segunda-feira, 10 de julho de 2017

1977-07-10 - RESOLUÇÕES - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas - Leninistas Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

RESOLUÇÕES

III PLENUM DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA - RIBEIRO SANTOS COMITÉ CENTRAL DA FEM-L
10 a 11 de Julho de 1977

SOBRE O RELATÓRIO DE ACTIVIDADE DO DEPARTAMENTO DOS PIONEIROS VERMELHOS
O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos aprovando por unanimidade o relatório da actividade do Departamento dos Pioneiros Vermelhos e pela riqueza do seu conteúdo decidiu elaborar a presente resolução.
O Departamento dos Pioneiros da nossa Federação, não esperando que tocassem os sinos, forjou-se no calor da luta, ligou-se intimamente aos problemas e dificuldades das crianças pobres do nosso País e adoptou sempre uma atitude correcta e honesta face às insuficiências e erros do seu trabalho constituindo um exemplo avançado para toda a nossa organização.

Sistematizando a experiência do trabalho desenvolvido no seio dos Pioneiros o relatório constituiu um excelente documento que aborda de forma correcta e precisa as tarefas que cabem à nossa Federação na organização das crianças de Norte a Sul do País e Ilhas.
A Reunião Plenária do Comité Central fez questão em recomendar a todos os Comités Regionais e Distritais da FEM-L o estudo atento e cuidadoso desse importante relatório.
VIVAM OS NÚCLEOS DE PIONEIROS VERMELHOS!
VIVA A FEM-L!
VIVA O PCTP!

SOBRE O RELATÓRIO DA ACTIVIDADE DA COMISSÃO CENTRAL DE FUNDOS
O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos reunido nos dias 10 e 11 de Julho de 1977 analisou e discutiu o Relatório do Actividade da Comissão Central de-Fundos apresentado paio seu secretario.
O III Plenum do Cometê Central da FEM-L fez questão em salientar a importância deste documento para a regularização da situação financeira de toda a nossa Federação e aprovou per unanimidade exprimindo assim um grande desejo de rectificação de todos os erros e desvios até agora come tidos nesta matéria.
O III Plenum do Comité Central da FEM-L apela a todos os organismos da nossa Federação do topo b base para que estudem meticulosamente este documento e os seus ensinamentos e traçou os planos necessários ao firme cumprimento das tarefas nele apontadas.
VIVA A OFENSIVA POLICIA DO PARTIDO!
VIVA O PCTP!
VIVA A FEM-L!

SOBRE A ACTIVIDADE DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DO NORTE
1 - O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, Comité Central da FEM-L, dedicou uma importante parte dos seus trabalhos ao estudo da situação na Organização Regional do Norte da nossa Federação, tomando por base os Relatórios apresentados pelo secretário regional e pelo secretário distrital de Braga, relativos aos sectores que lhes estão confiados.
Tendo-os aprovado, o III Plenum do Comité Central da FEM-L constatou ser justa e correcta a apreciação que eles contêm de que a situação da Organização Regional do Norte da FEM-L evoluiu desde o Congresso da Fundação, tendo-se alcançado vitórias significativas, dando portanto, positivo o balanço do trabalho desenvolvido; todavia, dois meses após a histórica Conferência da Organização Regional do Norte a Organização Regional da nossa Federação entrou numa situação de estabilidade temporária, havendo o perigo real de, na ausência da materialização da ofensiva política, se verificar uma recaída que pode arrastar uma crise grave.
2 – O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos analisou o conteúdo político dessa recaída, cujos sintomas se começam a verificar. Nesse sentido, retirou as lições do passado e apreciou as condições que permitiram que a situação de magníficas vitórias, obtidas após o Congresso da Fundação não fosse explorada após o Congresso Nacional da Federação, entrando então a organização Regional num impasse, com a liquidação de algumas células recém-constituídas, com a perda do ritmo de Partido que até então se verificava, - o que se reflectiu num desenvolvimento desigual dos diversos distritos - e com o enfraquecimento da capacidade de direcção das lutas das massas de estudantes.
