segunda-feira, 22 de maio de 2017

1977-05-00 - LISTA D - E.S.B.A.L. - Movimento Estudantil

Programa

SOCIAL-FASCISTAS FORA DA A.E.
POR UMA AE. DEMOCRÁTICA

LISTA D

PELA OFICIALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA E.S.B.A.L. NA UNIVERSIDADE

ÍNDICE
INTRODUÇÃO
1. GESTÃO DA ESBAL
OFICIALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA ESBAL NA UNIVERSIDADE
2. AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
3. TRABALHADORES ESTUDANTES
4. FUTURO PROFISSIONAL
5. SECCÕES DA AE
A SECÇÃO INFORMATIVA
Informação
Sonora
DESPORTIVA
SOCIAL
Cantina
Papelaria
Primeiros Socorros
Editorial
CULTURAL
DE APOIO AOS TRABALHADORES ESTUDAN­TES
6. MOVIMENTO ASSOCIATIVO

INTRODUÇÃO
A nossas lista, com as palavras de ordem “SOCIAL FASCISTAS FORA DA AE! POR UMA AE DEMOCRÁTICA!, é composta por pessoas com e sem partido, que embora defendendo ideias diferentes, uniram-se no sentido de formar uma Associação virada para os interesses dos estudantes, verdadeiramente DEMOCRÁTICA, que passa pela expulsão da actual direcção que em nome da democracia, da unidade e sem o escudo do "apartidarismo" teve uma prática desligada da vida da escola, socialista nas palavras e fascista nos actos.
A actual direcção da AE, não foi capaz de levar à prática um só ponto do seu programa.
Logo no início, falavam na "Necessidade urgente da criação de uma AE que mobilize e organize os estudantes à volta dos seus interesses e aspirações mais prementes". Apenas palavras dado que na prática a desmobilização é maior.
Mas a demagogia vai mais longe. Desde as promessas de actividades culturais - "Dinamizar grupos de teatro e cinema, organizar colóquios e exposições, fazer a ligação da escola ao exterior através da recolha de valores culturais e artísticos populares, intervenção plástica a nível rural e fabril, cursos de férias e reciclagem" –  À cantina com preços mais baixos, creche - "outro dos nossos objectivos" como diz no programa,absolutamente nada foi feito. Na prática nada vemos, pelo contrário temos que comer a um preço mais elevado, e o Bar continua com os mesmos problemas financeiros, mesmo mais graves. Enquanto isto se passa, com o dinheiro do subsídio a direcção da AE comprou uma estante caríssima (12 contos) para a papelaria, e uma máquina de escrever eléctrica, dando-se ao luxo de querer contratar uma dactilógrafa.
A desmobilização é cada vez maior, mesmo agora no final do ano, dando azo aos que anseiam pelos tempos passados explorem a expressão de que "a escola está pior que dantes". Isto deve-se exactamente à política dos falsos democratas, e da falta de capacidade dos órgãos de gestão, nomeadamente a actual direcção da AE, em levar à prática as conquistas por nós estudantes alcançadas.
Não basta dizer. É necessário fazer. Como a actual direcção nada fez, golpisticamente atrasou as eleições que já deviam ter sido efectuada, há um mês e tal, tentam do ganhar tempo, para dizer que fez o que não fez.
Assim, já no final do ano, lança um inquérito aos trabalhadores estudantes, que e em síntese perguntar a um cego se quer ver, ou seja, se um trabalhador estudante quer ter aulas fora do período de trabalho. Tenta pôr-se à cabeça da exposição, justa aspiração dos estudantes, relacionados com a oficialização que todos nós pretendamos, e que até aqui se tem limitado a fazer abaixo assinados no sentido de nos iludir dizendo que, nos comportarmos bem comportadinhos, e se assinarmos, o MEIC oficializa e integra a escola na Universidade.
Mas poucos são aqueles que ainda confiam nestes senhores, pois a prática provou que a sua falta de trabalho ao longo do ano é fruto directo do desprezo e isolamento a que foram votados pelos estudantes, chegando mesmo ao fim a não poderem contar com os próprios elementos da lista e muito menos com os possíveis colaboradores.
Tudo isto preparado,não "apartidariamente” mas fortemente dirigido como vamos provar. No "Diário Popular" de 8 de Março de 1977, podemos ler no artigo "A UEC CONTRA AS CONDIÇÕES IMPOSTAS PARA INGRESSO NA UNIVERSIDADE”parágrafo "em conferência de Imprensa realizada ontem à tarde, João Leal, Eugénia Varela Gomes, Ambos do Comité Central da UEC e Inês de Castro e JOÃO NUNO REPRESAS, membros da direcção da organização regional do Ensino Superior...". Eis um caso do "apartidário" social-fascista infiltrado na escola que galgou a direcção da AE em nome da unidade e do partidarismo". Como prémio tem já um tacho na organização regional do Ensino Superior do P"C"P.
Todavia, ainda existem outros elementos da escola que pensam combater a actual direcção da AE e a linha errada por ela seguida, materializada nos seus elementos, sem se oporem frontalmente, denunciando caso a caso todas as formas oportunistas e demagógicas, preferindo conciliar com a actual direcção. Assim, numa RGA, ao denunciarmos o "apartidário" João Nuno, lendo o recorte do "Diário Popular" transcrito, e outros casos de "apartidarismo" da direcção da AE, os conciliadores, disseram que isso era perder tempo, que agora não é altura para essas coisas.
Quem tem medo da verdade?
É que também eles, os neo-revisionistas sem paradeiro certo,escudam-se atrás do "apartidarismo" como tentaram fazer quando a AE estava em embrião ou seja na comissão pró-associação no ano passado, e continuam agora para tentar atingir a direcção da AE embora com ama nova forma.
É pois contra todos estes oportunistas que quer oficialmente quer por infiltrações feitas nos órgãos directivos da AE, que a lista "Social-Fascistas fora da AE! Por uma AE democrática!", se apresenta às eleições comprometendo-nos a levar até ao fim o nosso programa.
SOCIAL-FASCISTAS FORA DA AE! POR UMA AE DEMOCRÁTICA!

