terça-feira, 1 de maio de 2018

1978-05-01 - Unidade Popular Nº 158 - PCP(ml)

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Viva o 1° de Maio!


O 1 de Maio de 1886 foi o dia escolhido pela classe operária da cidade norte-americana de Chicago para jornada de luta pelas oito horas de trabalho diárias. Nesse dia, os operários de Chicago fizeram greve geral. A polícia atirou a matar, nessa e nas jornadas de luta seguintes, sobre uma marcha pacífica de 600 mulheres e sobre 1200 operários despedidos da fábrica Mac Cormich que não quiseram abandonar os seus respectivos sindicatos em troca de sindicatos amarelos.

Também na Europa, a classe operária lutava, nessa altura, pela jornada de oito horas. A tragédia de Chicago causou a mais profunda indignação nos meios operários europeus. Três anos depois, o Congresso Internacional Socialista de Paris adoptou o 1° de Maio como Dia Internacional do Trabalho.
No nosso país, a data do 1 de Maio é comemorada desde 1890, um ano após o Congresso de Paris.
Durante décadas, esta data tem constituído uma poderosa jornada de luta da classe operária e dos explorados em geral pela conquista dos seus direitos e liberdades fundamentais.
Nos dias de hoje, tanto a classe operária como os povos do mundo inteiro se encontram ameaçados por um explorador bem mais poderoso e pérfido que os capitalistas americanos de 1886. Por todo o globo se estende a garra dos novos czares que preparam activamente uma nova guerra mundial. Khruchtchev. Brejnev e seus sequazes, depois de usurparem o poder de Estado na pátria do socialismo, iniciaram uma política expansionista e imperialista a todos os níveis e em todos os pontos do globo, procurando, em cada país, tirar o máximo partido das suas quintas-colunas locais. Hoje, social-imperialismo russo e seus lacaios procuram aproveitar-se da tradição de luta do dia 1.º de Maio
No nosso país, embora Cunhal tenha sido militarmente derrotado a 25 de Novembro de 1975, os sociais fascistas mantiveram muitas das posições económicas e políticas que haviam usurpado desde 25 de Abril de 1974. E no campo sindical consolidaram esse instrumento de opressão sobre os trabalhadores e de chantagem económica que é a Inter-social-fascista.
Uma vez mais, ao fim de quatro anos de democracia, os sociais-fascistas de Cunhal vão aproveitar o 1.º de Maio para enganar os trabalhadores, fazendo crer que combatem pela melhoria das suas condições de vida em tempo de «pacotes» e de austeridade. E, neste sentido, uma ajuda preciosa lhes tem sido dada por certos sectores da burguesia nacional.
Com efeito, a burguesia nacional mostra-se incapaz, quer de resolver a crise económica que se agrava constantemente, quer de tomar medidas para estabilizar a situação política. Receando o social-imperialismo russo e a sua influência no país através de Cunhal, os políticos que ocupam as cadeiras governamentais não o combatem frontalmente. Tomam medidas económicas sem contrapartida política, permitindo aos agentes do Kremlin movimentarem-se na sabotagem económica e na intoxicação política com total à-vontade. O resultado é que, com o sucessivo agravar da situação, a burguesia nacional se refugia na «protecção» do imperialismo ocidental em posições de cada vez maior vassalagem e dependência.
A medida que aplicam uma política de divisão nacional e de capitulação perante o social-imperialismo russo, os referidos sectores da burguesia nacional pretendem criar as suas próprias correias de transmissão no campo sindical. Face à evolução desastrosa da situação do país, ao peso da Inter-social-fascista como instrumento privilegiado de desestabilização e às manobras dos conciliadores que abrem o caminho aos sociais-fascistas, coloca-se a exigência de uma alternativa real por parte das forças democráticas e patrióticas mais consequentes: uma alternativa sindical de unidade, independência e resistência ao social-imperialismo russo e seus lacaios.
É necessário erguer quanto antes uma barreira à Inter-social-fascista provida com um programa de reivindicações que defenda as massas trabalhadoras. Daqui decorre também a necessidade de se apontar para a formação de uma única central sindical democrática.
A unidade das forças patrióticas e democráticas mais consequentes forjada na luta contra as manobras da Inter-social-fascista fará com que cada vez mais trabalhadores compreendam que não se pode celebrar, o Dia Mundial do Trabalho sob a bandeira da cruz gamada dos novos Hitlers.


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