Para além do ponto de vista oportunista de descansar à sombra de alguns lucros conquistados, a nossa Organização Regional do Norte enfraqueceu a sua vigilância revolucionária, deixou de tomar a luta de classes como eixo, perdeu o norte na sua actividade. A publicação do Relatório de 7 de Fevereiro, é um fulcro decisivo da luta entre as duas linhas a norte do Douro. Face à arma que ele constitui contra a linha negra anti-Partido do traidor Crespo, então dominante, as duas linhas apostar-se-iam no combate: a esquerda revolucionária proletária para a empunhar e destroçar os pontos de vista do inimigo no nosso seio; a direita para tentar abafar os seus efeitos e para impedir a transformação da sua justa política num poderoso movimento de massas. Assim sendo, a linha negra anti-partido pegou no Relatório de 7 de Fevereiro, disse que era uma bela flecha, enquanto o manuseava entre as mãos, e, obstando a que essa flecha fosse disparada para atingir o alvo, colocou-o nas prateleiras, recusando-se à sua distribuição aos quadros e à aplicação decidida da política nele contida, enquanto, de flanco, reforçava os seus ataques à linha do Partido.
Animada pelo Congresso da Federação, e armada do Relatório de 7 de Fevereiro, competia à nossa organização Regional do Norte disparar a flecha. Contudo, a Organização Regional do Norte da FEM-L, e muito particularmente o seu Comité Regional e o seu secretário regional, acharam por bem não usar essa arma, soçobrando face aos ataques da direita.
Como resultado, instalou-se a confusão ideológica e política e a ofensiva política entrou em estagnação, sofrendo a Organização uma crise grave.
É uma situação idêntica a que se passa hoje.
Constituindo uma poderosa vitória da esquerda revolucionária proletária, a Conferência da Organização Regional do Norte esmagou de uma forma decidida os pontos de vista da linha negra anti-partido do renegado Crespo. Todavia, não encerrou a luta entre as duas linhas, que sendo uma encarniçada e prolongada luta de classes iria ter inevitavelmente o seu desenvolvimento posterior.
A corrente dos capituladores e dos liquidadores, achou por bem baixar a cabeça temporariamente, para, no momento oportuno, lançar de novo os seus ataques contra o Partido.
O desafio que se coloca à Organização Regional do Norte da FEM-L é o de saber se, neste momento, enfraquece a vigilância e permite esses ataques, ou se, tomando a luta de classes como eixo, ousa unir a imensa maioria dos quadros paradas, ferir um ataque de grande envergadura contra esse esboço da corrente da capitulação e da liquidação.
3- O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos acentuou, que na situação política actual há certas condições materiais favoráveis ao ressurgimento dos pontos de vista do renegado Crespo, e, portanto, propícias à recaída. A luta entre as duas linhas é a expressão concentrada no nosso seio da luta que se trava ao nível mais geral da sociedade. Seria um erro de todo o tamanho, tentar resolvo: as contradições internas, sem as localizar no seio da sociedade, e sem se virar decisivamente a organização para a luta das massas e para a sua direcção.
Conforme acentuou o II Plenum do Comité Central do Partido, as condições para o desenvolvimento do fenómeno do bonapartismo, no nosso país estão fortemente criadas. Face a um movimento operária aguerrido e de grande envergadura, mas sem uma direcção única, a uma divisão no seio da contra-revolução, no quadro da nossa sociedade onde a pequena burguesia é fortemente maioritária pelo seu peso numérico e pela sua influência ideológica, tendo por pano de fundo uma profunda crise económica capitalista, surgem as ideias da necessidade de uma personalidade carismática, para impor a "ordem", a "paz" e a "segurança", contra os partidos traidores de divisão") e com uma repressão acentuada contra os operários e contra o movimento operário e popular. No nosso seio há quem queira o bonaparte e às tempestades revolucionárias opte pelo remanso das pantufas e dos Concursos da televisão. O pântano alimenta este ponto de vista. É nele que a linha do traidor Crespo se vai enraizar.