1. GESTÃO DA ESBAL OFICIALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA ESBAL NA UNIVERSIDADE
No programa de 76 da actual direcção da AE, à justa reivindicação dos estudantes pela oficialização, foi feita a promessa de que esta situação seria resolvida, mas, antes pelo contrário, esta questão de fundo e fundamental para a nossa sobrevivência, continua a arrastar-se levando mesmo a uma situação de impasse que se aplica perfeitamente ao actual plano do ministério do Cardia para o ensino.
O plano que começou a ser aplicado nas escolas através do decreto de gestão em lº lugar, para ser completado com uma portaria relativa aos sistemas de avaliação, liga-se à reestruturação do ensino através de uma comissão inter-universitária eleita pelo Meic, sem a participarão dos professores da escola, encarregue de elaborar o programa que levará à oficialização tal como o ministério greve ou seja: oficialização sem integração da escola na Universidade, passando a ESBAL a agregar-se ao ensino médio de acordo com a política do Meic de dar incremento às universalidades novas.
Tudo isto com o conluio dos órgãos de Gestão da ESBAL, passando pela comissão de luta que dinamizou o processo para melhor aplicar o decreto do MEIC.
Concretamente em relação ao decreto do Meic qual a posição dos órgãos de gestão quando os alunos anteriormente se tinham vinculado em RGA e através do voto secreto pelo regulamento interno? Falando do C. Pedagógico vemos que os alunos servem-se do regulamento interno para a eleição dos seus representantes mandatando 12, os professores cumprem o decreto ficando eleitos 8. Perante esta posição ambígua os órgãos de gestão decidem mandar para o ministério somente 4 nomes dos alunos eleitos, figurando assim a versão oficial de que a ESBAL segue o decreto na mira de obter uma mais rápida oficialização. Mas será isto conseguido? Pensamos que não, assim como os processos de abaixo assinados e exposições (que a AE) pretende ser selectiva, para mais uma vez deturpar o estado real e concreto em que a escola se encontra.
A nossa proposta para que finalmente consigamos ter a integração da escola na Universidade e a sua oficialização é de que uma vez para todas sejam banidos os social fascistas dos órgãos de gestão, nomeadamente a AE, que ao longo destes três anos só tem boicotado as lutas dos estudantes, não conseguindo dinamizar a escola com o objectivo de a pôr em funcionamento total.
Que a exposição de obras realizadas durante o ano lectivo, seja uma grande exposição anti-selectiva, acompanhada por debates onde cada um poderá expressar a sua opinião e seguir a corrente artística que lhe parecer mais positiva.
SÓ com uma total mobilização dos estudantes em torno dos problemas da escola e fazendo um balanço dos trabalhos elaborados será possível exigir ao MEIC a oficialização e integração da escola na universidade como pretendemos.
PELA OFICIALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO NA UNIVERSIDADE!

