quinta-feira, 14 de junho de 2018

1973-06-14 - IMPERIALISTAS IANQUIS, FORA DE PORTUGAL! - MPAC


IMPERIALISTAS IANQUIS, FORA DE PORTUGAL!


CAMARADAS!

O imperialismo norte-americano - o mais poderoso dos imperialismos e o inimigo mais perigoso e odiado dos Povos do mundo inteiro - domina, submete e escraviza o nosso Povo e o nosso país, controla a economia e as finanças da Nação e ocupa militarmente a nossa Pátria.

A burguesia monopolista e colonialista portuguesa é o seu parceiro e o seu lacaio nesse negócio de negreiros. Utilizando a camarilha marcelista como seu agente, os capitalistas monopolistas norte-americanos lograram transformar o nosso país numa neo-colónia do imperialismo ianqui. Hoje, e cada vez mais, ao empresas gigantes norte-americanas, como a ITT (que domina, entretanto, muitas outras empresas como a OLIVA, a RABOR, a BERTHAND, a IMERIMARTE, a GRIS, a SHARETON, a STANDARD ELÉCTRICA, etc. etc.), a FIRESTONE, a FORD, a GENERAL MOTORS (Opel, Vauxall, etc.), a GENERAL ELECTRIC, a IBM, a NCR, etc. etc. estendem os seus tentáculos estranguladores, do Minho até ao Algarve, por todo o lado oprimindo, humilhando e explorando selvaticamente a classe operária e as massas populares do nosso país.


Os grandes magnatas da finança norte-americana e os seus bancos gigantes, como o BANK OF AMERICA, o FIRST NATIONAL BANK, o MANHATTAN BANK, etc. etc., autênticos corsários da nossa época, arrancam do nosso país com a ajuda das "facilidades” facilitadas pela cama­rilha marcelista - seu lacaio e agente - todos os anos, quantidades fabulosas de lucros e juros dos grandes investimentos que fizeram na nossa economia. Através do Estado burguês, estes vampiros sanguinários esmifram o nosso Povo até à raiz dos cabelos, arrecadando os volumosos juros dos empréstimos que, em Nova Iorque, Chicago ou Boston, em Paris ou na Suíça, facilitaram à burguesia monopolista e colonialista portuguesa, ao seu Estado, para prosseguir a sua injusta e criminosa, guerra colonial-imperialista contra os Povos oprimidos da Guiné, de Moçambique e de Angola.

É para garantir que as portas da nossa terra lhe estão abertas de par em par para poder explorar até à saciedade o nosso Povo faminto, saquear à vontade os minerais e as riquezas naturais e utilizar a seu bel-prazer as posições militares estratégicas do nosso país na sua disputa das esferas de influência e de controle com os seus concorrentes imperialistas e social-imperialistas, que o imperialismo ianqui, servindo-se da sua posição de credor, forçou a burguesia portuguesa a assinar de cruz o contrato que estipula a ocupação militar da nossa Pátria, em escala crescente, pelas esquadra de guerra norte-americanas, os seus aviões, os seus misseis e foguetões nucleares e bombas atómicas, a sua soldadesca mercenária e as suas bases militares, como as das Lages e Praia da Vitória (Açores), Espinho, Lisboa, Oeiras, Estoril, Fonte da Telha, Almeirim Lagos, etc. etc. Com a ocupação militar do nosso país, o imperialismo ianqui humilha ao máximo o nosso Povo ante todos os Povos do mundo. Ao mesmo tempo, esta ocupação vem completar o quadro da transformação de Portugal, de país dependente do imperialismo britânico, em neo-colónia do imperialismo ianqui.

A dominação e ocupação militar da nossa Pátria pelo imperialismo norte-americano aumenta de dia para dia e o nosso Povo é cada vez mais humilhado, explorado e agredido por esses bandoleiros internacionais. O Povo português, contudo, está já a erguer-se e, unido como um só homem, baseando-se nas suas próprias forças e perseverando numa luta prolongada, combaterá até ao fim contra toda a agressão imperialista e, contra o bando de traidores que vende o nosso Povo, o nosso país, a sua soberania e independência nacionais ao imperialismo estrangeiro, e alcançará seguramente a vitória nesse combato de morte.

A burguesia monopolista e colonialista portuguesa e seus lacaios - com a fauna social-chauvinista do “PCP” à cabeça - é precisamente esse bando de traidores anti-popular e anti-nacional. A burguesia portuguesa vende o nosso país ao imperialismo em troca do apoio deste à injusta e criminosa guerra colonial-imperialista que ela move aos Povos oprimidos das colónias. Sem este apoio maciço em dinheiro, armas, material e munições, que desde 1961 o imperialismo lhe tem prestado, já há muito tempo que a burguesia portuguesa teria sido derrotada completamente pelos heróicos Povos em armas de Angola, da Guiné e de Moçambique e estes teriam alcançado a sua Libertação, Separação e Independência nacionais. A canalha social-patrioteira do "PCP", que se esforça por arranjar uma saída honrosa para a sua burguesia na questão colonial, propondo despudoradamente uma "solução" neo-colonial e adiantando uma proposta de “negociações prévias” que tenta, a todo o custo, impor aos povos das colónias, e que se preocupa tanto com a sorte do exército colonial-fascista que se debato com derrotas sucessivas, não passa do um bando traidor e lacaio do imperialismo, que fecha deliberadamente os olhos ante a venda da nossa Pátria a esses vampiros internacionais.

