quinta-feira, 27 de julho de 2017

1977-07-27 - AVANÇAR NA LUTA CONTRA O PLANO DE REESTRUTURAÇÃO: - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas

AVANÇAR NA LUTA CONTRA O PLANO DE REESTRUTURAÇÃO:

1 - A publicação do plano de reestruturação veio confirmar aquilo que sempre afirmámos sobre o seu conteúdo, e provar que ele se inseria na reforma ria burguesia para o ensino.
Tal plano, pelo seu conteúdo, satisfaz os interesses da classe dominante em relação ao ensino: tal política consiste na formação de um restrito número de quadros que sejam fiéis seguidores e aplicadores de tal política.
Malgrado todas as tentativas de esconder o plano aos estudantes quer por parte do CP que se recusava a dar quaisquer informações sobre tal, quer pelos social-fascistas da UE"C"/U”DP” que na Assembleia de Representantes jamais exigiram a publicação deste; foi a nossa célula que divulgou aos estudantes o seu conteúdo genérico.

2 - Não é por acaso que somente em fins do ano lectivo e depois do plano ter sido aprovado no CP e enviado ao MEIC, este foi publicado. Trata-se assim de aplicar nas costas dos estudantes a política do MEIC tanto por fascistas como por social-fascistas.
É assim que quando os comunistas denunciaram o plano de reestruturação e alertaram os estudantes para a importância que ele tem para todo o curso, os órgãos de gestão da nossa escola controlados pela JSD e pela UE"C”/”UDP", esperaram pelo fim do ano para a sua publicação, realizando assim uma manobra bem nível da no sentido de impedir que os estudantes se levantassem contra o seu conteúdo.
3 - Ao analisarmos o seu conteúdo, este plano demonstrou claramente a dupla função de selecção activa, só deixando passar aquele nº restrito de estudantes que vá aplicar directamente a política da classe dominante; tal é a reforma da burguesia para o ensino, mas analisemo-lo concretamente, e tiremos as devidas ilações.
Para já, transforma todas as cadeiras em semestrais, pondo assim duas e três cadeiras sobre a mesma matéria, que anteriormente se reduzia a uma, indo assim implicar que os estudantes que não façam uma dessas cadeiras (que na prática se traduzem por um capítulo), devido ao regime de precedências, não possam completar a cadeira no semestre seguinte.
Tal plano obriga à presença em 3/4 de todas as aulas teórico-práticas e práticas, o que implica o aniquilar dos trabalhadores-estudantes, devido ao facto deles não fazerem aulas nocturnas, salvo numa ou noutra cadeira. Assim, torna-se desde já impossível a presença nos 3/4 das aulas necessárias para a habilitação ao exame...
Ao permitir a frequência ao exame obrigatório só quem vá a esses 3/4 das aulas, e aliando tal ao regime rígido de precedências, eis a forma como tal plano implica a reprovação massiva dos estudantes.
Por último, tentam ainda seleccionar ideologicamente os estudantes, só permitindo passar aqueles estudantes cujo pensamento político não vá contra a ideologia da burguesia: tal é o interesse das cadeiras "História da Farmácia", "Sociologia" (com o conteúdo proposto),"Gestão Farmacêutica" e "Deontologia e Legislação Aplicadas". Assim qualquer estudante cuja concepção seja servir o povo e lutar contra o sistema de "saúde" (melhor será dizer sistema da doença) ou seja, quem discorde deste sistema, é excluído pura e simplesmente.
Não é por acaso que tanto na avaliação como no próprio conteúdo das cadeiras, os social-fascistas da UE"C"/U"DP" têm sido os principais aplicadores da política do MEIC. Assim, no actual plano de reestruturação, por ales elaborado, nos aparece a cadeira de "Gestão", e uma de "Sociologia" em que é defendida a não validade do conhecimento científico (!!!); e no que toca a avaliação de conhecimentos seria bom perguntar: quem propôs a realização de testes, e a destruição da avaliação contínua, senão os social-fascistas ida UE"C"/U"DP"?
São assim precisamente os mesmos interesses que estão em jogo, diferindo no patrão a servir.
Fica assim bem claro a razão pela qual nós afirmamos: "UE"C"/U"DP" - Cardia - o mesmo combate”.
4 - O plano de reestruturação constitui assim um vivo ataque aos justos interesses e aspirações de todos os estudantes democratas e patriotas, na luta por uma Escola Nova Democrática e Popular.
Tal política é seguida em todas as escolas, nas quais idênticos planos foram aprovados pelos órgãos de gestão (quer os da JSD quer os da UE"C"/U"DP") das outras escolas, o que significa que tal se trata de um plano geral a organizado contra as massas estudantis (vide o plano de Direito).
É precisamente durante as férias que estes planos vão tentar ser aplica - dos, sendo porém, também certo que as massas estudantis lhes darão a devida resposta logo no início do ano lectivo.
A luta travada durante o ano contra todas as formas de selecção e, agora agudizada com a publicação deste plano, sendo o aspecto mais importante da luta de massas, o da luta contra o plano de reestruturação da burguesia, a da apresentação de uma alternativa correcta e concreta, que mobilize em torno dela a larga maioria dos estudantes na luta contra a reforma da burguesia para o ensino.

CONTRA A REFORMA DA BURGUESIA PARA O ENSINO!
ESTUDANTES AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!
UNAMO-NOS PARA A LUTA E PARA A VITÓRIA!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
VIVA A FEM-L!
VIVA O PCTP!

27/7/77

A célula da FEM-L na F. de Farmácia de L.

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