sexta-feira, 23 de junho de 2017

1977-06-23 - PLANO DE ACÇÃO COMITÉ LOCAL DA ZONA ORIENTAL - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas – Leninista
Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

PLANO DE ACÇÃO
COMITÉ LOCAL DA ZONA ORIENTAL
JUNHO – OUTUBRO

I - INTRODUÇÃO
O plano que a seguir irei expor, é um plano que se deve inserir na actual etapa da Ofensiva Politica do Partido - a direcção do movimento de massas, definida no II Plenum do Comité Central, do PCTP.
É um plano que deve sintetizar todas as vitórias que o nosso Comité Local alcançou, e aprender com os erros, deve ser o fiel aplicador da política e das resoluções saídas do Iº Colectivo de Quadros Dirigentes da O.R. de Lisboa.

É um plano que tem de ser consubstanciado no combate à linha da capitulação e da liquidação, que porventura em tempo de férias escolares, poderá aparecer com mais frequência, sob o argumento de que, "não há aulas" e " os estudantes não estão nas aulas", esquecendo, contudo, que a luta de classes não pára, nem vai afrouxar, antes pelo contrário vai-se intensificar e a juventude estudantil tem um importante papel a desempenhar.
Partir para o trabalho com determinação, fieis à linha do Partido e à táctica definida no II Plenum do C.C., estudando o marxismo-leninismo-maoismo, combatendo sem tréguas os capituladores e liquidadores, o revisionismo, o neo-revisionismo e o oportunismo, ligando-nos ao Povo e aprendendo com ele, sob a direcção da classe operária, ousaremos obter a vitória.

II - OBJECTIVOS POLÍTICOS DO PLANO
1. Transformar as nossas células em organizações fortes e prepará-las para combates futuros.
2. Divulgar o marxismo-leninismo-maoismo.
3. Integrar a luta dos estudantes no caudal do movimento revolucionário e popular sob a direcção da classe operária.
4. Divulgar a concepção proletária do mundo, a cultura e a arte nova e aprender com os hábitos e os costumes sãos do Povo e da classe operária.
5. Reforçar a nossa organização política comunista.
Reforçar o espírito de Partido.
Reforçar as nossas células.
Reforçar o nosso trabalho político de comunistas e de soldados do PCTP.

III - OBJECTIVOS ESPECÍFICOS DO PLANO
1. FAZER DAS JORNADAS DESPORTIVAS DA JUVENTUDE UMA GRANDE CAMPANHA POLÍTICA DE MASSAS
a)   Organizar célula a célula, as diversas equipas, com particular acuidade nas grandes escolas.
b) Fazer uma grande propaganda de Jornais Murais e pinturas nas escolas e Bairros limítrofes.
c) Saída de um comunicado do Comité Local sobre as Jornadas Desportivas que mobilize e que contenha os aspectos práticos para a sua realização. Esse comunicado deve sair no dia 4 de Julho.
d) Fazer propaganda nas escolas sem organização.
e) Colar e distribuir toda a propaganda central.
f) Empenhar todos os quadros, todos os aderentes e activistas na organização das equipas. Participar nelas.
g) Fazer propaganda das Jornadas nos Clubes Populares e nos Bairros Populares, organizar também equipas para participar nomeadamente:
G.E. "Os Económicos"- Rego; C.D. e Cultura dos Olivais - Olivais Atlético Clube da Alvalade. - Alvalade.
h) Fazer propaganda - junto da Juventude dos bairros, organizar as equipas nomeadamente em Cheias, Rego, etc.
i) Ter, uma organização para que em cada bairro, clube de escola haja um responsável que as massas conheçam para que entreguem e organizem as equipas.

2. INTEGRAR A LUTA DOS ESTUDANTES NA LUTA MAIS GERAL DO POVO CONTRA A FOME A MISÉRIA E O DESEMPREGO, PELA DIVULGAÇÃO DA CULTURA NOVA, E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERARIA.
a) Realizar 3 campanhas de massas, a saber:
1. "PCTP, o partido do Povo dos bairros populares"
2. "Viva a amizade fraterna entre o Povo Português e o Povo Chinês"
3. "A luta pela fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses"
campanhas que devem constar do seguinte:
1. Montagem de uma exposição nos bairros de Cheias, Olivais, Rego e Alvalade durante 2 dias cada, com venda do Luta Popular, banca, e grande propaganda de denúncia das medidas anti-populares do Governo e que constituam a presentação da solução operária para a crise, do nosso Partido às massas.
Deve-se concentrar forças de todo o Comité Local, durante esses dias e nesses bairros. Ligar a luta dos estudantes à luta do Povo e aprender com a rica experiência de vida de luta dura do Povo e da classe operária, é o objectivo desta campanha.
2. Esta segunda campanha deve constituir uma grande divulgação da luta e da experiência do Povo Chinês, e do reforço dos laços de amizade fraterna entre os dois Povos. Deve constituir também um grande ataque á cultura imperialista e social-imperialista e divulgando a cultura nova, patriótica cientifica e de massas. Deve ser feita uma exposição e montada também nos principais bairros, divulgarão as obras existentes do camarada MAO e toda a propaganda, arte e cultura chinesas. Contar com o apoio da Cooperativa e da AAP-C.
3. A terceira campanha, tem por objectivo fazer uma história política da luta e da experiência desde a fundação do MRPP à fundação do Partido Comunista, que constitua num combate ao revisionismo e pela divulgação da linha política do Partido e dos seus materiais. Deve constituir uma grande campanha de massas de divulgação de luta do Partido depois do Congresso contra o revisionismo e o oportunismo.
b) Programar a saída de um texto de apoio, que contenha o editorial do Luta Popular "Só os Trabalhadores Podem vencer a Crise", e a denúncia politica tendo por base os artigos do Jornal, de todas as medidas que o Governo tomou contra o Povo, e distribuir e vender nos bairros populares, porta-a-porta.
c) Preparar uma campanha de pinturas, também de denúncia da situação em que o Povo se encontra e de propaganda a solução operária para a crise, apresentada pelo nosso Partido.
d) Ver a possibilidade de contactar com o Grupo de Teatro e a tempo, realizar uma festa popular no Bairro de Chelas com o teatro mundo Novo e com o departamento cultural do Partido.