Tentando adiar a derrota inevitável e prolongar o seu domínio colonial sobre aqueles Povos oprimidos através dos massacres e dos crimes mais hediondos, a burguesia portuguesa mendiga junto dos seus patrões imperialistas o apoio vital à sua política colonial. Ao capital financeiro imperialista, aos grandes magnatas da fiança, a burguesia portuguesa acena-lhes com grandes nacos das colónias e com "facilidades" e privilégios no nosso país. É assim que ela vai conseguindo o apoio vital do capital imperialista para a sua guerra injusta e criminosa e para os seus ambiciosos planos de agressão, opressão e exploração dos Povos africanos, como Cahora Bassa, Cabinda, Cunene, etc. e ligando cada vez mais o imperialismo ianqui, mas também os imperialismos britânico, francês, alemão e japonês, à sua política de guerra e de pilhagem coloniais, de tal modo que os seus interesses nas colónias se fundem com os dos seus patrões internacionais num "bolo" colonial único.

O imperialismo ianqui é, de longe, o principal fornecedor do exército colonial-fascista. Milhões e milhões de dólares, navios de guerra, como as fragatas "Pero Escobar", "Corte Real", "Diogo Cão" Almirante Gogo Coutinho", "Almirante Magalhães Correio", "Almirante Pereira da Silva", tanques M41 e M47, jeeps e carros, aviões como o F84 Thunderjet, F86 Sabre, Fiat G91, CESN AT-37C, NH T-3 e NH T-6, Lock heed FV-2 e Lockheed P-2V Neptune, DOUGLAS B-26, NORD 2502 NORATLAS, DAKOTA C-47, SKYMASTER C-54, BEACH C-45, etc., espingardas automáticas, canhões, treino de soldados em bases militares dos EUA, hospitalizações em Hospitais militares americanos na Alemanha e nos EUA - tudo isso o imperialismo ianqui fornece em grande quantidade à tropa colonialista portuguesa.

Apoiando-se no imperialismo norte-americano, e também nos outros imperialismos, e conluiando-se com eles para oprimir, agredir e explorar os Povos das colónias africanas, a burguesia portuguesa vende a nossa Pátria e o nosso Povo por um prato de lentilhas. Contudo, esse tráfico de negreiros tramado entre a burguesia portuguesa e os seus patrões imperialistas não passa, mais uma vez, do levantar de uma pedra, para a deixar cair sobre os seus próprios pés. O colonialismo português - bem como o imperialismo mundial - tem os dias contados e a sua derrocada pelos Povos em armas é certa e inevitável

Os Povos da Guiné, de Moçambique e de Angola avançam a passos de gigante para a vitória na sua justa guerra popular de Libertação e Independência nacionais. A Guiné proclamará ao mundo, segundo afirmou Vasco Cabral, dirigente do PAIGC, ainda este ano a "existência do seu Estado independente". Em Moçambique as forças armadas patrióticas alargaram a luta armada à província de MANICA E SOFALA, começando uma nova fase da sua luta, e as provindas do Cabo Delgado e do Niassa e certas regiões do Tete são áreas libertadas de grande solidez. Em Angola, as forças armadas patrióticas, sob a direcção do MPLA e da UNITA, alcançam vitórias sobre vitórias sobre o exército colonial-fascista, libertando, passo a passo, a sua Pátria às garras do colonialismo português e do imperialismo inter nacional, com o ianqui à cabeça.

"Provocar desordens, fracassar, voltar a provocar desordens, fracassar de novo... até à sua própria ruína - eis a lógica do imperialismo e de todos os reaccionários do mundo em relação à causa do Povo e jamais eles marcharão contra essa lógica", diz Mao Tsé-tung. Assim se passa, efectivamente, no Vietname, no Laos, no Cambodja, em Moçambique, na Guiné em Angola, no Zimbabwe, na Namíbia, na Azânia, no Brasil e em todos os países do mundo.

Segundo o exemplo glorioso dos Povos irmãos das colónias, dos Povos vietnamita, laociano e cambodjano, do Povo brasileiro e de todos os Povos do mundo; trilhando a via heróica por eles trilhada, e assimilando, como eles, a verdade universal de que "o poder político está na ponta da espingarda", o Povo português, ombro a ombro com esses Povos irmãos, alcançará a vitória sobre o imperialismo ianqui, o imperialismo mundial e todos os seus lacaios!


IMPERIALISTAS IANQUIS, FORA DE PORTUGAL!


14.VI.1973                     

Movimento Popular Anti-Colonial



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