sábado, 9 de junho de 2018

1973-05-06-00 - Luta Popular Nº Especial - MRPP


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VIVA A JUSTA LUTA DOS OPERÁRIOS DA TAP

JORNADAS ANTI-COLONIALISTAS DE FEVEREIRO

AS MASSAS POPULARES DESPERTAM PARA A LUTA
As massas populares despertam para a luta. Guiadas pelo amplo trabalho de educação comunista desenvolvido pelo nosso Movimento e pe­lo corajoso trabalho unitário realizado pelo MPAC, elas começam  a materializar uma sólida aliança fraternal internacionalista militante com os povos das colónias.
A despeito das intensas campanhas chauvinistas, patrioteiristas e racistas que a burguesia colonial-imperialista lança obstinadamente através dos seus jornais, rádio, televisão, etc, e com as quais agride diariamente o povo, a despeito da campanha social-chauvinista empreendida pela pequena e média burguesia liderada pelo seu partido revisionista, a despeito disso, cresce e intensifica-se, por toda a parte, nas fábricas e nos bairros populares, nas escolas e nos quartéis, nas cidades e no campo, uma poderosa vaga de indignação e de revolta populares contra a injusta e criminosa guerra colonial-imperialista de agressão, de destruição, de rapina e de genocídio que a burguesia portuguesa move aos povos em armas da Guiné, de Angola e de Moçambique.
A grade bandeira vermelha de “PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, POVOS E NAÇÕES OPRIMIDAS DO MUNDO, UNI-VOS, ergue-se ao alto bem firme entre as mãos calejadas das massas operárias e populares que se manifestara nas ruas exigindo a autodeterminação a separação e a completa independência política, económica e cultural para os povos irmãos das colónias.
O internacionalismo proletário vence o chauvinismo e o social-patrioteirismo. O povo penetra cada vez mais o carácter de classe da guerra de agressão e massacre que a burguesia leva a cabo nas colónias. Regozija-se com as brilhantes vitórias alcançadas pelos seus irmãos oprimidos e explorados de Angola, da Guiné e Cabo Verde e de Moçambique. Alegra-se com as crescentes e demolidoras derrotas acumuladas pelo exército colonial-fascista. O povo entende que só unindo-se estreitamente aos povos irmãos das colónias numa frente comum contra o mesmo inimigo: a burguesia portuguesa - lacaia do imperialismo e da reacção mundiais - o colonialismo português será definitivamente varrido da face da terra.
Assimilando a verdade universal do marxismo-leninismo-maoismo de que "o poder está na ponta da espingarda“ o valente povo angolano ousou desencadear, no dia 4 de Fevereiro de 1961, a insurreição popular armada pela libertação e independência nacionais. A guerra revolucionária democrática e nacional dos povos irmãos das colónias é uma guerra justa e gloriosa contra o colonialismo português e o imperialismo; ela é parte integrante da Revolução Mundial Proletária. Seguindo o exemplo heróico destes povos irmãos, as massas anti-colonialistas de Portugal transformaram já numa gloriosa tradição revolucionária as jornadas anti-colonialistas de Fevereiro. O povo português e os povos irmãos das colónias estão unidos no mesmo combate.
Em 1973, estas jornadas constituíram um poderoso impulso do movimento anti-colonialista de massas no nosso país. A classe operária consolida a direcção deste movimento. Agrega a si novas camadas, novos elementos. Agrupa-os, une-os e organiza-os sob a sua direcção. Retira à burguesia as reservas em que ela procura apoio para a sua política colonial. Tal é o caso da manifestação anti-colonialista da igreja do Rato, em Lisboa.
