quarta-feira, 11 de abril de 2018

1973-04-11 - organizemo-nos na luta contra os inimigos do povo - Comités Vermelhos 1º Maio

organizemo-nos na luta contra os inimigos do povo

AOS OPERÁRIOS, AOS CAMPONESES, AOS SOLDADOS, AOS JOVENS, A TODOS OS EXPLORADOS:

Camaradas:
No momento em que pelo mundo inteiro os povos se levantam irresistivelmente contra a exploração capitalista e a opressão colonial-imperialista, lutando por uma sociedade livre e fraterna, onde não haja lugar para a exploração do homem pelo homem, para o massacre e pilhagem imperialistas, em que a liberdade seja um facto palpável e os povos sejam verdadeiramente senhores do seu destino, qual a atitude que o proletariado e o Povo devem tomar?

CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA
É sobejamente conhecido do proletariado e do povo português o carácter do capitalismo, que controlando o poder politico e apoiando-se nos esbirros da Pide/DGS GNR, PSP, Legião, etc., infringe condições de vida insuportáveis, uma desenfreada e voraz exploração da força do trabalho, intensificando ritmos, impondo cadencias, aumentando astronomicamente e em ritmo sempre crescente o custo de vida, lançando na miséria, na emigração, no desemprega, na fome e na doença um numero cada vez maior de trabalhadores, enquanto se banqueteia avidamente com o produto do seu trabalho, cravando na pele do povo as garras afiadas de ave de rapina.
Qual deve ser pois a atitude do proletariado e do povo face a tal situação?
Pela unidade, responder golpe a golpe a todas, as manobras da exploração capitalista. Contra os ritmos, as cadencias e a militarização do trabalho há que opor as paralisações, as greves e a sabotagem da produção; contra o aumento do custo de vida, há que opor as manifestações de rua e outras formas de luta aberta, gritando bem alto o direito, sagrado do povo ao Pão, à Paz, à Terra, à Liberdade, à Democracia e à Independência Nacional.
Organizemo-nos pois nos locais de trabalho em COMITÉS OPERÁRIOS e COMITÉS DE CAMPONESES, a fim de dar-mos à nossa luta contra a exploração em todas as suas formas, a coesão e a unidade que necessitamos.

CONTRA A GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA
A guerra que a burguesia colonial-imperialista portuguesa move contra os povos irmãos das colónias, é outro dos seus becos sem saída. Encurralada acossada por todos os lados pela heróica luta de Libertação Nacional dos povos das colónias a burguesia encontra-se na desesperada situação de acumular derrotas e acumular crimes, lançando mãos dos recursos mais torpes e sujos, com a nojenta pretensão de eternizar a exploração e a opressão dos povos coloniais.
Para tanto, procura baldamente lançar o povo português contra os povos africanos e assassinar dirigentes revolucionários dos Movimentos de Libertação tais como Eduardo Mondlane e recentemente Amílcar Cabral.
Porém engana-se a burguesia colonial-imperialista supondo que assim conseguirá deter a marcha irresistível dos povos coloniais para a vitória e, que o povo português continuará disposto a servir de carne para canhão no combate aos Movimentos de Libertação Nacional dos povos das colónias. O colonialismo e o imperialismo são inimigos comuns, e o povo voltará contra a burguesia as armas com que ela pretende dominar e oprimir os povos coloniais.
O povo português deverá, cumprindo o dever internacionalista que lhe assiste, gritar bem alto o direito irreversível dos povos coloniais à AUTODETERMINAÇÃO, à INDEPENDÊNCIA e à separação da metrópole colonialista.

CONTRA O REVISIONISMO
O P”c"P, sucursal portuguesa do social-imperialíssimo soviético, é traidor confesso da luta do povo português nas suas mais legítimas aspirações revolucionárias. O povo conhece sobejamente as panaceias revisionistas e as manigâncias a que o chamado Partido Comunista "Português lança mãos para o colocar a reboque da burguesia liberal e facilitar a tarefa à grande burguesia portuguesa. As manobras social-chauvinistas quanto à guerra colonial e o eleitoralismo, são para as massas a prova mais evidente de que não interessam em nada a estes renegados os destinos do Povo, mas lhes interessa pelo contrário, mostrar-se bem comportados face à burguesia, que já os saúda com amistosas palmadas nas costas.
O povo português não pode permitir que os traidores da causa popular a negoceiem nas suas costas com a burguesia, hipotecando os interesses da classe trabalhadora. Há que combater resoluta e impiedosamente os inimigos do povo infiltrados no seu seio: os revisionistas, os reformistas e os oportunistas do P”c"P e C°, bajuladores da burguesia e traidores da causa popular.

CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA
São sobejamente conhecidos os crimes diários e constantes perpetrados pelas estruturas policiais do Estado fascista: a Pide/DGS, a GNR, a PSP, a Legião, etc. são sinistros exemplos da maquiavélica repressão do povo nas suas mais justas reivindicações e da opressão feroz a que o povo é submetido em todos os momentos. Os bárbaros espancamentos, as torturas físicas e intelectuais infligidas aos militantes revolucionários, aos operários, aos camponeses, aos intelectuais, aos democratas e aos estudantes, nas prisões a Pide/DGS, de conivência com todos os outros organismos policiais; a invasão das casas e das fábricas, as rusgas, o encerramento das colectividades, de cooperativas e associações democráticas enfim, todo o rol de actividades criminosas que culminaram recentemente com o assassinato a sangue-frio de José António Ribeiro dos Santos, valoroso combatente da causa popular e militante da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, demonstram claramente ao povo aquilo que a burguesia pretende: impor-se pelo terror tentando assim paralisar a luta popular que se desenvolve como uma tempestade. Os seus ataques ferozes são, no entanto, o reflexo claro do seu pânico histérico.

Há que intensificar a luta! A violência reaccionária da repressão fascista há que opor a violência revolucionária do povo. Cada golpe que assentamos no inimigo enfraquece mais até à morte. Organizemo-nos para a luta O povo vencerá!

CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA! CONTRA A GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA!
CONTRA O REVISIONISMO! CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA!
PELO PÃO PELA PAZ PELA TERRA PELA LIBERDADE PELA DEMOCRACIA E PELA INDEPENDÊNCIA NACIONAL!
VIVA A ALIANÇA OPERARIA-CAMPONESA!

Ribatejo 11 de Abril de 1975
Comité 1º de MAIO RIBATEJO VERMELHO





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