2.   AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS
As avaliações de conhecimento não estão a ser levadas à prática, segundo os métodos e o critério de avaliação definidos, o que contribuiu grandemente para a desmobilização da escola.
Isto é feito com o conhecimento dos conselhos de gestão.
De turma para turma as avaliações processam-se de maneiras muito diferentes. Nalgumas registando o trabalho realizado com anotações acerca do mesmo, noutras dão já nota, noutras é traduzida em apto/não apto; suficiente/insuficiente ou ainda em apto escalona do Poucos são os casos onde os conselhos de turma estejam a levar a cabo as avaliações com o seu verdadeiro significado, ou seja trocar amplamente os conhecimentos adquiridos com a máxima participação de todos os alunos sendo que, a maior parte destes, não são verdadeiramente dinamizados no sentido de intervirem nas avaliações para além do professor, como acontece em muitos casos, dando assim um fraco contributo para a avaliação de conhecimentos que se reflecte em grande parte no conteúdo do ensino. Concretamente o Conselho Pedagógico é o principal causador desta anarquia, não cumprindo assim as decisões aprovadas em EGD como órgão máximo da escola, e em particular a actual direcção da AE como cabeça dos estudantes, não cumprindo o programa no que respeita à criação de comissões de curso e ano, que se comprometeu a dinamizar, pois teria um papel fundamental.
Tal situação, permite ao MEIC, depois do sucesso do decreto aplicado à escola, sob a batuta dos revisionistas e neo-revisionistas dar o passo seguinte no seu plano devidamente preparado, ou seja na aplicação da portaria que já fez sair, e traduz-se em:
-  aplicar notas de zero a vinte
-  dar exclusividade ao professor a pro­nunciar-se na nota final
-  acabar os trabalhos de grupo através da avaliação individual
-  realizar provas finais (exames) e assim, Intensificar a selecção na escola.
Foi já criada uma Comissão Coordenadora Provisória dos Conselhos de Turma, eleita numa reunião Plenária de Delegados, que já cumpriu no essencial o seu objectivo fazendo um bom trabalho quer na dinamização dos conselhos de turma, onde ainda não existiam, quer no levantamento minucioso de tudo o que diz respeito aos conselhos já existentes, fruto de uma política verdadeiramente virada para os interesses da escola.
Assim, das 66 turmas existentes no Departamento de Artes Plásticas e Design, 46 já têm os conselhos de turma eleitos, faltando pois 20 a ser eleitos.
Consideramos estar criadas as condições mínimas com estas primeiras medidas, para garantir por parte dos conselhos, se bem dirigidos, um bom funcionamento das avaliações de conhecimento, cabendo a cada delega do descentralizar o método mais eficaz do sistema de avaliação, aprovado em Reunião Geral de Conselhos de Turma. Compete ainda dinamitar uma ampla discussão, virada para a relação entre a forma e o conteúdo, com o objectivo de trocarmos os conhecimentos adquiridos e aplicá-los concretamente a cada trabalho.
Na avaliação final, terá de ser aplicado o apto/não apto escalonado, conforme a pro­posta aprovada o ano passado em RGD, a qual ainda não foi reiterada.
POR UM ENSINO DA ARTE VERDADEIRAMENTE CIENTÍFICO!