3. FAZER DO LUTA POPULAR UM AGITADOR E PROPAGANDISTA
A campanha dos dias 16, 17, 18 e 19 criou as condições para que algumas células aumentem o seu efectivo de jornais paio que ficarão da seguinte maneira:
D. Leonor aumenta 10-30; Olivais b Portela aumenta 5-10; D. Dinis aumenta 5-25; Pupilos baixa para 5.
a) Vender o Luta Popular todas as semanas porta-a-porta nos respectivos bairros e locais de venda militante. Aprender com a experiência de Cheias e Continuá-la.
b) Continuar com a rede organizada nas escolas. Ter o contacto com todos os quadros e aderentes e enviar-lhes o Luta Popular.
c) Fazer todas as semanas propaganda com Murais do Luta Popular nos bairros, com os principais artigos do dia.
d) Escrever para o Luta Copular.

4. REFORÇAR A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E IDEOLOGICAMENTE.
REFORÇA-LA ORGANIZATIVAMENTE.
a) Fazer do Comité Local um centro dirigente de todo o plano. Deverá ter as suas reuniões quinzenais para controle do plano e tomar as medidas que se apresentem tomar.
b) Recrutar para o Comité Local os seguintes camaradas:
- 2º secretário do Liceu D. Dinis
- 2º secretário do Liceu D. Leonor
- secretária da célula dos Olivais
c) Este plano deve ficar sob a direcção do Secretariado do Comité Local que reunirá semanalmente.
d) Realizar reuniões de todas as células, durante a próxima semana, para discussão do plano e enriquecê-lo.
e) Realizar oportunamente Reuniões de Quadros por célula com 2 objectivos: - Discutir a situação política actual
- Fazer o balanço da aplicação do plano
f) Não deixar desmembrar-se a organização. Ter contactos com todos os camaradas. Continuar a actividade das células.
g) Fazer um plano de estudo do relatório de 7 de Novembro; "20 questões há edificação do partido" célula a célula a começar pelo Comité Local.
h) Para o princípio do ano, preparar as condições pára realizar uma Grande Reunião de Quadros e Aderentes do Comité Local, para preparar a Conferência da Organização Regional, e para preparar os quadros para a luta.
i) Acompanhar de perto os camaradas que vão dirigir as novas células cujos secretários não vão ficar na escola, no sentido de os educar e preparar para as tarefas que têm pela frente. Dar uma grande atenção à direcção futura das células e do Comité Local.
j) Continuar o movimento de adesão entre a Juventude dos Bairros e o povo, o não haver aulas não deve ser argumento para que o movimento de adesão fique paralisado, alcançar os objectivos a que as células se propuseram.
Ter como vínculo organizativo com os aderentes o Luta Popular.

5. PAGAR TODAS AS DEVIDAS O secretariado do Comité Local deve fazer um balanço das dívidas que tem e traçar um plano para as pagar o mais rapidamente possível, nomeadamente às Edições do Partido que orça em cerca de 1.400$00.

6. CONTINUAR A LUTA CONTRA OS EXAMES NACIONAIS
É já no próximo dia 27 que começam os exames nacionais. Grande parte dos estudantes vão fazê-los revoltados, tal como acontece com os professores. Devemos aproveitar esta situação e divulgar a nossa proposta:
a) Lançar um comunicado do Comité Local na próxima semana contendo a indicação da proposta que foi entregue ao MEIC.
b) Fazer um grande desmascaramento das leis que saíram do MEIC nomeadamente das compensações.
c) Preparar as condições para dirigir o movimento de luta aquando da saída das notas.
A nossa proposta e táctica é a seguinte:
PROPOSTA
1. Exigência de uma 2ª época plena, independentemente de os estudantes terem ou não chumbado a mais de 2 disciplinas, som exames por escola.
2. Exigência de todos os estudantes irem à oral, e que a nota final seja a da oral.
3. Exigência das estruturas de massas (AEs, Delegados de turma etc.) em participar no júri que atribui a nota de exame.
d) Convocar oportunamente Reuniões dos Estudantes que foram a exame e apresentar a nossa proposta elegendo Comissões de Luta.
e) Contar com o apoio dos pais e dirigir-lhes uma propaganda específica.
f) Solidariedade activa com a luta dos estudantes do E. Superior.

FINAL
O plano que acabei de expor, é um plano que penso ser avançado e ousado
É um plano que deve ser o eixo de gravidade da nossa actuação nos próximos meses.
É um plano que deve mobilizar e galvanizar todos os quadros e em particular os secretários das células e membros do Comité Local, para a sua aplicação nas suas escolas.
É uma grande batalha de classe que se aproxima e que começou, que tem de ser a linha justa a vencer.

Aprovado por unanimidade na Reunião do Comité Local da Zona Oriental com a presença do Comité Permanente do Comité Regional de Lisboa da FEM-L em 23/6/1977

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