terça-feira, 29 de maio de 2018

1978-05-29 - Luta Estudantil Nº 06 - PC(ml)P


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CONTRA A POLÍTICA ANTI-ESTUDANTIL DO MEC!

Estamos chegando ao términos de mais um ano escolar. Caracterizado por um clima cada vez mais selectivo e elitário e de ataque às liberdades democráticas do nosso  ensino, vai a caminho da fascização, fruto da política reaccionária do governo PS/CDS e mais concretamente do MEC.
Decorrido quase um ano escolar cabe-nos fazer uma retrospectiva do que tem sido o papel do MEC, encabeçado pelo "democrático” Cardia, e o que devem ainda fazer os estudantes, principalmente agora que os exames estão à porta.
Durante o ano lectivo 77/78, o MEC, fez sair vários decretos e despachos, que no essencial foram um ataque às nossas conquistas estudantis e às liberdades democráticas antes conquistadas. SENÃO VEJAMOS
- O Decreto, que institucionaliza o "numerus clausus" e o propedêutico, medidas selectivas na entrada para a universidade;
- Os exames obrigatórios, no fim de cada ano para o magistério primário;
- O método utilizado para as unificadas onde só a nota do 3º período conta para as passagens;
- O decreto que diz que o curso geral terá o seu fim este ano, e caso os estudantes que o frequentam não passarem ou vão para o 9º ano de escolaridade ou então para o curso nocturno.
- Os despachos que aboliram as dispensas dos unificados e complementares;
- A realização de exames a nível nacional, não se tendo em conta a situação concreta de cada escola;
- A lei que determina dentro das escolas que é proibido fazer propaganda política ou partidária-estudantil;
- A lei que proíbe a realização de R.G.A.s, em altura de aulas.
Estas medidas, são o ataque aos estudantes e as suas conquistas principalmente aqueles que são filhos de trabalhadores, que têm de se organizar e lutar.
Vindo de encontro ao que temos vindo a dizer, realizou-se na Amadora, um encontro de 50 Associações de estudantes em que foi decidido por maioria que no dia 30 (amanhã) se realizarão em todo o país jornadas de luta, desde paralisações a manifestações de rua, com o objectivo de obrigar o MEC a revogar os decretos-lei nº s 130/77, 24/78 e 35/78 que aboliram as dispensas de exame
Nós estudantes do PCMLP apoiamos esta decisão e achamos que nas escolas da Madeira, os estudantes se de vem organizar para a luta, unindo-se em torno dos seus verdadeiros defensores. Deste modo propomos a realização de reuniões de delegados e estudantes em geral onde se aprovam medidas de luta, não deixando no entanto que fascistas e social-fascistas se infiltrem nas suas fileiras.

CONTRA A ABOLIÇÃO DAS DISPENSAS DE EXAME!
CONTRA A FASCIZAÇÃO DO ENSINO!
CONTRA O FASCISMO E O SOCIAL-FASCISMO!
PELA DEMOCRACIA NAS ESCOLAS!

A REDACÇÃO





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