O movimento estudantil, durante este ano lectivo teve duros, aguerridos e prolongados combates. Todavia, não alcançou nenhuma vitória significativa contra a burguesia e a sua Reforma do Ensino. Isso deve-se fundamentalmente a que a nossa Federação não conseguiu assumir-se como a força dirigente incontestado da juventude das escolas, tendo sido a direcção traidora dos revisionistas e demais oportunistas o factor fundamental das derrotas averbadas. Este impasse, necessariamente temporário, no movimento democrático e revolucionário dos estudantes, permite que no nosso seio na ausência de uma discussão política profunda, os pontos de vista da impotência capituladora e liquidadora se acentuem. Esta é outra condição do enraizamento da linha do traidor Crespo.
Finalmente, a situação específica de férias escolares, cria uma maior vulnerabilidade das largas massas de estudantes, e também dos estudantes comunistas, à agressão ideológica imperialista e social-imperialista e às influências da ideologia, dos hábitos e dos costumes pequeno-burgueses. Sem um esforço organizativo, um combate sem tréguas contra essa ideologia e o fortalecimento da disciplina do Partido, as ideias e a linha do renegado Crespo encontram condições para penetrar mais intensamente.
E no quadro do movimento de massas de crítica de repúdio e de denúncia da linha e da Pandilha anti-partido do traidor Crespo, e no entendimento das condições materiais que permitem o ressurgimento da corrente dos capituladores e dos liquidadores, que se deve Organizar a luta com vista a evitar a recaída.
4 - O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos entende que há duas vias face à tarefa de evitar a recaída. A primeira é a de tomar por princípio a organização da segunda etapa da ofensiva política do Partido. A segunda é a da tomada de uma positão defensiva.
A compreensão destas duas vias é tanto mais importante, quanto a adopção de uma ou de outra, constitui uma luta de classes imprensa e uma luta entre as duas linhas encarniçada.
Certos camaradas poderão pensar que face às tempestades revolucionárias, que revolteiam os mares e açoitam furiosamente as velas, o melhor é fazer a nau andar mais devagar, aguardando a bonança, sã e salva. Querem com isto dizer que face ao perigo da recaída, o melhor e adoptar uma atitude defensiva, baixar a guarda, rebaixar a crítica e a auto-crítica, "amansar" o movimento de denúncia e de repúdio da linha negra do traidor Crespo.
O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos pronunciou-se firmemente contra este ponto de vista e contra esta via, e considerou que a única forma de "evitar a recaída" é colocar o barco a andar, mais, melhor e mais depressa, na direcção dos ventos benéficos das tempestades revolucionárias, com o controlo firme do leme, sulcando as águas, contra a da corrente dos capituladores.
Nesse sentido o III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos entende que é no âmbito da organização da 2ª etapa da Ofensiva Política do Partido, cujas justas e correctas orientações foram traçadas pelo II Plenum do Comité Central do Partido, e na aplicação entusiástica dos ensinamentos da Conferência da Organização Regional do Norte e do Relatório de 7 de Fevereiro que a Organização Reg. do Norte da FEM-L deve desenvolver toda a sua actividade
5 - Tomando a via da ofensiva, o III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, decidiu recomendar ao Comité Regional do Norte da FEM-L a adopção das seguintes medidas políticas:
1º - Desenvolver um amplo movimento de estudo da política e da táctica do Partido, com a realização de colectivos de quadros, pequenos, seminários, e outras reuniões, onde a massa dos quadros livremente possa exprimir os seus pontos de vista, e onde o combate dos pontos de vista justos contra os erróneos, permita o fortalecimento da unidade e desperte o elam revolucionário para a aplicação da política do Partido.
2º - Atender cuidadosamente à escrupulosa educação comunista dos jovens quadros, atribuindo-lhes tarefas crescentemente difíceis e ousando apoiar-se decididamente neles, desferindo, simultaneamente, o indispensável combate às concepções sectárias e de bando que levam a que a organização apenas conte com um certo número de activistas mobilizados.
