quinta-feira, 8 de junho de 2017

1977-06-08 - CONTRA A TRAIÇÃO DOS “DIRIGENTES” VENDIDOS! - FEML


Federação dos Estudantes Marxistas – Leninistas

AVANÇAR NA LUTA ATÉ À VITÓRIA!

1 - No passado dia 29, a realização do ENDA do ensino Superior demonstrou claramente aos estudantes a traição que se erguia nas suas costas, por parte dos social-fascistas da UE"C"/U"DP”, e ficou também demonstrada a razão pela qual eles propunham uma greve a conta gotas, e não greve até à satisfação das reivindicações dos estudantes.
Analizemos assim as decisões desse ENDA, e tiremos as devidas ilações.
Após semana e meia em que a greve foi cumprida a quase 100% na Academia de Lisboa, em que uma manifestação para S. Bento mobilizou milhares de estudantes numa prova de força que não se via desde o 25 de Abril, as "formas de luta" aprovadas pelos "dirigentes" traidores resumem-se à realização de jornadas culturais, à participação em jornadas da Intersindical da traição, à criação de um "boletim de luta" e realização de abaixo-assinados que não passam de novos referenduns.

Tal posição não é de estranhar, tendo em conta o caminho que sempre apontaram: desde a tentativa de isolamento da luta dos estudantes de Farmácia contra a selecção e a reestruturação burla da luta que os estudantes travam a nível nacional, à realização de uma greve de 3 dias, após os quais deixa os estudantes sem qualquer perspectiva. A função deste último ENDA, foi assim o de unir toda a família revisionista, para em conjunto com o MEIC, o C"DS"/P"PD"/P"S" gritarem em uníssono não à greve.
Tal traição era absolutamente previsível, tendo em conta os objectivos de tal gente: a pressão no sentido da distribuição dos órgãos de gestão do MEIC, das cátedras e do próprio governo.
Mais tentou este ENDA: disse que as reuniões de massas eram desmobilizadoras, que funcionavam num clima de "emotividade", e quem deveria dirigir as lutas seriam as RIAs, ou seja: tal gente pensa que os estudantes não têm nenhum papel na luta que travam, e quem o deverá ter, serão as DAEs. Comentários, para quê?
2 - Na Faculdade de Farmácia, os comunistas puseram a público o plano de reestruturação que estava a ser discutido nas costas dos estudantes, no Conselho Pedagógico.
Tal plano, visa o reinstaurar de precedências e a realização de exames obrigatórios entre outras coisas, e insere-se na tentativa de selecção intensiva dos estudantes, e que o reduzido número seleccionado seja fiel aplica- dor e seguidor da política da classe dominante; tal é o plano da burguesia para o ensino, conforme dissemos no nosso último comunicado.
A tentativa de isolar a luta contra estas medidas da luta das 3 Academias foi nítida, quer por parte da JSD/DAE, que dizia que eram precisos subsídios para reinstaurar as precedências (?), aos social-fascistas da UE"C" /U"DP", que nem sequer falavam em tal, dizendo que era somente necessário solidariedade com o Porto e Coimbra. Mas como se consegue esta solidariedade como pode a luta dos estudantes sair vitoriosa? Não é lutando contra a política do MEIC nas nossas escolas, integrando essa luta na luta mais geral dos estudantes, que se deve inserir na luta do povo, contra as medidas anti-operárias e anti-populares de governo? E claro que é, e foi nesse sentido que os estudantes aprovaram a realização de uma manifestação que integre a luta estudantil na luta da classe operária e do povo.
Fica assim completamente a nu o carácter das propostas que os sucessivos ENDAs têm apresentado.
3 - Face à situação de traição da luta que os "dirigentes" vendidos pretendem conduzir, só resta responder com a luta dos estudantes dispostos a prosseguir a luta até à Vitória, a luta contra a reforma da burguesia para o ensino.
A nossa luta só sairá vitoriosa, se a soubermos integrar na luta da classe operária e do nosso povo, em luta concretamente contra a fome, a miséria, o desemprego, as desintervenções; esta é a chave da vitória.
Assim, na próxima RGA, os estudantes devem convocar um plenário da Academia, onde devemos assim dar uma resposta firme e inequívoca à política reaccionária do MEIC e aos seus aplicadores, apareçam estes mascarados ou não.
Os estudantes responderão firmemente aos "dirigentes" vendidos que pretendem vender a luta dos estudantes em troca de uns tachos governamentais e avançarão assim para a Vitória na luta contra a política da classe dominante nas escolas.

MORTE AO FASCISMO E AO SOCIAL-FASCISMO!
RESPONDER COM A LUTA À TRAIÇÃO DOS "DIRIGENTES" VENDIDOS!
VIVA A JUSTA LUTA DOS ESTUDANTES CONTRA A REFORMA DA BURGUESIA PARA O ENSINO!
OS ESTUDANTES LUTAM AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
VIVA A FEM-L!
VIVA O PCTP!

8/6/77
A célula da FEM-L da F. de Farmácia de L.

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