sexta-feira, 1 de junho de 2018

1978-06-01 - folha CDS Nº 120 - CDS



120 folha CDS 1.6.78

1º ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES CENTRISTAS

Vamos à frente dos outros, não temos de imitar ninguém, quem quiser que nos siga - FREITAS DO AMARAL

Juventude Centrista
Com a presença de mais de 450 delegados dos vários estabelecimentos de ensino nacionais, realizou-se em Lisboa, nos dias 27 e 28 de Maio o I Encontro Nacional dos Estudantes Centristas que constituiu um êxito tendo a ele também comparecido o Ministro da Educação e Cultura.
Para além dos dirigentes nacionais da JC estiveram presentes à sessão de encerramento o Dr. Pedro de Vasconcelos, Secretário-Geral do CDS e o Prof. Freitas do Amaral que no seu discurso realçou as bases do sucesso da JC - Organização, Inteligência, Ideal - tendo afirmado:

«Chegámos até onde chegámos pela organização, pela inteligência e pelo ideal. Isto é, pela organização democrática, pela inteligência centrista e pelo ideal democrata-cristão. Temos de manter e consolidar o poder dessas três alavancas, sempre indissoluvelmente ligadas e sem menosprezar qualquer delas - porque a articulação da organização e da inteligência sem o ideal produz apenas a burocracia colectiva; a combinação, da organização com o ideal mas sem a inteligência gera o erro, desperdiçando a generosidade; e a conjugação do ideal e da inteligência sem a organização acarreta infalivelmente a derrota. Ora nós não queremos a derrota, mas a vitória; não pretendemos errar, mas acertar; e não aceitamos a burocracia nem o colectivismo, antes pugnamos pelo primado da pessoa humana sobre o Estado, que a deve servir e não subjugar».
Da mesma forma apontou os Três Grandes Objectivos que enunciou de seguida:
«Proponho-vos três grandes objectivos, ligados numa mesma luta política;
1 ° - a luta pelo crescimento e expansão da Juventude Centrista no mundo do ensino secundário e superior, combatendo em especial todas as organizações e movimentos totalitários e todas as ideologias extremistas, sejam elas nazis, marxistas ou anarquistas, de tal modo que possamos vir a ser rapidamente, e de forma incontestável, a maior organização estudantil portuguesa e o primeiro movimento de juventude do nosso Pais;
2.° - a luta por uma escola nova em Portugal: mais competente, mais formativa, mais atraente, mais útil, mais honesta, de nível mais europeu e mais respeitadora da autonomia pessoal, da liberdade e das convicções políticas, morais e religiosas de cada um;
3.º - a luta por um Portugal renovado, reconstruído e revitalizado, capaz de se lançar unido e em força numa grande arrancada para o progresso material, social e cultural do Povo Português; para a sólida edificação da união económica, política e espiritual da Europa; e para a construção da fraternidade universal dos povos e comunidades de língua e cultura portuguesa».
No final, foram apresentadas por Teresa Almeida Garrett, vogal da Comissão Política para a Acção Escolar, as conclusões do Encontro que propõem nomeadamente:
- a criação de uma filosofia educativa que integre o fenómeno escolar numa perspectiva social e que encare a educação como um processo permanente.
- a reforma global do ensino a partir de um debate nacional institucionalizando órgãos nacionais participativos Alexandre de Sousa Machado, Presidente da JC no processo educativo e representantes de todas as partes nele intervenientes.
- que a reforma a efectivar não seja um estereótipo de modelos internacionais, que respeite a identidade nacional e que se criem mecanismos susceptíveis; de desencadear uma reforma global das mentalidades e dos costumes numa direcção europeia.
- que se respeite a liberdade de ensino e que se impeça a sua monolitização.
- que se discuta plenamente a lei de bases do modelo educativo e a sua estratégia de implantação observando os princípios já definidos.
No tocante à situação universitária defende-se:
- a estruturação da ordem natural da universidade, ordem natural que tem de ser entendida como o clima de equilíbrio entre o mundo individual do estudante e o mundo social exterior a ele;