3º - Proceder a um consciencioso balanço da actividade desenvolvida durante o ano lectivo transcorrido de forma a que se intensifique a crítica e a auto-crítica, se impeça a acumulação da poeira e se desenvolvam planos de actividade, bem ancorados na realidade, com a política do Partido no comando.
4º - Proceder, no decurso do movimento de estudo e de balanço, ao rejuvenescimento dos órgãos de direcção regionais, de forma a que os novos quadros destaca dos na luta possam activar com a sua energia os órgãos dirigentes, combatendo o burocratismo e o anquisolamento dos quadros mais antigos.
5º - Colocar todas as forças em tensão e ao serviço do Partido, com o cumprimento entusiástica e decidido das suas medidas políticas e o apoio à sua actuação prática, com vista ao reforço da ligação da FEM-L ao Partido e o reforço do papel de direcção do Partido sobre a FEM-L. Em todo o caso, jamais entender por servilismo o servir o Partido, por subserviência a submissão à sua direcção, por neutralismo a não ingerência nos problemas próprios do Partido, por indiferentismo a participação na luta entre as duas linhas no seio do Partido.
6º - Reforçar, e multiplicar por vários lugares, a agitação e a propaganda no seio das massas de estudantes e do Povo, com vista a assumir o honroso papel de brigada de choque de agitação e propaganda do Partido e a levar a política do Partido a todos os lugares onde estão as massas.
7º - Esforçar-se por dirigir a luta das massas; em primeiro lugar, a luta de massas de estudantes contra os exames nacionais, contra o numerus clausus, contra a reestruturação reaccionária dos cursos do Ensino Superior. Participar e lutar para influenciar a luta do Povo contra os despejos nos bairros, e contra o aumento da carestia de vida, contra a expropriação dos baldios nas aldeias, etc. Prestar todo o apoio à luta dos operários contra as desintervenções, o desemprego e a repressão do capital. Lutar do interior das organizações das massas, sejam elas DAEs, Comissões de Moradores, Grupos Culturais e Recreativos, Comissões de Luta, etc.
8º - Reforçar a vigilância revolucionária, reforçar a unidade das nossas fileiras. É indispensável o aclaramento de todas as divergências para que uma unidade nova e superior possa ser criada. O indispensável combate a todas as concepções erróneas, e a vigilância revolucionária são o fruto da unidade. Em todo o caso, a crítica deve ter em atenção a unidade, e jamais a divisão e a intriga.
9º - Corrigir os métodos de direcção: ser capaz de ligar a direcção às massas, a teoria à prática, e aplicar a crítica e a auto-crítica. Cuidar de corrigir todos os actos que nos afastem das massas, de dentro e de fora do Partido. Ser capaz de formular em ternos simples e claros as ideias mais complexas. Desenvolver uma propaganda interna mobilizadora, que desperte a energia e a criatividade dos quadros, que os faça sentir a honra e a responsabilidade do seu papel de soldados do Partido.
10º - Imprimir um estilo de trabalho feito de dinamismo e de vivacidade. Manter todas as forças em tensão. Manter sólidos vínculos organizativos com todos os militantes, e com os aderentes. Combater o estilo mole e indolente; combater a auto-satisfação e o triunfalismo; combater o pessimismo e o desânimo. Unir o espírito de sacrifício à satisfação individual, o optimismo, revolucionário a ânsia de fazer sempre melhor. Ligar a emulação à crítica e à auto-crítica.
6 - O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos apela a que todos os militantes da Organização Regional do Norte se imbuam do espírito da Conferência da Organização Regional do Norte, espírito da ofensiva e se esforcem para aplicar com entusiasmo as orientações políticas que aqui ficam traçadas.

UNAMO-NOS PARA A LUTA E PARA A VITÓRIAS
- Aprovada por unanimidade –

SOBRE O RELATÓRIO DE ACTIVIDADE DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DA BEIRA LITORAL
O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, analisando o Relatório de actividade do Comité Regional da Beira Litoral, apresentado pelo seu Secretário, detectou um conjunto de erros e insuficiências que, malgrado já terem sido anteriormente apontados pelo Comité Central da nossa Federação, não mereceram da parte do Comité Regional e do seu Secretário um estudo consciencioso, atento e profundo de forma a alterar a situação existente naquela região.
