sábado, 29 de julho de 2017

1977-07-29 - Paginas Vermelhas Nº 12 - UCRP(ml)

27/7/77 RESOLUÇÃO DO SECRETARIADO DO C.C.
MAIS VALEM MENOS, MAS MELHORES!

Realizou-se recentemente a 13a. Reunião Plenária do C.C. (extraordinária) convocada expressamente para analisar a situação no Movimento Comunista Internacional, após a publicação dum Editorial provocatório no "Zeri i populitt" a 7 do corrente e doutras actividades declaradamente cisionistas dos dirigentes do PTA.
A Resolução aprovada nesta Reunião Plenária foi publicada no nosso Órgão Central.

OFENSIVA CONCERTADA DO SOCIAL-IMPERIALISMO E DO TROTSQUISMO INTERNACIONAL
Os dados principais da situação presente são os seguintes:

1. O Editorial do "Zeri i poppulit" de 7 de Julho é o início duma nova etapa das manobras cisionistas e provocatórias dos dirigentes do PTA e os seus. correlegionários no seio do Movimento Comunista. No referido Editorial, os dirigentes agentes do PTA desenvolvem amplamente as suas posições anti-marxistas, baseando-se em calúnias, em falsificações e na confusão deliberada para atacarem a Teoria dos Três Mundos e o pensamento Mao Tsé tung.
2. Criticando pretensamente posições direitistas defendidas no nosso país pelo denominado "PCP(m-l)", os dirigentes do PTA pretendem confundir os comunistas e, impor sub-repticiamente os seus pontos de vista trotsquistas contra-revolucionários no Movimento Comunista.
3. Prosseguindo com os ataques públicos propositadamente mal disfarçados, dirigidos contra partidos irmãos e em primeiro lugar contra o partido Comunista da China, os dirigentes do PTA foram desta vez ao ponto de fazerem distribuir pela Embaixada da Albânia em pequim, ao corpo diplomático e aos jornalistas estrangeiros acreditados na República popular da China, a tradução em inglês do referido Editorial, acto que é uma provocação grave ao partido Comunista da China e ao povo chinês. Este acto mostra o desejo dos dirigentes do PTA de agravaram a situação e de provocarem uma cisão nas fileiras do Movimento Comunista Internacional.
4. A publicação do Editorial de 7 de Julho pelos dirigentes albaneses, coincide com uma ampla campanha anti-comunista orquestrada por Moscovo, contra os comunistas e em particular contra o Partido Comunista da China, num momento em que a nível mundial as duas super potências e em particular o social-imperialismo, cada vez mais isolados, multiplicam os preparativos de guerra, saneando desordens por todo o lado para provocarem uma nova conflagração mundial imperialista. Na realidade as manobras do "Bando dos 4" na China e as manobras dos dirigentes do FTA e dos seus correlegionários no mundo, incluindo as recentes declarações anti-chinesas do ex-presidente da Associação de Amizade Franco-Chinesa, são manobras concertadas do trotsquismo internacional, contra a Revolução Mundial.
5. O que há de particular nesta campanha trotsquista é que ela visa desagregar O próprio Movimento Comunista, guarda avançada da luta revolucionária anti-imperialista e anti-hegemonista, isolar o partido Comunista da China dos partidos comunistas dos outros países e das forças revolucionárias do mundo, abrindo deste modo o caminho às forças hegemonistas de agressão e guerra social-imperialistas e à sua ofensiva estratégica contra-revolucionária no mundo.
6. No nosso país, os correlegionários dos dirigentes do PTA - os responsáveis do denominado "PCP(r)"- em recente reunião do seu Comité Central, acertaram agulhas com o trotsquismo internacional, manifestando o seu apoio às manobras cisionistas e provocatórias dos dirigentes do PTA e (atacando frontalmente o Partido Comunista da China a pretexto do seu apoio ao denominado "PCP(m-l)”. Por seu lado, os responsáveis deste segundo agrupamento, agentes revisionistas do imperialismo ocidental, aproveitam-se da situação em proveito da sua linha revisionista de inspiração neo-fascista.

