domingo, 13 de maio de 2018

1978-05-13 - I encontro nacional de Organização - MES


I encontro nacional de Organização
ESO Porto, 1 e 2 JULHO 1978

TEXTO DE APOIO

I SECÇÃO
PROPOSTA APRESENTADA AO CC NA SUA REUNIÃO PLENÁRIA DE 13/14 DE MAIO PELO CAMARADA JOAQUIM CARAPIÇO - MEMBRO SUPLENTE DO CC

A luta por erguer a Resistência Popular Activa à ofensiva burguesa deve apoiar-se no esforço permanente de unidade, organização e luta. Estes devem ser os três suportes fundamentais da acção política de massas necessária ao desenvolvimento da nossa táctica.
Resolução Politica aprovada no III Congresso
    1 - O nosso Partido atravessa um momento difícil devido à conjugação de diversos factores que são: a dureza da actual situação politica caracterizada pe­lo avanço das forças burguesas e reaccionárias, a falta de confiança no Partido e no CC, e a deficiente ligação às massas. Estes 3 factores concorrem para a desmobilização dos militantes e atrasam o processo de transformação do MES em organização comunista e revolucionária.
    Se o refluxo do movimento popular é um dado de facto, a falta de confiança no Partido e no CC e a deficiente ligação às massas podem ser corrigidas por uma prática firme e decidida.
Para tal é necessário que o CC tome decididamente a cabeça do Partido, dirija de medo efectivo a aplicação do plano de trabalho aprovado e pratique um novo método de direcção que se traduza no contacto directo com as estruturas intermédias e de base do Partido,
2 – A LIGAÇÃO AS MASSAS
Se antes do 25 de Novembro a palavra de ordem central era TODOS PARA AS CM e CT, se na campanha de OTELO a palavra de ordem era TODOS PARA OS GDUP, na situação actual, temos de aprofundar a nossa linha táctica e definir uma nova palavra de ordem que surja clara aos militantes e nos possibilite a ligação às massas, pois só mergulhados no seio do povo, poderemos ter um papel dirigente; pois só o contacto efectivo com as massas populares permite uma real rectificação dos métodos de trabalho e de esquemas organizativos incorrectos.
3 - ... é fundamental dar toda a importância à politica de unidade aprovada no III Congresso que põe em primeiro lugar a unidade a partir do terreno de classe, forjada na acção comum, uma politica de unidade por isso construída a partir de baixo, a partir dos terrenos de lu­ta.  Resolução do CC sobre a Politica de Recrutamento.
 A UP não se faz só com grandes manifestações unitárias, mas constrói-se principalmente ao nível da organização das massas tendo por base o local de trabalho.
Trata-se, portanto, de lançar o Partido na luta pela organização da UP, tarefa morosa, mas que é necessário começar desde já. Trata-se de lançar para o Parti­do. A palavra de ordem - TODOS PARA AS COMISSÕES DE UNIDADE E LUTA.
4 - O que são as CUL
As CUX são estruturas de unidade revolucionária que se constitua nas fábricas e outros locais de trabalho, nos quartéis, eventualmente nos bairros e aldeias e nas frentes parciais em que a sua criação seja possível e útil.
5 - Qual a sua finalidade
A finalidade das CUL é muito simples - unir na base todos os activistas da resistência popular, lançar um dos pilares da UP e fortalecer o nosso partido, facilitando o trabalho de direcção e de recrutamento.
6 - Quem pode ser das CUL
As CUL deveio aglutinar todos os trabalhadores revolucionários num determinado local de trabalho ou habitação. Caberá ao nosso partido o papel fundamental de contactar todos os trabalhadores que pela sua prática, e independentemente do partido a que pertençam, demonstrem ser activistas da resistência popular activa e tenham um comportamento não sectário no seio das massas. Dai que as CUL não assentem numa política de alianças ou acordos políticos com outras forças.
A inclusão de militantes ou simpatizantes de outras forças dependerá da sua prática concreta e da apreciação dos nossos camaradas no local.
7 - As CUL não se confundem com qualquer tipo de órgãos representativos de trabalhadores. São pela sua natureza órgãos de intervenção e direcção política das massas. As relações com os órgãos representativos serão de colaboração e dinamização e de luta, nos casos em que esses órgãos sigam uma política incorrecta.
8 - Não há incompatibilidade entre a criação das CUL e a luta por erguer as frentes parciais. Antes pelo contrário, as CUL podem funcionar como estruturas de base das frentes parciais e dar-lhes uma base sólida de ligação às massas.
9 - As CUL não serão o mesmo que o núcleo de filiados do MES, nem quaisquer coisa semelhante aos GDUP, são estruturas de unidade lançadas pelo nosso partido mas com carácter bem mais amplo que os primeiros e mais restrito que os segundos, uma vez que só serão lançadas onde houver a presença física do partido e com o carácter referido.
10 - Os  principies das CUL poderão ser: RESISTÊNCIA ACTIVA A OFENSIVA BURGUESA CONTRA O PACTO SOCIAL E A CISÃO. Embora sejam suficientemente genéricos, deverão no entanto, ser adaptados se tal for necessário. Assim se a CUL for operária incluirá nos seus principies o apoio à CSR, etc.
11 - O programa de luta da CUL deve ser igualmente simples a assentar num problema concreto do local em que se insere. Além disso deve lutar pela unidade dos trabalhadores, dinamizar a vida sindical, mobilizar as mulheres e os jovens e se possível realizar um trabalho cultural, e editar uma folha periódica abordando os problemas concretos e apontando soluções, etc.
12 - As  CUL são constituirás por iniciativa do MES. Assim nos locais onde haja uma célula devem os nossos camaradas fazer o levantamento dos revolucionários e contacta-los com base no programa e princípios da CUL e propor-lhes a sua adesão, nos locais onde existam apenas quadros isolados devem os mesmos desenvolver o Mesmo processo.

Proposta à reunião do CC, em Maio


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