Não encarando as suas tarefas à luz da preparação da Conferência Regional do Partido, acontecimento sem dúvida importante para o reforço de direcção, do Partido sobre a luta das massas; o Relatório para além de deturpar a realidade, desligava o balanço das perspectivas do trabalho que se abrem à nossa organização naquela região, reflectindo uma vez mais a fuga por parte do Secretário Regional às responsabilidades que tem na direcção do Distrito de Coimbra.
Por outro lado, a inexistência de um Comité Regional que se coloque à cabeça das lutas, que funcione como um verdadeiro órgão de direcção capaz de responder às exigências dos quadros e aos anseios das massas estudantis, que tenha uma vida interna regular e dinâmica, que estude os problemas e características do movimento estudantil na região de forma a apontar as directivas práticas e precisas para o desenvolvimento do trabalho revolucionário, tem permitido que esta situação se arraste há já algum tempo.
O Comité Regional não se temperou nem se consolidou no conjunto das lutas travadas nem soube analisar os erros cometidos e extrair os ensinamentos dessas lutas.
O estudo da linha política do Partido virado para a resolução dos problemas práticos que a luta das massas nos coloca, não é praticado, levando ao ecletismo e confucionismo ideológico.
A ausência de um plano com objectivos a atingir a curto, médio e longo prazo, fazem perder a perspectiva de desenvolvimento de um trabalho profundo e metódico que é imperioso e urgente empreender nesta região, podendo a direcção individualista e espontânea que se faz sentir de uma forma dispersa levar à liquidação do nosso trabalho na Beira Litoral.
Todavia, as condições são excelentes para modificar a situação desde que haja um empenhamento na correcção dos erros cometidos por parte dos quadros dirigentes e em especial do seu Secretário.
O III Plenum do Comité Central da FEM-L definiu a orientação fundamental para o desenvolvimento do nosso trabalho revolucionário na região na base dos seguintes pontos:
1. Desenvolvimento de um trabalho profundo de rectificação e de organização na região.
2. Elaboração por parte do Comité Regional de um plano correcto e preciso para toda a região.
3. Consolidação do Comité Regional no fogo da luta das massas através do reforço de direcção colectiva, combatendo os métodos individuais de trabalho e de direcção; ousar mobilizar a maioria dos quadros para o cumprimento do plano.
4. Proceder a uma escrupulosa educação comunista dos jovens quadros e simpatizantes activos que se destacarem na luta, procedendo a um alargamento drástico das nossas fileiras.
5. Intensificar em toda a organização o estudo da política e da táctica do Partido.
O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos decidiu dar um prazo ao camarada Secretário para a elaboração de um novo relatório e de um plano de acção remetendo a discussão do novo Relatório para o próximo Plenum do Comité Central.
VIVA A OFENSIVA POLÍTICA DO PARTIDO!
ANDAR MAIS, MELHOR E MAIS DEPRESSA!
VIVA A FEM-L!
VIVA O PCTP!

SOBRE O RELATÓRIO DO COMITÉ DISTRITAL DE COIMBRA
O III Plenum do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, Comité Central da FEM-L; reunido nos dias 10 e 11 de Julho de 1977 analisou, discutiu e aprovou o relatório da Actividade do Comité Distrital de Coimbra no ano lectivo de 76/77 apresentado pelo seu secretário.
O III Plenum não podia deixar de manifestar o seu regozijo e a sua alegria pelos avanços e pelas vitórias que a nossa Federação logrou alcançar no distrito durante o presente ano lectivo e que estão reflectidas no relatório.
No entanto esse relatório reflecte ele mesmo uma série de deficiências e erros no nosso trabalho em Coimbra que urge materializar e analisar sob pena de essas deficiências e erros que agora são o aspecto secundário se virem a transformar em principais
1º - O facto de a nossa organização comunista não ter praticamente aumentado os seus efectivos durante o presente ano lectivo revela certos desvios em matéria de organização e educação dos quadros e chama a atenção para a necessidade de ser prosseguido no distrito um intenso trabalho de educação comunista, a mobilização dos nossos jovens quadros, aderentes e activistas por forma a que possamos recrutar às centenas novos quadros forjados no calor da luta de massas.
