terça-feira, 8 de maio de 2018

1973-05-00 - FOGO SOBRE A REPRESSÃO FASCISTA! - FEML


FOGO SOBRE A REPRESSÃO FASCISTA!

NA RUA, SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA, LEVANTEMOS BEM ALTO A INVENCÍVEL BANDEIRA VERMELHA DA RESOLUÇÃO POPULAR, ATACANDO A FERRO E FOGO O CONLUIO FASCISTO-REVISIONISTA!!
AOS ESTUDANTES DAS ESCOLAS TÉCNICAS, LICEUS, INSTITUTOS E UNIVERSIDADES

CAMARADAS:
A gloriosa jornada vermelha do 1 de MAIO, dirigida e organizada pelo MRPP, que culminou com a grande manifestação do Rossio, onde mais de 20.000 trabalhadores e estudantes manifestaram o seu ódio ao fascismo, ao colonialismo, ao imperialismo e ao revisionismo; a manifestarão na COVA DA PIEDADE de cerca de 500 trabalhadores, na sua maioria cabo verdeanos, que se manifestaram contra a exploração capitalista, representam não só um marco histórico da luta popular, como permitem avaliar do grau de desenvolvimento da luta de classes e da correcta aplicação e concretização da justa linha política definida pelo MRPP, para a presente etapa da Revolução em Portugal.

