quarta-feira, 9 de maio de 2018

1973-05-00 - JORNADAS DO 1º de MAIO - MPAC-CLAC's


JORNADAS DO 1º de MAIO

EM PORTUGAL
Respondendo à convocação do MPAC, da RPAC, do MRPP, da FEML, cerca de 20.000 pessoas concentraram-se na zona do Rossio, em Lisboa, no dia 1º de Maio às 19.30h.
Uma tal concentração popular é a prova evidente que as fileiras daqueles que lutam corajosa e efectivamente contra a burguesia colonial-fascista, engrossa a olhos vistos; é a prova de que as largas massas se determinam cada vez mais numa justa luta radical contra a burguesia fascista.
O 1º de Maio foi precedido de uma intensa campanha de agitação e propaganda nos bairros populares, nas escolas, nos quartéis, e fabricas das zonas industriais da cintura de Lisboa e centro do país. Dezenas de milhares de comunicados foram distribuídos, milhares de vinhetas coladas, centenas de inscrições feitas nas paredes e transportes públicos. Ai se explicava à população o significado desta data e da palavra de ordem "Por um 1º de Maio de Luta na Rua". Esta campanha aprovada e apoiada pelas massas populares pôs em pânico a burguesia e seus esbirros do aparelho repressivo que recorreram, como sempre, a uma enorme campanha de intimidação: notas oficiosas nos jornais e na rádio, cartazes da Legião, operações stop, patrulhas constantes, centenas de prisões preventivas (entre o dia 28 de Abril e o 1º de Maio cerca de 500 pessoas presas) o que não impediu que o povo fosse informado sobre os objectivos da campanha.
A concentração no Rossio foi ferozmente dispersada pela PSP, Policia de Choque, Pide, etc. Contudo centenas e centenas de pessoas não arredaram pé da zona até às 22.30-23h mostrando uma grande determinação face às forças repressivas.
A justa palavra de ordem "Por um 1º de Maio de Luta na Rua" ridicularizam os revisionistas do P"C"P, que com o seu abaixo-assinado pediam de joelhos à burguesia fascista e colonialista que desse feriado nesse dia.
Perante o sucesso das jornadas do 1º de Maio esses colaboradores da burguesia quiseram fazer crer à "opinião pública" que também tinham convocado para a manifestação... mas para as 18.30h.
Pretendem assim esconder o ridículo da sua palavra de ordem "por um 1º de Maio feriado" desacreditado uma vez mais pelas massas que desceram à rua para manifestar o seu ódio à política do governo colonial-fascista.
Se a justa palavra de ordem "Por um 1º de Maio de Luta na Rua" foi escuta da, discutida e seguida por largas massas populares de Lisboa, Margem Norte e Margem Sul, e centro do país, noutras partes do país, como no Norte, lutas se desenrolaram na rua mostrando assim a determinação das massas no seu combate radical contra a burguesia.
Esta foi a resposta adequada dada à burguesia, aos revisionistas pacifis­tas e aos grupelhos que ausentes das lutas no interior desenvolvem uma prá­tica de sapa na emigração reveladora da sua "brilhante" ausência das lutas reais.

NA EMIGRAÇÃO
Em França o 1º de Maio foi um momento de trabalho de massas do MPAC-CLACs na Emigração no seio dos trabalhadores emigrantes portugueses.
Apesar de ser recente a intervenção do MPAC no meio emigrado e das tentativas de sabotagem sistemática e provocação da parte de algumas organizações portuguesas que têm uma concepção da emigração como sua coutada privada, uma larga campanha de agitação e informação foi feita. Milhares de comunicados foram distribuídos pelo MPAC-CLACs na Emigração nos mercados, fábricas, bairros populares, etc., denunciando a guerra colonial-imperialista, a exploração desenfreada dos trabalhadores emigrados e todos os aspectos reaccionários da política fascista em Portugal.
Estes mesmos comunicados (ver no BOLETIM 1º de MAIO editado pelo MPAC-CLACs na Emigração) convocavam as massas emigrantes a participarem na rua à manifestação da manhã do 1º de MAIO, conjuntamente com os trabalhadores franceses e emigrantes de outras nacionalidades, numa solidariedade real de classe.
A este apelo responderam já algumas dezenas de trabalhadores portugueses; mas nas pisadas dos nossos camaradas do interior, estamos seguros, que o 1º de MAIO de 1974 será uma jornada de mais amplas lutas; que os trabalhadores portugueses responderão mais massivamente numa luta de rua, em ligação directa com os trabalhadores, à exploração e repressão da burguesia francesa.
Esta será a maneira radical de cortar com o chauvinismo tacanho das organizações que na emigração convidam os trabalhadores portugueses a pequenas reuniões entre portugueses, isolando-os assim de outros trabalhadores, impedindo-os de lutar na rua com os seus irmãos de classe contra a burguesia exploradora.

MPAC-CLACs na Emigração

Artigo extraído na íntegra do jornal "AVANTE!" órgão central do Partido "comunista" Português ano 31 - série VI n° 317 da 2ª quinzena de Maio de 1962

"10 DE JUNHO-REFORCEMOS A UNIDADE
Estamos a atravessar uma fase de grandes lutas de massas.
Nos últimos meses, o movimento democrático e anti-fascista português tem conseguido importantes êxitos.
Para consolidar as vitórias alcançadas é necessário que se faça um grande esforço de organização e alargamento da unidade.
O 10 de Junho, dia da confraternização e da cultura nacional, é uma data com grandes tradições progressivas e patrióticas que no próximo dia 10 de Junho se organizem por toda a parte passeios, festas, excursões, conferências e outras iniciativas que a juventude estreite os laços de camaradagem e confiança, de modo a poder lançar-se em novas e maiores lutas.
Chamemos ao movimento patriótico e anti-fascista novos milhares de portugueses."

...sem comentários

Sem comentários:

Enviar um comentário