sexta-feira, 21 de julho de 2017

1977-07-00 - Informação Militante Nº 34 - MES

INTRODUÇÃO

A II Conferência Nacional de Quadros veio comprovar a progressiva correcção dos métodos de direcção adoptados pelo C.C. no sentido de incentivar e alargar a todo o Partido o debate sobre as grandes questões politicas que temos pela frente.
A reunião alargada do C.C. no Porto, faz quase um ano, a I C.N.Q. e a 9ª Reunião alargada do C.C. em Lisboa, constituíram passos nesse sentido, mas revelaram a improvisação dos métodos de direcção, ligada aliás a debilidade de uma prática de discussão assente nas estruturas do Partido. A forma como decorreu a II C.N.Q. permite afirmar que se deu um passo em frente, que se transpôs uma barreira, no que respeita a dois níveis de actividade do Partido, distintos mas indissociáveis: o exercício da direcção e o alargamento organizado do debate político.

Com esta realização, que não deixou de reflectir, evidentemente, erros de direcção e vícios de comportamento que vêm muito de trás, ficou à vista a nossa capacidade em superar limitações, corrigir desvios e vencer dificuldades. E avançando com decisão neste sentido que se vão criando as condições para a prática crescente do Centralismo Democrático, consagrado no II Congresso.
Mas estamos ainda na base da montanha: a ausência de uma linha política clara nesta fase de luta, as contradições que foram distorcidas por erros de direcção, a confusão que ganhou assim terreno no nosso seio, levaram ao desânimo de alguns camaradas e constituíram novos factores de desmobilização. Por isso dizemos que estamos na base da montanha.
E por isso que começar a trilhar o caminho da transformação do MES numa força de classe e definir uma táctica que corresponda às necessidades objectivas das massas são as batalhas que se jogam neste nosso III Congresso. E tal como nos enfraquecemos na fase anterior, é necessário que estas batalhas galvanizem o Partido e mobilizem os militantes.
Elas exigem uma dupla acção, que são as duas faces duma mesma atitude, sem as quais os revolucionários nunca o serão: virados para dentro, aprofundar os conhecimentos e os princípios, tirar lições da experiência, reforçar a camaradagem, varrer vícios e preconceitos; virados para fora, mergulhar nas massas, sentir os anseios do povo, alargar a influência do nosso Partido, para que esses anseios possam ser sintetizados e organizados ao nível político.
É este o esforço individual e colectivo que nos é pedido. É nele que devemos enquadrar as férias, que para muitos militantes estão à porta. É deste esforço que depende ganharmos as grandes batalhas do III Congresso.

21 de Julho de 1977

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