Esses desvios em matéria de organização materializaram-se ainda no facto de a depuração que se verificou sobretudo no sector do Ensino Secundário, não ter correspondido a um reforço da organização, pelo contrário levou a um grande enfraquecimento, pelo que nós devemos no momento presente agarrar todos os simpatizantes e activistas do Ensino Secundário por recuados que sejam lutar pela sua educação comunista e por meio deles chegar aos sectores avançados das massas e reerguer toda a organização neste importantíssimo sector de actividade.
2º - Os erros cometidos na direcção da luta das massas, sobretudo as hesitações, o ecletismo e a falsa demarcação dos revisionistas predominantes em certas tomadas de posição, como foi o caso da luta contra o decreto de gestão, têm a sua origem no seio do Comité Distrital e podem revelar a existência de certas divergências no seu seio pelo que importa desenvolver a luta ideológica centrando-a na questão da táctica, combatendo os pontos de vista erróneos do amiguismo de forma a que uma unidade nova e superior, não apenas formal mas de princípios, possa vir a ser alcançada em torno da política do Partido.
Tomando estes princípios como base para o seu trabalho, o Comité Distrital de Coimbra deve traçar-se a si próprio um plano para a actual fase da ofensiva política do Partido materializada no "Plano de Acção - 10 Frentes da Luta e 57 Orientações" aprovado neste Plenum, reforçar a sua capacidade de direcção e fazer da preparação da Conferência da Organização Regional do Partido da Beira Litoral a primeira vitória nesse plano.
VIVA A OFENSIVA POLÍTICA DO PARTIDO!
VIVA O PCTP!
VIVA A FEM-L!
(Aprovado por unanimidade)

SOBRE A ACTIVIDADE DA ORGANIZAÇÃO DA FEM-L DO DISTRITO DE ÉVORA
No seu III Plenum de 10 e 11 de Julho, o Comité Central da FEM-L teve oportunidade de discutir o relatório da actividade da organização da FEM-L no Distrito de Évora, apresentado pelo camarada secretária do Distrito, após o que o aprovou por unanimidade, tendo sido igualmente decidida a elaboração da presente resolução.
O III Plenum do C.C. da FEM-L concluiu que o relatório consegue caracterizar a situação da nossa organização neste distrito, revela os avanças da nossa intervenção na luta das massas estudantis, analisa a luta ideológica que se tem desenvolvido á volta das questões da politica e da táctica a aplicar e detecta os erros e os desvios cometidos.
O relatório contém no entanto um certo número de insuficiências, nomeadamente o facto de apenas se referir à cidade de Évora, pelo que o C.C. fez questão de afirmar que as insuficiências do relatório são no fundo as insuficiências do nosso trabalho na região. O relatório reflecte, portanto o esforço grande da nossa organização em se ligar à luta das massas da região, mas reflecte igualmente, como não podia deixar de ser, as insuficiências e dificuldades que impedem que o trabalho se desenvolva mais rapidamente e se consolide.
O III Plenum do C.C. da FEM-L analisou que a razão destas insuficiências e dificuldades reside fundamentalmente na incompreensão da situação política que se vive no Alentejo e das actuais características do movimento camponês, pelo que apontou como tarefa imediata à nossa O.R. Sul o ESTUDO DAS CARACTERÍSTICAS DA LUTA DE CLASSES NO ALENTEJO e o ESTUDO DA INTERVENÇÃO DO CAMARADA ARNALDO MATOS sobre o Movimento Camponês pronunciada no II Plenum do C.C. do Partido, e que aliás foi divulgada a todos os quadros da Região.