O Partido
1. EM DEFESA DOS TRABALHADORES
- Do discurso proferido pelo Prof. Freitas do Amaral no Encontro dos Núcleos Sócio-Profissionais do CDS do Distrito de Setúbal, realizado em Almada, salientamos este período em que enumera algumas das reformas preconizadas pela Democracia-Cristã e integradas no programa do nosso Partido. «A Democracia-Cristã aceita e tem feito em vários países do mundo reformas das estruturas da Terra. Estas reformas agrárias executadas pela Democracia-Cristã não são feitas revolucionariamente. São-no democrática e pacificamente na legalidade, pois não têm o objectivo de tudo entregar ao Estado, mas o intuito de garantir a um número cada vez maior de trabalhadores rurais o serem proprietários da sua terra, como tantos desejam e tantas vezes não conseguem. Na habitação as correntes colectivistas preconizam a construção de habitações pelo Estado que é o Senhorio. A Democracia-Cristã, propõe organizações de esquemas que permitam a um número cada vez maior de cidadãos serem donos da sua própria casa ou do andar em que habitam. A Democracia-Cristã preconiza que os trabalhadores participem no capital das Empresas. Daí que a Democracia-Cristã deseje que os trabalhadores sejam titulares de acções, quotas, títulos de participação no capital de um número cada vez maior de empresas.
2. I ENCONTRO DOS QUADROS DISTRITAIS DE INFORMAÇÃO E PROPAGANDA - Realiza-se no próximo dia 3 de Junho, em Lisboa, o I Encontro dos Quadros Distritais de Informação e Propaganda do CDS que irão debater assuntos relacionados com a acção e intervenção do CDS na vida pública, através dos meios de comunicação social. Presidirá ao Encontro o Secretário-Geral Adjunto, Dr. Ribeiro e Castro, estando a sessão de encerramento a cargo do Vice-Presidente da Comissão Política do CDS, Eng.° Amaro da Costa.
3. «EXEMPLO A SEGUIR» - Constitui, segundo as palavras do Dr. Pedro de Vasconcelos, Secretário-Geral do CDS, a colaboração prestada ao Partido pelo Capitão Braz dos Santos, nosso militante desde a primeira hora, ao longo destes quatro atribulados anos da nossa existência. Na verdade Braz dos Santos que em 1974 se afastara da sua carreira profissional para vir ajudar a construir o Partido vai agora regressar à empresa em cujos quadros se integrava e que foi recentemente desintervencionada, a Grão-Pará.
No almoço de despedida, o homenageado em resposta às palavras do Dr. Korth Brandão, Secretário-Geral Adjunto, afirmou que «embora ausente fisicamente continuará a lutar e a prestar a sua colaboração ao CDS onde quer que se encontre e sempre que lhe for solicitado».
- a criação de condições objectivas que conduzam a uma relação aberta e plena de comunicação entre o professor e o universitário;
- a definição de métodos de trabalho e de avaliação uniformes de modo a obstar às injustiças pedagógicas provenientes das arbitrariedades actuais;
- a criação de um sistema de selecção na universidade que tenha em conta o mercado de trabalho e a absorção pelo meio social dos quadros universitários feita como base em firmes condições culturais e não sócio-económicas;
- a revisão do Decreto de Gestão de forma a se prever mecanismos de coordenação dos vários órgãos de gestão e a permitir uma administração funcional da universidade;
 - que seja concedida prioridade à definição de uma política de investigação como pólo de resolução dos problemas nacionais.
4. COIMBRA REÚNE COM CONCELHIAS - Promovido pela Comissão Executiva Distrital de Coimbra efectuou-se uma sessão de trabalho em que participaram as Comissões Concelhias e o deputado, por aquele círculo eleitoral, Cunha Reis.
Tendo em conta o interesse suscitado por estes encontros, foi decidido realizar-se em todos os concelhos de Coimbra sessões deste tipo, com o propósito de os militantes do CDS serem devidamente informados sobre a acção promovida pelo Partido, tanto junto dos vários Ministérios, por intermédio dos seus porta-vozes, como junto da Assembleia da República.
5. CONSELHO NACIONAL DO MCDS — Reuniu em Évora, nos dias 20 e 21 de Maio, o Conselho Nacional do MCDS. O Conselho preparou a sua participação na reunião da União Europeia Feminina - UEF - que se Vai realizar em Lisboa durante o mês de Julho e debruçou-se sobre a sua participação no III Congresso do CDS. Aprovou uma moção repudiando todas as formas de terrorismo, «gravís­simos atentados à liberdade e aos Direitos do Homem, e apela para todos os partidos, governos e organismos internacionais, no sentido de colaborarem e tomarem as medidas urgentes e necessárias para preservar as populações de tais flagelos, defendendo a sua tranquilidade, segurança e paz.
O MCDS manifestou o seu apoio à actuação dos membros do CDS no Governo, sublinhando a forma patriótica, firme e corajosa como têm desempenhado as suas tarefas, bem como a sua total confiança e apoio ao Prof. Freitas do Amaral e às recentes tomadas de posição sobre as atribuições dos diferentes órgãos de soberania.
O Conselho Nacional elegeu ainda a sua Mesa que ficou assim constituída: Maria da Guia Lencastre, Presidente; Maria Vitória Lencastre e Maria do Amparo Barbas Vice-Presidentes e Maria Adelina Júlio e Maria Teresa Secretárias.
6. MCDS EM BERLIM - Realiza-se em Berlim nos dias 6 e 7 de Junho, o Congresso da União Europeia das Democracias Cristãs. O MCDS estará presente através da sua Presidente, Luísa Raposo e da Secretário-Geral, Maria José Sampaio que participarão, também, no dia 5, numa reunião do Bureáu Executivo da União Feminina Europeia das Democracias Cristãs da qual a primeira é Secretário-Geral.
7. PREPARAR O FUTURO - Tem sido o lema do MCDS, Mulheres Centristas Democratas Sociais, no seu trabalho de implantação. Assim e na sequência de esforços já desenvolvidos o MCDS criou núcleos em Faro, Lagos, Tavira e S. Brás de Alportel, de que são responsáveis respectivamente Maria José Brito Alexandre, Maria Júlia Pa­leta, Maria Júlia Martins e Maria Feliciano Brito.

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Tiragem: 200.000 exemplares



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