segunda-feira, 10 de julho de 2017

1977-07-10 - 10 FRENTES DE LUTA 57 ORIENTAÇÕES - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas – Leninistas
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

10 FRENTES DE LUTA
57 ORIENTAÇÕES

PLANO DE ACÇÃO
JULHO / AGOSTO 1977

III PLENUM DO COMITÉ ESTRELA VERMELHA-RIBEIRO SANTOS COMITÉ CENTRAL DA FEM-L
10 e 11 de Julho de 1977

PÔR A POLÍTICA NO COMANDO
1 - As Resoluções do II Plenum do Comité Central do Partido, que constituem a aplicação criadora, na situação política actual, da linha geral revolucionária proletária do Partido saída do Congresso da Fundação, constituem a bússola pela qual devemos guiar os nossos passos no caminho da ofensiva política e da edificação de uma Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, bem consolidada nos planos político, ideológico e de organização, fortemente enraizada nas massas e como a força dirigente incontestada da juventude das escolas.

2 — O plano da Ofensiva Política da FEM-L, bem como todos os documentos do Congresso Nacional da FEM-L constituem os fundamentos da Ofensiva Política da nossa Federação e, como tal, constituem uma bandeira que devemos saber plantar sinalizando-nos o cominho que empreendemos.
3 - Se a "educação ideológica é a chave que importa dominar na realização da unidade do conjunto do Partido com vista às grandes lutas políticas", a grande batalha da Ofensiva Política deve orientar-se sempre pela insaciabilidade na aprendizagem da política do Partido, do marxismo-leninismo-maoismo e da experiência concreta das massas e pela insaciabilidade no ensino dessa política às amplas massas de dentro e de fora da nossa Federação.
4 - Os jovens quadros recrutados para a nossa Federação durante este ano da Fundação do Partido, são na sua imensa maioria portadores do espírito do 26 de Dezembro. Cuidar da educação escrupulosa dos jovens quadros é indissociável da aprendizagem com as suas virtudes e o seu espírito de combate. E à que cuidar desta tarefa com grande empenho; o sangue novo fortalece o corpo da nossa Federação.
5 - O combate contra a linha e a pandilha anti-partido do renegado Crespo continua asar a nossa tarefa principal, elo motor da ofensiva.
6 - "Andar mais, melhor e mais depressa!" a orientação específica para a organização da segunda etapa da ofensiva política, cujo objectivo é o de explorar os êxitos da primeira etapa, suprir rapidamente as insuficiências e atribuir ao nosso Partido uma efectiva direcção sobre as massas e o movimento revolucionário das massas.
7 - A luta de classes não tem férias, e, malgrado estarmos no período de férias escolares, isso não atribui a nenhum comunista o "direito especial" de desertar do seu posto de combate, nem impede o prosseguimento da luta e o cumprimento das nossas tarefas principais.
8 - Ter sempre em vista o terreno que pisamos e saber bem onde estamos e para onde vamos exige a compreensão clara das vitórias obtidas na primeira etapa da ofensiva política do Partido, dos erros cometidos que importa superar; a longa marcha da edificação do Partido apenas deu os seus primeiros passos: já não estamos na mesma situação aquando da Fundação e verificam-se progressos reais, o que prova que a ofensiva é o aspecto principal, mas estamos longe ainda do cumprimento dos nossos objectivos políticos,
9 - Combater a tendência para a dispersão e para o enfraquecimento do espírito de Partido e da vida de Partido, e manter o ritmo de Partido, é uma orientação fundamental neste período específico da vida das massas de estudantes.
10 - Em todos os domínios devemos manter o estilo feito de vivacidade e dinamismo de entrega devotada às tarefas e de optimismo revolucionário, permanecendo sempre com o desejo de agir mais, de agir melhor, de suprir os erros e de alcançar vitórias.

I - Lançar um Movimento de Balanço de Critica e de Auto-crítica, de Elaboração e Execução de Planos de Actividade
11 - Estudar a rica experiência do movimento de massas dos estudantes durante o ano lectivo de 1976/77, fazer o balanço minucioso da nossa participação na disputa da direcção do movimento democrático e revolucionário dos estudantes.
12 - Realizar até fim de Julho colectivos de quadros dirigentes da nossa Federação, por Região e Distrito, com a participação do Comité Permanente do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos.
13 - Proceder à elaboração de Relatórios em todas as células sobre a actividade desenvolvida no último ano lectivo, e em particular, desde o Congresso da Fundação.
14 - Seguir a orientação de se apoiar na imensa maioria no movimento de balanço, despertando a crítica dos quadros e escutando as suas opiniões e sugestões.
15 - Tomar o Relatório das 20 Questões sobre a Edificação do Partido como o espelho onde todos os organismos de direcção e todas as células devem consultar a sua cara.
16 - Planear cuidadosamente, e a todos os níveis, a actividade durante o período de férias escolares na base das 10 Frentes de Luta das 57 Orientações e começar a programar a nossa intervenção no ano lectivo de 1977/78.
17 - Atender com grande atenção às transferências dos quadros, por motivos de prosseguimento dos seus estudos e impedir que algumas células venham a ficar abaladas por esse motivo. Ter em atenção um plano de novos recrutamentos. Nas férias também se luta e também nas férias devemos educar os quadros na luta e ousar recrutar os activistas que nela se destacam.

