segunda-feira, 12 de junho de 2017

1977-06-12 - Relatório «A situação actual e as nossas tarefa» - FEML

Federação dos Estudantes Marxistas - Leninistas Organização do PCTP/MRPP pare a Juventude Comunista Estudantil

Relatório
«A situação actual e as nossas tarefa»

I COLECTIVO DE QUADROS DIRIGENTES DA ORG. REG. DE LISBOA DA FEM-L
12 de JUNHO de 1977

Queridos Camaradas:
PREÂMBULO - Ao iniciar a leitura e a discussão do Relatório sobre a Situação Actual e as Nossas Tarefas, penso ser necessário fixar bem a importância da nossa reunião do hoje.

À saída da Conferencia da Organização Regional de Lisboa do Partido, que constitui um relevante acontecimento na luta pela edificação de um justo, forte e coeso Partido Comunista, dos Trabalhadores Portugueses, não só na Região como em todo o país, e que permanece como um passo vigoroso em frente no reforço da ligação da FEM-L ao Partido, e o papel de direcção do Partido sobre a nossa Federação na Região de Lisboa à saída, e isto cora maior importância ainda, do histórico II Plenum do Comité Central do nosso Partido, que determinou uma segunda etapa na ofensiva politica do Partido; tendo como pano de fundo um poderoso movimento revolucionário operário e popular em ascensão - a nossa Reunião assume um papel vital na organização da ofensiva política da Região de Lisboa da nossa Federação. Trata-se de proceder a um balanço aturado e minucioso da nossa actividade, de estudar os dois aspectos - o positivo e o negativo - do nosso trabalho revolucionário comunista, e de aprovar as orientações e os planos políticos específicos para a segunda metade do ano em curso.
Assim sendo, é necessário compreender que o nosso Colectivo de Dirigentes da Organização Regional de Lisboa da FEM-L se faz contra alguém e a favor de alguém: contra a linha dos capituladores e liquidadores, pela linha da ofensiva, a linha geral revolucionária proletária do nosso Partido.

A – ANDAR MAIS, MELHOR E MAIS DEPRESSA
1 - Ter uma Visão Ampla, Traçar Planos Concretos, Ousar ser a Direcção.
O título que serve de epígrafe neste parágrafo do nosso Relatório, saído do II Plenum do Comité Central do Partido, constitui, tal como, de resto, as restantes questões que iremos abordar, uma importante directiva para o nosso trabalho comunista junto das centenas de milhares de estudantes da nossa Região. Esta directiva implica que se faça um balanço consciencioso da nossa actividade, a luz da actuação política actual implica que todos os organismos se apliquem na definição de planos concretos para a sua actividade, ousando, com as suas próprias forças e dispensando os sacristãos para os ajudar à missa, materializando a linha política do Partido na sua formulação e na sua prática; implica, que de uma forma nova e cora novas energias se ouse dirigir as lutas - não já, apenas intervir nelas, nem apenas tomar posição face a elas, mas dirigi-las, no sentido de lhes dar O sentido da Revolução e da vitória.
A Org. Reg. de Lisboa da nossa Federação fortaleceu-se bastante no plano da política, onde ganhou indesmentivelmente um maior prestígio entre as massas e uma maior maturidade na disputa da direcção que ousou fazer nos recentes combates; no plano da ideologia, onde se aprendeu a conhecer a si própria, e à vida e luta dos estudantes e do Povo, fortalecendo-se a consciência política dos quadros, a assimilação do marxismo-leninismo-maoismo e aprendendo-se a traçar melhor uma linha de demarcação entre a linha do Partido e o revisionismo; no plano da organização, pelo que se radicou mais profundamente em algumas escolas, criou novas células, recrutou novos activistas, depurou-se de alguns elementos anti-partido e destituiu de postos de direcção alguns hesitantes - tudo isto desde o Congresso da Fundação e o Congresso da nossa Federação. Isto é um dos aspectos da nossa actividade.
Todavia, e este e o segundo aspecto - que não o principal, antes o secundário, mas aquele onde sem dúvida devemos fixar a nossa atenção - não resolveu todos os seus problemas, e alguns agravaram-se mesmo. No decurso do Relatório e da sua discussão, iremos compreender melhor quais são esses problemas que não resolvemos, quais são os erros que cometemos e as insuficiências que ainda temos. Se a luta entre as duas linhas é o motor do Partido - é à sua luz, tomando a luta de classes como eixo, que devemos fazer esse balanço. Mas é necessário compreender que a luta entre as duas linhas é a expressão concentrada da luta de classes que se trava ao nível mais geral da sociedade.
Assim o nosso Colectivo deve determinar a tarefa concreta a todas as células e comités de no prazo, de quinze dias, procederem a um estudo pormenorizado da situação política actual, fazer o balanço da sua actividade tomando por base relatórios, tal qual estamos a fazer hoje, e preparar-se para a luta e para a vitória, tu do isto para que venham a ter uma Visão Ampla, Tracem Planos Concretos e Ousem ser a direcção.

