terça-feira, 1 de maio de 2018

1973-05-01 - COMUNICADO Nº 7 UM 1º DE MAIO DE COMBATE: - PRP-BR


COMUNICADO Nº 7
UM 1º DE MAIO DE COMBATE:

NOVAS ACÇÕES VITORIOSAS DAS BRIGADAS REVOLUCIONÁRIAS E DAS COMISSÕES DE TRABALHADORES REVOLUCIONÁRIOS

1. UMA GRANDE ACÇÃO DE AGITAÇÃO EM TODO O PAÍS.
No dia 30 de Abril as Brigadas Revolucionárias de Agitação e Propaganda conjuntamente com as Comissões de Trabalhadores Revolucionários realizaram com êxito uma grande acção de agitação de Norte a Sul de Portugal.

Um apelo dirigido aos trabalhadores sobre o 1º de Maio foi distribuído às dezenas de milhar, simultaneamente, em cerca de 200 locais diferentes, através de petardos de fraca potência.
Desde já podemos assinalar os seguintes locais onde foi distribuído o apelo, através de um ou vários petardos (de acordo com a importância populacional da localidade): Viana do Castelo, Braga, St. Tirso, Famalicão, Trofa, Maia, Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia, S. João da Madeira, Aveiro, Ajuda, Leiria, Caldas da Rainha, Marinha Grande, Torres Vedras, Peniche, Mafra, Sintra, Cacém, Amadora, Benfica, Algés, Pontinha, Loures, Sacavém, Alverca, Alhandra, Vila Franca de Xira, Cacilhas, Almada, Cova da Piedade, Seixal, Barreiro, Lavradio, Baixa da Banheira, Moita, Montijo, Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Beja, Portimão, Olhão, Faro, Tavira e Vila Real de St. António.
Através desta forma revolucionária de agitação, mais uma vez ficou demonstrado que e possível vencer a repressão, e que nada pode impedir o contacto das forças revolucionárias organizadas com os trabalhadores e com o povo. A censura e os órgãos de propaganda fascista, controlados pelo grande capital, não se vencem com abaixo-assinados e protestos, mas sim intensificando a agitação e propaganda revolucionária por métodos seguros.

2. ACÇÃO DE SABOTAGEM DO MINISTÉRIO DAS CORPORAÇÕES - INSTRUMENTO DE EXPLORAÇÃO E REPRESSÃO DOS CAPITALISTAS
Na madrugada do dia 1º de Maio (exactamente às 2 horas e 50 minutos) as Brigadas Revolucionárias realizaram com êxito, uma nova acção armada: a destruição das várias secções de "relações de trabalho" do Ministério das Corporações, na Praça de Londres, em Lisboa.
Os objectivos que tinham sido fixados para esta acção foram integralmente cumpridos: a destruição do 4º e 5º pisos do Ministério é total, como os próprios jornais fascistas são obrigados a confessar. Ao mesmo tempo, devido às medidas tomadas pelas Brigadas Revolucionárias, junto dos moradores dos prédios contíguos ao edifício, foi possível garantir a sua total imunidade.
O Ministério das Corporações é, por um lado o instrumento mais directo dos patrões portugueses e estrangeiros, que através dele fixam as condições de trabalho do proletariado - salários, horários - enfim, exploração e repressão (de que os contractos colectivos de trabalho são um símbolo); e por outro, um instrumento de exploração directo dos trabalhadores, através da Previdência, que não é uma organização caritativa, como o Governo pretende fazer crer, mas uma poderosa organização capitalista, que faz descontos fabulosos, fornecendo serviços de Saúde e Previdência miseráveis.
Esta acção das Brigadas Revolucionárias integra-se assim, no conjunto de lutas dos trabalhadores que ficaram a assinalar este 1º de Maio, como uma importante jornada de combate do proletariado, especialmente em Lisboa e no Porto.
As acções armadas prosseguirão. As Brigadas Revolucionárias através desta acção vitoriosa mais uma vez reafirmam que uma das direcções fundamentais da sua orientação é a luta contra o capitalismo e o seu aparelho de estado fascista.
Mas o prosseguimento e intensificação da acção armada pressupõe que não se subestime todas as outras direcções da luta revolucionária.
O reformismo está a ser batido na acção concreta, e, se se prosseguir com audácia no trabalho de organização e mobilização, será possível garantir a curto prazo o triunfo de uma orientação revolucionária do movimento operário. Se durante algum tempo se pôde desculpar a pretexto desta ou aquela justificação, que militantes operários ficassem acorrentados a um determinado passado, manifestando dúvidas sobre a viabilidade duma nova orientação revolucionária do movimento operário, hoje nenhum pretexto há para que esses militantes se mantenham em posições sentimentais e ineficazes. Chegou a hora duma revisão crítica corajosa, chegou a hora dos verdadeiros revolucionários se entenderem fraternalmente no caminho da Revolução.
Há que prosseguir o esforço de organização clandestina, sobretudo entre a classe operária. Há que organizar mais e mais a luta de massas, em conjugação com a acção armada. Este o caminho seguro que conduzirá os trabalhadores à vitória - a revolução socialista.

LUTA CONTRA O CAPITALISMO E O SEU APARELHO DE ESTADO FASCISTA 
LUTA CONTRA O COLONIALISMO E O NEO-COLONIALISMO
LUTA CONTRA O IMPERIALISMO
VIVA A LUTA REVOLUCIONÁRIA ARMADA

1 de MAIO de 1973

BRIGADAS REVOLUCIONÁRIAS

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