domingo, 27 de maio de 2018

1978-05-27 - NA EMIGRAÇÃO E EM PORTUGAL, LUTEMOS CONTRA O ACORDO FMI/GOVERNO! - PCTP/MRPP


ORGANIZAÇÃO do PARTIDO COMUNISTA dos TRABALHADORES PORTUGUESES (PCTP/MRPP) para os EMIGRANTES

NA EMIGRAÇÃO E EM PORTUGAL, LUTEMOS CONTRA O ACORDO FMI/GOVERNO!

O acordo secreto assinado recentemente entre o Governo PS/CDS e o Fundo Monetário Internacional (FMI), foi mais um passo dado, no cominho da traição e da obediência canina do Governo do Dr. Soares às exigências e provocações do imperialismo estrangeiro.
O Governo fascista de Salazar e Caetano, fez de Portugal uma colónia das potências estrangeiras, e os O Governos que se lhe seguiram após o golpe militar de 25 de Abril de 1974, longe de porem em causa essa política, continuaram e intensificaram a submissão de Portugal culturalmente, politicamente, economicamente e militarmente ao Imperialismo e ao Social-imperialismo.
A ocupação militar de Portugal pelas potências da NATO é quanto a isso significativa:
- ESPINHO - Base NATO, MONTIJO - Base NATO, LISBOA - Depósitos Nato e Comiberlant, BEJA - Base da RFA, PORTO SANTO (Madeira) - Base Nato, ILHA DAS FLORES - Base da França, LAJES (Açores) - Base americana, PONTA DELGADA (Açores) - Depósitos Nato.
O FMI e o Imperialismo Internacional dispõem assim no nosso País, dum Governo lacaio que assina acordos ultrajantes para o nosso Povo e para a nossa Independência Nacional e, dispõe também dos meios militares para fazer cumprir, pela força se necessário, esses mesmos acordos de saque e de rapina.
Os trabalhadores portugueses devem saber também que o Partido dito "comunista" de Cunhal, que diz estar contra o acordo com o FMI, tem em seu poder esse mesmo acordo e recusa-se a levá-lo ao conhecimento dos operários e do Povo Português mostrando assim, e mais uma vez, tratar-se dum partido traidor à classe operária e cúmplice das traições cometidas pelo actual Governo contra a, nossa, Soberania, e Independência Nacional.
A atitude dos revisionistas do P"c"P sobro esta questão, visa também e sobretudo tentar impedir que o Povo Português se levante contra semelhante acordo.
O Facto que Cunhal e outros responsáveis do P"c"p revisionista tenham declarado o seu desacordo "somente" com certos pontos do acordo FMI/GOVERNO só pode servir aos trabalhadores como mais uma prova, da traição desse partido e da sua submissão perante os ditames dos inimigos da nossa soberania, e apresenta o P"c"P como um futuro defensor dos "dólares do FUI", se a sabotagem da Revolução o exigir!

AS CONSEQUÊNCIAS DO ACORDO GOVERNO PORTUGUÊS/FMI PARA OS TRABALHADORES EMIGRANTES.
As causas que têm levado a emigrar milhões de trabalhadores portugueses vão agravar-se; com o aumento do desemprego e aumento desenfreado do custo da vida, os trabalhadores serão empurrados a procurar noutras terras o sustento para a casa e para os seus.
Esta situação torna-se ainda mais dramática dado que os países capitalistas mergulhados numa crise sem precedentes, não aceitam mais trabalhadores estrangeiros e têm mesmo feito tudo para expulsar aqueles que já cá estão!... Vamos assistir assim ao aumento dos clandestinos que, sem documentos, são obrigados a trabalhar em condições desumanas de trabalho, de salário e, a viver no medo de serem expulsos e lançados na miséria.
Para nós, emigrantes, o dinheiro que enviamos para o sustento das nossas famílias será cada vez menos suficiente e a casita que muitos sonhavam fazer construir, será cada vez mais difícil do passar do sonho à realidade, dado que as restrições ao crédito e o aumento da taxa do juro ser ao um obstáculo difícil de vencer. A casa, ficara mais erra, as terras também e, aqueles que já as têm, vêm os adubos, as alfaias agrícolas e tudo o que é necessário para cultivar, subir de maneira escandalosa.
As nossas economias, devido ainda ao Acordo Governo/FMI, vão sendo cada vez mais sugadas e diminuídas pela constante desvalorização do escudo (embora, muitos trabalhadores emigrantes ainda pensem que não é assim...) que o FMI/Governo exige e que até ao fim do ano deve atingir os 30%. A própria promessa de que os emigrantes poderiam levantar o seu dinheiro na moeda em que a depositaram, não passava dum logro, dado que o Governo, lançava imediatamente a mão a essas divisas para pagar os juros dos empréstimos que sem cessar têm sido contraídos com as potências capitalistas estrangeiras. Hoje, mesmo essa promessa deixou de o ser, dado que o FMI ditou ao Banco de Portugal que os emigrantes não poderão depositar as suas economias em moeda estrangeira em bancos portugueses, a prazo.
Quer dizer, no momento em que depositamos as nossas economias elas são automaticamente cambiadas em escudos ficando o Estado com as divisas para pagar aos seus Patrões imperialistas e social-imperialistas e ficando o nosso dinheiro sujeito às constantes desvalorizações…
Uma grande revolta enche o coração dos operários dos democratas e patriotas e de todos aqueles para quem a venda da nossa Pátria e do nosso Povo, que estão contidos no Acordo assinado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), não pode passar sem uma resposta firme e à medida dessa nova traição!
O Governo actual e os que o antecederam foram todos Governos de impotentes de vende-pátrias, de vende operários e de vende-emigrantes. O caminho e a saída para a crise, passa pelo derrube dura tal Governo e da classe burguesa que ele representa e exige, que se erga em seu lugar, o GOVERNO POPULAR REPRESENTANDO OS INTERESSES DOS OPERÁRIOS, DOS CAMPONESES E DO TODO O POVO TRABALHADOR!
Trabalhadores emigrantes, o nosso Partido PCTP/MRPP, apela-vos a lutar organizados e com firmeza onde quer que estejam, contra o acordo vende pátrias do FMI. Devemos fazer ouvir a nossa voz e a nossa revolta, lado a lado com o nosso Povo que em  Portugal, se levanta já contra semelhante traição.

- ADERE AO TEU PARTIDO, PCTP/MRPP, E LUTEMOS PELO GOVERNO POPULAR E PELO PROGRAMA DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA E POPULAR!
- CONTRA O F.M.I., GOVERNO POPULAR!
- IMPERIALISTAS E SOCIAL-IMPERIALISTAS FORA DE PORTUGAL!

Paris, 27 de Maio de 1978
COMITÉ do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) para os EMIGRANTES

IMP. SPC. VINCENNES





Sem comentários:

Enviar um comentário