terça-feira, 13 de junho de 2017

1977-06-13 - A CLASSE OPERARIA EM LUTA! NADA DE PACTO SOCIAL! - PCP(R)

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)

A CLASSE OPERARIA EM LUTA!
NADA DE PACTO SOCIAL!
CONTRATOS COLECTIVOS CÁ PARA FORA JÁ!

Operários, trabalhadores!
Realizam-se a 16 e a 22 de Junho, duas jornadas de luta da classe operária que se revestem de grande importância.
O PCP(R) apoia estas duas grandes realizações da classe operaria.
No dia 16 deste mês, os sacrificados operários têxteis vão parar as máquinas e vão sair das fábricas para a rua. O sector dos têxteis e o que pratica salários mais baixos e é aquele em que mais fábricas, sabotadas pelos patrões, estão a ser sabotadas agora pelo Governo, não recebendo os operários qualquer salário há muitos meses.

A situação da maioria dos operários têxteis é de extrema miséria; em empresas como a Schimming e a Antar muitos operários já não tem dinheiro para os transportes até à fábrica. O Governo preocupado com o lucro e o bem estar dos patrões, tem tomado todas as medidas para agravar as condições de vida dos operários.
Os operários têxteis vão lutar contra a situação de miséria, contra as medidas anti-operárias do Governo vendido ao capital, contra qualquer portaria de 15% ou 20%, vão lutar pela saída do seu contrato colectivo. Que a concentração do dia 16 seja uma combativa manifestação pelo contrato.

Mas, alerta, operários!
Os operários têxteis têm de enfrentar muitos entraves ã sua luta! Não são só as ameaças e as promessas do Governo de Soares e do patronato!
São também os dirigentes sindicais dos tenteis do Porto que não têm feito qualquer esforço de mobilizar a classe para a luta pelo contrato e começam a argumentar que a classe esta desmobilizada para lutar pelo contrato e estão dispostos a aceitar uma portaria "justa". Isto que os caciques revisionistas defendem é para amarrar os operários ao pacto social com a burguesia exploradora.
Por isso, os revisionistas dos têxteis do Porto não convocaram um único plenário sindical, ao contrário dos dirigentes revolucionários de outros sindicatos têxteis que realizaram plenários, tendo a classe expressado a sua vontade de lutar.

Alerta, operários têxteis!
Os revisionistas divisionistas instalados em algumas direcções sindicais das mais importantes tudo farão para impedir a luta da classe operária. A sua actuação nos últimos tempos é prova disso.
Dada a reconhecida incapacidade da Comissão Sindical Negociadora, para analisar a situação e propor formas de luta para a classe, estava marcado um encontro nacional de delegados sindicais para o passado dia 3, em Coimbra. Mas os revisionistas, tem medo de juntar os delegados sindicais, não querem ouvir a classe e os seus delegados, o que querem é travar o desejo de luta da classe. E a Comissão Sindical Negociadora desmarcou por telegrama, no dia 1 (2 dias antes) esse encontro dizendo que não era oportuno, apesar da oposição dos dirigentes sindicais revolucionários. Substituíram esse plenário de delegados por uma reunião de dirigentes sindicais.
Esta actuação a uma traição premeditada a classe:
De facto, enquanto as direcções sindicais revolucionárias, do país já tinham feito plenários para preparar o encontro e já tinham alugado camionetas, a direcção dos Têxteis do Porto não tinha feito nada disso até ao dia 1, o que mostra que nunca tinham pensado em realizar o encontro.

Alerta, operários! alerta, delegados sindicais!
Os delegados e dirigentes sindicais revolucionários, tem-se oposto a estas manobras e devido à sua iniciativa está marcado um novo encontro nacional de delegados para o dia 18 deste mês.
Os revisionistas irão tentar boicotar de novo este encontro. Só a oposição firme dos delegados e dirigentes revolucionários pode impedir novo boicote.
Os dirigentes traidores dos Têxteis do Porto preparam - se para ameaçar, para dizer que vai quem quer e que o sindicato não paga as passagens, etc. Os delegados sindicais vão lutar contra estas campanhas desmobilizadoras e traiçoeiras, vão exigir, que sejam pagas as passagens pelo sindicato à semelhança, do que fazem os outros sindicatos mais pequenos e com menos capacidade financeira.
Cabe aos revolucionários tomar a frente da luta, opondo-se a todas as manobras desmobilizadoras e não permitindo que dirigentes sindicais traidores desconvoquem a concentração do dia 16 e o encontro nacional de delegados do dia 18.