CERRAR FILEIRAS EM TORNO DO COMITÉ CENTRAL NO COMBATE AO REVISIONISMO E AO TROTSQUISMO
Nesta situação as tarefas da UCRP(m-l) são no fundamental as seguintes;
1 - Cerrar fileiras em torno do Comité Central no combate ao revisionismo e ao trotsquismo internacional e aos seus agentes no nosso país as duas frentes da contra-revolução no Movimento Comunista.
2 - Apoiar por todos os meios ao nosso alcance o partido Comunista da China e o seu Cometê Central e do mesmo modo todos os Partidos Comunistas e Organizações marxistas-leninistas do mundo.
3 - Defender a unidade do Movimento Comunista e em particular a unidade com o partido to Trabalho da Albânia e com todos os partidos autenticamente marxistas-leninistas do mundo, contra os agentes da divisão e provocação internacional.
4 - Prosseguir com redobrado empenho no cumprimento das tarefas da Revolução no nosso país pela reconstituição do Partido Comunista, pela organização da Resistência Popular contra a reacção capitalista, contra o hegemonismo e em particular contra o social-imperialismo e pela Revolução Proletária.

QUE TODA A ORGANIZAÇÃO SE MOBILIZE NA PREPARAÇÃO DA 14ª. REUNIÃO PLENÁRIA DO COMITÉ CENTRAL
Com o objectivo de armar toda a organização para o combate contra os agentes da divisão e da provocação internacional, em defesa do marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsé tung, da unidade do Movimento Comunista Internacional e dos objectivos da Revolução Mundial proletária, o Secretariado do Comité Central decidiu:
1º. - Convocar a 14a. Reunião plenária do Comité Central que se realizará em meados de Agosto.
2º. - Suspender os trabalhos de preparação do Congresso de Reconstituição do partido até à realização desta Reunião plenária,
3º. - Mobilizar toda a Organização para a preparação desta Reunião plenária do CC.
Os documentos de estudo e de debate são os seguintes:
a) Editorial do "Zeri i populitt" de 7 de Julho (publicado no "B.V." nº. 79);
b) Resolução da 13a. Reunião plenária extraordinária do C.C. da U.C.R.P.(m-l);
c) Resolução da 2a. Reunião plenária do C.C. do "PCP(r)", publicada no mesmo número do jornal "B.V.".
d) Resolução da 5 a. Reunião plenária do C.C. do "PCP(m-l)” (publicada no jornal "U.P." nº. 127).
4°. - Desencadear decididamente uma campanha interna contra os agentes do inimigo nas nossas fileiras e pelo reforço ideológico e militante da UCRP(m-l).

