terça-feira, 27 de junho de 2017

1977-06-27 - O Comunista Nº 41 - II Série - UCRP(ml)

EDITORIAL
A ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA ÀS ACÇÕES DA INTER CUNHALISTA

No dia 22, no Funchal, os verdadeiros defensores dos interesses dos trabalhadores promoveram uma manifestação e comício no Funchal, representando a alternativa justa, que aponta para a luta pela defesa das reivindicações mais sentidas dos trabalhadores e para o combate ao «pacto-social»-fascista, cuja negociação o Secretariado da Inter procurava pressionar, na mesma altura, por meio de acções que levou a cabo em várias localidades do país.
A manifestação, organizada pelo «Comité promotor do 1º de Maio Revolucionário», contou com a presença de mais de duas centenas de trabalhadores, que ostentavam em numerosos cartazes as palavras de ordem a que se subordinava:
«Por trás das acções da Inter cunhalista está o «pacto social-fascista»; «contra a miséria e o desemprego, pão e trabalho»; «morte ao separatismo, viva a unidade nacional», e outras.
Não obstante a atitude intimidatória do PSD através da Câmara Municipal, que pretendia proibir a realização do comício, não autorizando a cedência do recinto, este realizou-se, no Largo do Colégio. Nele interveio um camarada que denunciou este facto, bem como o crescente aumento do custo de vida, apelando ainda ao combate contra o social-fascismo, o fascismo e o separatismo, e contra o social-imperialismo e o imperialismo.
Esta vigorosa jornada de luta, em tudo oposta aos objectivos reaccionários das acções promovidas pelo Secretariado da Inter, foi também o desmentido mais firme ao comunicado provocatório do partido social-fascista, que a acusava de ligações «com o separatismo».

De assinalar, por fim, a actuação dos «sempre à esquerda» do «PCP(R)»/UDP. Estes, que no Continente alinharam sem vergonha nas acções do Secretariado da Inter, tinham na Madeira uma jornada convocada para o dia 21. Acabaram no entanto por a adiar, substituindo-a por uma sessão com a presença do «cantor» revolucionário», o baladeiro J. M. Branco, para ver se chama mais gente. Este facto mostra bem a amplitude das «grandes vitórias» e do «exemplo da Madeira» a que se referem com tanta insistência, assunto a que voltaremos em próximo artigo.

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