segunda-feira, 10 de abril de 2017

1977-04-00 - PERSPECTIVAS DE TRABALHO PARA O 3º PERÍODO - TEXTO Nº 2 - UJCR

TEXTO Nº 2
PERSPECTIVAS DE TRABALHO PARA O 3º PERÍODO

A Iº CONFERENCIA DA ZONA “SERVIR O POVO” DA UJCR

VIVA O PCP(R)
VIVA A UJCR
ESTUDANTES AO LADO DO POVO POR UM GOVERNO DO 25 DE ABRIL DO POVO!

PERSPECTIVAS DE TRABALHO PARA O 3º PERÍODO
1 - Introdução
O balanço da nossa actividade no 2º período permitiu-nos tirar um certo número de lições importantes para a actividade a desenvolver neste 3º período.
É claro para todos que a nossa organização tem de alterar quase por completo o seu modo de actuação no sentido de desenvolver uma prática mais viva e com maior projecção política, cortando radicalmente com a apatia e com o espírito de rotina, existente em muitos camaradas e núcleos face às tarefas que se nos vão colocar este 3º período, período este em que as condições de trabalho serão mais propícias, pois as contradições entre a política reaccionária do Cardia e os sentimentos dos estudantes vão-se agudizar.
Das tarefas que se nos colocam podemos ressaltar as seguintes:
- Mobilização, organização e educação dos estudantes partindo da defesa, das suas reivindicações.
- Edificação o consolidação do MA.
- Luta pela democracia e pela consolidação do trabalho de frente
- Afirmação la UJCR
Compete a esta lª conferência traçar neste capítulo, as traves mestras orientarão a nossa actividade politica cabendo ao Conselho de Zona a eleger a tarefa de elaborar um plano de trabalho que, seguindo directrizes políticas da Conferencia, nos permita uma intervenção organizada nas escolas do Ensino Secundário.
Discutamos este texto, enriqueçamo-lo com as nossas experiências para que ele seja uma base de trabalho para todos os camaradas da UJCR do Ensino Secundária.
2 - Luta contra a elitização do ensino
O processo reivindicativo que irá aglutinar todo o movimento que se desenrolará nas escolas será o da luta contra a avaliação de conhecimentos selectiva, contra a politização e pelo direito ao ensino. Será ele que irá tornar as movimentações locais num único caudal contra o caudal contra o MEIC, pois abrange sectores como o 5º e o 7º ano, os estudantes do serviço cívico, e sempre que possível englobar nas CPDEs os professores de modo a quebrar um possível bloqueio dos profs. contra os estudantes.
Embora esta luta seja virada para as reivindicações do 5º e 7º ano, as CPDEs tem todas as possibilidades de desenvolver r devem desenvolver trabalho junto dos outros anos de forma a garantir o apoio dos anos sem exames aos colegas do 5º e 7º ano.
Além disto a luta tem tendência a adoptar formas que irão desenvolver a solidariedade estudantil a nível Regional e Nacional.
Não é demais afirmar que a luta pelo direito ao ensino vai ser a nossa tarefa central, ou seja aquela à qual todas as outras tarefas terão de se subordinar e servir de apoio. Não perceber isto é não perceber que as CPDEs são uma estrutura que vão de encontro ao sentimento de unidade dos estudante                         
2. I. Três pontos essenciais se nos colocam:
— Formação das CPDEs,
— Aprovação de um caderno reivindicativo.
— Coordenação Regional das CPDEs.
No primeiro ponto os núcleos devem de imediato discutir as possibilidades da formação das CPDEs e cumprirem esta tarefa nos primeiros 15 dias de aulas. Quanto ao caderno reivindicativo ele deve ser posto do imediato à discussão nas turmas, centrando-se esse caderno nos seguintes pontos:
a) Não ao exame de aptidão.
b) Não aos “Numeros Clausus”.
c) Exames Locais para as disciplinas dos cursos gerais complementares.
d) Média de 12 para dispensa no Curso Complementar.
e) Todos os estudantes que tendo ou não mais de 18 anos) podem ir à 2ª época.
f) Entrada nas faculdades para todos os estudantes das técnicas, mesmo que não tenham frequentado Filosofia no Curso Complementar.
Neste ponto devemos ter em conta que os estudantes só se mobilizarão para a luta se fizermos um trabalho em profundidade e dinâmico nas turmas, acompanhado duma agitação central de modo a que os estudantes sintam só com organização se alcançam os objectivos que decidiram.
Esta luta tem de ser acompanhada com meetings (ao mesmo tempo que o caderno circula nos turmas) pois do outro modo o processo fica nas quatro paredes da turma e não é sentida pelas massas a força palpável do movimento que se está a desenrolar na escola.
É de primordial importância usar esta luta para a afirmação das ADTs. Não podemos pensar que pomos as ADTs a funcionar pela simples aprovação dum regulamento. As APTs só se afirmam na luta, ligando a luta pelo direito de reunião à vontade de luta dos nossos colegas, mobilizados em torno das suas mobilizações mais sentidas.