GUERRA AOS AGENTES REVISIONISTAS E TROTSQUISTAS NAS NOSSAS FILEIRAS!
Os organismos dirigentes derem tomar em mãos a direcção dos trabalhos preparatórios da 14a. Reunião plenária do C.C. e da campanha contra os agentes do inimigo nas nossas fileiras de acordo com as directivas do Secretariado do Comité central.
Os organismos de base devem mobilizar-se plenamente para o cumprimento das tarefas definidas.
À ofensiva em grande escala desencadeada pelo revisionismo e pelo trotsquismo contra os comunistas e contra a Revolução, devemos responder com unidade, firmeza ideológica, iniciativa política e com disciplina.
Os revisionistas e trotsquistas visam em primeiro lugar confundir, desagregar e isolar a vanguarda comunista. Eles e as suas ideias começam por implantar-se nos meios em que objectivamente existem condições para que se implantem. No que respeita às Organizações comunistas, começam por minar os elementos mais fracos – os que se isolam das massas, os que têm uma prática social pequeno burguesa, os que se corrompem, os carreiristas, os "desanimados" e os "desmobilizados".
Estes são os agentes do inimigo nas nossas fileiras.
O inimigo infiltrado não começa nunca por agir abertamente. Os seus principais aliados são aqueles que permitem que ele não se revele, é o liberalismo, o amiguismo e a falta de vigilância.
-   Ele não "está em desacordo". Tem "dúvidas". Apoia-se no vago, no incerto para confun­dir os comunistas e minar ideologicamente o partido.
Com o mesmo fim, ele até passa por não ser "um mau militante”. O que está é "farto de teorias", para ele os artigos do Órgão Central "são muito grandes". Tudo o que são tarefas para a educação ideológica dos militantes é demasiado pesado. Apoia-se nas dificuldades dos militantes, sobretudo dos militantes das classes trabalhadoras, no que se refere às tarefas teóricas e à educação ideológica, não, para os ajudar a superar essas dificuldades, mas para os desarmar ideologicamente. Não para corrigir os erros e insuficiências do Órgão Central, mas para liquidar a educação ideológica do Partido. Deste modo o campo está aberto à penetração do revisionismo e do trotsquismo nas nossas fileiras.
- Ele está "de acordo com tudo". Mas tem "dúvidas" quanto à linha, da Organização que, diz ser ”a linha mais correcta" no nosso país. O que há é que "se cometeram muitos erros". O Comité Central só "quer teorias”. A Organização "está fraca e isolada das massas" por isso mesmo.
Quando se lhes pergunta quais os erros, o porquê desses erros, como superá-los, responde no ar. Não sabe nem quer saber. Desacredita o C.C. Desrespeita os controleiros, transforma o seu organismo num pandemónio anarquista.
Minar a unidade de aço dos militantes em torno do Comité Central, desagregar a Organização, é o seu papel.
- Ele anda confuso. Não fala nas reuniões, mas fala nos corredores. Isto no Movimento Comunista Internacional é uma grande confusão. O que é que sabe a gente do que se passa de facto? porquê diabo é que o PTA não tem razão e será o partido Comunista da China que a há-de ter? O P.C. da China não "apoia o Vilar"? A crítica ao "Bando dos 4" terá sido de facto correcta? porque é que foi reabilitado "o Teng Siao ping"? A luta ideológica no seio do MCI é uma guerra de comadres, ou algo inacessível, é o obscurantismo. Iorque é que nos devemos meter em cavalarias altas e não nos pomos mas é a ver no que isto vai ficar?
O seu papel é puxar os militantes à posição de "observadores", ao cruzar dos braços, é quebrar a iniciativa política da Organização e abrir caminho à ofensiva do revisionismo e do trotsquismo internacional.
- Ele é “um bom militante", mas anda "desanimado". Houve muita gente que se foi embora e que poderia não ter ido. Ultimamente "não têm ido só pequeno-burgueses". Foram "também operários". Faz a apologia da fraqueza humana, da "desmobilização", do "desânimo". Os desertores são as vítimas. A Organização é o carrasco.
Ele tem pena dos "que foram embora". Exalta o amiguismo, os sentimentos burgueses. O seu papel é abalar a firmeza dos militantes, é corromper a organização.
-   Ele até foi um militante esforçado, com falhas como toda a gente, mas esforçado. Movido pelo carreirismo até subiu na Organização. Quando se lhe exigiu que abdicasse de privilégios, que vivesse como o comum dos militantes, que vendesse automóveis e artigos de luxo para a Campanha de Fundos, caiu doente, arranjou "encargos", "problemas familiares", desertou. Instigado a entregar à Organização o que a ela era devido, artigos de luxo e até documentos importantes, recusou-se. Pensou que uma situação de relativa fraqueza das forças revolucionárias não se transforma numa situação de força da Revolução. Faz ameaças. Transforma-se num provocador, num ladrão.
O seu papel é criar conflitos, é atentar contra a segurança da Organização, é destruí-la.
A luta contra os agentes revisionistas e trotsquistas nas nossas fileiras é uma luta de vida ou de morte para a causa da Revolução.
Os organismos dirigentes e os organismos de base devem distinguir os camaradas que caíram no erro, mas que na sua prática o que pesa mais é o que é positivo, daqueles que recusam corrigir-se apesar de todos, os esforços feitos nesse sentido, daqueles que agem deliberadamente e dos provocadores e ladrões. Não confundir, em nenhuma circunstância, os camaradas em erro com os elementos de direita, anti-partido e anti-comunistas.
Os camaradas em erro devem ser severamente criticados. Não se deve contudo aplicar sanções se eles mostrarem desejo de se corrigirem.
Aqueles que persistem no erro, apesar dos esforços feitos para que se corrijam, devem ser desmascarados, denunciados e afastados e ao mesmo tempo deve-se-lhes apontar uma última saída, para que se corrijam fora da Organização.
Os que agem deliberadamente, contra o partido, serão expulsos.
Os provocadores e ladrões serão justiciados.
Que ninguém a pretexto de que a organização "já tem poucas forças” e se "enfraquece" contribua para que o inimigo continue a sabotar a Revolução no seio da vanguarda comunista organizada.
Mais valem menos, mas melhores!

MORTE AO REVISIONISMO, MORTE AO TROTSQUISMO, MORTE AOS SABOTADORES E AGENTES DO INIMIGO!
VIVA O MARXISMO-LENINISMO - PENSAMENTO MAO TSÉ TUNG!
VIVA O PARTIDO!

Secretariado do Comité Central

27/7/77

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