mãos tintas do sangue do heróico companheiro de armas de Ribeiro Santos, - o camarada Alexandrino de Sousa, igualmente militante da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas e primeiro fundador do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, por eles assassinado na noite de 9 de Outubro de 1975. Cobarde, porque os intentos dos social-fascistas da UDP/PCP(R) ao provocatoriamente invocarem os sentimentos das massas para com o camarada Ribeiro Santos, são os de escamotear a sua responsabilidade no crime ocorrido a 10 de Junho.

2  - Com efeito, a FEM-L atribui a responsabilidade dos acontecimentos à PSP e à UDP/PCP(R), cúmplices de hoje e de sempre nos ataques contra o Povo. Se a PSP disparou as metralhadoras, elas foram-lhes colocadas nas mãos por aqueles que na Assembleia da República insistentemente apelaram ao reforço da "autoridade", como recentemente aconteceu pela voz do relapso cacique Acácio Barreires, secundando as palavras de partido de Barreirinhas Cunhal e a propósito do discurso do Primeiro-Ministro. Se hoje os fascistas se manifestam abertamente, fazem-no à sombra das leis e da Constituição - "a mais democrática do mundo" - para a qual permanente e exaustivamente os neo-revisionistas da UDP/PCP(R) em conformidade com o partido revisionista de quem são lacaios predilectos, apelam aos estudantes e ao Povo para defender. Se as balas do fascismo são hoje impunemente disparadas é porque ele, como aspecto da contra-revolução e sob a égide do FMI e do imperialismo encontra no poder quem o proteja e o promova, a coberto de quem sempre intentou semear ilusões entre o Povo sobre o carácter do 25 de Abril, que, contra o que os autênticos comunistas sempre defenderam na luta a ponto de, por isso mesmo terem sido encarcerados às centenas nas masmorras que a nova Pide da velha reconstruir, não desmantelou o aparelho de estado fascista, antes o conservou e desenvolveu, elevando os seus signatários a postos máximos do poder, sob o aplauso táctico dos defensores do "25 de Abril do Povo", e seus patrões. As lágrimas que os neo-revisionistas da UDP/PCP(R) hoje hipocritamente fingem verter não são mais do que o disfarce santoantonino dos crimes que cometam.

3 - A FEM-L comungando dos justos sentimentos de indignação e revolta da juventude estudantil apela a que esta cerre fileiras contra o conluio criminoso de todos os contra-revolucionários da nossa pátria, fascistas e social-fascistas, respondendo pronta e inequivocamente a todas as manobras de uns e de outros, sejam as invasões policiais às escolas que na sequência dos acontecimentos têm ocorrido, sejam as desesperadas provocações da UDP/PCP(R). Apontemos a dedo os responsáveis pelos crimes da contra-revolução. Unamo-nos na luta contra o fascismo e o social-fascismo, por um Governo Popular. Unamo-nos no combate à bandeira gloriosa dos camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa.

MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO! GOVERNO POPULAR!


Lisboa, 13 de Junho de 1978
O COMITÉ PERMANENTE DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS


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