3. TRABALHADORES ESTUDANTES
A limitação do acesso ao Ensino Superior às classes menos privilegiadas foi por sistema a política seguida desde os tempos da camarilha Salazarista e Marcelista visando criar uma elite de quadros fiel; seguidores da sua ideologia, mantendo pois a grande massa trabalhadora impedidos de a frequentarem, quer pelos horários de trabalho excessivo, quer pelo funcionamento Interno das Universidades e dos seus horários de funcionamento.
Os estudantes lutam contra o conteúdo reaccionário do ensino, e das matérias, por um ensino ligado à prática por horários nocturnos de modo a que aqueles que trabalham o possam frequentar.
Fruto destas transformações e com o aumento desenfreado do custo de vida que limita ainda mais a frequência, os estudantes ligam-se à produção e é por isso que hoje, na maioria das faculdades e apontamos para o caso concreto da nossa escola, o número de trabalhadores estudantes supera o número dos restantes.
Mas, se é certo que em algumas faculdades o problema tem avançado, o mesmo não se pode dizer da nossa escola.
Os órgãos de gestão e a direcção da AE são os principais responsáveis por este estado de coisas.
De 700 e tal alunos inscritos somente 100 e tal tem frequência: diária regalar, à desmobilização e grande e todos se põem a carpir em vez de atenderem às realidades e tentarem resolver o problema.
Como e que não há-de haver desmobilização se a maioria (70%) são trabalhadores estudantes que têm o seu horário completo de trabalho e se a escola só funciona das 8h às 20h?
E nas avaliações como por em os trabalhadores estudantes competir com os demais que têm todo o dia para trabalhar enquanto eles só umas horas escassas por dia e às vezes somente uma ou duas vezes por semana?
O problema não é novo e já várias vezes, foi levantado embora aos órgãos que compete nada terem proposto.
A actual direcção da AE preocupa-se tanto com este caso que no seu programa do ano anterior nem sequer aborda o problema.
A única coisa que faz, e isto em vésperas de campanha foi lançar dois inquéritos aos trabalhadores estudantes.
A quem é que serviram? Do ano passado não tivemos conhecimento das ilusões a que chegaram, (só se serviram para organizar um ficheiro). Quanto ao deste ano será que só depois do ano estar quase findo e das eleições se aproximarem e que desejam perguntar aos trabalhadores estudantes se desejam ou não horários nocturnos?
Quanto ao problema da direcção da AE convém denunciar o papel que teve no ano transacto quando justamente, os trabalhadores estudantes, lutaram por uma segunda época de exames.
Alguns membros da AE não concordavam e acusavam de oportunismo esta reivindicação e foi um grupo de estudantes que inquirindo junto dos restantes, auscultando os seus problemas, ouvindo as suas soluções elaboraram um abaixo assinado propondo a realização de uma RGD em que era debatido o problema da 2ª época dando assim uma orientação correcta a esta justa luta.
Vendo que a determinação dos Trabalhadores estudantes era indestrutível e inabalável e não querendo opor-se abertamente tentaram cavalgar esta luta e sabotá-la.
Como sabemos, as RGAs desta escola nunca conseguiram ter mais que 20 ou 30 elementos havendo que fazer sempre nova convocação por não existir quórum. Nesta reunião, os estudantes apareceram massivamente pois houve o cuidado de auscultar qual a melhor hora para a realização destas Assembleias.
Vendo que de maneira alguma conseguiriam enganar e desviar os estudantes da sua luta a direcção da AE, numa das reuniões de T.E que estava marcada para as 21h, a mesa da AE que devia dirigir os trabalhos apareceu perto das 22h30mn quando os estudantes já se dispunham a dirigirem eles os trabalhos.
O que esperavam estes senhores se calhar era que os estudantes se fartassem de esperar e fossem embora.
Nada fazendo, e, tentando boicotar esta luta a direcção da AE tem o total desprezo e repúdio por parte dos estudantes. Como tivemos oportunidade de dizer nessa altura, não e o caso de uma segunda época que vai resolver o problema, esta reivindicação foi uma forma de luta que teve que ser utilizada na altura, e que foi correcta.
O que nós propomos é igualdade de oportunidades tanto para aqueles que trabalham como para aqueles que só estudam.
POR UM HORÁRIO COMPATÍVEL PARA OS TRABALHADORES ESTUDANTES

