sexta-feira, 14 de julho de 2017

1977-07-14 - Unidade Popular Nº 126 - PCP(ml)

Revisionismo em 25 mil palavras

A Meca do revisionismo «super-revolucionário» começa decididamente a perder as estribeiras nos seus ataques ao marxismo e a Mao Zedong, genial pensador marxista da época contemporânea.
Num texto de 25 000 palavras lançaram recentemente novos e furiosos ataques à teoria científica dos três mundos, elaborada por Mao Zedong, teoria à luz da qual o Partido Comunista da China, encabeçado pelo Presidente Hua Guofeng, e todos os verdadeiros partidos comunistas analisam a situação internacional e as contradições existentes no mundo de hoje.
Sem pouparem as palavras, os arquitectos das teorias revisionistas «super-revolucionárias» abandonam decididamente a máscara de forças revolucionárias e apresentam-se claramente do lado da contra-revolução social-imperialista revisionista.

«Antikruchtchevistas» de pacotilha, os «super-revolucionários» recorrem hoje sem peias aos mesmos argumentos que Kruchtchev, primeiro, e Brejnev, depois, sempre utilizaram para atacar a correcta política de frente mundial anti-imperialista e anti-hegemonista definida por Mao Zedong e aplicada com sucesso pelos verdadeiros comunistas.
As 25 000 palavras que agora debitaram são amplamente significativas. Elas demonstram a impotência do candidato a «clássico» do marxismo perante os sucessos crescentes que a política externa da República Popular da China, assente na teoria dos três mundos, obtém junto dos povos, países e nações oprimidas. Elas demonstram o fracasso e o isolamento crescentes a que as suas próprias absurdas teorias estão universalmente votadas.
Sofrendo da mesma megalomania que os grupelhos trotskistas e provocadores que apoia e promove, o auto-nomeado «maior marxista-leninista vivo» chega agora ao ponto de sugerir que o seu partido é o único partido verdadeiramente marxista-leninista existente no mundo!

Hoje, já nem eram precisas 25 000 palavras para mostrar a quem o quiser ver o destino que espera os revi­sionistas «super-revolucionários». Eles próprios traçaram a sua via e percorrem-na sem hesitações. O social-imperialismo russo aguarda-os de braços abertos. Se é que não os abraçou já.

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