sábado, 6 de maio de 2017

1972-04-00 - O Martelo Nº 02 - Com Ope Estaline

O MARTELO
BOLETIM OPERÁRIO DE INFORMAÇÃO REVOLUCIONÁRIA
Nº 2 Abril/Maio 72

COMITÉ OPERÁRIO ESTALINE

1 - A lata do proletariado contra a burguesia só acabará  quando a burguesia, os patrões, desaparecerem para sempre da face da terra. Só a classe operaria unida e organizada terá a força suficiente para vencer a burguesia que parece ser poderosa mas que não passa dum tigre de papel: forte na aparência mas bem fraca por dentro.
Mas não basta dizer que a burguesia na realidade, é fraca. A burguesia que é a classe dos governantes, do Marcelo dos patrões, etc., nunca dará o poder aos operários, do pé para a mão e de sua livre vontade. É preciso que todos os operários e trabalhadores tomem consciência que sem eles o patrão não tem lucros nem os explora, que sem eles o patrão já não anda de Mercedes nem come lagosta.
É preciso, também que os operários saibam que a polícia, a Pide e o exercito são dos patrões e servem para defender os seus interesses, e que unindo-se e organizando-se ilegalmente para a luta contra o capitalismo, os operários conseguirão a vitória sobre os reaccionários burgueses. Só com greves, sabotagens e luta armada o proletariado criara o estado socialista: a ditadura do proletariado.
2 - Os reformistas são todos os que criam a ilusão na classe operária que por reformas, sem sair da lei burguesa, conseguirão ter uma vida digna. Ora, todos nós sabemos que não são as “conversas em família" nem a treta dos sindicatos, que nos dão a vida melhor. Esta vida só a conseguiremos com a REVOLUÇÃO POPULAR que esmagará o capitalismo.
Qual é a resposta do patrão aos nossos pedidos, aos abaixo-assinados, aos contratos colectivos e as greves? Todos conhecemos o que eles dizem e a quem vão pedir ajuda. Portanto, se eles usam a força para nos “manter em ordem” nós vamos usar também a violência revolucionária para os derrotar.
VIVA A GLORIOSA LUTA DA CLASSE OPERÁRIA
VIVA OS CAMARADAS LENINE, ESTALINE E MAO TSE-TUNG GRANDE GUIAS DOS POVOS REVOLUCIONÁRIOS DO MUNDO
EM FRENTE PELA REVOLUÇÃO MUNDIAL PROLETÁRIA

A LUTA CONTINUA NA FABRICA
É na fábrica que a burguesia mostra a sua verdadeira cara de exploradora. É também aqui que os operários se educam pouco a pouco para a luta, aprendendo com as vitórias e as derrotas e preparando o assalto final ao estado burguês.
Mas, na fábrica, os operários além de serem explorados, têm ainda outras dificuldades para enfrentar, como: condições de trabalho, de higiene, horários, etc., que os fazem sentir como escravos, que só interessam ao patrão como uma peça da "máquina de fazer dinheiro".
Os guardas, os encarregados e os patrões são como cães atrás de nós. Não há mijadela que nós demos que eles não saibam logo. Se paramos para descansar um bocado, o encarregado diz que não sabemos fazer mais nada, quando; ele só faz de escova ao patrão e aos engenheiros.
Se tivermos sede e quisermos ir ao refeitório não podemos, porque durante o trabalho só os "chefinbos" e os do escritório á que podem ir para as suas comezainas - e passar o tempo. Na cantina, nem se fala, vai de mal a pior: paga-se muito e come-se pouco e mal. Entramos na fábrica logo pela manhã, trabalhamos o dia todo, deixando ficar lá o nosso corpo aos bocados, ganhando doenças, etc., e só saímos ao fim do dia, para irmos para casa ver, a família, igual ou pior do que quando a deixamos. E a mulher que diz que não encontra a batata de 3.$00 conforme o governo prometeu, e que a carne cada vez está mais dura e cara, enfim que tudo sobe menos a saúde dela, cada vez pior. E o nosso filho que diz que a Guiné é nossa e que tem muita riqueza para o país, tudo isto ensinado pelo senhor professor, que, como tem os seus negócios e porque é oficial e ganha, bem, acha que todos devemos ir defender a "pátria dele”. É o nosso pai que vive à espera do aumento da sua reforma e que mal se pode arrastar com as mazelas que arranjou quando trabalhava lá na fábrica.
É esta "linda vida"; é este "bonito futuro" que às "conversas em família, os patrões e mesmo os sindicatos nos prometem, já o nosso avô e o nosso pai foram enganados pelo Salazar, e passaram a vida deles à "espera do futuro melhor", como esse fascista dizia.
Agora é a nós que o Marcelo quer embrulhar, para que nos aconteça o mesmo.
Daqui a uns anos será um Afonso ou um Cunhal a dizer ao nosso filho para ter calma porque dali a uns anos…
CAMARADAS.
Toca o sino da nossa libertação. Comecemos, aumentemos e continuemos a nossa luta até à vitória final.
                                     
TODOS PARA A GREVE
Por aumentos de salários, por melhores refeições na cantina, pela expulsão dos bufos e dos pides, contra os despedimentos, contra tudo que beneficie o patrão e prejudique os operários.
Nós, os operários, não temos nada a perder a não ser as algemas que nos oprimem. O patrão, esse é que perde a mama (a lagosta, o mercedes, o palacete).
A greve é uma das nossas formas de luta. Ocupemos a fábrica, não deixando que nenhum engraxa traidor pegue ao trabalho. Que ninguém pertença às comissões legais, que só servem para nos foder. Como em Braga na Grundig, vamos dizer que os nossos chefes são as folhas de salários, E se o patrão mandar vir a Pide e a GNR para nos obrigar a trabalhar, vamos dar cabo das máquinas e apertar-lhe os colarinhos. Marchemos em frente para a greve, sigamos o exemplo vitorioso doutras fábricas, recusemo-nos a trabalhar e ocupemos as fábricas!
A VITORIA SERÁ NOSSA
EM FRENTE PELA REVOLUÇÃO POPULAR

COMITÉ OPERÁRIO ESTALINE

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