4. FUTURO PROFISSIONAL
O ensino de Belas-Artes, como qualquer outro curso, visa seleccionar para a sociedade um certo número de quadros considerados aptos a responder às exigências da actividade política e económica dessa mesma sociedade. A actividade, produtiva ou não, constitui um todo de diversas partes que se completam e cada parte é estruturada em função desse conjunto. Não existe, portanto, para as artes qualquer estatuto especial fora de tal estrutura porque à cultura, em qualquer circunstância, cabe a tarefa de bater o terreno para a aplicação de tais medidas.
Na sociedade Portuguesa, assente num capitalismo fraco e dependente dos países Imperialistas, a arte, reflecte, no seu campo específico, os mesmos sintomas que a tecnologia, a Indústria ou a agricultura.
O ensino dirigido pelo e para o sector profissional reflecte, obviamente, tais sintomas;
A preparação dos estudantes é deficiente e os meios de expressão visam submetê-los ao princípio definido no quadro negro da ideologia da classe dominante. No quadro dos princípios exóticos importados sem o menor espírito crítico e da subformação cultural.
A maioria dos quadros da escola vê-se o brigado a vincular-se ao professorado, que se encontra ameaçado com a criação de estruturas paralelas mediante a criação de novas escolas de arte, raramente conseguindo outro tipo de trabalho.
Afinal qual o nosso futuro?
Estando matriculados numa escola que se pretende de arte, vemos como única saída a carreira docente, para a qual não nos preparamos na escola e que muitos de nós recorremos apesar de rejeitar. Paralelamente, se quisermos dedicar-nos a uma investigação profunda quer prática quer teórica vemo-nos automaticamente impedidos, por na actual estrutura social não ser assegurada a investigação.
Nestas circunstâncias, a única saída possível que pode garantir um desenvolvimento real no ensino das artes é um ensino virado para o exterior, bem dirigido. Um ensino aberto, que deverá centrar-se particularmente em dois eixos:
-  A FORMAÇÃO exigindo o apetrechamento da escola, em qualidade e quantidade, de todos os matérias e instrumentos relativos a cada tecnologia e, consequentemente, a redefinição dos métodos de ensino no que concerne ao conhecimento efectivo deste ou daquele material plástico. Reivindicar visitas de estudo e pequenos estágios em sectores de produção ao convidar operários especializados e outros profissionais a dirigirem pequenos seminários na escola, parece ser o melhor processo de garantir, de um modo igual para todos os estudantes, a aprendizagem fundamental ao desenvolvimento dos seus trabalhos.
-  A LIBERDADE DE EXPRESSÃO lutando por uma verdadeira liberdade de trabalhar dentro de qualquer ideologia; fora de qualquer coacção ou escola preconcebida; contra a selecção unilateral e pela participação conjunta dos estudantes e professores na exposição e debates amplos de qualquer trabalho
POR UM ENSINO VERDADEIRAMENTE ABERTO!