2 - Só os Trabalhadores Podem Vencer a Crise.
Esta palavra de ordem que o II Plenum do Comité Central do Partido definiu, consubstancia de uma forma unitária e susceptível de obter um enorme apoio das massas, toda a política da solução operária para a crise profunda, política, económica, militar, cultural, etc., em que se afunda a sociedade capitalista no nosso país.
A crise económica é o pano de fundo da crise política em curso. Face a essa crise todos os partidos burgueses mostraram a sua falência política, expressando a falência da burguesia como classe reaccionária que é o Governo conciliador socialista, não resolvendo nenhum dos problemas do Povo, veio, pelo contrário, com as suas medidas anti-populares, agravá-los a todos.
O desemprego não diminuiu e tem tendência para aumentar, nomeadamente através da política das desintervenções, levando a fome e a miséria aos lares de mais de meio milhão de trabalhadores. Isto, se provoca certos reflexos de defesa num sector recuado das massas que pensa ser melhor não lutar, caso contrário agrava-se a sua situação, cedo permitirá desvanecer essas ilusões e incrementará o combate dos explorados e oprimidos. De resto, o facto de apenas 14% dos desempregados ter algum subsídio, leva a que esse enorme exército social de reserva do capital se levante assumindo a sua função histórica de operários, isto é, de coveiros da sociedade de exploração do homem pelo homem.
A carestia intensificou-se muito, segundo os próprios dados da burguesia, ela foi nos primeiros cinco meses do ano, da ordem de 36,4% o que significa que qualquer trabalhador compra agora com o mesmo salário, apenas 3/5 dos produtos que comprava em Dezembro.
O cabaz da fome viu-se ainda mais esvaziado, ao serem-lhe retirados os ovos, as salsichas e a mortadela, enquanto a luz e a electricidade vão aumentar, contrariamente às promessas do Governo.
A política de preços do Governo seria cómica, se não fosse trágica: o álcool medicinal aumentou 100%, enquanto o álcool utilizado para fazer vinho a martelo desceu de preço...
Alarga-se a base jurídica das "justas causas" nos despedimentos, enquanto se tenta aumentar a jornada de trabalho em termos absolutos e foram legalizadas as horas extraordinárias.
Quanto ao movimento camponês, os assalariados rurais são atacados pelo Governo e pela traição dos revisionistas, através da restrição das áreas de terra ocupadas, da asfixia económica das Cooperativas com o corte do crédito, do alargamento das reservas dos latifundiários, do incremento do desemprego e da fome, ao mesmo tempo que a pauperização extrema dos pequenos camponeses é empreendida por uma política de preços, do teor da que determina o preço 24$00 o quilo para a batata de semente, e o preço máximo de 8$60 para as batatas novas.
Os pescadores são obrigados a deitar ao mar, aquilo que o seu trabalho tirou do mar, enquanto as nossas águas territoriais são saqueadas por imperialistas e social-imperialistas, e enquanto importamos metade do peixe que consumimos.
O ministro Cardia lança novos ataques às massas, na prossecução da sua Reforma burguesa para o Ensino.
Simultaneamente as massas operárias e populares são vítimas de violentos ataques repressivos, ao mesmo tempo que são ameaçadas com as manobras militares de Outubro, de uma envergadura que só tem antecedentes na Guerra Peninsular, e que são feitas numa altura de grandes combates em torno da contratação colectiva e das eleições sindicais mais importantes (caso dos Metalúrgicos).
A situação de crise económica aprofundada com as medidas reaccionárias e anti-populares do Governo, tem tendência a agravar-se cada vez mais.
Esta tem provocado uma perca irreversível das ilusões de um certo sector do Povo, no partido do Governo e nas suas saídas para a crise. Os operários e o Povo tem vindo a aperceber-se do que é o programa da pequena burguesia e abandonam-no.
Simultaneamente fortaleceram-se certas ilusões nos revisionistas e na sua táctica extremamente perigosa para a Revolução, de fazer uma pressão de "esquerda" sobre o Governo, no sentido de o aguentar e contrabalançar a pressão do grande capital e dos seus partidos, CDS e PSD. Estes procuram juntar os seus esforços no sentido de virem, eles próprios, a açambarcar o poder e usam a táctica de ameaçar com as forças armadas. É neste contexto que os revisionistas fizeram a sua Conferência, na qual eles apresentam "soluções técnicas", pretendendo dar a imagem de um partido respeitável, reaccionário e burguês, visando procurar o apoio de uma parte da burguesia. No fundo a sua linguagem é igual a do PS, do PPD e do CDS; produzir e exportar"; "reduzir o consumo"? "trabalhar mais" - eis no fundo o que todos os partidos burgueses pretendem, sendo que a sua divisão se centra no papel a atribuir aos monopólios privados ou aos monopólios estatais, ao imperialismo e ao social-imperialismo. "Convergência Democrática", ou "Maioria Constitucional" eis as alternativas que os dois centros da contra-revolução nos oferecem.
Face a tudo isto grassa a revolta no seio do Povo, e o seu combate tem movimentado centenas de milhares de homens e mulheres explorados e oprimidos. É a luta popular, quem na verdade está na ofensiva, e não podemos encontrar outra razão senão esta para as disputas permanentes e para o conluio relativo no seio da contra-revolução.
Como resultante de haver uma movimentação grande da classe operária, embora sem uma direcção justa; de o inimigo estar dividido e a todo o transe procurar reorganizar-se; de a pequena burguesia ser a classe ideológica e numericamente mais forte da sociedade, surge a tendência para o bonapartismo, forma- específica da ditadura burguesa, assente no poder das armas e altamente repressiva, revestindo a face de "supra-partidária", defensora da "ordem" e da "estabilidade", e sustentada por uma qualquer entidade "carismática". A situação poderá a breve trecho levar directamente a esse regime reaccionário burguês, ou, por vias intermédias, ele implantar-se-á após a realização de eleições gerais antecipadas, situação que e hipotética, mas para a qual devemos estar preparados.
A situação é de todo em todo favorável para o nosso Partido, porque o descontentamento das massas é grande, e a táctica dos revisionistas de junto do Governo usar uma face, ultra-direitista, e face ao Povo outra, com O mesmo fundo ultra-direitista, mas escondida na máscara de "esquerda" e de "oposição", cedo levara ao seu isolamento. Para tal é necessário que não escondamos as nossas insuficiências, mas que as corrijamos e superemos. É necessário aplicar uma táctica madura e justa, a táctica do II Plenum do Comité Central.
O nosso Colectivo de Dirigentes da Organização Regional de Lisboa da FEM-L, deve determinar a tarefa precisa de, tomando por base a análise da situação política actual se desencadear uma grande campanha de agitação e de propaganda no seio dos estudantes e do Povo em torno da palavra de ordem: "Só os Trabalhadores Podem Vencer a Crise”, e desde, já organizar uma jornada de pinturas no dia 15, em todas as escolas da região, e na sua periferia.
3 - Dirigir de uma Forma Unitária, no Seio da Frente e do inferior das Organizações das Massas.
II Plenum considerou que o novo centro de gravidade do nosso trabalho comunista entre as massas, nesta 2ª etapa da Ofensiva Política do Partido, consiste na luta pela direcção das massas e do movimento de massas. Este novo centro de gravidade vem de encontro à Resolução do Iº Plenum sobre a Ofensiva Política do Partido, onde se consigna que o trabalho sindical visa reforçar a nossa influência e direcção sobre as massas. Todavia, ao deslocar o centro de gravidade para a direcção, o nosso Partido fê-lo de uma forma clarividente, e tendo em conta o novo auge do movimento de massas em ascensão, cuja direcção dos comunistas é determinante para fazer avançar a Revolução, impedindo o seu recuo por virtude do ataque concertado da contra-revolução.
O novo centro de gravidade, exige dos comunistas uma grande maioridade e maturidade política, consubstanciada na directiva prática precisa de "Dirigir de uma forma unitária, no seio da Frente e do interior das Organizações das massas”. Com tal directiva todos os nossos camaradas devem estar preparados para lutar pela unidade das massas e conquistar um amplo apoio, impedindo a separação do sector avançado do sector recuado e intermédio; actuar no sentido da conquista dos nossos aliados, elementos sem partido e elementos descontentes com a direcção dos seus partidos, susceptíveis de nos apoiarem; intervir de dentro das organizações das massas, criando amplas estruturas unitárias, Comissões de Luta, para que a política dos comunistas se funda com largos sectores do Povo e se transforme numa poderosa força material.
Nesse sentido o nosso Partido definiu ainda os campos de acção, onde centrará toda a luta pela direcção das massas e do movimento das massas;
Contra o Imperialismo e o Social-Imperialismo
Contra os Despedimentos e o Desemprego
Contra as Desnacionalizações e as Desintervenções
Pela Reforma Agrária Camponesa
Contra os Despejos e as Desocupações
Pela Semana das 40H,
Pela Melhoria dos Salários e Contra a Carestia
Simultaneamente O nosso Partido aprovou as Formas de Preparação da Acção, e cujos colectivos, que os nossos camaradas devem ter visto convocados no Luta Popular, constituem o 1º passo, e aprovou a elaboração dos Planos de Trabalho para um conjunto de sectores e ramos de produção.
O nosso Partido aprovou a realização de uma grande manifestação operária e popular, sem ter ainda marcado data, manifestação essa capaz de unificar todos os combates e de lhes imprimir a direcção dos comunistas.
Havendo um certo número de insuficiências, que estão centradas nos órgãos de direcção, nos diversos escalões do Partido, o II Plenum fez questão em chamar a atenção dos quadros para elas, no sentido da sua rápida superação.
Ao mesmo tempo o nosso Partido, estima que dois erros são previsíveis, no decurso de todos estes combates, na aplicação da táctica definidas o esquerdismo consistente em pensar que Andar mais, Melhor e Mais Depressa, significa que a Revolução Deve Avançar a todo o Vapor, o que obviamente levaria, já que as circunstâncias são diferentes, a uma divisão nas massas e ao isolamento do seu sector avançado relativamente ao sector intermédio e recuado; e o espontaneismo, consistente em avançar na luta sem cuidar das condições da sua direcção até ao último pormenor.
O II Plenum apelou a todo o Partido no sentido de intensificar a luta contra o revisionismo, o oportunismo e as ilusões pequeno-burguesas, e escolher como campo de luta principal, as empresas intervencionadas.
Simultaneamente, o Partido apela a uma intensa propaganda e agitação, e definiu os termos principais para a agitação:
- Despedimentos
- Carestia
- Despejos
 - Desintervenções
- Repressão e resistência à repressão
- Desvalorização do escudo
- Aumento da Dívida Externa
- Aumento dos impostos e dívida pública, interna
- Aumento do Horário de Trabalho
O II Plenum aprovou uma Resolução sobre o trabalho da nossa Federação que os nossos camaradas já conhecem - de uma importância incalculável para a nossa actividade comunista.
Com certeza, para alguns camaradas presentes no nosso Colectivo as questões que estamos a abordar surgirão como algo de novo, não tanto pelas conclusões fundamentais apresentadas, que essas sim são uma síntese correcta, justa e clarividente feita pelo II Plenum do Comité Central do Partido, da situação política actual que efectivamente mudou desde o I Plenum, e que, portanto são novas em certo sentido, mas antes pela profundidade da discussão. Certos camaradas, porventura, pensarão mesmo que estamos a perder tempo, e devíamos ir directos aos problemas dos estudantes, que isso da análise da situação política actual é da competência dos Editoriais do Luta Popular.
Esses Camaradas estão profundamente equivocados, e têm uma concepção errada do que é o trabalho político dos estudantes comunistas. Eles reflectem os pontos de vista de certos organismos da nossa Federação que não só não estudam a situação política actual, tomando nomeadamente como base os Editoriais que constituem instrumentos magníficos para o nosso trabalho, como, alem disso, desprezam a politica e não compreendem que a táctica é a espinha dorsal do Partido. No fundo, veiculam as posições revisionistas e anarco-sindicalistas, consistentes em dizer que a política não é própria dos revolucionários e comunistas.
No entanto, seria altamente oportunista deitar as responsabilidades para baixo. Deve ficar claro que, se em certos organismos isso acontece, é porque também o Comité Regional não lhe dá a atenção devida, e que se alguns camaradas, mesmo mais antigos, mostram dificuldades em apreender a política do Partido, é porque os quadros do Comité Regional não cuidam eles próprios de se tornarem insaciáveis na aprendizagem da política do Partido e insaciáveis no ensino dessa política às massas de dentro e de fora da nossa Federação.
O nosso Colectivo deve fixar bem atarefa de que todos os organismos discutindo regularmente, a situação política actual, analisem não só a situação nas escolas, mas também as lutas operárias e populares e se dediquem e esforcem por "dirigir de uma forma unitária, no seio da Frente, e no interior das organizações das massas”.

