sexta-feira, 26 de maio de 2017

1977-05-26 - SOLIDARIEDADE COM COIMBRA - UJCR

UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA
Destacamento Juvenil do PCP(R)

SOLIDARIEDADE COM COIMBRA
A LUTA CONTINUA!

1) Face à recusa de diálogo com as direcções de Ass. Es. por parte de Cardia à Academia de Lisboa reunião em plenário com a presença de mais de 5000 estudantes e decidiu entrar em greve até ao próximo Domingo (data de realização do ENDA) continuando firme na solidariedade com Coimbra e em luta contra e política reaccionária MEIC.
Ao longo deste processo de luta, desde os sectores direitistas do PS até ao PPD e o CDS, todos os reaccionários se uniram para combater o mov. estudantil, e defender a repressão policial, o encerramento da Universidade de Coimbra, a reintegração dos fascistas saneados, etc. Pelo seu lado, os revisionistas da UE“C” têm ao longo de todo o processo feito todos os esforços para a desmobilização estudantil; começaram por defender o Não à greve em Coimbra até acabarem por agitar a "greve geral ilimitada” fazendo, afinal, o jogo dos reaccionários que estão contra a greve de solidariedade. Por outro lado, ainda, forças que como a MRPP durante o processo de gestão furaram a greve decretada pelo Plenário da Academia, não nos merecem qualquer confiança nas posições que tomam.
2) Os estudantes de Direito souberam, entretanto, mobilizar-se para esta luta de solidariedade com Coimbra e fizeram cumprir no dia 17 uma greve a quase 100%. Face a esta firme posição a dir. da Ass. deixou cair a capa democrática com que tentava enganar os estudantes e só soube usar as ”Bengalas", gases lacrimogéneos e a agressão cobarde, chegando ao ponto de, impotentes perante a mobilização dos estudantes, chamar a policia de choque para invadir a faculdade como os pides aqui faziam antes do 25 de Abril.
No seguimento de tudo isto marcam a farsa de RGA para a Aula Magna em que, desde o controle de entradas em que ”os conhecidos” não necessitavam de identificação um piquete de "gorilas” andava pela sala a provocar, até ao golpe que pretendiam no modo de votação, tudo fizeram até que centenas de estudantes se viram obrigados a abandonar a sala, não se submetendo à votação.
Estas manobras não passam em claro; os estudantes permanecem firmes na luta já iniciada e não vergarão.
3) A fac. de Direito está, como todas as fac.s de Lisboa, vinculada ao Plenário da Academia. Como todos os estudantes de Lisboa devemos manifestar a nossa solidariedade nesta luta e fazer cumprir a greve.
Saudamos a justa posição dos docentes que decidiram apoiar as decisões do plenário e se juntam à nossa luta, a esta luta que é a mesma de todos os que lutam contra o regresso do fascismo às escolas e pelo direito ao ensino, aqui na FDL (contra a reintegração do F. Olavo e do Inocencio Galvão Teles) como em Coimbra. A política do MEIC, só tem neste momento o apoio dos fascistas do PPD-CDS que, como em Farmácia, fazem a proposta na Assembleia de Representantes de pedir a cobertura da polícia para estes dias de greve.
A luta dos estudantes é justa; ela é neste momento um componente da luta de todos os trabalhadores, e ela passa também aqui pela FDL. A RGA que a dir. da Assoc. marcou para hoje visa precisamente impedir a ligação da nossa luta à luta mais geral do povo trabalhador, pois vem colidir com a realização de grande manif. para S. Bento.
Enganam-se porem os reaccionários. A nossa presença na escola nestes dias de greve acompanhando as iniciativas que foram organizadas (meetings, canto livre, etc.) será uma manifestação firme da nossa força e será a firmeza que levaremos à rua unidos na luta.

- PELA REABERTURA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA SEM SANEADOS:
- CONTRA O FASCISMO NAS ESCOLAS E A POLÍTICA DO MEIC!
- A LUTA CONTINUA!

Núcleo de Direito da UJCR
26/5/77

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