O Povo camponês sofre neste momento ataques desenfreados por parte da burguesia latifundiária e do seu Governo que tudo fazem para reconquistar os privilégios perdidos e retirar aos camponeses as vitórias alcançadas ao longo de duros combates de classe. Estes ataques que se materializam nas desocupações, na entrega das reservas aos latifundiários, na repressão e intimidação etc., têm encontrado os camponeses relativamente desarmados devido à direcção revisionista que sempre atraiçoou as suas lutas e as conduziu à derrota. Por outro lado, estes ataques são desencadeados numa altura em que grassa a fome e o desemprego nos campos do Alentejo, questões estas que a Reforma Agrária social-fascista não só não conseguiu resolver, como antes as agravou e é aliás a principal responsável por esta situação. Em virtude de tudo isto, a actual situação do movimento camponês no Alentejo é de defensiva, de acumular forças, sem que tenha contudo perdido a grande combatividade e o carácter avançado que o caracterizam.
O nosso Partido obteve vitórias na direcção das massas camponesas, durante um certo período, mas após o 25 de Novembro não conseguiu compreender as novas características da situação política, e por isso recuou no seu trabalho, estabilizou, porque já não podia recuar mais, e perdeu as perspectivas. Na nossa Federação sucedeu o mesmo; em virtude de não se ter estudado as características da luta de classes, as nossos camaradas não se aperceberam que a juventude estudantil no Alentejo mantém o seu radicalismo, e que se deram a vitória ao CDS no Liceu de Beja, isso é fruto de uma grande desorientação e desconfiança na direcção traidora da EU”C”/P”C”P. E por isso que a vitória alcançada pela nossa Federação no Magistério de Évora é de grande importância, quer para a FEM-L quer para o nosso Partido, porque ela tem o significado de que as massas no Alentejo se começam a aperceber que o nosso Partido nunca as enganou nem se serviu delas como tropa de choque para negociar interesses, mas sempre denunciou e lhes apontou os verdadeiros inimigos do Povo, desmascarou a Reforma Agrária social-fascista, e é o único Partido que defende os assalariadas e os camponeses pobres, e que conseguirá conduzi-los vitoriosamente na via da Revolução, lutando pela Reforma Agrária Camponesa.
O III Plenum do C.C. da FEM-L apontou assim a necessidade da O.R. Sul consolidar as vitórias alcançadas, e ao mesmo tempo, reforçar a política de Frente Única no seio das massas, na base da luta e dos princípios, alertando os nossos camaradas para que não devem transigir nos princípios e ceder a chantagens, como aconteceu já na actividade da direcção eleita no Magistério.
O C.C. da FEM-L definiu finalmente, a orientação fundamental para o desenvolvimento do nosso trabalho revolucionário na Organização Regional do Sul, que consiste em:
1. Fazer um estudo atento da situação política e da intervenção do camarada Arnaldo Matos.
2. Unir tudo o que possa ser unido, reforçar os vínculos políticos e organizativos de todos os quadros.
3. Persistir com firmeza no desmascaramento do revisionismo e na explicação paciente da situação actual do movimento camponês.
4. Fazer intensa propaganda das posições e da política do nosso Partido.
5. Dar todo o apoio ao trabalho da Partido na região.
6. Prestar grande atenção à educação dos quadros.
O Comité Central da FEM-L manifestou a sua convicção de que a nossa Organização Regional do Sul tem boas condições para se consolidar e desenvolver, se souber persistir na linha do Partido, ligando-se às massas e se souber interpretar e canalizar o seu justo descontentamento e revolta contra a política anti-popular e anti-estudantil do Governo, e, desmascarando ao mesmo tempo a traição revisionista.
VIVA A REVOLTA CAMPONESA!
VIVA O PARTIDO!
ANDAR MAIS, MELHOR E MAIS DEPRESSA!

SOBRE A ACTIVIDADE DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DO ALGARVE
No seu XII Pleno de 10 e 11 de Julho, o CC da FEM-L ouviu com satisfação o relatório da actividade da Organização Regional do Algarve, apresentado pelo camarada Secretário, e aprovou-o por unanimidade, tendo decidido elaborar a presente resolução.
O III Pleno do CC da FEM-L considerou-o um bom relatório, que reflecte a intensa actividade da nossa organização nesta região, o bom trabalho de massas que ela tem desenvolvido, e a aguda luta ideológica que se trava no seu interior.