4 - Fazer o Balanço da Luta, Relançar o Ataque.
O Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos teve já ocasião de estudar a política do II Plenum do Comité Central do Partido e, à sua luz, de proceder a um balanço das lutas e determinar as nossas tarefas, aprovando uma Resolução própria. As conclusões que essa Resolução tira das características da luta, da nossa actuação, dos nossos erros, e da situação actual, e as medidas que traça, aplicam-se inteiramente à Organização Regional de Lisboa. Nesse sentido, todas as células devem discutir em profundidade essa Resolução.
Centraremos a nossa análise em dois erros graves que cometemos nas duas últimas semanas, que não foram os únicos, mas que nos servem para daí tirar as conclusões que nos interessam para o prosseguimento da luta contra a linha anti-partido que eles materializam, e para a aplicação da política e da táctica do Partido. Trata-se dos boicotes ao Plenário do Ensino Secundário, e à RGA de Direito.
O Plenário do Ensino Secundário constitui uma necessidade objectiva das massas, a táctica da sua convocação é extremamente correcta, e a sua oportunidade era evidente. Primeira conclusão. Todavia, não se fez, e mesmo alguns quadros responsáveis da nossa Federação não compareceram no local onde se iria realizar. Segunda conclusão.
Isto é suficiente para pensar que alguém dentro das nossas fileiras está contra a política do Partido, embora esse alguém possa não ser personalizável imediatamente. Mas há uma linha, contra a qual a esquerda não se levantou nem esmagou ainda, que recusa a direcção dos comunistas no movimento das massas e entrega essa direcção aos revisionistas e demais oportunistas. Não podemos, uma vez mais, atirar as responsabilidades para baixo, mesmo para certos quadros que não compareceram no Plenário e o erro é de direcção. Contudo não basta também repetir isto é dar azo a todos os ataques contra o Partido, fornecendo argumentos aos oportunistas e pescadores de águas turvas, que, sob a capa de criticar o Comité Regional, pretendem no fundo desenvolver actividades fracionistas e alimentar o seu arrivismo. A questão está em que o Comité Regional de Lisboa da nossa Federação não soube mobilizar a imensa maioria dos quadros para aplicar uma política. De resto, fez-se eco e transmitiu a posição de que não devemos tomar a iniciativa, só devemos adoptar a atitude seguidista de ir atrás das iniciativas dos revisionistas e neo-revisionistas. Isto é, entende as nossas tarefas como se consistissem apenas em que, quando os revi­sionistas levantarem a cabeça, nós levantaremos a nossa mais alto, e excluiremos a deles — como dizia uma camarada na Conferência da Organização Regional de Lisboa — e não a de levantarmo-la nós primeiro para esmagar a deles. Eis, a meu ver, do erro principal na convocação do Plenários a hesitação em dirigir, em tomar a iniciativa, em conquistar as massas. Erro, aliás, aliado a outros como o espontaneísmo na convocação, o pouco pormenor dado às condições da sua preparação meticulosa, a adopção de um estilo de propaganda sectário e pouco mobilizador.
Quanto à RGA de Direito poder-se-á dizer que os nossos camaradas repetiram a papel químico certos erros anteriores. Os nossos camaradas elaboraram uma bela proposta, miraram-na e remiraram-na entre as mãos, esperaram que as massas viessem à RGA e disseram: "que bela proposta” logo se desfazendo em mil aplausos e louvores. “Esqueceram-se” de divulgar a proposta nos cursos e nas turmas, de a transformar numa força real entre as massas, mobilizando-as, então sim, para a RGA. Não o fazendo, deram azo a que o inimigo apertasse o seu cerco e saísse vitorioso desta batalha pela direcção da luta, que, neste sentido, mais correcto seria dizer pelo seu boicote. Os nossos camaradas, não falando de dentro das organizações das massas, não ousando unir a maioria, vieram a constituir, sem o querer, um magnífico exemplo do que não deve ser feito e de qual a atitude que se não deve adoptar face à luta, e, por antítese, da justeza da táctica de dirigir de uma forma unitária, na base da Frente, e de dentro das organizações das massas.
Aprender com os erros - eis uma lição que o nosso Colectivo deve fixar.

5. Colocar os Estudantes ao Lado do Povo e sob a Direcção da Classe Operária.
O objectivo específico dos estudantes comunistas ao actuar no seio do movimento das massas dos estudantes consiste em lutar pela integração do seu combate na luta mais geral do nosso Povo e sob a direcção da classe operária. Todavia, uma questão mil vezes repetida como esta, exige ainda assim um estudo sério e profundo no sentido de se combaterem certas ideias perniciosas e erradas, certas deturpações da linha política específica do Partido para a juventude estudantil.
Colocar os estudantes ao lado do Povo, sob a direcção da classe operária, não significa conforme o entendem os oportunistas, levar os estudantes a participar em manifestações da Intersindical da traição, e colocar a direcção prática do seu com bate nas mãos de alguns dirigentes vendidos do Comissões de Trabalhadores e Moradores e de Sindicatos. Tem antes um significado profundo, consistente em unificar o combate da juventude estudantil com o movimento operário e popular, no leito único da Revolução Democrática e Popular, sob a direcção do estado-maior do proletariado revolucionário — o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses.
Perder da vista uma só vez o carácter do nosso trabalho comunista entre as massas, e adulterá-lo ao ponto de o encarar nos seus aspectos meramente reivindicativos e imediatos - eis um erro em que se cai por vezes, e que nesta fase nos trará consequências muito graves.
É com um sentido avançado e numa perspectiva comunista que devemos encarar as próximas batalhas que nos aguardam Batalhas inelutavelmente irão recrudescer e intensificar-se, contrariamente ao que pensam os incrédulos e aos que no nosso seio reflectem os pontos de vista dos neo-revisionistas para quem a luta das massas está em permanente refluxo e em ascensão a besta fascista ou a besta social-fascista. Estas batalhas acender-se-ão, malgrado as férias, exactamente porque as massas não estão dispostas a vergar face ao ataque que lhes é desferido com a Reforma do Ensino do ministro Cardia, e, pelo contrário, dispor-se-ão com mais energia na ofensiva generalizada a essa política contra-revolucionária. Devemos compreender que a táctica do referendum usada pelo MEIC em Coimbra, mais não visa do que preparar a opinião pública para a tomada de medidas ainda mais reaccionárias naquela academia, nomeadamente através da intervenção policial para a imposição da sua política. Só que esse referendum se cifrou numa derrota para a burguesia que conseguiu uma maioria instável de 6%, ainda assim falseada. Prova isso a própria atitude defensiva do MEIC de só reabrir a Universidade na próxima 5a feira, na manobra clara de ganhar tempo e apalpar o pulso das massas. Sem dúvida que a partir daí se gerarão grandes combates. Devemos estudar com atenção o plano imediato traçado pelo Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos.
6 - O Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, tendo em vista a necessidade de “Andar Mais, Melhor e mais Depressa e reafirmando a táctica definida no Plano para a Direcção do Movimento de Massas dos Estudantes" inserto na directiva nº 4 sobre a Ofensiva Política da FEM-L, do Comité Permanente do Comité Central da FEM-L, aprovou as seguintes medidas para o desenvolvimento e aplicação dessa táctica.

ENSINO SECUNDÁRIO
1. Movimentar todas as forças no sentido de que a próxima 4ª feira, dia 15, constitua, a nível de todo ó país, uma grande jornada de luta contra os exames nacionais, e pelas reivindicações fundamentais dos estudantes do Ensino Secundário, expressa em manifestações, concentrações, entrega dás propostas aprovadas nos Governos Civis e Delegações do MEIC e outras iniciativas de luta.
2. Organizar uma conferência de imprensa das nossas estruturas do Ensino Secundário de Lisboa, onde será apresentada uma declaração e apresentada a nossa proposta, Era todos os locais, lançar um ataque no sentido do furar o cerco da imprensa burguesa.
3. Intensificar durante toda a semana, e em particular até feira, um movimento de aprovação da proposta de luta, já aprovado entretanto, num grande número de escolas do país, e cujos tamos são os seguintes:
(...)...

ENSINO SUPERIOR
1. Persistir na luta pelo desmascaramento da traição dos revisionistas o dos oportunistas e preparar cuidadosamente o contra-ataque às medidas anti-populares e anti-estudantis que o MEIC toa em perspectiva para desencadear as Coimbra.
Para a direcção prática de todo o trabalho de preparação da jornada de luta do Ensino Secundário, penso que o Colectivo deve eleger tuna Comissão composta pelos seguintes camaradas: Etelvina, Luísa, Evaristo, Luís e Margarida.

B - EDIFICAR A ORG. REG. DE LISBOA DA FEM-L COMO UMA GRANDE ORGANIZAÇÃO DAS MASSAS E A FORCA DIRIGENTE INCONTESTADA DA JUVENTUDE DAS ESCOLAS DA REGIÃO
6 - Levar ate ao fim o Movimento de Critica e Repudio e de Denuncia da Linha e da Pandilha Anti Partido do Ren. Crespo
"A Organização Regional de Lisboa de Lisboa da nossa Federação, que vive o espírito da ofensiva política do Partido e obteve alguns êxitos no seu trabalho revolucionário e comunista, ganhou uma maturidade política no fogo da luta de classes contra o inimigo interno e externo. Sendo o distrito de Lisboa vim dos maiores centros de concentração da juventude estudantil no nosso país, e tendo essa juventude uma experiência de luta grande, não admira que o inimigo tenha tentado infiltrar um ou outro dos seus agentes na Org. Reg, de Lisboa da nossa Federação. Assim aconteceu com a acólita do traidor Sanches, a renegada Morgado, e com os discípulos do cisionista Crespo, os oportunistas Barroso e Alberto Aguiar, Os crimes desses oportunistas são inumeráveis: tudo fizeram para mudar de cor a bandeira da nossa Federação; tentaram amiúde impedir a ligação da Federação ao Partido e escamotearam o papel de direcção do Partido sobre a FEM-L; lançaram maquinações e intrigas; adulteraram a linha geral revolucionária do nosso Partido e a sua linha específica para o trabalho comunista entre os estudantes; procuraram enfraquecer a capacidade de combate dos estudantes comunistas e pô-los a reboque dos programas do revisionismo e do neo-revisionismo”.
"Todavia, o espírito de Partido dos nossos camaradas foi verdadeiramente notável e ousaram combater até à expulsão para sempre das nossas fileiras desses seguidores do Sanches e do Crespo.” — assim se dizia no Relatório sobre a Situação do Movimento Estudantil na Região, apresentado na Conferência da O. R. de Lisboa do Partido.
Devemos contudo compreender que a luta entre as duas linhas não acabou, e que o espírito do Partido revelado nos momentos altos da luta pela imensa maioria dos quadros da nossa Região, não chega por si só para resolver todos os problemas. É necessário fixarmos bem a atenção na fase em que estamos na luta entre as duas linhas. É ainda necessário compreender que se certos oportunistas foram expulsos, a sua linha deixou raízes que urge arrancar e queimar. A Org. Regional de Lisboa varreu todo o pó que se deixou acumular, e, mesmo com certos casos permitiu que se acumulasse mais pó. Certas situações como a da E. Fonseca Benevides não foram resolvidas, nem se verificou um esforço sério para resolver essa situação entregando-se de bandeja a D.AE aos neo-revisionistas,Os planos traçados não são cumpridos, nem da parte de muitos responsáveis se verifica uma atenção esmerada no seu cumprimento - como aconteceu na jornada pelo pagamento das dívidas do “Luta Popular”. Os compromissos assumidos são revogados amiúde,verificando-se uma irresponsabilidade notória de alguns quadros dirigentes no seu cumprimento. A luta entre as duas linhas desvia-se muitas vezes das questões de fundo, perde-se o norte, e permite-se todo o tipo de ataques enviesados e às críticas pessoais.
Tudo isto para que a "nossa tarefa política e ideológica principal continue a ser, em todos os domínios, a luta contra a linha revisionista do traidor Crespo" - esta uma directiva que o nosso Colectivo deve agarrar com firmeza em mãos.

