quarta-feira, 19 de julho de 2017

1977-07-19 - Edições do Partido Nº 51 - PCP(ml)

Proletários de todos os países, uni-vos!

ARRANCAR A MÁSCARA DO MARXISMO-LENINISMO E DA DEFESA DE STALIN AOS REVISIONISTAS ALBANESES
Declaração do Comité Central do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) sobre as actividades contra-revolucionárias dos revisionistas albaneses em Portugal e no movimento comunista internacional

EDIÇÕES DO PARTIDO 1977

ARRANCAR A MÁSCARA DO MARXISMO-LENINISMO E DA DEFESA DE STALIN AOS REVISIONISTAS ALBANESES
O Comité Central do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) decidiu clarificar uma situação que há vários anos se arrasta nas suas relações com o Partido do Trabalho da Albânia e que ultimamente se tem vindo a agravar.

Desde 1970 que o Comité Central do nosso Partido tem dado provas de grande paciência perante as atitudes manifestamente incorrectas e depois de hostilidade aberta por parte da direcção do PTA. Numa primeira fase, embora sem o nomear, a direcção do PTA dirigiu repetidos ataques ao nosso Partido e despejou no nosso País, através da sua imprensa e de Rádio Tirana, um sem número de posições políticas e teses que se chocam com a linha e a prática do nosso Partido no nosso próprio território. Além dessas posições políticas gerais, a direcção do PTA emitiu mesmo opiniões sobre a situação em Portugal que contrariam manifestamente a análise que o nosso Partido faz da situação. A direcção do PTA não poupou igualmente esforços para apontar à classe operária de Portugal o partido satélite de Cunhal que dá pelo nome de «PCP(R)» como sendo o «autêntico partido comunista» em Portugal. Enver Hoxha, em Novembro de 1976, no seu informe ao VII Congresso do PTA, entregou-se também a uma série de ataques ao grande Mao Zedong, único e digno sucessor de Marx, Engels, Lenin e Stalin, guia estimado dos comunistas de todo o mundo e portanto também nosso.
Nestas circunstâncias, o PCP(m-l) viu-se obrigado a refutar as teses oportunistas e os ataques a si e a Mao Zedong chegados de Tirana ao nosso País, onde exercem uma certa influência complementar à influência directa dos revisionistas de Cunhal. O VII Congresso do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista), em Janeiro de 1977, analisou os prejuízos causados à luta do nosso povo pela independência nacional, pela democracia, pelo progresso social e pelo socialismo por parte da direcção do PTA e decidiu estabelecer com as suas «teorias» e posições a favor do social-imperialismo russo uma clara demarcação.
Em Abril de 1977, uma delegação do Comité Central do PTA deslocou-se a Portugal com o objectivo de participar num comício internacionalista» do partido satélite de Cunhal que dá pelo nome de «PCP(R)» e manifestar-lhe a sua «profunda amizade» e apoio. A realização do referido comício, inspirado pelos dirigentes do PTA, foi naturalmente acompanhada de ataques directos a Mao Zedong, embora sem o nomear, e, nomeando-o, ao PCP(m-l), que aliás constituiu o principal alvo da fina-flor «internacionalista» reunida em Lisboa. O PCP(m-l) não poderia ficar indiferente perante mais esta carga de «teorias» vindas de Tirana. Teríamos, naturalmente, de devolvê-la ao remetente.
Em 22 de Maio a direcção do PTA foi ainda mais longe, atacando no Zéri i Popullit o nosso Partido num artigo intitulado «PCP(R) - Verdadeiro Partido Revolucionário do Proletariado Português».
O VII Congresso do PCP(m-l) havia deixado bem clara a nossa determinação de passarmos à resposta a quem nos atacar e de citar quem nos citar. Dado que a direcção do PTA entendeu por bem nomear o nosso Partido, o Burô Político do Comité Central do PCP(m-l), na sua reunião de 28 de Junho de 1977, decidiu redigir e submeter à aprovação do Comité Central a, presente Declaração, de forma a fazer face â escalada dos revisionistas, trotskistas albaneses contra o avanço da revolução em Portugal, contra o nosso Partido, contra outros partidos irmãos, contra o pensamento de Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Zedong, contra o movimento comunista internacional.
O PCP(m-l) teria de lamentar que divergências entre partidos comunistas se tornassem públicas se as contradições fossem de facto entre partidos comunistas. Mas a contradição hoje existente entre o nosso Partido e o PTA não é entre partidos comunistas. Trata-se de uma contradição antagónica entre os comunistas portugueses e os oportunistas de «esquerda» albaneses. Nós não tínhamos consciência de que a direcção do PTA estava dominada por refinados revisionistas de «esquerda». Há muito que tínhamos divergências que fraternalmente apresentávamos, na esperança de fazer compreender à direcção do PTA o sentido da realidade. Ainda em Setembro de 1976 o Secretário-Geral do PCP(m-l) enviou a Enver Hoxha uma carta pessoal, na qual lhe fazia sentir a preocupação dos comunistas portugueses sobre a política do PTA em relação a Portugal e lhe pedia que se debruçasse pessoalmente sobre o assunto. Mas hoje tudo está mais claro.
A própria direcção do PTA criou a presente situação e por isso a responsabilidade de «lançar ataques a um partido irmão» não pode de maneira nenhuma ser-nos imputada. O PCP(m-l) não tinha outra saída senão responder taco a taco aos nossos inimigos que lutam activamente pela nossa destruição.
Não vamos também criticar a ingerência dos oportunistas albaneses no nosso País. Já tivemos oportunidade de lhes dizer a eles próprios que essa ingerência existe aqui e em outros países desde há muito. Mas se eles se consideram no direito de se ingerir, têm de nos conceder o direito de responder taco a taco. O Comité Central do PCP(m-l) não pode mesmo deixar de considerar benéfico para o movimento comunista internacional a depuração destes oportunistas com vestes de «esquerda» mas praticando na realidade, desde há muito, uma política de direita que os acontecimentos recentes vieram pôr em evidência. Na realidade, à luz dos novos dados, as velhas divergências entre o PCP(m-l) e o PTA facilmente se compreendem. Hoje compreende-se muito bem que estávamos não perante camaradas com simples pontos de vista diferentes dos nossos, mas perante revisionistas com os mesmos pontos de vista de Brejnev sobre a luta de classes no socialismo e a situação no mundo e de Cunhal sobre a situação portuguesa, tanto ontem como hoje. Que estávamos perante revisionistas que lutam contra o desenvolvimento do movimento comunista conduzindo-o a um beco sem saída, à sua própria destruição. Que estávamos perante manobradores que primeiro tentaram utilizar o PCP(m-l) e, depois de compreenderem que não conseguiriam utilizá-lo, o tentaram aniquilar e substituir por parceiros à sua medida política. Que estávamos perante revisionistas perfeitamente enquadrados na máquina do social-imperialismo russo, de quem já recebem referências elogiosas pelos seus últimos e desesperados ataques a Mao Zedong. Que estávamos perante impostores arvorados em marxistas-leninistas genuínos, perante partidários das teses khruchtchevistas expostas no «XX Congresso» nomeadamente sobre a guerra e a paz e a questão de Stalin e que, numa volta de cento e oitenta graus, sem qualquer autocrítica, passam a designar-se a si próprios pioneiros da luta anti-revisionista.
Os ataques inicialmente velados que os revisionistas albaneses lançavam contra Mao Zedong, nomeadamente contra a teoria do prosseguimento da revolução sob a ditadura do proletariado e contra a tese dos três mundos, e contra os partidos comunistas tomam-se hoje cada vez menos velados, ao ponto de não passarem despercebidos à própria imprensa burguesa. Apesar da fragilidade das divagações «teóricas» dos revisionistas albaneses, a sua grande demagogia «super-revolucionária», a sua pretensão de detentores do «espírito de classe», enganam ainda um certo número de comunistas sinceros. Toma-se, pois, necessário aos verdadeiros-marxistas, aos que lutam na via traçada por Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Zedong, cerrar fileiras e proceder ao desmascaramento completo dos servidores de Brejnev com vestes de «esquerda», «anti-revisionistas». Pela sua parte, persistindo na linha traçada no Informe sobre a actividade do Comité Central aprovado no seu VII Congresso, o Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) prosseguirá no desmascaramento das actividades contra-revolucionárias dos revisionistas albaneses.
O Comité Central do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) reafirma o seu apoio à teoria de Mao Zedong sobre o prosseguimento da revolução sob a ditadura do proletariado e à tese dos três mundos, igualmente elaborada por Mao Zedong. Estamos com o Partido Comunista da China tendo à cabeça o camarada Hua Guofeng, estamos com os partidos autenticamente comunistas, estamos com os verdadeiros comunistas albaneses. Estamos firmemente contra o revisionismo e o social-imperialismo russo. Estamos contra os seus servidores, sejam eles à Cunhal ou à Hoxha.