Ombro a ombro com o povo da Guiné em armas o povo português vinga Amílcar Cabral. Respondendo taco a taco ao selvagem assassinato do fundador e secretário geral do P.A.I.G.C., as massas operarias e populares do nosso país desencadearam uma vigorosa campanha de agitação e propaganda denunciando este novo crime do colonialismo português, campanha esta que viria a culminar no dia 9 de Fevereiro com uma manifestação de massas em Lisboa, na Praça do Chile.
Mais de 2.000 anti-colonialistas concentraram- se à volta da praça face a face com o enorme estendal repressivo colonial-fascista. Resistindo com firmeza às provocações e agressões dos esbirros, as massas populares disputaram o terreno palmo a palmo, agruparam-se e tomaram posições. Revisionistas e neo-revisionistas, de braço dado com a soldadesca fascista desenvolveram os mais porfiados esforços para dividir as massas e sabotar, quanto mais não fosse, o arranque da manifestação. Todavia, cerca de 500 anti-colonialistas, guiados por uma bandeira vermelha e pelo cartaz “VIVA AMÍLCAR CABRAL" acabaram por formar o cortejo. Entoando a compasso "GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL” e “VINGUEMOS AMÍLCAR CABRAL" os manifestantes começaram a subir a rua Morais Soares. Por entre caloroso apoio popular e aos gritos de AMÍLCAR CABRAL - RIBEIRO SANTOS, O MESMO COMBATE” e “VITÓRIA PARA OS POVOS DAS COLÓNIAS", ao cimo da citada rua e ante iminente investida brutal da polícia de choque, foi dada ordem de dispersar.
Desde as jornadas gloriosas de vingança do nosso querido camarada Ribeiro Santos que milhares e milhares de folhas volantes, tarjetas, comunicados e jornais anti-colonialistas circulavam de mão em mão. Eles denunciavam o carácter injusto e criminoso da guerra colonial-imperialista, o seu objectivo contra revolucionário de obstar à libertação e independência nacionais dos povos oprimidos das colónias, o oportunismo da canalha revisionista que tenta desesperadamente, por todos os meios, atrelar as massas populares ao carro da guerra colonial da burguesia.
Manifestando-se contra esta guerra injusta e criminosa, mais de 3.000 anti-colonialistas concentraram-se em Alcântara, em Lisboa, no dia 21 de Fevereiro. Destes, cerca de um milhar viria a constituir um cortejo que, desfraldando cartazes e bandeiras vermelhas, percorreu vários quilómetros ao som de "GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA”, "VINGUEMOS AMÍLCAR”, “AMÍLCAR CABRAL -RIBEIRO SANTOS, O MESMO COMBATE”; avançando sempre a passo firme as massas, glorificaram os movimentos de libertação das colónias e a justa insurreição popular armada dos povos de Angola, Guiné e Moçambique; o cortejo veio a dispersar junto ao Ministério das colónias, sinistro símbolo da exploração e guerra colonial-imperialistas, onde as massas manifestaram todo o seu ódio ao colonialismo e à burguesia colonial assassina. O edifício do citado ministério fascista foi apedrejado.
Esta manifestação, a mais importante das jornadas sob o ponto de vista da mobilização popular, foi a primeira em que as massas gritaram consignas revolucionárias tais com: "GUERRA NOS QUARTÉIS À GUERRA COLONIAL” e “DESERTA COM ARMAS”; “VIVA O PRESIDENTE MAO TSE TUMG” e “VIVA O MRPP”. O coro revolucionário entoou ainda em uníssono “MAO TSE TUNG, MAO TSE TUNG” e “MRPP”, “MRPP”.
A participação activa do proletariado nestas jornadas de luta incutiu-lhes um carácter revolucionário mais consciente ainda, maior firmeza e maior disciplina. Assumindo o seu papel de vanguarda revolucionária a classe operária destroçou todas as manobras revisio­nistas e neo-revisionistas para dividir as massas populares, para enfraquecê-las. O proletariado retira ao partido revisionista de Barreirinhas Cunhal a possibilidade de arrebatar a direcção deste combate das mãos firmes da classe operária.
As jornadas de Fevereiro foram uma estupendo vitória do marxismo-leninismo-maoísmo sobre o revisionismo, e do internacionalismo proletário sobre o chauvinismo e o social-chauvinismo.