7 - Unir a Esquerda, Esmagar a Direita, Conquistar a Imensa Maioria.
“Praticar o Marxismo-Leninismo e não o revisionismo trabalhar pela unidade e não pela cisão; actuar de forma franca e honrada e não urdir intrigas nem maquinações - tais são os três princípios que devem conduzir a luta ideológica activa nas nossas fileiras," (20 Questões na Edificação do Partido).
A atitude face à luta ideológica, e os princípios que os norteiam são questões de fundo, que não e lícito a nenhum quadro da nossa Federação subestimar, e que determina a condução e o método da execução da nossa tarefa principal.
Na nossa sociedade existem duas classes fundamentais: o proletariado e a burguesia. É sabido que entre o proletariado e a burguesia se estende a pequena-burguesia, com a sua influência ideológica e o seu peso numérico. A nossa Federação actua no seio de um agrupamento social que integra elementos das diversas classes e camadas de classe da sociedade, sendo a maioria, pela sua posição e origem, pequeno-burguesa. Não e possível ignorar que entre a nossa Federação e as ideias, as concepções, os hábitos e costumes da pequena-burguesia não existe qualquer muralha da China. Pelo contrário, essas ideias e posições de classe reflectem-se permanentemente no nosso seio.
A expressão que tais posições encontram, materializa-se ao pântano da conciliação, Ensina-nos a Conferência da O.R, do Norte que no pântano se alimentam os crocodilos. Assim e que a conciliação entre as posições do proletariado e as da burguesia têm permitido que, no nosso seio, o desmascaramento dos oportunistas sofresse vicissitudes e a luta travada fosse bastante áspera e sinuosa. A O.R. de Lisboa da nossa Federação não se libertou do pântano ainda, não uniu a esquerda, não esmagou a direita, nem obrigou os hesitantes a tomar uma posição, unindo a imensa maioria. São de resto as posições de pântano que permitiram que em certas lutas, como a da convocação do Plenário do Ensino Secundário, e em certas campanhas, como a do pagamento nas dívidas do "Luta Popular", a esquerda não tomasse mão dos-acontecimentos e as levasse às vitórias.
Além disso, é ainda no pântano da conciliação da pequena-burguesia que encontram terreno fértil certas concepções, aparentemente já esmagadas em definitivo como a da "contradição entre o trabalho de escola e o trabalho de rua" aqui ventila da pelo oportunista Barroso, que veio ao de cima, cifrando-se em que, em duas semanas sucessivas, sob essa base, se tivesse rebaixado o nosso trabalho político, e se sentissem os seus efeitos na venda do "Luta Popular".
As posições pequeno-burguesas obscurecem a perspectiva da luta de classes de certos organismos da nossa Federação na Região, fazem-lhe perderá Norte, alimentam a linha anti-partido. Não é verdade que era no amiguismo e na conciliação que o oportunista Rogério ia alimentando as suas ideias, enfraquecendo a capacidade de combate da nossa organização, mimando-lhe os princípios, transformando-a a pouco e pouco num bando rebelde e errante?
Analisemos um pouco mais a fundo uma luta concreta que se travou entre as duas linhas no nosso seio, para compreendermos melhor a atitude a ter face à luta ideológica a destituição da ex-secretária da célula de Letras. O Comité Regional diversas vezes tomou conhecimento do carácter pequeno-burguês incorrigível desse elemento, das duas faces com que se escondia, das intrigas e maquinações que tecia. Quando na Campanha de Fundos do Povo para o Jornal da Verdade, a célula da FEM-L na FLL atingiu o seu objectivo elevado, o oportunista Rogério tentou esconder essa vitória, enquanto um certo número de camaradas não se interrogou friamente sobre o seu significado. O cumprimento do objectivo constitui uma vitória assinalável da esquerda dentro da célula da FLL e permitiu prepará-la para os combates posteriores Se, como o oportunista Rogério queria, sonegássemos essa vitória, estaríamos a criar as condições de reforçar as posições oportunistas da ex-secretária da célula, sob a capa de as atacar; ao mesmo tempo que enfraquecer a vigilância revolucionária sobre as suas atitudes a pretexto dessa vitória, seria uma posição altamente perigosa. Posteriormente, e como se agravassem os seus erros políticos, jamais fizesse prova de espírito de auto-crítica e isso fosse acentuado com uma grave degenerescência moral, o Comité Permanente do Comité Central da FEM-L lançou um alerta a toda a Org. Regional de Lisboa, com a tomada da medida face a esse elemento de colocação sob um período de observação, visando acentuar a luta e reforçar a unidade. Esta medida inteiramente justa, veio a encontrar um apoio firme da maioria dos quadros. Todavia, certos camaradas interrogam-se da sua justeza, e consideram-na esquerdista". Uma vez mais é o pântano a falar. Esquecem-se de que conciliar com a burguesia no seio das fileiras proletárias, e a própria condição para a mudança de cor da nossa bandeira; esquecem-se de tomar a luta de classes como eixo; se esquecerão de que existem classes, e logo se interrogarão de que fazer, dentro do nosso Partido. Ousar travar a luta de classes; não vergar, eis o que nos ensina o nosso Partido. Atacar a doença para salvar o doente, cuidar de pôr na retaguarda, para que não contaminem as tropas, certos doentes inflacionados – eis outro ensinamento do nosso Partido. Eis também o que alguns quadros parece quererem esquecer.
Adoptar uma correcta atitude face a luta, no sentido de unir a esquerda, esmagar a direita e conquistar a imensa maioria — uma directiva que o nosso Colectivo deve adoptar.

8 - Aplicar o Relatório das "20 Questões na Edificação do Partido”.
A atitude face ao Relatório "As 20 Questões da Edificação do Partido” tem ser tido como pedra de toque para demarcar no nosso seio aqueles que pretendem empreender a linha de ofensiva, e aqueles que seguem a linha anti-partido do renegado Crespo.
Em algumas células o Relatório foi esquecido, guardado na gaveta; noutras, tão pouco foi distribuído, noutras ainda considerou-se que aquilo só dizia respeito ao Norte, recusando tomá-lo como espelho para consultar o seu próprio rosto. Essas células, esses organismos devem rever rapidamente a sua posição.
O nosso Colectivo deve fixar bem a tarefa, de que, a mesma cadência, todas as células e organismos procedam a um estudo consciencioso do Relatório, aplicando questão por questão à sua situação concreta, ousando extrair dai todas as riquíssimas lições que ele contém.

9 - Lutar pelo Reforço da Ligação da FEM-L ao Partido e pelo Reforço da Direcção do Partido sobre a FEM-L.
Constituindo uma das medidas recomendadas na Resolução sobre a Actividade da nossa Federação, aprovada no II Plenum do Comité Central, esta é, quiçá, a mais importante.
Na Região de Lisboa, os laços da nossa Federação com o Partido enfraqueceram-se. Os motivos fundamentais deste facto nas tentativas dos sucessivos acólitos do Sanches e do Crespo que por estas paragens vegetaram uns dias, em dividir a Federação do nosso Partido divulgando as mais sórdidas e oportunistas concepções autonomistas e independentistas.
Como fruto disso, um certo número de camaradas não compreende bem a importância da ligação da nossa Federação ao Partido e do papel de direcção do nosso Partido sobre a Federação; não se esforça - por acompanhar a actividade do Partido na região, nem se aplica em prestar-lhe o seu apoio e em aprender com essa actividade» Por outro lado, esta posição permite que certas concepções obreiristas subja­zia ainda dentro das nossas fileiras. Assim sendo, agudizam-se certos conflitos, que, não assentando numa luta ideológica de princípio, minam a unidade e alimentam o fraccionismo. Esta situação teve um passo importante na sua superação com a Conferencia da Organização Regional de Lisboa do nosso Partido. No entanto é preciso estar consciente de que a situação não está resolvida, ainda que as condições estejam criadas para isso. A adopção de uma atitude de modéstia, a aplicação do método de autocrítica, e o fortalecimento do espírito de Partido permitirá, sem dúvida, fortalecer os laços entre o Partido e a Federação na Região, e forçar o papel de direcção do Partido sobre a Federação.
A Conferência de Dirigentes da Organização Regional de Lisboa da FEM-L deve saudar o magnífico estímulo que para nós constitui a integração dos camaradas Etelvina, Maia, e Daniel na Comissão para a Ofensiva Política do Partido, na Região de Lisboa, aprovada na IV Reunião do Com. Reg. de Lisboa do Partido; deve participar activamente nas realizações do Partido na Região: deve ser capaz de transmitir a experiência do nosso trabalho comunista ao Partido: deve empenhar a fundo no reforço da ligação da Federação ao Partido e do reforço da direcção do Partido sobre a FEM-L.