5. SECÇÕES DA AE
A. SECÇÃO INFORMATIVA
1 - INFORMAÇÃO
Esta secção terá por fim esclarecer os alunos das lutas e reivindicações da escola através de comunicados, cartazes, jornais de parede, e um boletim periódico onde se­rão relatadas as lutas das outras escolas e o andamento do movimento associativo.
2 - SONORA
Como complemento desta secção propomos a instalação de uma rede sonora (bar, pátio), de que os alunos possam vir a ter acesso participando num programa de actividade, elaborado pelos colaboradores associativos.
B. SECÇÃO DESPORTIVA
Encarando o desporto não com um carácter competitivo, mas sim como uma actividade necessária, pensámos dar-lhe uma perspectiva correcta do ponto de vista da cultura física e do intercâmbio entre modalidades, a dizer:
- Instalação de mesas de ping-pong (sala de alunos);
- Fomentar o início da prática da expressão corporal;
- Elaboração (por parte dos estudantes de design e tecnologia da madeira por ex.) de tabuleiros e peças de xadrez, com vista à execução desta modalidade.
-  Estabelecer contactos com outras escolas, com vista a fomentar o intercâmbio desportivo e a serem utilizados os recintos das mesmas para a prática de desportos, dado que não existem possibilidades técnicas na escola.
C. SECÇÃO SOCIAL
1 - CANTINA
É uma justa e longa aspiração da maioria dos estudantes e trabalhadores da ESBAL terem uma cantina que satisfaça minimamente as suas necessidades. Até agora este problema não foi resolvido, nem pelos órgãos de gestão nem pela AE. (actual direcção).
Numa troca de impressões com os trabalha dores do bar, podemos constatar que este não usufrui de qualquer subsídio, não podendo por isso estar devidamente apetrechado, nem baixar os preços das refeições. Que o elemento da AE, encarregue da contabilidade do bar não presta regularmente contas do dinheiro entregue.
Pensamos que os estudantes da AE, encarregues desta secção, devem regularmente, juntamente com os empregados do bar, fazer balanços da situação económica do bar assim como do estado de conservação do material.
A situação do bar, interessa a todos os estudantes da escola, devendo todos zelar pelo seu bom funcionamento.
Quanto às instalações são exíguas e necessitavam ser aumentadas, sendo mais premente o caso da cozinha que não tem condições. A promessa feita gela escola de que seria adquirido um fogão e um frigorífico, indispensáveis devido ao seu estado, ainda não foi cumprida.
Como necessidade mais premente para o desenvolvimento do serviço do bar reivindicaremos Junto aos serviços sociais do Meic, a verba necessária para superar estas dificuldades.
2 - PAPELARIA
Atendendo a que a papelaria é uma das necessidades mais prementes da escola e tendo em consideração que a actual direcção da AE não tem administrado correctamente as finanças, pois gastou o pouco dinheiro de que dispunha não com material necessário aos estu­dantes, mas sim na compra de uma luxuosa es­tante que poderia ter sido elaborada com material próprio da escola, propomo-nos esta­belecer contacto directo com os armazenistas, e temos já contacto com uma cooperativa livreira que possibilita a compra de qual - quer livro, mediante um desconto entre 10% e 15%.
3 - EDITORIAL
Esta secção tem por fim apoiar os vários cursos e disciplinas, publicando folhas e textos de apoio às cadeiras teóricas ou ainda trabalhos considerados de utilidade para a escola.
4 - PRIMEIROS SOCORROS
Em qualquer local de trabalho e em qual­quer escola deve existir sempre um posto de primeiros socorros, equipado devidamente, que zele pelas condições de segurança no trabalho, prestando a devida assistência em caso de acidente, sendo que na nossa escola existem algumas tecnologias onde esse risco existe, nomeadamente escultura.
D. SECÇÃO CULTURAL