Lisboa, 19 de Julho de 1977
A III Reunião Plenária do VII Comité Central do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista)

EDIÇÕES DO PARTIDO
51 - Arrancar a Máscara do Marxismo-Leninismo e da Defesa de Stalin aos Revisionistas Albaneses
52 — Os Revisionistas Albaneses contra o Materialismo Dialético
53 — Os Revisionistas Albaneses contra a Teoria Marxista de Alianças com Classes não Proletárias
54 — Os Revisionistas Albaneses contra a Luta de Classes
55 — Os Revisionistas Albaneses contra as Teses de Lenin, Stalin e Mao Zedong sobre o Imperialismo
60 — Revisionismo em 25 Mil Palavras — Os Revisionistas Albaneses Perdem as Estribeiras

PUBLICAÇÕES QUE REFLECTEM A LINHA DO PCP(M-L)
UNIDADE POPULAR órgão do Comité Central do PCP(m-l), semanário.
ESTRELA VERMELHA revista teórica e política do PCP(m-l), bimestral.
M-L INFORMAÇÃO - folha informativa quinzenal da grande difusão.
SEARA VERMELHA revista marxista de cultura e política, bimestral.
EDIÇÕES «SEARA VERMELHA» edita as obras dos clássicos do marxismo e de outros materiais, documento do PCP(m-l) e do movimento comunista internacional, obra literárias, livros infantis, obras de divulgação cultural e científica, postais de temas revolucionários, posters, etc.
JUVENTUDE VERMELHA órgão das Juventudes Comunistas (marxistas-leninistas).
O JOVEM folha informativa quinzenal de grande difusão das Juventudes Comunistas (marxistas-leninistas).
SERVIR O POVO revista da União dos Estudantes Comunistas (marxista-leninista).
EDIÇÕES «SERVIR O POVO» edita textos de luta ideológica relacionados com o ensino e o movimento estudantil.

EDIÇÕES DO PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (M-L)
N.º 51


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