10 - Reforçar o Comité Regional.
O esforço principal no campo da organização, à saída do Congresso da nossa Federação consistia em edificar um forte Comité Regional em Lisboa. Saber se a nossa organização seria dotada de um forte Comité Dirigente na Região, capaz de se ligar intimamente às massas, de aplicar um estilo avançado na sua actividade e de a plicar métodos correctos de direcção e de trabalho, ou se pelo contrário, se permitiria a permanência no velho estilo do círculo fechado de dirigentes estreitos e desligado das massas — esta era a questão em causa.
Questão tanto mais pertinente quanto a linha anti-partido do traidor Crespo, perfilhada pelos seus acólitos no nosso seio tinha reduzido o Comité Regional a um órgão burocrático, capaz de traçar planos e mesmo esses errados na maioria das vezes, mas sem fazer balanços, e passando todas as suas longas reuniões em amenas cavaqueiras sociais, sem reflectir os problemas dos quadros e sem responder às solicitações da luta das massas. Ademais, começava a esboçar-se uma contradição consistente em, ao espírito de ofensiva de que se faziam provas um conjunto assinalável de novos quadros e de novas células criadas, o Comité Regional contrapor, não o seu rejuvenescimento, com esse espírito, mas o seu abafamento.
Nestes últimos meses o Comité Regional fortaleceu-se com sangue novo, depurou-se de alguns oportunistas e afastou certos quadros hesitantes, ganhou um maior conhecimento da vida das massas e edificou-se como órgão de direcção capaz de definir tarefas precisas, de aprovar planos meticulosos e fazer balanços conscienciosos. Todavia, estamos ainda longe dos nossos objectivos. Uma parte considerável dos quadros de direcção recusa prestar contas e não elabora relatórios regulares, não usa as reuniões como um palco da luta entre as duas linhas e o Comité Regional não concentra ainda um número suficiente de dirigentes políticos práticos capazes de transformar em acção de massas a política definida. Por outro lado, ainda, não se fortaleceu a capacidade de decisão e intervenção imediata, e encontram-se pouco oleados os canais entre o Comité Regional e as escolas. Além disso, o Comité Regional não dirige, e em certos casos não conhece suficientemente ou desconhece mesmo o que se passa em certos locais e em algumas escolas, como as dos sectores de Vila Franca, Torres Vedras, etc.
Não temos ainda o Comité Regional de que necessitamos. E isso evidentemente não é por falta de quadros, mas sim devido à linha que os não tem formado como quadros dirigentes.
A Conferência da Organização Regional de Lisboa demonstrou-nos de uma forma prática que a edificação de vim forte Comité Regional passa pela aplicação da linha e da táctica do Partido, pela mobilização da esmagadora maioria dos quadros, e pela criação de um grande contingente de dirigentes práticos.
O nosso Colectivo, que, a meu ver, constitui uma pequena, mas importante escola de quadros, deve determinar ao Comité Regional o seguimento dessa linha e a sua edificação como um verdadeiro órgão de direcção da região.

11 - Intensificar a Ofensiva no Campo da Organização.
Nas vésperas do nosso Colectiva formou-se a célula da FEM-L de Arquitectura que assim passa a constituir o 52º organismo da nossa Região. Esta vitória deve encher de ânimo todos os quadros, no sentido de que rapidamente se criem as condições para a organização de todas as escolas da Região. De resto, este objectivo de içar a bandeira vermelha nas escolas do distrito de Lisboa, está perfeitamente ao nosso alcance, se atendermos a que não há praticamente nenhuma escola oficial do Ensino Secundário, Médio, Superior onde não seja conhecido um simpatizante. Estamos todavia ainda longe de ter criado as células da nossa Federação em todas as escolas e não materializamos em organização todo o apoio que a nossa linha política inegavelmente desfruta entre as massas de estudantes. Esta contradição, encontra sem dúvida o seu centro no Comité Regional que não ousa levar à prática o correcto Plano de Organização que elaborou e aprovou. Temos, todavia, que dedicar a atenção devida aos Comités Intermédios da nossa Federação, que, em vez de se constituírem como os impulsionadores decididos desse Plano, não se têm esforçado por o fazer, e tornam-se, muitas vezes, em peças que impedem a circulação da política traçada, do Comité Regional até à base, O problema não se resolverá com pequenas medidas de substituição de quadros, ainda que algumas delas tenham de ser feitas.
O facto de no Comité Regional estarem representados os secretários e segundos secretários de cada um dos organismos intermédios é uma medida inteiramente justa, mas que se mostra insuficiente. Para já será necessário resolver definitivamente o problema da direcção do Comité Local de Vila Franca, dando uma última oportunidade ao secretário, sem todavia o deixar boicotar o trabalho pelas suas hesitações. Além disso, será útil e oportuno destacar O camarada Maia como secretário do Comité Local do centro Cidade, acumulando com a tarefa de secretário do Comité Local da Zona Oriental, ainda que este Comité, a meu ver, que é aquele que mais esforços tem feito por aplicar a política do Partido, possa formar rapidamente um quadro para a sua direcção.
Importa também reforçar o papel dos Secretariados do Ensino Superior e do Ensino Secundário que constituem órgãos extremamente importantes na mobilização dos quadros dirigentes e no aprofundamento da política para cada um dos sectores do Ensino.
Quanto a outras medidas de fundo, penso que o Colectivo deveria determinar ao Comité Permanente do Comité Regional a tarefa de nos dias seguintes à Campanha pela Venda Integral da Edição do Luta Popular, proceder, em conjunto, e no espaço de uma semana, a realização de reuniões com todos os Comités Locais e com as células das 3 grandes escolas da região: Direito, Letras e Medicina.

12 - Cumprir os Objectivos da Campanha de Adesão.
Na medida em que há um Relatório sobre a Campanha de Adesão, não será concerteza necessário que este Relatório se alongue sobre isso. Todavia importa frisar" bem que o facto de estarmos a cerca de 15% do nosso objectivo de 1500 adesões até ao final do ano lectivo, reflecte uma linha com certa força no nosso seio, que está contra a ofensiva política do Partido. Importa compreender bem que a questão de fundo da campanha de adesão, reside em que ela visa criar as condições materiais para o reforço do nosso trabalho comunista entre as massas. As adesões já angariadas e a organização dos aderentes já mostraram as potencialidades que assumem para a nossa actividade comunista no seio das massas, nomeadamente nas lutas recentes.
Combater os pontos de vista que rebaixam esta campanha ao nível de mais uma entre todas as outras tarefas e que a compreendem desligada da luta das massas e fora dela e ousar cumprir os objectivos fixados no prazo previsto, tal a tarefa que o nosso Colectivo deve determinar com veemência.

13 - Em Todos os Escalões, Manter uma Vida de Partido Feita de Dinamismo, Vivacidade e Entusiasmo Revolucionário e Adoptar um Estilo de Vida Simples, Luta Dura e Pensamentos Elevados.
A questão determinante para a edificação dum forte, coeso e justo Partido Comunista é a correcção da sua linha política. Uma vez definida a linha política, os quadros passam a ocupar o papel determinante.
Na Organização Regional de Lisboa da nossa Federação não damos a devida atenção a esta conclusão científica do marxismo-leninismo-maoismo. Como resultado, não aplicamos firmemente uma política de quadros consistente em forjá-los na luta e educá-los nos princípios da ideologia do proletariado revolucionário e na linha geral do nosso Partido; não cuidamos suficientemente da sua formação, tendo por objectivo fazer com que os nossos quadros sejam capazes de se orientarem por si próprios, abnegados no estudo, determinados na aplicação da linha política, firmes no combate e dedicados em servir o Povo; não tratamos de estabelecer correctas relações entre os quadros e permitimos que se deteriorassem essas relações.
Ademais, uma parte da nossa organização não compreende bem a importância que há em preservar num estilo de trabalho são e correcto, nem entende como a nossa bandeira pode mudar de cor a partir da degenerescência do seu estilo de trabalho.
Muitos camaradas invocam amiúde o exemplo luminoso dos camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa, mas não se dedicam a seguir os seus ensinamentos, tentando aviltar a memória dos nossos camaradas ao não encará-los no seu testemunho de heroísmo proletário e de estilo bolchevique feito de vida simples, luta dura e pensamentos elevados.
O Colectivo de Quadros Dirigentes da Organização Regional de Lisboa deve, com toda a coragem, ser capaz de fazer o balanço do que tem sido o estilo dominante no interior da nossa Federação.
Devemos combater firmemente os pontos de vista daqueles camaradas que recusam aprender com os novos quadros, e simultaneamente se negam a transmitir-lhes a experiência que possuem.
Devemos combater o estilo feito de impaciência e de histerismo, arrogância e terrorismo, que o oportunista Barroso deixou, e que não foi inteiramente corrido, e adoptar uma atitude modesta para com as massas, por em acção todo o nosso ardor revolucionário, ser capaz de ouvir e escutar até ao fim todas as opiniões, mesmo aquelas com que divergimos, sem deixar de travar até às últimas consequências a luta ideológica activa.
Devemos erradicar para sempre do nosso seio as ideias feitas de insatisfação permanente, que encobrem uma discordância real com a linha do Partido; e, de igual forma esmagar as ideias oportunistas de auto-suficiência e de auto-satisfação. Nas nossas fileiras deve estabelecer-se um estilo de optimismo revolucionário, sem que, por isso mesmo, deixemos de estar permanentemente conscientes das insuficiências do nosso trabalho, e dispostos a expulsá-las com toda a vivacidade.
Devemos expulsar do nosso seio o estilo oportunista das tricas e das ques­tiúnculas, de provocar tempestades num copo de água, porque esta célula utilizou as resmas ou a tinta daquela, etc., e impedir que situações deste tipo venham a ser criadas. Devemos saber sempre contar com as próprias forças e estar em condição, em todos os domínios, de apoiar os sectores mais atrasados.
Devemos levantar-nos com firmeza contra a linha e os portadores da linha que tentam rebaixar a importância de certas tarefas políticas, como as do Aparelho Técnico, do Comité de Sede, etc., e lutar com determinação por criar uma organização sólida, assente numa conjunção de todos os esforços e numa divisão de trabalho científica.
Devemos não dar um só momento de tréguas àqueles poucos camaradas que pensam que a camaradagem se reforça com jantaradas entre amigos, esquecendo que estão na organização para a juventude estudantil comunista do PCTP, e não num bando rebelde e errante, de velhos capangas neo-revisionistas.
O nosso Colectivo deve determinar tarefas precisas no sentido de imprimir a todos os escalões da nossa Federação uma vida de Partido feita de dinamismo, vivacidade e entusiasmo revolucionários, e de adopção entre os quadros de um estilo de vida simples, luta dura e pensamentos elevados, sem subestimar as questões de conjunto e de fundo:
1) - Empreender um grande movimento de educação e aprendizagem com os novos quadros, através da convocação de colectivos amplos, e outros sobre temas específicos. O 1º, a meu ver, deveria dedicar-se ao estudo do programa da solução operária para a crise e os seus reflexos nas escolas.
2) - Desencadear um movimento amplo de rectificação do estilo de trabalho, despertando a crítica dos quadros e das massas.
3) - Dedicar toda a atenção aos problemas novas células, através do estudo, um por um dos relatórios de cada uma delas no Comité Regional e do inquérito "in bloco", no sentido de se traçarem as orientações para que essas células corrijam por si próprias as suas limitações.
4) - Transformar radicalmente a parte da Sede Nacional da nossa Federação, confiada à região, para que ela se não torne rua centro de desorganização, mas um local de educação comunista dos quadros, O Comité Permanente deve tomar em mãos esta tarefa.
5) - Proceder a uma correcta emulação socialista no nosso seio, no sentido de divulgar os exemplos avançados, e permitir que os sectores e organismos mais atrasados possam seguir os primeiros, adoptando-se um ritmo de Partido, e uma cadência única na marcha da edificação da nossa Federação.