3 - AS MASSAS ANTI-COLONIALISTAS EM LUTA E A BURGUESIA EM PÂNICO
Quanto mais a justa guerra popular de libertação nacional dos povos da Guiné, de Moçambique e de Angola marcham para a vitória completa sobre o colonialismo português e se materializa a aliança militante entre os nossos povos, tanto mais a burguesia colonial imperialista se obstina no massacre dos povos das colónias e na opressão do povo português.
As estupendas vitórias alcançadas pelos povos irmãos das colónias na guerra justa pela libertação das suas pátrias e pela expulsão dos agressores colonialistas, são golpes directos vibrados no colonialismo português, que abalam nos seus alicerces a dominação imperialista na África. A burguesia portuguesa vê, desesperadamente, fugirem-lhe das mãos, uma após outra, todas as fontes de riqueza imensa acumulada à custa do suor e do sangue desses povos heróicos, todas as fontes dos chorudos sobre-lucros coloniais necessários à criação de unidades industriais cada vez maiores e mais concentradas para os monopólios poderem competir com os seus concorrentes internacionais. Daí que o exército colonial fascista intensifique os bombardeamentos do napalm, o encarceramento das populações em campos de concentração, a Pide intensifique o massacre dos patriotas a invasão de países vizinhos independentes soberanos e organize vastos complots contra revolucionários visando o assassinato sistemático dos dirigentes patriotas revolucionários. Tal é o caso do cobarde assassinato de Amílcar Cabral, fundador e secretário geral do P.A.I.G.C., tal como tinha sido o caso do traiçoeiro assassinato de Eduardo Mondlane, fundador e presidente da FRELIMO.
Dai que a burguesia colonial “imperialista portuguesa - desde os senhores do capital, dos bancos, das fábricas, das minas, etc., desde os "tecnocratas” e “liberais” cães de fila dos réis dos monopólios, até aos agrários, aos militares, aos polícias, aos bufos e a certos sectores “democráticos” - reaja com fúria e desespero, assustada e receosa, ao crescendo da vaga popular anti-colonialista. Daí que invista selvaticamente contra as massas populares que se manifestem na rua contra a criminosa guerra colonial-imperialista.
Para a burguesia industrial e monopolista, para os agrários e roceiros, para a clique militar e policial fascista, em suma, para a trupe dos exploradores no seu conjunto a guerra e o saque nas colónias é um ponto fundamental da sua política. A guerra é a continuação da política por outros meios. A guerra colonial-imperialista é a continuação da política de agressão de destruição, de rapina e de genocídio prosseguida pela burguesia portuguesa. A derrota em tal guerra significa a derrota da política colonial-imperialista da burguesia portuguesa. Dai que esta face às crescentes e demolidoras derrotas que lhe são impostas pelos povos em armas, tenha necessidade de inventar falsas "vitórias militares”, forjar fantasiosos "comunicados” de guerra e de tentar criar a ilusão de que as forças da contra revolução, putrefactas e moribundas, vencem as forças revolucionárias da libertação dos povos, plenas de ímpeto e vitalidade.
Durante as jornadas de Fevereiro de 1973, a burguesia recorreu amplamente a esta arma para tentar mistificar as massas populares. Na imprensa fascista multiplicou os seus falaciosos "comunicados” de guerra; na Assembleia “Nacional” fascista os seus lacaios reataram dezenas de discursos patrioteiros nos quais - se bem que se esforçassem - lhes foi impossível disfarçar os interesses coloniais dos monopólios e dos roceiros por detrás da demagogia do “Estado multirracial". E isto quando a propaganda revolucionária anti-colonialista se intensificava levando aos povos heróicos das colónias o apoio internacionalista militante do povo português.
Se com o assassinato do grande patriota Amílcar Cabral, a burguesia colonialista pensava poder quebrar a férrea unidade de P.A.I.G.C. e desbaratar as forças armadas de libertação nacional do povo guineense, em Portugal, com tais campanhas de mistificação e de intimidação das massas populares, ela visava travar o avanço impetuoso do movimento anti-colonialista e reduzir a zero as jornadas de Fevereiro. Poderá o tiro saiu-lhe pela culatra. Na Guiné, como nas outras colónias - as forças populares alcançam novos e admiráveis êxitos, estando mais próximos da vitória e, em Portugal as massas populares realizaram vitoriosamente as jornadas de Fevereiro, baseando-se nelas, como ponto de partida, para alcançar vitórias ainda maiores.
Face a tal situação de derrota irreversível o pânico apodera-se da burguesia e seus sicários!