Para além de realizar exposições e colóquios, em que seja debatida a situação das artes em Portugal, de maneira a que todas as formas de expressão possam manifestar-se com o objectivo de que as mais variadas opiniões rivalizem para que daí possa sair uma direcção correcta acerca do contributo das artes plásticas na cultura portuguesa; achamos que só há uma forma de contribuir para o desenvolvimento da cultura que sirva o povo ou seja, recorrendo-se das raízes e formas populares genuínas, embora não pondo de parte tudo o que possamos aprender com a cultura estrangeira muito embora não nos deixemos colonizar por formas estranhas desligadas da vida e pensamento da cultura portuguesa.
A secção cultural da AE, está disposta levar a cabo a proposta apresentada no final do ponto 4 deste programa -Futuro Profissional.
Não basta ligar a escola ao exterior, é preciso fazê-lo de uma maneira correcta. Ilustrando este ponto com factos passados na escola focamos, era 1º lugar, como exemplo negativo a "Semana Encontro com o Plástico" e em 2º, como exemplo positivo a Escola Aberta de Desenho. Dois exemplos do que pode ser a ligação da escola ao exterior.
A semana encontro com o plástico, patrocinada pelo departamento de Design, não passou de um encontro com os srs. engenheiros, administradores e técnicos altamente qualificados, no edifício do LNEC, onde perdemos a maior parte do tempo enquanto que nas fábricas, local onde deveríamos enriquecer os nossos conhecimentos assimilando toda a experiência dos operários e técnicos especializados, que trabalham constantemente na transformação e concepção de vários objectos, limitámo-nos a passar rapidamente, de secção para secção, conforme o que nos ia indicando.
A Escola Aberta de Desenho, levando à prática os princípios por ela definidos e concretizados por vários elementos, entre alunos desta escola, doutras escolas, professores e empregados, que deslocando-se a fábricas e grandes oficinas, contactaram com os operários onde para além de trocar as suas experiências de trabalho, enriqueceram a Escola Aberta de Desenho com os seus trabalhos, alguns executados no local.
Temos ainda desenhos que um operário chegou a oferecer à Escola Aberta de Desenho
E. SECÇÃO DE APOIO AOS TRABALHADORES-ESTUDANTES  
Esta secção criada pela necessidade de resolver os problemas específicos dos trabalhadores estudantes, propõe-se para este ano, dado as razões particulares a que estão sujeitos os alunos trabalhadores, levar a cabo a seguinte medida:
Atendendo a que este ano a situação se mantém inalterável, propomos que os trabalhadores estudantes sejam avaliados de acordo com o tempo de frequência que podem dar à escola atendendo as suas limitações, comprometendo-se a lutar por isso.
Para o ano seguinte que se estabeleçam contactos com os órgãos competentes com vista a criação de horários nocturnos compatíveis com os dos trabalhadores estudantes
SOCIAL FASCISTAS FORA DA AE!
POR UMA AE DEMOCRÁTICA!

6. MOVIMENTO ASSOCIATIVO
A luta que os estudantes têm vindo a travar deforma a criarem uma verdadeira UNEP, que defenda os seus interesses, várias linhas têm surgido encontrando-se actualmente em confronto três posições:
- Uma, social fascista, em que se encontram reunidos UECs e GEUPs, tentando criar mais uma intersindical, desta feita com associações estudantis;
- Outra, de conluio com o Meic, pretende fazer nascer mais um departamento do Meic, mediante um orgão federativo nacional.
- A última posição, que defende a criação de uma UNEP, de que façam parte o maior numero possível de associações, (pelo menos 50%, actualmente há só 30% de associações formadas entre ensino médio, superior e secundário), pretende ser uma associação democrática formada nas lutas travadas pelos estudantes, sabendo levá-los à vitória quer quanto à política reaccionária do Me­ic, quer quanto aqueles que metendo-se no interior das lutas mais não fazem do que as trair.
Em relação à actual direcção da AE, vemos que nunca convocou RGAs de que saísse mandatada aos Endas em que se fez representar ainda este ano, em que o João Nuno foi porta voz de propostas apresentadas em nome da escola.
POR UMA UNEP VERDADEIRAMENTE REPRESENTATIVA




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