domingo, 2 de julho de 2017

1972-06-00 - O Martelo Nº 03 - Comité Operário Estaline

O MARTELO Nº 3 
Junho Julho 1972

BOLETIM OPERÁRIO DE INFORMAÇÃO REVOLUCIONARIA DO COMITÉ OPERÁRIO ESTALINE


COMUNICAÇÃO SOBRE A EMPRESA FABRIL DO NORTE

CONTRA OS DESPEDIMENTOS
ABAIXO A ESCRAVATURA ASSALARIADA
CONTRA TUDO O QUE BENEFICIA OS PATRÕES E ESMAGA OS OPERÁRIOS
Camaradas:
O que representa para nós o progresso de que nos falam o patrão e o governo?

Representa os despedimentos, a ordem mantida pela polícia, etc.
Mas o progresso de que esses senhores falam não é o nosso progresso. Esse progresso não é o progresso da classe operária, mas sim o progresso dos patrões, dos ricos, que procuram cada vez mais explorar-nos e chupar-nos o sangue.
Nós não podemos ficar de braços cruzados perante os crimes dos capitalistas assassinos.
Só com a união de todos nós teremos força para responder às manobras do patrão, mesmo quando mandam vir homens de longe para servir os seus interesses. Vamos dar porrada em todos os gajos que dizem ser mestres, engenheiros e encarregados e que não vêem um como à frente deles mas que nos licham obrigando-nos a trabalhar mais em menos tempo, a trabalhar com mais máquinas e que nos fazem sentir cada vez mais oprimidas e exploradas.
Para já o único meio possível de fazermos valer os nossos direitos é a greve. A nas nossas cabeças, mas temos tido medo.
Agora que se fala em despedir muitas das nossas camaradas, chegou a altura de a fazermos. Hoje são elas, amanhã seremos nós.
NÓS NÃO TEMOS NADA A PERDER A NÃO SER AS ALGEMAS QUE NOS PRENDEM. Os patrões e toda a burguesia é que perdem a mama, o luxo em que estão habituados a viver, os automóveis, etc.
Camaradas, quando vierem máquinas novas, nós só continuamos a trabalhar com o mesmo número, e se formos obrigadas nós vamos fazer greve para que não façam pouco de nós. E como os patrões precisam de nós, eles vão ter de calar porque até agora calamo-nos nós.
Se entretanto vier a PIDE, nós damos cabo das máquinas e tiramos a tosse aos chefinhos até a polícia ir embora.
Só com o Socialismo conseguiremos enfim uma sociedade nova: A SOCIEDADE OPERÁRIA SOCIALISTA.
VIVA A REVOLUÇÃO POPULAR
VIVA o COMUNISMO

Um grupo de operário da E.F.N.
e
COMITÉ OPERÁRIO ESTALINE

OS BURGUESES PARECEM GIGANTES SÓ PORQUE ESTAMOS DE JOELHOS
ERGUE-TE E LUTA

Camaradas operários da SEPSA
Camaradas metalúrgicos
Os patrões levantam cada vez mais alto à pedra que lhes há-de cair em cima dos pés.
Não lhes chegando o que já nos fizeram e fazem (o contrato conectivo que foi modificado, o aumento da produção, os despedimentos, e tantas outras sacanices) os patrões, procuram Com a ajuda do sindicato e do contrato cozinhado por eles, roubar os operários de novas maneiras.
Camaradas,
O sindicato, com o contrato que cagou há algum tempo deu a possibilidade aos patrões de manter inalterável a sua exploração sobre nós. Aumentaram o salário e baixaram as classificações e começaram os despedimentos.
Agora, com o roubo que a SEPSA fez a um operário obrigando-o a pagar uma quantia que devia receber, o sindicato diz que não sabe “se censurar a ingenuidade do operário, se o ardil de que foi vítima” e fala-nos deste como um caso que “pelo seu tipicismo” bem merece fazer antologia de humor das relações de trabalho".
Esta lenga-lenga que mal percebemos veio. Comprovar o que já tínhamos dito: o Sindicato faz parte do governo e portanto todos aqueles que o dirigem são tão a favor da exploração, como aqueles que nos exploram, como os patrões.
Se há ingenuidade e anedota é circular nº 11/72 do Sindicato. Nós os operários não ganhamos o suficiente para irmos para as escolas para sabermos compreender bem o vosso palavreado é nem somos nenhuns palermas. Palermas são os dirigentes rafeiros dos Sindicatos fascistas, o governo e os patrões, que sabendo a força da classe operária ainda a ousam provocar e desafiar.
A classe operária terá os seus próprios tribunais, e neles serão julgados todos os ladrões e assassinos do povo.
VIVA O COMUNISMO
VIVA A CLASSE OPERARIA

COMITÉ OPERÁRIO ESTALINE


EM FRENTE PALA REVOLUÇÃO POPULAR

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