4 - OS SICÁRIOS REVISIONISTAS FAZEM CORO COM OS COLONIALISTAS!
À medida que as massas populares assimilam a grande palavra de ordem “GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA" e que se materializa a frente comum do nosso povo e dos povos irmãos das colónias, os sicários revisionistas fazem coro com os colonialistas. Eles preocupam-se com a derrota da sua burguesia, com a desintegração do sistema colonialista português e com a desagregação e aniquilamento do exército colonial-fascista. Propõe-se levar a cabo em Portugal ou seja no seio do país opressor, um “referendum" para decidir do destino dos povos oprimidas das colónias. Tentam impor àqueles povos heróicos umas famigeradas e traiçoeiras negociações prévias". Isto prova, com evidência, como a fauna revisionista de Cunhal canta de concerto com a burguesia colonialista e seus patrões imperialistas.
"Socialista” em palavras mas chauvinista e imperialista nos actos, o partido revisionista, durante anos e anos a fio, durante toda a história da sua existência tudo fez para induzir as massas trabalhadoras a apoiar a política colonial da burguesia sabotando a materialização da aliança fraterna entre o nosso povo e os povos irmãos das colónias. Tratou sempre de mistificar as massas com a sua propaganda social-chauvinista e de amarrá-las ao carro das guerras coloniais da burguesia, opondo-se com todas as suas forças ao internacionalizo proletário.
É assim, que durante as jornadas anti-coloniais de Fevereiro aquela canalha revisionista aparece com o arrazoado reaccionário e pacifista: "Não à guerra” e “Urge por fim à guerra”. De facto, profundamente preocupados com a derrocada iminente do império colonial da burguesia portuguesa, com a humilhação e a derrota do exército colonial-fascista, e com a crescente assimilação pelas massas trabalhadoras de Portugal do princípio estratégico do proletariado da transformação da guerra colonial-imperialista numa guerra civil revolucionária pelo PÃO, PAZ, TERRA, LIBERDADE, DEMOCRACIA e INDEPENDÊNCIA NACIONAL, profundamente preocupados com tudo isso, os revisionistas modernos procurara salvar o colonialismo português pela porta do neo-colonialismo.
Contudo, as massas populares compreendendo que tal não passava de uma manobra de diversão neo-colonialista souberam contra-atacar e afogar esse arrazoado reaccionário, pacifista e chauvinista no oceano da “GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA e da “VITÓRIA PARA OS POVOS DAS COLÓNIAS.
Uma vez desmascarada a sua maquinação reaccionária, os revisionistas modernos alteraram o disfarce da sua política neo-colonialista mantendo todavia o carácter provocatório e diversionista da sua táctica face às jornadas de luta em curso. Precisamente no culminar das jornadas de Fevereiro, quando as massas populares se manifestavam na rua contra a injusta e criminosa guerra colonial-imperialista levando o apoio internacionalista do povo português aos povos oprimidos das colónias, os revisionistas do P”C”P, trucidados pelo movimento, opuseram-se às lutas de massas em curso dedicando-se pachorrentamente a recolher alguns tostões para "ajudar" a justa luta do povo do Vietnam heróico. Tentando desviar o eixo do combate internacionalista do povo português, a canalha revisionista pretendia fazer passar por internacionalismo o seu chauvinismo neo-colonialista.
Os bons serviços dos revisionistas modernos para com a sua burguesia, durante as jornadas de Fevereiro não ficaram por aqui. Assim, nos momentos culminantes das jornadas, em que o inimigo em pânico tenta, por todas as formas, travar o movimento das massas em luta, os revisionistas modernos, através dum seu ridículo apêndice - o grupelho neo-revisionista do lúmpen-emigrados que dá pelo nome de CMLP - tenta sabotar essas jornadas anti-colonialistas entre um sector das massas: os estudantes de Lisboa.
É assim que no dia 9 de Fevereiro, no próprio dia da primeira manifestação em vingança de Amílcar Cabral, os neo-revisionistas deitam nas retretes duma faculdade de Lisboa um pasquim claramente revelador da sua tragédia. Em primeiro lugar, aceitando que perderam completamente a iniciativa apostam, à última hora, em seguir a reboque do M.P.A.C. tentando, desta forma, infiltrar-se entre as massas. Em segundo lugar, provocando, gesticulando e lançando imprecações contra o movimento ascensional de massas, utilizando a ridícula e reaccionária argumentação de que "habitualmente estas manifestações são perto do dia 21” visam sabotar a manifestação em vingança de Amílcar Cabral. Reduzidos a pó os seus intentos, a canalha neo-revisionista social chauvinista foi mais uma vez desmascarada e ficou ainda mais isolada pelas massas anti-colonialistas em luta.
No dia 21 de Fevereiro, data da grande manifestação popular que marca o culminar destas jornadas anti-colonialistas, os neo-revisionistas lançaram na mesma retrete da mesma faculdade um segundo e último pasquim. Nada de novo saiu do cérebro tacanho desta gentalha. Persistem, portanto, na sua política de duas caras: a primeira, a tentativa de sabotar a luta de massas; a segunda a tentativa de ganhar cabedal político para se apresentarem no estrangeiro, perante os movimentos de libertação das colónias, como anti-colonialistas.
Revisionistas e neo-revisionistas prosseguem os mesmos objectivos e é a mesma a natureza de classe da sua linha. Diferem apenas na táctica que adoptam. Os primeiros esforçam-se em procurar mobilizar as massas para apoiar a política da burguesia colonial-imperialista. Os segundos procuram, com todas as suas forças, sabotar a mobilização das massas para o combate à política de guerra colonial-imperialista. Eis duas formas duma mesma política.