14 - Adoptar os Métodos de Ligação dá Direcção às Massas., da Teoria à Prática O da Crítica à Auto-Crítica.
Certos camaradas invocam permanentemente a utilização de maus métodos de direcção e de trabalho, como a causa fundamental e decisiva de algumas derrotas. Com o entendimento das suas causas desta maneira, ou seja, como o fruto da aplicação de uma linha política justa, mas insuficientemente ou mal aplicada, devido ao "pequeno pormenor técnico" dos métodos utilizados, esses camaradas não alcançam vislumbrar a questão de fundo: os métodos errados de direcção e de trabalho reflectem uma linha política - a linha anti-partido -, e são, ao mesmo tempo, uma questão fulcral da luta entre as duas linhas no nosso seio. É por isso que um plano justo, isto é, que materializa e aplica criadoramente a linha do Partido, imediatamente pressupõe métodos correctos.
Devemos encarar esta questão dos métodos de direcção e de trabalho, à luz da luta entre as duas linhas, mas devemos também observá-los na nossa análise com uma autonomia própria, sob pena de não compreendermos a fundo as formas como a luta entre as duas linhas se materializa. Esta questão é tanto mais pertinente quanto os oportunistas, acólitos do Sanches e do Crespo, que passaram pela nossa organização regional, escamotearam sempre este problema, ora porque invocassem sempre os métodos, para encobrir a linha, quer porque nunca se dedicaram a estudar e a aplicar a fundo métodos correctos de trabalho e de direcção. Como consequência, desligaram permanentemente o Comité Regional das massas de dentro e de fora do Partido, e jamais partiram das massas para voltar às massas, fundindo a linha política com o seu movimento espontâneo, imprimindo-lhe uma direcção; dando-se ares de.grandes teóricos e de revolucionários, tudo fizeram para impedir a ligação da teoria com a prática, permanecendo no burocratismo e no su­bjectivismo, ao apelo geral não imprimiam uma direcção concreta, usavam o método de apelar ao "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço”; jamais exerciam o método da crítica de princípio e da auto-crítica sincera, substituin­do-as pelo terrorismo "crítico" ou pelas palmadas nas costas, levantando-se histericamente ou ficando encafuados como galinhas adormecidas de cabeça sob as asas, sempre que lhes era dirigida uma crítica justa. No fundo, expressavam a linha do renegado Crespo e da sua pandilha.
O que temos a fazer é exactamente o contrário, isto é: utilizar o método correcto de ligar a direcção às massas, a teoria à prática e usar a crítica e a auto-crítica.
Travar o combate contra os métodos de trabalho e direcção erróneos, na perceptiva do combate contra a linha do renegado Crespo, e uma questão que o nosso Colectivo deve acentuar.

15 - Centrar Forças nas Grandes Escolas da Região.
É sabido como as grandes escolas constituem a base fundamental das operações da nossa Federação. De resto, o Comité Regional reconheceu-o explicitamente ao aprovar um Plano de Organização, onde a táctica de centrar forças nas grandes escolas vem afixada com a relevância e a importância que merece.
Uma vitória da nossa Federação no processo eleitoral para a Associação Académica da Faculdade de Direito, para utilizar este exemplo, provocaria indubitavelmente uma viragem de largo alcance não só do movimento associativo, como do movimento democrático e revolucionário dos estudantes na Região e em todo o nosso país. Este facto, facilmente perceptível por todos os camaradas, advém de que a FDL é uma grande escola, com uma tradição de luta muito grande, ocupa um papel de primordial importância na formação de quadros que a burguesia necessita para preencher as estruturas burocráticas do aparelho de estado, e porque em torno da sua vida toda a opinião pública se debruça. Era certa medida poderíamos dizer que as largas massas de estudantes da Região e do país têm os olhos postos nas grandes escolas. Ademais, com uma efectiva capacidade de direcção sobre as massas e o movimento de massas das grandes escolas estamos em condições de dirigir a imensa maioria das massas da Região. Um outro exemplo: só as Faculdades de Letras, o IST e a Faculdade de Direito têm cerca de 20000 estudantes, do total de cerca de 400000 estudantes da Universidade de Lisboa.
No entanto, se isto e assim, não tem procedido o Comité Regional de acordo com o princípio de centrar forças nas grandes escolas. Estas “navegam” muitas vezes sem uma direcção permanente e firme do Comité Regional: os seus planos e a sua experiência de luta não é sintetizada nas reuniões; os seus problemas e dificuldades não são cuidados com o rigor que exigem; a questão do reforço da direcção comunista e o indispensável combate ao revisionismo e ao oportunismo, nessas escolas, não é tomada como o eixo do nosso trabalho de massas.
Sem dúvida que o nosso trabalho, malgrado tudo isso tem melhorado. O nosso Colectivo deve responsabilizar o Comité Regional, por perseverar na via de avançar com o trabalho comunista nas grandes escolas, nomeadamente com a adopção do método de por uma forma organizada, cuidar nas suas reuniões de estudar, com base em relatórios todos os problemas políticos que nela se levantarem, as reivindicações das massas, as condições de aplicação da reforma do ensino da burguesia, a posição dos oportunistas, os êxitos, os problemas e lacunas do nosso trabalho e das nossas células. Simultaneamente devem-se criar as condições para o reforço da direccão permanente nessas escolas.

16 - Desenvolver à Luz da Táctica do II Plenum do Comité Central do Partido, o Nosso Trabalho Associativo.
Não sendo necessário que este relatório se debruce com exaustão sobre os problemas do movimento associativo e do trabalho comunista junto das Associações de Estudantes na Região, na medida em que a discussão do Colectivo e o Relatório sobre o Trabalho Associativo a elaborar devem constituir o instrumento básico, já que a importância desta, frente de luta exigem um tratamento específico, penso ser indispensável fixarmos a atenção no novo carácter do trabalho associativo, à luz do II Plenum do Comité Central.
Como se refere atrás, o facto do centro de gravidade do nosso trabalho nas escolas se ter deslocado do movimento associativo, para a luta pela direcção das massas e do movimento das massas, não significa um enfraquecimento da nossa actividade junto das A.A.E.E. Bem pelo contrário, significa uma intensificação e um aprofundamento, tendo sempre em vista o esforço por dirigir as massas e as suas lutas o Também no movimento associativo devemos dirigir de uma forma unitária, no seio da Frente e no interior das organizações das massas.
É tendo em conta esta política que o Colectivo deve mobilizar todos os quadros para o cumprimento das diversas tarefas específicas contidas na Resolução própria sobre o Movimento Associativo.

