sexta-feira, 14 de julho de 2017

1977-07-14 - BOLETIM Nº 9 - FEML

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES. POVOS E NAÇÕES OPRIMIDAS DO MUNDO. UNI-VOS
LUTA POPULAR
ÓRGÃO CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES (PCTP/MRPP)

BOLETIM Nº 9 14/7/77
DO DEP. DO LUTA POPULAR
da Organização Regional de Lisboa da FEM-L

MUDAR A ATITUDE FACE AO LUTA POPULAR
Mudar a atitude face ao Órgão Central, não é uma frase para se dizer; mas sim para se cumprir. Se não compreendemos de facto o seu conteúdo não a poderemos aplicar.

Mudar a atitude face ao Órgão Central é compreender o que ele é para o nosso Partido e para o Povo. E compreender que só com ele - poderemos desenvolver o nosso trabalho no seio das massas, é compreender que o Órgão Central é o agitador, o propagandista e o educador no seio das massas.
Se não compreendermos isto, nunca poderemos mudar a atitude face ao Luta Popular.
Mudar a atitude face ao jornal é compreender os ataques que a burguesia lhe faz, é saber responder de uma forma firme e decisiva a esses ataques.
No entanto na Organização Regional de Lisboa da nossa Federação essa mudança de atitude ainda não se deu em grande número de células e são os próprios responsáveis a não mudar a sua atitude face ao jornal.
Que mudança queremos nós fazer se quando nos comprometemos a cumprir um objectivo não o cumprimos?
Será que mudar a atitude face ao jornal é não o vender, não o pagar e acumular as dívidas?
Quais as lições que poderemos tirar da atitude dos responsáveis, que se comprometeram a pagar as dívidas até ao dia 3 de Julho, que se comprometeram a vender os jornais e não o fizeram?
Os camaradas secretários de célula e de sector, têm que ser os primeiros a levantar a discussão, a analizar a situação do Órgão Central e a traçar medidas para resolver os problemas. Se não se travar uma intensa luta, se a esquerda não se erguer de uma maneira firme e decidida abre-se campo a que a direita destrua o jornal.
O nosso Órgão Central tem que ser pago, tem que ser vendido, tem que ser levado as massas, tem que ser propagandeado junto delas. Os ensinamentos que nós colhemos na Campanha pela Venda Integral não podem ser esquecidos. Eles provaram que podemos vender mais de 800 jornais, e se não o fazemos é porque a esquerda não ousa de facto, varrer todas as ideias erradas, não ousa tomar a direcção na luta.
As dívidas da Organização Regional de Lisboa da FEM-L vêm aumentando de semana para semana e se não pusermos cobro a esta situação estamos a liquidar o jornal, a liquidar o Partido.
Tendo em conta que o objectivo marcado de pagamento das dívidas para o dia 3 de Julho, só foi cumprido por um número reduzido de células. O Departamento do L.P. decidiu fixar como dia de pagamento das dívidas a próxima 2ª feira - dia 18.
PAGAMENTO DAS DÍVIDAS ATÉ DIA 18 DE JULHO!

SITUAÇÃO DO LUTA POPULAR Nº 551
Dos 900 jornais recebidos pela Federação, só 467 foram vendidos tendo o dinheiro entregue à Redacção de 6 163.50, a divida respeitante a este nº é de 1 836.50.
Das 53 escolas que recebem o jornal: 3 não o levantaram, 19 não pagaram nada, 17 pagaram parcialmente e 13 pagaram integralmente.
Vendo a situação acima indicada verificamos que a situação de venda do Luta Popular é péssima, a que é preciso por urgentemente cobro.
Verificamos das 3 escolas que não levantaram o jornal: J. Óbidos, D. Maria I, Camões, o completo abandono do Luta Popular. Isto deve ser denunciado é a linha que o tenta esconder das grandes massas, que o tenta liquidar.


DIVIDAS DAS ESCOLAS



CAMPANHA DE ASSINATURAS TRIMESTRAIS
Esta campanha, definida pelo III Plenum do Comité Central da FEM-L, têm uma extrema importância, para o Luta Popular. Ela realiza-se num momento em que o nosso jornal vai ter que enfrentar maiores dificuldades, devido ao período de férias. Primeiro porque um número considerável do Povo, vai para fora nestes meses. Segundo porque também alguns aderentes vão para fora.
A campanha de assinaturas trimestrais irá permitir criar determinadas condições para manter a saída do Luta Popular e ao mesmo tempo intensificar em venda, fazendo a campanha junto dos aderentes e dos simpatizantes.
Esta campanha foi marcada com um objectivo politico muito concreto que é o de salvaguardar a edição do jornal durante o período de férias. A Org. Reg. de Lisboa, cabe um objectivo de 100 assinaturas. Este objectivo pode e deve ser alcançado, temos uma semana pela frente. Discutir nas células, com os quadros, com os simpatizantes e com os aderentes, fazer uma grande propaganda no nosso seio e marcar objectivos. É a tarefa de cada célula.
O prazo de entrega das assinaturas é até ao dia 20, há que andar mais, melhor e mais depressa, para atingirmos os objectivos.


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