segunda-feira, 3 de julho de 2017

1977-07-03 - RESOLUÇÃO EM DEZ PONTOS SOBRE A SITUAÇÃO ACTUAL DA LUTA DOS ESTUDANTES - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas - Leninistas Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

VIVA A OFENSIVA POLÍTICA DA FEM-L
Directivas do Comité Permanente do Comité Central da FEM-L - 5

RESOLUÇÃO
EM DEZ PONTOS SOBRE A SITUAÇÃO ACTUAL DA LUTA DOS ESTUDANTES
3 DE JULHO DE 1977

RESOLUÇÃO
A Reunião do Comité Permanente do Comité Estrela Vermelha -Ribeiro Santos, realizada a 3 de Julho de 1977, abordando a situação actual do movimento de massas de estudantes, analisando odes contentamento profundo que grassa no seio da juventude das escolas neste período em que a selecção burguesa se intensifica drasticamente e coroa o conjunto de medidas reaccionárias definidas pelo MEIC no presente ano lectivo na execução da reforma burguesa para o ensino;

Combatendo os pontos de vista capitulacionistas e liberais consistentes em afirmar que não há condições de luta porque entramos já no período de férias escolares, definiu com precisão as tarefas políticas imediatas que se colocam à nossa Federação para dirigir a revolta espontânea das massas, para unificar todos os seus combates e para aprofundar o movimento democrático e revolucionário dos estudantes e a sua integração no luta do Povo sob a direcção da classe operárias:
1º Desenvolver uma propaganda ampla e incisiva de denúncia e desmascaramento dos objectivos da selecção burguesa e das suas consequências de destruição das forças da ciência e do saber, do arremesso para o desemprego de centenas de milhares de jovens, do aniquilamento dos anseios e aspirações da Juventude.
2º Acompanhar essa denúncia junto às largas massas dos estudantes com uma propaganda específica para o Povo em particular para os trabalhadores e familiares dos estudantes, explicando que a política reaccionária do MEIC não é mais do que a expressão, no Ensino, da política anti-popular do governo do capital, com o seu cortejo de fome, de miséria, de desemprego prosseguida pelas desintervenções, pelo aumento da carestia de vida, pelas desnacionalizações, pelas desocupações, pelos despejos, pe­lo incentivo ao capital imperialista e social-imperialista e pela repressão ao movimento operário e popular.
3º Centrar o ataque à direcção traidora da luta e explicar que a política revisionista do pacto social é responsável pelo boicote ao movimento revolucionário e pelo prosseguimento dos ataques contra o povo do Capital privado e de estado e do seu governo.
4º Reafirmar a necessidade de propagandear e de fazer a provar a manifestação operária e popular como forma de luta capaz de materializar a direcção dos marxistas-leninistas no combate dos estudantes e do Povo e como expressão prática à disposição das massas em fazer a sua política consubstanciada na palavra de ordem de: SÓ OS TRABALHADORES PODEM VENCER A CRISE!
5º Determinar como objectivos específicos e imediatos de luta dos estudantes do Ensino Secundário contra os exames nacionais a seguinte plataforma:
a) Exigir a realização de uma 2ª época plena, em Setembro, com exames elaborados por escola a que se possam candidatar todos os estudantes, independentemente do número de cadeiras que lhes faltam para acabar os seus cursos.
b) Exigir a participação das estruturas representativas dos estudantes (Direcções das AAEE, Comités de Luta ou Comissões de Delegados de Turma) nos júris de avaliação dos exames.
c) Exigir a participação dessas estruturas e dos estudantes nas revisões de prova, de todos os estudantes que as requeiram.
6º Apelar a todas as células da nossa Federação no Ensino Secundário a que permaneçam nas escolas, particularmente nos momentos de saída das notas de exames, no sentido de aí poderem fazer uma propaganda imediata e de viva voz e de procederem a convocação urgente das reuniões dos estudantes submetidos a exame para a aprovação das exigências formuladas.
7º Fazer aprovar como forma de luta o boicote aos exames de 2ª época caso o MEIC não satisfaça as reivindicações formuladas na plataforma.
8º Desencadear uma intervenção urgente no sector dos estudantes candidatos à Universidade no sentido de convocar reuniões por escola e distritais onde se faça aprovar o boicote aos exames de aptidão, se destituam as estruturas revisionistas e oportunistas e se imponha ao MEIC o ingresso de todos os candidatos na Universidade, ressaltando neste campo de actuação dos comunistas as boas condições para a política de Frente Única no seio das massas.
9º Centrar a nossa intervenção na Universidade nas seguintes frentes de luta:
a) Denúncia da traição dos revisionistas apoiados pelos seus cães de trela curta da Direcção Geral da AAC e dos neo-revisionistas, em Coimbra, consistente em permitir a reintegração dos fascistas saneados, em abrir campo a novas e mais reaccionárias medidas do MEIC.
b) Combater contra a aplicação da portaria do MEIC sobre a avaliação de conhecimentos e pela aplicação das escalas e métodos de avaliação correctos aprovados em reunisses de massas.
c) Combater os planos de reestruturação elaborados pelo MEIC e pelas Comissões Científicas inter universitárias representadas nas escolas e pelos Conselhos Científicos e Pedagógicos fascistas e social-fascistas com a contraposição de planos de reestruturação correctos assentes nos princípios políticos já estudados e definidos no Colectivo de Coimbra e com a sua aprovação pelos órgãos das massas e em reuniões de massas.
10º Conclamar todos os Comités Regionais, Distritais e células de escola a reunir rapidamente no sentido de aplicar a política e a táctica contidas nesta resolução, à luz da política definida no II Plenum do Comité Central do Partido e da sua orientação táctica fundamental: dirigir de uma forma unitária no seio da Frente e do interior das organizações das massas.

ANDAR MAIS, MELHOR E MAIS DEPRESSA!
UNAMO-NOS PARA A LUTA E PARA A VITÓRIA!

O Comité Permanente do Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos
3 de Julho de 1977

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