Operários têxteis!
TODOS À RUA NO DIA 16
Mostremos a força da unidade dos operários, transformemos a concentração numa combativa manifestação pelo contrato, contra todas as portarias e o pacto social. Se lutarmos unidos e com determinação, venceremos.

Operários têxteis!
TODOS À RUA! Não nos deixemos vergar pelo patronato, não nos deixemos dividir pelas manobras do patronato e dos revisionistas. Atenção ao exemplo da Motextil, em que o patrão dividiu os trabalhadores nas últimas paralisações - aos que não pararam deu um aumento de 15%.

TODOS À RUA! Pelo contrato contra os 15% do pacto-portaria!
O Secretariado da CGTP/IN convocou manifestações para o dia 22 de Junho.
O Secretariado da Inter desde o Congresso dos Sindicatos, nada tem feito pela salda dos Contratos Colectivos, antes pelo contrário, só tem falado em dialogo com o Governo, em encontrar uma plataforma de entendimento, e que a classe operária não deve radicalizar a sua luta, não recusando claramente a negociação do pacto social.
Vem agora convocar uma manifestação, não para radicalizar, a luta da classe operária pela salda dos contratos, mas antes para se afirmar ao governo como força importante para negociar o pacto.
Cabe aos revolucionários ampliar a mobilização para esta jornada de luta do dia 22, como para o dia 16, e transformá-la numa combativa manifestação pelos contratos colectivos, contra as portarias e o pacto social, pela unidade e solidariedade da classe operária.
Cabe aos revolucionários combater todas as manobras desmobilizadoras dos pactuadores revisionistas que já começaram.
Os caciques revisionistas têm denunciado já as suas intenções. Na Coordenadora das fábricas da Via Rápida, iniciaram o seu trabalho de desgaste de energias, de desmobilização, atacam as propostas revolucionárias de concentrar a classe operária no dia 22 em frente da Schimmming, para partir em manifestação até â concentração.
Cabe aos revolucionários, operários da Via Rápida, de impor essa justa proposta que é a de consolidar a unidade e a solidariedade da classe operaria em volta das sacrificadas operárias da Antar e da Schimming, grito de alerta sobre as intenções deste governo.

Alerta, operários!
Os negociantes revisionistas preparam-se para convocar a manifestação do dia 22 para depois das 19 horas, desmobilizando grandes sectores e, têm em aberto a possibilidade de desconvocar a manifestação.
Cabe a todos os revolucionários opor-se a estas manobras nos plenários de fábrica e de Sindicato.

Operários, trabalhadores!
Façamos da grande manifestação do dia 22, uma grande jornada de luta contra o pacto social, contra as portarias, pela saída dos contratos colectivos.
Avancemos sem medo. Se lutarmos juntos e com firmeza, o governo soarista e o patronato serão obrigados a recuar.
O Comité Regional Estrela Vermelha do PCP(R) saúda os valorosos operários têxteis, saúda a grande concentração do dia 16 em frente a delegação do Ministério do Trabalho, saúda os dirigentes e delegados sindicais revolucionários, que têm mostrado uma devoção sem limites à sua classe, opondo-se às manobras dos patrões e do governo e as traições dos revisionistas. O Comité Regional Estrela Vermelha do PCP(R) saúda a combativa classe operária do nosso distrito e exprime a sua confiança de que a manifestação do dia 22 representara uma grande vitória da classe: que faça recuar o governo e o patronato e queime todas as hipóteses de pactos sociais.

TODOS A RUA NO DIA 22

Realiza-se uma reunião dos revolucionários, operários têxteis, no dia 15 de Junho, às 21,30 horas, na Sede da UDP, na Avenida dos Aliados, para discutir a situação
 da luta dos têxteis e a actuação dos revolucionários.
NÃO FALTES!

- CONTRATO SIM, PORTARIA NÃO
- CONTRATOS COLECTIVOS CÁ PARA FORA, JÁ!
- CONTRA O PACTO SOCIAL, OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!
- CONTRA A VIDA CARA, OS RICOS QUE APERTEM O CINTO!

Porto, 13 de Junho de 1977

O Comité Regional Estrela Vermelha do PCP(R) PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS (RECONSTRUÍDO)

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