II - Ousar Ser a Direcção
18 - Levar à prática a Resolução em 10 Pontos de 3 de Julho do Comité Permanente do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos.
19 - Centrar todos os esforços na preparação da Manifestação Operária e Popular, cuja justa táctica da sua convocação saiu do II Plenum do Comité Central do Partido pôr em acção as AEs por nós dirigidas e manter, durante este período, os seus vínculos com as massas.
20 - Estudar o Informe e Resoluções do Colectivo de Coimbra do Ensino Superior e proceder à sua aplicação a cada uma das escolas que constituem a Universidade.
21 - Não esmorecer na propaganda, e agitação comunistas; desenvolvê-las de cordo com as condições concretas.
22 - Em todos os domínios não dar tréguas aos revisionistas e demais oportu­nistas, e aos seus planos de corrupção da juventude durante as férias escolares.

III - Realizar as Jornadas Desportivas da Juventude Verão 77
23 - As Jornadas Desportivas da Juventude - Verão 77, constituem um dos pontos do Plano da Ofensiva Política da FEM-L e longe de serem um mero divertimento de ociosos veraneantes constituem uma batalha pelo desporto de tipo novo e contra o desporto reaccionário da burguesia, onde impera o competitivismo, o elitismo e onde o profissionalismo é fortemente dominante.
24 - As Jornadas Desportivas da Juventude - Verão 77 são promovidas pelas Direcções das Associações dos Estudantes e outros órgãos das massas e subordinam-se ao objectivo de fortalecer a direcção dos comunistas sobre as massas, de praticar um desporto em que a amizade vem em primeiro lugar e só depois a competição, em despertar os sentimentos de solidariedade e de inter-ajuda no seio da juventude e de arrebatar à burguesia e aos revisionistas a iniciativa na promoção do desporto juvenil.
25 - As Jornadas Desportivas da Juventude - Verão 77 abrangem todo o país e devera ser organizadas localmente. Aí onde as massas estejam concentradas, os comunistas devem tomar medidas, na base dos órgãos das massas, ou de Comissões expressamente criadas para o efeito, para as organizar. Em todo o caso elas devem orientar-se sob a mesma sigla.
26 - A todos os níveis devem ser criadas Comissões da FEM-L para a direcção política das Jornadas; os comunistas não podem sonegar o seu papel dirigente em tudo.
27 - Tirar as lições do êxito das 1a Jornadas, realizadas pelo Departamento dos Pioneiros Vermelhos da Organização Regional de Lisboa da FEM-L.
28 - Combater os pontos de vista dos capituladores que, enfarpelados em desportistas pretendem atribuir as Jornadas Desportivas da Juventude - Verão 77 o carácter de tarefa central com o objectivo de impedir o cumprimento das restantes tarefas, e desta própria.
29 - Acompanhar as Jornadas Desportivas da Juventude - Verão 77 de iniciativas culturais, aliando à prática saída do desporto popular de massas a educação da juventude dentro dos valores da Cultura Nova.

IV - Servir o Povo Onde Quer Que Estejamos
30 - "Servir o Povo" é um princípio que devemos tomar em conta em cada um dos nossos actos e cada uma das nossas medidas políticas deve concordar com os interesses do Povo. Fazer da ligação às massas de operários e camponeses o esforço principal da educação da juventude e dos nossos quadros.
31 - "Os estudantes comunistas não são verdadeiramente só estudantes, são comunistas antes de serem estudantes. (...). É preciso que os nossos camaradas saibam ligar a vida do Partido às regiões de onde são originários. Nós temos que fazer um grande esforço para completar a acção do nosso Partido naqueles lugares onde ela é ainda fraca e os estudantes tem que cumprir esse papel. Não devem, evidentemente, imiscuir-se de uma forma incorrecta nas actividades do Partido, mas devem aplicar a linha do Partido onde quer que estejam e em todo o lugar onde um comunista está é um lugar de luta, em todo o lugar onde um comunista se apresente ele está apto para lutar e está autorizado a lutar e não tem que pedir autorização a ninguém para isso. É preciso, por conseguinte, que os camaradas estudantes não se limitem apenas à luta nas escolas, mas à luta nos lugares onde vivem, nos lugares onde vivem as suas famílias, à divulgação do programa do nosso Partido, à divulgação do marxismo-leninismo e à organização das massas", (camarada Arnaldo Matos) - eis um vasto campo de acção.
32 - Participar nas Colectividades Populares e lutar pela aplicação da política do Partido em todas as associações de massas, nos bairros, aldeias, etc.
33 - Pôr a nossa acção ao serviço da alfabetização do Povo. Centrar forças nos locais onde o Partido já iniciou esse trabalho e necessita do nosso apoio. Tomar a iniciativa da criação de grupos de alfabetização onde as condições sejam propícias. Atribuir à Cooperativa Karl Marx a tarefa de organizar com urgência um pequeno curso de alfabetizadores.
34 - Promover brigadas de saúde nos bairros e aldeias. Intensificar o trabalho já iniciado. Generalizar a experiência a todo o país.

