sexta-feira, 12 de maio de 2017

1977-05-12 - Improp Nº 01 - IV Série - Movimento Estudantil

EDITORIAL
AO TRABALHO                

Após um processo algo cansativo terminaram as eleições para a Associação. Eleita a nova direcção, cabe a ela a tarefa de dinamizar as estruturas associativas cujo trabalho foi atenuado durante este último período, de avançar com medidas para a resolução dos principais problemas da escola, de alterar o que há a alterar na vida associativa.
Trata-se, pois, de passar das palavras aos actos.
No campo pedagógico, é onde se fazem sentir actualmente os problemas de mais urgente solução. Se pensarmos por exemplo na forma como tem vindo a evoluir a situação do curso de Biologia, cujo seguimento não está garantido para muitos estudantes por falta de professores e instalações, se atentarmos nas dificuldades evidentes em relação à avaliação de conhecimentos, nos obstáculos levantados ao funcionamento das aulas nocturnas e na forma suberrepticia como estão os cursos a ser reestruturados teremos uma ideia do tipo de problemas existentes.
Os estudantes devem tomar a iniciativa de colocar todos esses problemas e delinear as alternativas que se impõem. Dai a necessidade de uma maior colaboração entre a direcção da Associação e as Comissões de Curso.
As secções associativas devem programar a sua actividade de modo a aproveitarem todo o tempo de aulas que resta. A exemplo do que foi feito noutras alturas, torna-se imprescindível a organização das mais variadas iniciativas concretas onde possa participar grande número de estudantes. Pensamos nomeadamente que é necessário reforçar a intervenção estudantil em assuntos como o da política energética, investigação científica, orientação pedagógica, etc..
A curto prazo devem também ser adoptadas medidas concretas para melhorar o funcionamento da Cantina, para resolver os problemas económicos da secção de folhas e para acelerar as obras de reparação do Ginásio da AEFCL.
De salientar ainda a necessidade de se desenvolver uma campanha de solidariedade dos estudantes de Ciências para com a luta dos colegas de Coimbra, de Psicologia do Porto, das Medicinas, etc.
Neste mês de Maio de 77, após as eleições associativas que deram a vitória a uma direcção progressista, é urgente avançarmos para a construção efectiva da unidade de todos os estudantes de Ciências, a partir da actividade comum e da luta pela resolução dos problemas comuns.
Estamos num período no qual o ensino e a economia do país atravessam uma crise que se arrasta e que só pode ser resolvida correctamente se ligarmos a nossa luta à luta do povo português por uma escola nova numa sociedade nova.

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