quinta-feira, 3 de agosto de 2017

1977-08-03 - COMO ILUDIR A JUVENTUDE - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas - Leninistas
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

COMO ILUDIR A JUVENTUDE

COMUNICADO DO DEPARTAMENTO DOS TRABALHADORES-ESTUDANTES DA FEM-L SOBRE O CHAMADO ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE

À GLORIOSA JUVENTUDE TRABALHADORA:
Sentem-se os social-fascistas com a sua política encurralada ante o cerco que o Povo em luta lhe move. Com efeito, numa altura em que a classe operária alertada pelas traições revisionistas ousou avançar com a sua solução, a solução operaria para a crise a que nos empurraram sucessivos governos provisórios, com destaque para o V de Vasco Gonçalves, o partido social-fascista - P"C"P" - através do Departamento da Juventude da União dos Sindicatos de Lisboa e Setúbal, promove um acampamento da juventude de 6 a 15 do corrente mês de Agosto perto de Sesimbra, esperançado que com este novo golpe consiga afastar a juventude das massas trabalhadoras dos grandes centros, onde então aí possam aplicar nas costas do Povo as suas soluções burguesas para a crise.

Zurrando contra a "lei Barreto" e a sua aplicação, vêm mais uma vez com base nos factos desmascarar-se, para quem deles ainda duvidava, tentando afastar da luta do Povo as massas de jovens trabalhadores-estudantes, alienando-os por 10 dias, tentando-lhes transmitir os seus desejos e corrupções burguesas. Assim enquanto se prepara a entrega de latifúndios aos latifundiários, quando o Povo Alentejano se ergue contra a política anti-operária do governo, contra as traições revisionistas e em geral o Povo de Norte a Sul do País ousa lutar contra todas as arbitrariedades cometidas sobre ele ante a dependência cada vez maior a imperialistas e social-imperialistas, o Departamento de Juventude da União dos Sindicatos de Lisboa e Setúbal, um dos tentáculos da Intersindical da traição, também ele pressionado pelas lutas da juventude trabalhadora tenta sacudir de cima de si, as acusações que lhe são movidas, pelas traições acumuladas no seguimento das reivindicações e processos de luta exigidos contra a politica anti-operária do governo.
Mas vejamos qual o programa previsto, onde vão acampar, quais os temas a discutir durante o mesmo e por fim qual o papel, qual o conceito que os social-fascistas reservam as "raparigas".
Tiveram os social-fascistas um cuidado especial na elaboração do seu programa: Deveria assim ocupar por inteiro o tempo dos jovens que ainda iludidos com a sua política os seguissem até Albufeira. Ele não esquece as já conhecidas festas convívio, com fogo de campo e bailes. É altura de se perguntar quem irá pagar tudo isso. Não temos dúvidas em adiantar que só existem duas alternativas
O Povo, através doa descontos que os sindicatos controlados pelos revi­sionistas vão extorquindo cada vez mais, ou então às já célebres campanhas de fundos para os 50 mil contos, amparadas chorudamente pelo KGB.
Neste programa não são esquecidos os conjuntos e conta-se como quase carta a presença de artistas internacionais. É a transplantação directa do Pavilhão dos Desportos de Cascais para Albufeira com toda a sua droga e corrupção que lá se verificaram durante o último festival de "jazz".
Têm os social-fascistas a ousadia de afirmar no seu programa que o local situado perto de uma praia, dará possibilidades a (citamos), "banhar-se livremente e observar a faina dos pescadores". De traição em traição os social-fascistas do P"C"P vão erguendo a sentença que o Povo em breve lhes aplicará.
O Povo pescador que sentiu na sua carne, a exploração e a vida de miséria a que o fascismo o obrigou, saberá responder taco a taco a estes novos provocadores que por enquanto apenas com estatuto de observadores vêm deste modo cómodo copiar a actuação de Spínola em Leninegrado, elaborando relatórios sobre qual a melhor e mais eficiente maneira de se voltar a trair as lutas do Povo pescador pelas suas reivindicações a que têm direito.
"Naturalmente, pelas enormes dificuldades que têm as raparigas, que o maior número de jovens a participar no acampamento será de rapazes".
É nestes termos e desta maneira que o partido social-fascista de Barreirinhas Cunhal pela voz do Departamento de Juventude da União dos Sindicatos de Lisboa e Setúbal, mostra a sua verdadeira política no referente ao papel a atribuir à mulher trabalhadora. Confundindo as vadias e marginais raparigas da UJ"C" com as jovens que trabalham e lutam contra a carestia e as desocupações, o partido revisionista através de um dos apêndices da Intersindical da traição convida por fia depois de peçonhentamente esboçar o perfil do que será o acampamento, as "raparigas" a comparecerem a fim de enriquecerem as suas futuras relações.
Pois é...
O Departamento dos trabalhadores-estudantes da FEM-L chama o Povo e.em particular a juventude trabalhadora à denúncia da provocação, que constitui este acampamento, a luta do Povo pescador, à mulher trabalhadora e a toda a Juventude Trabalhadora.

SOCIAL-FASCISTAS FORA DOS SINDICATOS!
CONTRA A POLÍTICA ANTI-OPERÁRIA DO GOVERNO!
ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!
VIVA O PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES!

Lisboa, 3 de Agosto de 1977                 

DEPARTAMENTO DOS TRABALHADORES-ESTUDANTES DA FEM-L

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