Além disso, esta grandiosa jornada de luta indica-nos até que ponto a linha marxista-leninista-maoista vence a linha revisionista, até que ponto a linha proletária vence a linha burguesa reaccionária. Em suma, o 1º de MAIO foi uma grande vitória da classe operária e do povo sobre a burguesia e os seus lacaios revisionistas e neo-revisionistas.
Os ataques histéricos lançados pelos fascistas reunidos em Tomar, a escalada repressiva dos últimos dias, em que cerca de 600 trabalhadores e estudantes antifascistas e anti-colonialistas foram encarcerados nas masmorras da Pide, a intervenção brutal da polícia no Rossio e na zona da Baixa de Lisboa no 1º de MAIO, o ataque à metralhadora sobre os estudantes reunidos na Cantina da Cidade Universitária, são a prova evidente do pânico causado na burguesia colonial-fascista com o grau de desenvolvimento e organização atingido pela luta popular, dirigida pela vanguarda marxista-leninista-maoista - o MRPP.
A luta estudantil é uma luta popular. Os estudantes têm ocupado e ocuparão cada vez mais as primeiras fileiras do glorioso combate pelos objectivos da Revolução Democrática popular o PÃO, a TERRA, a LIBERDADE, a DEMOCRACIA e a INDEPENDÊNCIA NACIONAL. A atestar esta justa apreciação está a participação das massas estudantis na manifestação de Fevereiro e do l° de MAIO estão as manifestações pela vingança do camarada Ribeiro Santos estão as manifestações revolucionárias dos dias 30 de Março, 2 e 3 de Abril, está a greve de solidariedade para com a classe operária no 1º de MAIO, cumprida pela maioria dos estudantes, está o combate sem tréguas contra a peçonha revisionista e neo-revisionista, estão as suas lutas contra o ensino caduco e reaccionário com que a burguesia os pretende corromper e acorrentar a fim de melhor servirem os interesses dos colonialistas e imperialistas, está a sua luta contra a repressão fascista e a militarização da escola, etc.
Os estudantes começam a ter consciência da grande batalha de classes que se avizinha e começaram já a escolher de que lado da barricada é que se hão-de colocar.
É esta viragem histórica que se operou definitivamente nos últimos dois anos que tem levado o fascismo a uma escalada repressiva sobre as massas estudantis e as suas organizações legais, que levou a Pide a assassinar o heróico camarada Ribeiro Santos; a prender e a torturar centenas de estudantes e que levou a polícia de choque a atirar rajadas de metralhadora sobre os estudantes reunidos na cantina nos dias 29 de Março e 3 de Maio.
É esta viragem histórica que levou os revisionistas do P"C”P e os neo-revisionistas do C”ML”P-EU"C"("m-l"), esquecerem as suas contradições secundárias e a selarem a sua unidade para a sabotagem e boicote do desenvolvimento impetuoso do movimento revolucionário dos estudantes.
Isto é assim porque a luta de classes existe na Universidade e a sua agudização ao nível da sociedade reflecte-se duma forma clara e inequívoca também entre os estudantes classe operaria encontra-se representada entre os estudantes através da sua organização marxista-leninista - a FEML a burguesia encontra-se sub-representada através do P”C”P, C”ML"P-EU”C”("ml") e outros grupelhos igualmente contra revolucionários. A luta que se trava actualmente entre os estudantes não é uma luta de tendências, estas existem apenas no seio da burguesia, mas sim uma luta de classes, uma luta entre os estudantes que defendeu os interesses da classe operária e do Povo e os que defendem os interesses da burguesia.
É por isso que, sempre que a luta avança e atinge formas violentas, as diversas classes aparecem perfeitamente demarcadas.
Os objectivos pacifistas e legalistas da peçonha revisionista e os objectivos liquidacionistas e direitistas da confraria neo-revisionista leva-os a adoptar formas e meios de luta que se coadunem com esses objectivos. Eis porque uns e outros tentem acoitar-se no seio das AAEE e fazer ao trabalho legal associativo o trampolim para a provocação e a travagem do movimento de massas dos estudantes.
Para estes oportunistas, os comunistas não deviam dirigir todo o trabalho legal, semi-legal, e ilegal. Não deviam nas organizações de massas influenciar os seus elementos e fazê-los compreender que só a direcção de toda e qualquer luta pela linha proletária pode ser consequente e vitoriosa. Esta posição defendida pelos revisionistas de todos os matizes revela o medo perante as massas, ou melhor revela a sua posição de gesticularem e travarem as lutas para tentar impedir a sua direcção pela classe operária.
As colunas burguesas infiltradas no movimento operário e estudantil defendem os mesmos objectivos de classe e tem de ser desmascaradas a todos os níveis. A sua política burguesa e reaccionária para operários e estudantes não é, como os revisionistas queriam e desejavam, somente atacável a nível de organizações clandestinas. Na sociedade capitalista toda e qualquer acção tem o selo duma classe e não existe independente da política duma ou de outra classe, e, no fundamental, ou a política é proletária e progressista ou é burguesa e reaccionária.
Tal como a posição perante a guerra colonial é tomada a nível de massas — mesmo que até há poucos anos essa posição, devido à inexistência da vanguarda comunista apoiasse a política colonialista — também a tomada de posição perante os renegados revisionistas do P"C"P deve ser tomada a nível de massas e isto porque o movimento de massas dos estudantes só pode desenvolver-se e progredir se escorraçar do seu seio a influência revisionista. Eis porque os verdadeiros provocadores são os agentes revisionistas que sabotam a luta estudantil, e não os elementos das massas que denunciam o seu conluio com o fascismo.
A tomada de posição progressista da esmagadora maioria dos estudantes perante a justa luta dos povos coloniais, também teve por parte dos revisionistas e neo-revisionistas longos e desesperados ataques. Ao verem as suas posições colonialistas e neo-colonialistas ruírem por completo, estes lacaios argumentavam historicamente que as massas estudantis não eram anti-colonialistas consequentes. Argumentavam que aos estudantes não interessava a questão colonial e que só o sentimentalismo perante os massacres levava uma minoria a atacar a guerra colonial. Isto tudo acompanhado da já conhecida teoria da "construção do partido", da "contemplatividade" e da "apoliticidade” em que se argumentava com a incapacidade das massas em tomar posição com o tratamento exclusivo de tal problema a nível de organizações clandestinas; com o desinteresse: das massas; com as autodenúncias, etc.. Presentemente esbracejam menos. Porque, talvez, a Paris e ao Kremlin já tenham chegado os ecos dos grandes combates anti-coloniais e de apoio à justa luta dos Povos das colónias que o Povo português tem travado a todos os níveis.
CAMARADAS:
Hoje há plenário dos estudantes de Lisboa. Os revisionistas, os neo-revisionistas e demais oportunistas tudo fizeram para adiar esta reunião de massas, tudo fizeram para evitar que as massas dessem uma resposta firme e unida ao massacre da cantina da Cidade Universitária, para que as massas definissem os seus objectivos de luta. Arranjaram justificações, inventaram calúnias, fizeram provocações, arranjaram "bodes expiatórios", fizeram tudo o que estava ao seu alcance para sabotar e travar a luta. Também no Plenário aparecerão os mesmos argumentos, os mesmos provocadores revisionistas e neo-revisionistas; tentarão ganhar tempo, desmobilizar as massas e evitar que elas discutam e aprovem propostas de continuação da luta.
Nós, marxistas-leninistas-maoistas, apelamos para que as massas, esmaguem os traidores infiltrados no seu seio, que se mantenham vigilantes e firmes, que continuem o combate vitorioso que abrirá o caminho à grande Revolução Democrática Popular; Cerremos fileiras, em volta da linha política proletária e da vanguarda operária,
A FEML saúda todos os estudantes presentes no Plenário e conclama-os à luta na rua ao lado da classe operaria e do povo.

FOGO SOBRE O REVISIONISMO E O NEO-REVISIONISMO!
GLORIA AO MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO!
VIVA A CLASSE OPERARIA! VIVA A FEML! VIVA O MRPP!


Federação dos Estudantes Marxistas Leninistas


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