O III Pleno do CC da FEM-L salientou o grande desenvolvimento que à nossa organização teve, pois das 12 escolas existentes na região, apenas uma está ainda por organizar, dirigimos 4 direcções associativas e atingimos 112 adesões. A O.R. Algarve adquiriu uma experiência rica e positiva no campo do trabalho associativo, que deve ser sintetizada e transmitida a toda a organização da FEM-L - pelo que deve igualmente saber aprofundar as razões da derrota sofrida com a perda da direcção da AE da escola de Vila Real de Stº. António. A O.R. do Algarve foi uma das regiões onde a nossa influência na luta das massas mais se fez sentir e cresceu, o que se materializou no facto de ter sido uma das poucas organizações que conseguiu realizar concentrações com um número razoável de estudantes de protesto contra os exames nacionais.
O III Plenum do CC da FEM-L fez questão de afirmar que foi após a expulsão da oportunista Helena, ex-secretária da Organização Regional, que preferiu a calma do doce lar burguês às tempestades da Revolução, que o nosso trabalho revolucionário deu um salto em frente e desenvolveu-se em grande ritmo, algumas células reforçaram o seu trabalho politico, os quadros uniram-se à política do Partido, e igualmente se reforçou a ligação da FEM-L ao Partido e a direcção do Partido sobre a O.R. da FEM-L.
Ao mesmo tempo, o III Plenum do C.C. da FEM-L vincou a necessidade de os nossos camaradas não ficarem a dormirem à sombra dos "louros" alcançados, e alertou para o perigo real de uma recaída do trabalho e da organização, porque de facto não temos ainda um número suficiente de quadros e de células que nos permita tomar a cabeça de todas as lutas das massas - com efeito, das 11 escolas organizadas, apenas 4 têm células comunistas, cada uma destas células tem apenas 3 camaradas, e das 4 AEs que dirigimos apenas uma tem a direcção de uma célula comunista. Esta situação decorre de uma concepção espontaneístas em matéria de organização que é necessário combater, e da incapacidade, até agora manifesta da, no Comité Regional de ligar a linha e os métodos de organização as características da juventude estudantil do Algarve, como seja uma grande criatividade e energia, e uma intima ligação ao Povo, em particular aos camponeses e pescadores, e por outro lado um sentimento vincado de auto-determinação, de auto-suficiência, e uma influência nociva da corrupção burguesa, e ainda um certo espírito individualista, concepções estas que se manifestam mesmo, por vezes, no interior das nossas fileiras, dada a origem de classe pequeno burguesa da maioria dos nossos quadros, e são um obstáculo ao reforço do espírito de Partido.
Os nossos camaradas devem estudar esta situação e perceber que sem uma espinha dorsal bem consolidada a organização regional não se conseguirá erguer com firmeza e enfrentar as tempestades da luta de classes. As células comunistas em cada escola, unida à volta do seu comité regional, são exactamente essa espinha dorsal, pelo que isto deve constituir um incentivo para que a O.R. Alg. após o grande alargamento atingido, se consolide e eduque rapidamente os seus quadros, de for ma a que os aderentes passem a activistas, e os núcleos de simpatizantes se transformem em células.
O III Plenum do C.C. da FEM-L incentivou a O.R. do Algarve a persistir com entusiasmo, mas com firmeza, no seu trabalho, fazendo o balanço constante e profundo das vitórias e dos insucessos, corrigindo os desvios e consolidando as vitórias.
O aspecto principal na actividade da O.R. do Algarve são as vitórias, mas para evitar a recaída é necessário não perder de vista os nossos objectivos que são os de dirigir o movimento de massas dos estudantes, divulgar a concepção proletária do mundo e formar quadros comunistas, ter horizontes largos e objectivos avançados, e combater as concepções de auto satisfação.

UNAMO-NOS PARA A LUTA E PARA A VITÓRIA!
VIVA O PARTIDO!
ANDAR MAIS, MELHOR E MAIS DEPRESSA!

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