17 – Fortalecer a Organização dos Trabalhadores-Estudantes.
Estava marcado para ontem o I Colectivo de Trabalhadores-Estudantes da Organização Regional de Lisboa. O facto da ele se não ter realizado, nem tão pouco de ter comparecido o secretário do Departamento Regional prova que a luta entre as duas linhas é extremamente intensa em torno deste sector das massas. Luta intensa na medida em que a direcção dos trabalhadores-estudantes é extremamente disputada pelo inimigo revisionista que alcançou criar um certo número de organismos fantoches através dos quais visa abafar a crescente revolta das massas e colocar as enormes potencialidades revolucionárias dos trabalhadores-estudantes sob a tutela da sua política contra-revolucionária do "pacto social". Saber se a nossa Organização capitula face a essa pretensão, ou se luta por arrebatar ao inimigo a direcção da luta, é a questão central desta encarniçada luta entre as duas linhas.
O nosso Colectivo, deve, atendendo às boas condições que temos para o exercício da direcção política no movimento democrático dos trabalhadores-estudantes lançar um alerta ao Departamento (Provisório) Regional no sentido de tomar em mãos sob controlo do Comité Permanente do Comité Regional, a realização do Iº Colectivo no prazo máximo de quinze dias que permita a discussão dos diversos problemas que se colocam a este sector das massas, quer no Ensino, quer ao nível mais geral dos seus problemas sindicais, com vista a formulação de uma plataforma de unidade das massas, e que permita ainda eleger o Departamento Regional e criar as condições para a organização das células e sub-células dos trabalhadores-estudantes em todas as escolas da Região.

18 - Aprender com os Pioneiros Vermelhos. Reforçar a direcção da FEM-L sobre as crianças pobres.
Os Pioneiros Vermelhos têm desenvolvido uma frutuosa actividade no seio das crianças pobres. Na medida em que a organização revolucionária dos filhos do Povo mais jovens é a garantia da continuidade da mossa organização comunista, a nossa Organização Regional de Lisboa da FEM-L deve esforçar-se por conhecer mais profundamente os problemas que o Departamento dos Pioneiros Vermelhos tem vindo a resolver, de forma a organizar em todos os bairros e em todas as escolas primárias e preparatórias os seus núcleos. Nesse sentido, o que em primeiro lugar temos a fazer é aprender: aprender com a combatividade e o espírito de luta das crianças filhas dos operários e dos trabalhadores é aprender com a sua inesgotável energia e o seu muito amor ao Partido; aprender com a sua capacidade de se ligar às amplas massas e de mobilizar a imensa maioria das crianças para cumprir pequenas tarefas mas de elevada importância, como recolher papel às portas para campanhas de fundes, organizar um grupo de teatro, etc., aprender com o espírito de luta do Departamento dos Pioneiros Vermelhos e com o seu sentido de romper para todos os quadrantes, sem esperar que os sinos toquem, contando com as suas próprias forças.
Esta aprendizagem é inseparável do ensino às crianças do marxismo-leninismo-maoismo e do despertar da sua solidariedade para com as lutas do Povo, na base da compreensão dessas lutas e do esforço para as propagandear.
As crianças pobres organizadas nos Pioneiros Vermelhos são já um exemplo na nossa Federação.
O Colectivo deve saber despertar a atenção de todos os quadros para essa tarefa absorvente de aprender com os Pioneiros Vermelhos e de reforçar a direcção da FEM-L sobre as crianças pobres. Neste contexto, deve ratificar o envio da camarada Marta para o Departamento, com o objectivo de apoiar a organização existente cuja amplitude atingida oxi.ge claramente esse apoio.

19 - Usar as armas das Edições do Partido.
Poderíamos sintetizar em palavras muito simples a situação actual quanto às Edições do Partido.
Em primeiro lugar, nenhum camarada concerteza negará a importância das edições do Partido como arma para a educação dos quadros e como cimento ideológico da nossa organização.
Em segundo lugar, malgrado essa pretensa unanimidade, a Organização Regional de Lisboa da FEM-L tem em relação às Edições do Partido uma dívida de 21230$00, o que prova que elas, como instrumento fundamental que são da ofensiva política do Partido constituem um fulcro da luta entre as duas linhas, sendo que na Organização Regional de Lisboa, a corrente dos capituladores e dos liquidadores tem ataca do, não divulgando as edições às massas, criando divisões inadmissíveis no nosso seio entre aqueles que tem dinheiro e os que não têm como critério de distribuição das Edições, não cuidando de pagar as dívidas em atraso, nem de criar um fundo de maneio para pagar às edições antecipadamente. Contra essa situação é imperativo que, a esquerda revolucionária proletária se levante.
Como conclusão, penso que o nosso Colectivo deve determinar a todas as células a revisão da sua atitude face às Edições, tomando medidas para o pagamento integral da dívida no prazo de uma semana.

20 - Regularizar a situação financeira da FEM-L.
Também em palavras muito breves podemos sintetizar a situação.
Em primeiro lugar, dificilmente se encontrará um camarada menos consciente da expressão de que: "sem fundos a Revolução não é possível".
Em segundo lugar, esta unanimidade formal desfaz-se sempre que é necessário fazer um esforço para aplicar aquela expressão. Como resultado temos que a Organização Regional de Lisboa da FEM-L tem uma situação financeira péssima, não tem pago as dívidas, permito que elas se acumulem, as quotas não são todas entregues, e as que o são, apenas se centralizam quase no fim do mês, as despesas suplementares fazem-se sempre com sacrifício das despesas ordinárias e que, não raro, tem levado a nossa Federação a uma quase paralisação, ou porque não temos telefone, ou porque não há fundos para deslocações, ou porque os credores nos ameaçam com o tribunal burguês, etc.
Como conclusão, o Colectivo deve determinar a todas as células o pagamento da totalidade das suas quotas no dia 1º de Julho, acrescido do pagamento das dívidas em atraso. Só uma mobilização política intensa e a compreensão deste problema político, e não técnico, poderá resolver a situação.

C - EXTRAIR AS LIÇÕES DAS CAMPANHAS DE MASSAS DA FEM-L
21 - Aplicar as Teses sobre a Imprensa do Partido.
Sem ter cumprido o seu objectivo de 180000$00 na Campanha Fundos do Povo para o Jornal da Verdade, a imensa maioria dos quadros e activistas da Organização Regional de Lisboa da FEM-L dispôs-se a aplicar o plano traçado com grande energia. O total obtido na Campanha foi de 130 contos. O facto de se não ter   atingido o objectivo global, decorre sobretudo de erros de direcção da Campanhã, ao nível do Comité Regional, que não encontrou as formas de mobilização e de propaganda necessárias para o seu cumprimento, tendo esta decorrido em sucessivas curvas ascendentes e descendentes. Simultaneamente importa compreender que uma pequena minoria de elementos anti-partido desferiram as suas baterias exactamente contra a Campanha - isto porque essa pequena minoria de seguidores do renegado Crespo, cujo seu cabeça na Organização Regional de Lisboa da FEM-L se situava no oportunista Rogério, compreendeu que edificar o jornal comunista é edificar o Partido.
Devemos dar um particular realce àquelas escolas que mobilizando todas as suas forças ousaram atingir objectivos avançados de 20 e 25 contos, como o caso do ISE, de Letras, etc.
Actualmente, a nossa Federação está a cumprir com a quase totalidade dos jornais semanais que recebe. É necessário compreender que os 800 jornais Luta Popular que a nossa Organização Regional recebe, estão aquém das reais possibilidades de venda. Todavia, ainda assim, nem todas as escolas se têm esforçado para cumprir os objectivos, e a nossa percentagem de pagamentos situa-se na ordem dos 90%.
Sendo a edificação do jornal semanal, a condição da conquista de diário, é necessário que no nosso seio a esquerda se levante, para que todos os jornais sejam vendidos, as dívidas pagas e para que até ao fim do ano de 1977 a nossa Organização Regional possa ultrapassar a casa dos 1000 jornais, quanto à venda, distribuição e pagamento.
Estas são as tarefas que o nosso Colectivo deve fixar, no sentido de Aplicar as Teses sobre a Imprensa do Partido.

22 - Reforçar o combate da juventude contra a Fome, a miséria e o desemprego.
Lançada nos finais de Março pelo Comité Estrela Vermelha-Ribeiro Santos, a Campanha da Juventude contra a Fome, a Miséria e o Desemprego, revelou-se pela oportunidade e pela justeza da sua realização. Não assumindo, embora na nossa Região o carácter de amplas massas que indiscutivelmente merecia ter, por erros de direcção, que a não preparou enérgica e meticulosamente, e por erros das células de escola que não despertaram toda a sua iniciativa, saldou-se ainda assim por uma boa campanha de propaganda e agitação, culminando na nossa Região, com a convocação do Comício de 25 de Março do nosso Partido.
Esta campanha teve o mérito de unir a nossa Federação, e isto não só em Lisboa, como de norte a sul do país, e de educar a juventude nos sentimentos e nos princípios da solidariedade e do apoio sem reservas à luta da classe operária e do Povo,
Estes princípios e estes sentimentos surgem agora em todo o seu significado, particularmente com a realização da manifestação operária e popular que a Academia de Lisboa, sob nossa proposta, já aprovou, e cuja data para a sua efectivação será oportunamente marcada.
Centrar forças na realização da manifestação operária e popular, despertar mil iniciativas no apoio concreto e na solidariedade militante as lutas do nosso Povo, reforçar no seio das massas de estudantes a propaganda dessas lutas, são ensinamentos necessários a colher da campanha realizada e tarefas precisas que o nosso Colectivo deve fixar.

23 - Aprender com o trabalho sindical do Partido.
Surgida num momento em que grassava, num certo sector da organização regional da nossa Federação, uma confusão decorrente da polarização das massas nas eleições associativas em relação a um ou a outro dos centros da contra-revolução, a Conferencia Sindical do Partido constituiu uma escola onde todos os nossos quadros foram colher importantes ensinamentos. Na sua preparação pudemos detectar os erros cometidos no trabalho associativo e rapidamente criar as condições para a sua rectificação, avançando no sentido da aplicação da linha da Conferência Sindical à frente especifica do trabalho associativo estudantil.
A preparação da Conferência Sindical constituiu ainda um significativo avanço no nosso trabalho no que se refere às questões da agitação e propaganda, que, constituindo uma dura luta de classes, pôs em relevo o espírito de combatividade e de energia revolucionária de uma parte significativa dos nossos quadros.
Aplicar os ensinamentos da Conferência Sindical e, à luz da táctica do II Plenum do Comité Central do Partido, reforçar o trabalho associativo da nossa Federação, e, uma directiva que o Colectivo deve adiantar a todas as células e comités da Região.