V - Perseverar na luta pela Aplicação das Teses sobre a Imprensa do Partido
35 - Lutar pela consolidação do objectivo dos 2100 Luta Popular em todo o país.
36 - Intensificar a venda militante do jornal nas ruas. Fazer chegar o jornal a todos os locais onde temos camaradas e aderentes, tomando-o como o principal vínculo organizativo para com aqueles activistas que se ausentara fora dos locais onde estudam.
37 - Lançar una campanha fie assinaturas trimestrais (Julho, Agosto e Setembro) com o objectivo de 300, e no prazo de uma semana, para que se reúna uma soma de dinheiro necessária à salvaguarda da edição semanal no período de férias.
38 - Pagar a divida ao Luta Popular.
39 - Aplicar o princípio: por cada aderente um jornal.
40 - Intensificar a correspondência e a colaboração para o órgão central.

VI - Ser a Brigada de Choque de Agitação Propaganda do Partido
41 - Desenvolver de uma forma planeada e periódica agitação e propaganda políticas do Partido em todos os locais de maior concentração das massas populares.
42 - Intensificar a actividade das bancas, e das sessões de agitação no seio do Povo.
43 - Prestar o apoio necessário nas campanhas eleitorais para os sindicatos.

VII - Levar à Prática Jornadas Culturais
44 - Promover exposições, debates, projecções de filmes, convívios em todos os locais onde as massas se concentrem, tomando por base as organizações de massas.
45 - Lançar um ataque de envergadura à agressão ideológica e cultural imperialista e social-imperialista, através da denúncia sistemática das suas realizações e da corrupção política e moral da juventude que ela prossegue,
46 - Preparar o terreno para a realização da Feira do Livro Marxista, a ser levado à prática sob iniciativa da Cooperativa Karl Marx.
47 - Incentivar o crescimento de novos artistas saídos das massas da juventude e forjados no espírito de Servir o Povo através da literatura e da arte.
48 - Prepara o número de quadros necessários solicito pelas Edições do Partido.

VIII - Prosseguir na Campanha de Adesão
49 - Continuar a Campanha de Adesão até serem atingidas as 2500 adesões. Proceder a adesões em todos os locais onde os comunistas se encontrem.
50 - Cuidar da mobilização dos aderentes, para todas as iniciativas de massas por nós promovidas. Cuidar da educação política dos aderentes. Cuidar da realização de reuniões próprias para os aderentes.
51 - Seleccionar de entre os aderentes mais avançados o número necessário e recrutá-los para as fileiras da nossa Federação.
52 - O cartão de adesão não deve faltar a nenhum quadro esteja onde estiver. A adesão não deve estar ausente da ordem de trabalhos das reuniões de células. O balanço das adesões e os cartões não devem deixar de ser enviados ao Comité Permanente do C.C. da FEM-L.
Em todos os domínios e a todos os níveis não deve escassear o espírito de luta pela vitória da Campanha de Adesão, nem o combate aos pontos de vista sectários, esquerdistas e espontaneístas.

IX - Regularizar a Situação Financeira
53 - Aproveitar o período de férias escolares para saldar todas as dívidas das Organizações Regionais e Distritais,
54 - Proceder durante o mês de Julho a uma campanha de Fundos com o objectivo de 50 contos, com vista a amortizar as dívidas centrais da Federação. Centrar os fundos nas contribuições especiais dos militantes, em particular daqueles que trabalham, e em colectas na rua.
55 - Rever todas quotas, e recolhe-las periodicamente, seja a dos militantes, seja a dos aderentes,
56 - Confiar à C.C. de Fundos a tarefa de elaborar no prazo de 15 dias o Relatório de Contas e o Orçamento da Federação.

X - Organizar a Participação da FEM-L nas Conferencias Regionais
57 - Proceder à organização meticulosa das delegações da nossa Federação às Conferências Regionais do Partido que se irão realizar nos 2 próximos meses. Extrair as lições das Conf. da Org. Regional do Norte e da Conf. da Org. Regional de Lisboa e empunhar a sua bandeira.

ANDAR MAIS, MELHOR E MAIS DEPRESSA!
UNIR-SE ÀS MASSAS, ESMAGAR OS LIQUIDACIONISTAS E EDIFICAR O PARTIDO!
UNAMO-NOS PARA A LUTA E PARA A VITÓRIA!

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