5 - CERREMOS FILEIRAS E CONTINUEMOS O COMBATE!
As jornadas de Fevereiro não senão o pondo de partida para um novo impulso do movimento anti-colonialista de massas. O grande despertar das massas populares para o combate internacionalista militante contra a guerra colonial-imperialista e o pânico que se apodera da burguesia colonialista e seus sicá­rios revisionistas, são a demonstração clara de que as forças contra revolucionárias colonialistas e neo-colonialistas se debatem no estertor da agonia, acumulando derrota sobre derrota ao passo que as forças revolucionárias anti-colonialistas e patriotas, plenas de ímpeto e vitalidade, avançam de vitória em vitória. Esta é uma verdade universal. Esta é uma verdade na Guiné como em Angola, em Moçambique como em Portugal.
Ao proletariado revolucionário cabe-lhe apoiar incondicionalmente as vitórias dos povos irmãos das colónias e consolidar e ampliar as suas próprias vitórias. Cabe-lhe reforçar ainda mais a direcção desta frente da luta popular. Cabe-lhes desenvolver em ritmo crescente o trabalho de educação internacionalista das vastas massas; uni-las e agrupá-las sobre a bandeira do internacionalismo proletário e da "GUERRA DO POVO A GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA". Cabe-lhes mobilizá-las duma maneira activa e empreendedora despertando-lhes o seu entusiasmo e poder criador e organizá-las num feixe único capaz de se lançar inteira e resolutamente sobre os alicerces do poder da burguesia colonial-imperialista e removê-los de ponta a eito. A táctica justa é a de não deixar o inimigo espirar, de não deixá-lo restabelecer-se, por pouco que seja, dos golpes demolidores que sobre ele desferem os nossos povos em luta, com vista a estreitar constantemente a aliança fraternal internacionalista militante e a consolidar a frente comum dos povos de Angola, Guiné Moçambique e Portugal contra o inimigo comum: o colonialismo português, o imperialismo mundial e seus lacaios. Em última análise, cabe ao proletariado português dirigir as amplas massas de acordo com o princípio estratégico da transformação da guerra colonial imperialista numa guerra civil revolucionária pelos objectivos da Revolução Democrática e Popular.
Novas e mais retumbantes vitórias nos esperam! Sejamos dignos, delas! Cerremos fileiras e continuemos o combate!

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES POVOS E NAÇÕES OPRIMIDAS DO MUNDO, UNI-VOS!
VITÓRIA PARA OS POVOS DAS COLÓNIAS!
GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA!
OMBRO A OMBRO COM O POVO DA GUINÉ EM ARMAS, VINGUEMOS AMÍLCAR CABRAL!
AMÍLCAR CABRAL - RIBEIRO SANTOS, O MESMO COMBATE!






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