24 – Avançar do 25 de Abril para o 1o de Maio.
"Avançar do 25 de Abril para o 1º de Maio" - expressão formulada no Editorial do Luta Popular que antecede o 1º de Maio Vermelho - encerra um significado político profundo.
As comemorações do 1º de Maio Vermelho foram realizadas pelo nosso Partido à luz desse Editorial e da síntese que aquela expressão encerra: o papel hegemónico do proletariado revolucionário na revolução democrática e popular; a tomada do poder político como objectivo da Revolução; a aliança operária camponesa como condição de instauração de um Governo Popular, em contraposição à "aliança Povo/MFA"; a via armada como condição da vitória da Revolução, em contraposição à "via pacífica de transição para o socialismo"; a necessidade de intensificar o combate ao mais pérfido e mais mortal dos inimigos dos operários, o revisionismo.
Constituindo um bom manancial de ensinamentos para a nossa Federação, as comemorações do 1º de Maio Vermelho deste ano, interessa por em relevo o papel dos órgãos de massas por nós dirigidos na sua realização. A realização das Jornadas Desportivas da Juventude em Apoio ao lº de Maio Vermelho, foram, por um lado, uma modesta mas significativa contribuição no êxito das realizações na capital, e por outro lado, a inauguração de uma participação activa e militante das Associações de Estudantes sob a nossa direcção, nas realizações do Partido, o que significa um progresso notável no movimento associativo dos estudantes portugueses.
Perseverar nesse êxito, é o que o nosso Colectivo deve assinalar, para avançar de 25 de Abril para o 1º. de Maio.

25 - Lutar pela preservação, defesa e difusão da ideologia do proletariado e contra a agressão ideológica imperialista e social-imperialista.
Imperialistas e social-imperialistas têm vindo a intensificar a sua acção no decurso do presente ano lectivo, no sentido de corromper a juventude e de a subtrair à ligação com o Povo, e à aderência aos princípios e aos ideais do proletariado revolucionário. Os instrumentos de que se servem, vão desde a droga e da prostituição, à cultura decadente, transportando-a através dos seus Festivais, Feiras e Mercados.
O nosso trabalho nesse domínio é manifestamente insuficiente.
Certas iniciativas como o intercâmbio desportivo das nossas direcções de Associações de Estudantes, a promoção de um ou outro colóquio na Universidade, e a realização das Jornadas Culturais e Desportivas da Escola Comercial Veiga Beirão, são positivas, mas não nos podem fazer esquecer a situação de atraso em que estamos.
Além disso, frequentemente nos "esquecemos" do nosso papel de brigada de agitação e propaganda do Partido. Assim é que o plano aprovado no Comité Regional, consistente em todas as células fazerem uma propaganda regular nas praças e locais onde normalmente, vendem o Luta Popular ficou no essencial letra morta.
A orientação que o Colectivo de Quadros Dirigentes Organização Regional de Lisboa da nossa Federação, deve tomar para resolver este grave problema, centraria num conjunto de pontos a saber;
a)   Reforçar a propaganda e agitação comunista em torno do conteúdo do ensino e reforçar a luta ideológica activa no seio das largas massas estudantis.
b)   Aprofundar a actividade das secções culturais e desportivas das Associações de Estudantes, tomá-las como bastião avançado na luta contra a agressão ideológica imperialista e social-imperialista.
c)   Intensificar as iniciativas locais e de escola no campo da cultura e do desporto, no sentido de divulgar a Cultura Nova e o desporto assente na amizade em primeiro lugar e na competição em segundo lugar.
d)   Responder taco a taco às "grandes" manifestações culturais imperialistas, e, em particular, social-imperialistas, e organizar jornadas de grande envergadura de difusão da ideologia e da cultura próprias do proletariado revolucionário e do Povo. Aplicar a política de Frente Única neste domínio.
e)   Aplicar o plano traçado de propaganda nos lugares e praças de Lisboa, onde normalmente é vendido o Luta Popular.

D - UNAMO-NOS PARA A LUTA E PARA A VITÓRIA
26 – Alcançar a vitória na Campanha da Venda integral do Luta Popular
A semana que este Colectivo inaugura coloca-nos pela frente a tarefa de alcançar a vitória na Campanha da Venda Integral da Edição do Luta Popular.
1750 jornais é um objectivo avançado, se atendermos a que ele duplica a melhor semana de venda do jornal até agora atingida. Mas, ainda assim, é um objectivo perfeitamente ao nosso alcance. Basta para isso que as diversas células planeiem rigorosamente a sua venda, ponham as suas forças na máxima tensão, ousem ir para o seio das massas com o espírito da vitória.
Esta Campanha permitirá provar que 800 jornais é um objectivo baixo no conjunto da Org. Reg. de Lisboa da FEM-L, e O cumprimento do plano apresentado pelo Dep. do Luta Popular, fará mudar a atitude da FEM-L face ao jornal.
Assume extrema importância O compromisso dos dirigentes da nossa Org. Regional no conjunto da campanha, quer no apoio aos sectores que se vão atrasar, quer na direcção prática que devem exercer nos pontos chave da Campanha, ou seja nas células com objectivos mais elevados.
É para esta tarefa que o Colectivo deve sair fortemente mobilizado.

27 - Planear o trabalho nas Férias escolares.
Um comunista não tem férias, e a luta de classes não pede tréguas por causa do calor.
Nesse sentido devemos desde já planear rigorosamente o nosso trabalho para es te período que se caracteriza por uma relativa dispersão das massas, e pela cria­ção de diferentes condições para o nosso trabalho político.
Devemos manter uma coesão grande nas nossas fileiras e impedir que as células deixem de funcionar e se desagreguem por virtude dos deslocamentos dos quadres. Apenas em última hipótese esses deslocamentos devem ser permitidos. Um comunista deve estar sempre presente no seu posto de combate, e a situação política actual exige que mantenhamos as nossas forças concentradas, qualquer caso, aqueles quadros cuja saída de Lisboa não pode ser evitada devem manter sempre vínculos organizativos com as suas células e devem esforçar-se por cumprir o seu papel de propagandistas e agitadores no seio do Povo, nos locais para onde vão sob a direcção do Partido. O mesmo se passa relativamente aos aderentes. O Luta Popular deve servir como o principal veículo da difusão da política do Partido e o laço mais estreito entre os diversos organismos e os quadros que se ausentem de Lisboa. Imediatamente todas as células deverão fazer o recenseamento de todos os simpatizantes e aderentes e dos locais para onde eles se deslocarão durante as férias, com vista a nunca perder o contacto com eles.
Brevemente o Comité Regional fará aprovar o plano de acção para o período de férias escolares.
É isto, nesta frente, o que o Colectivo deve reter.

28 - Preparar a Conferência da Organização Regional de Lisboa da FEM-L.
A realização da Conferência da Org. Reg. de Lisboa da FEM-L é uma necessidade real. Os seus objectivos são os de proceder a um balanço aturado e minucioso da nossa actividade, a luz das resoluções do Congresso da Fundação, dos Plenuns do Comité Central do Partido e do Congresso Nacional da FEM-L. Ela destina-se ainda a eleger o Comité Regional de Lisboa da FEM-L.
Em boa medida o avanço e a vitória desta 2a etapa da ofensiva política do Partido será determinante do êxito da Conferência. Todo o nosso esforço prático da ofensiva deve pautar-se tendo em vista a realização da Conferência, que nos permitirá dar um poderoso salto em frente no nosso trabalho político.
O Colectivo é uma realização política que se enquadra dentro desta perspectiva.

29 - Trabalhar com determinação atrever-se a obter vitórias.
Abordámos no decurso deste Relatório um conjunto importantíssimo de questões. Em certa medida ele encerra um plano de acção que deve ser concretizado no conjunto dos organismos da nossa Federação. Em toda a medida, aquilo que deve pautar sempre a nossa actividade é a correcta compreensão e a aplicação entusiástica da política definida no II Plenum do Comité Central do Partido, e a organização da 2ª etapa da ofensiva política do Partido. Sem nos cingirmos sempre à linha geral revolucionária proletária do Partido, sem termos a luta de classes como eixo e sem fazermos da direcção da luta das massas o esforço do nosso trabalho político não resolveremos nenhum problema. Podemos invocar os métodos de direcção e o estilo de trabalho, argumentar na base de falsos pretextos conjunturais, e levantar as questões técnicas como o factor das derrotas - neste caso estamos a perder e noutro a não compreender que é na linha política que se centra a luta.
É necessário reafirmar que progredimos bastante, mas não resolvemos todos os problemas, pelo que se esmorecermos no combate a corrente da capitulação pode sobrepor-se à ofensiva.
Pôr a política no comando é aquilo que devemos ter sempre em mente, para manter viva a chama do Congresso da Fundação na Org. Reg. de Lisboa da FEM-L.

30 – Final.
Já vai longo o Relatório. Espero que os nossos camaradas dirigentes da Org. Reg. de Lisboa saibam transformar a vastidão das questões com que nos debatemos em ideias simples e claras, capazes de mobilizar a enorme energia dos quadros, para que a política do Partido se possa assumir como uma enorme força material, capaz de nos levar à vitória na Revolução Democrática e Popular no caminho do Socialismo e do Comunismo.

VIVA O PARTIDO!

Lisboa, 12/6/77

Raul

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