quinta-feira, 10 de maio de 2018

1978-05-10 - Binómio Nº 12 - III Série - Movimento Estudantil


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Editorial

Começo de semestre é sempre altura de balanço, seja ele entendido nos seus mais variados aspectos.
Um dos aspectos que assume sempre grande importância é o da situação da avaliação de conhecimentos e questões com ela relacionadas, agora ainda mais relevantes ao verificarmos por que caminhos tem andado e quais as perspectivas em relação ao seu futuro.
É já conhecido o chumbo generalizado que caracterizou a maioria dos processos de avaliação, no semestre passado.
Mas qual a razão porque a grande maioria dos estudantes possa considerar-se numa situação insustentável, enfrentando, além destas medidas selectivas outras como as do regulamento de inscrições, até à simples selecção económica?

Porque razão o trabalho em grupo, praticado pela maioria dos estudantes do Técnico, tem vindo, ultimamente, a ser utilizado para boicotar um dos seus grandes objectivos: o controle da selecção na avaliação de conhecimentos?
E mesmo no plano pedagógico, será que o trabalho em grupo tem cumprido totalmente os seus objectivos?
E quanto aos testes, apresentados como a via mais fácil de fazer uma cadeira, será que os seus impulsionadores terão somente a intenção de tornar a vida mais fácil aos estudantes, ou mesmo de alterar positivamente as condições pedagógicas actualmente existentes?
Ou não será o cavalo de Tróia do retorno à selecção desenfreada que fez história antes do 25 de Abril?!
São estes os mais importantes problemas que presentemente se põem aos estudantes do Técnico, não só por aquilo que significam em si mesmos, mas também porque ligados a eles se destacam importantes ataques ao Movimento Associativo e às suas estruturas. Como o podemos verificar, pela tentativa de retirar todo o conteúdo ao trabalho associativo, relegando a resolução dos problemas para os órgãos de gestão. Estes, fora de qualquer controle ou participação dos interessados - os estudantes.

A próxima RGA deverá ser uma afirmação de que o MA e as suas estruturas continuam sendo, não só dinamizadoras da vida estudantil, mas também, e é o mais importante, da própria vida associativa, cuja destruição só interessa aos inimigos da democracia.


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