A agitação da democracia e do direito de reunião sem estar ligada às reivindicações do dia a dia só mobilizam alguns sectores de vanguarda.
2. II. Dar a confiança às massas no processo dos exames vencendo em pequenos processos locais.
Camaradas:
Mal se inicie o Período as CPDEs devem ser lançadas e todo o trabalho em torno da avaliação deve ser agarrado com dinamismo e confiança, não podemos tardar em iniciar a luta contra os exames, pois as CPDEs já deviam ter sido lançadas o período passado (o que não aconteceu e se forem lançadas muito tarde já não servirão de nada, pois então os nossos colegas e até alguns dos nossos camaradas, estarão a estudar para o exame sem quererem “perder tempo em mais nada".
É importe ver que daqueles estudantes que obtiveram vitórias em processos sobre exames já praticamente se encontra nas escolas. Por isso as massas não têm nenhum ponto de referência em que possam dizer: ”Vencemos ali, também poderemos vencer agora”.
Portanto há que lançar paralelamente ao trabalho das CPPEs todos os pequenos processos reivindicativos locais em que obtenhamos vitórias que ir dar confiança à massa estudantil.
Em exemplo, podemos referir o D. Leonor-noite em que as camaradas pegaram no preço da cantina e da papelaria e alcançaram vitória. Esta vitória permitiu que os estudantes se mobilizassem ainda mais pois viram que organizados tinham força o que galvanizou o movimento de tal modo que de imediato se realizaram as eleições dos delegados e avançaram para a avaliação de conhecimentos.
Para que este directriz seja cumprida há que saber quais os problemas mais sentidos (a cantina, o mau estado dos campos, um prof. autoritário, etc. e dividir camaradas que fiquem responsáveis de desenvolver essas lutas, de forma a que elas avancem paralelamente às CPDEs, e nunca que prejudique a outra.
De referir aqui também que a agitação das CPDEs de escola deve estar intimamente, ligada aos problemas da escola (falte, de profs, quantidade de matéria em cada disciplina e o modo como foi dada, etc) de forma a que esta tenha mais força e penetração.
2 III - ENTRADAS NO ENSINO SUPERIOR
Os estudantes do serviço cívico que até agora temos desprezado, já demonstraram ser um sector que neste momento se encontra predisposto para a luta. A CPDE de cívico formada com 700 estudantes no Porto, a organização em muitos locais do país são por si só demonstrativos disso.
Enquanto que a nível do país este sector se encontra organizado, em Lisboa está ainda numa fase muito atrasada. Há que agarrar com todas as forças esta frente de trabalho. Passa esta decisão pela realização dum plenário, do Cívico que adoptar formas do luta como “a invasão" das escolas pelos cívicos com a realização de meetings, etc..
Aos núcleos compete chamar às CPDSs de escola todos os colegas do escalão C e enviar convocatória para os órgãos de informação para que às reuniões das CPDEs compareçam o maior número de cívicos, e apoiar todas as iniciativas a nível central pois estas não resultarão sem um bom trabalho em cada escola.
2 IV- PERSPECTIVA POLITICA DESTA LUTA
A táctica do nosso Partida não se limita a apontar a defesa das conquistas alcançadas. Ela é uma táctica ofensiva no sentido da agudização da luta de classes, única forma de darmos passos decididos para o 25 de Abril do Povo e da Democracia Popular.
Devemos por isso pegar nesta luta dando-lhe a Perspectiva da vitória, pondo em causa o MEIC e acusando-o da degradação do ensino (acabar, com o Cívico diz que não há instalações o cria o propedêutico, etc.) permitindo que a consciência dos estudantes se eleve a estádios superiores.
Camaradas poderão por a questão de ser impossível a vitória completa sobre o MEIC e como tal caiem no derrotismo e no desânimo.
A esses camaradas diremos que ponham os olhos na luta de Bioestatística do Porto. O objectivo era boicotar a realização do exame, foi apontado o caminho da vitória e conseguiram-se vitórias parcelares, pois um, exame que era para chumbar todos acabou por passar 90%. Foi esta vitória parcelar e a luta desenvolvida que galvanizou e elevou o movimento criado em torno desta luta.
O nosso objectivo imediato é de alargar as conquistas dos estudantes fazendo com que os exames sejam menos selectivos, alargando os numerus clausos, abrindo assim brechas na política reaccionária do MEIC.
2. V - A LUTA NÃO PODE SER HOSTILIZADA PELO POVO
Normalmente a burguesia lança a ideia que os estudantes não querem fazer nenhum, fazendo assim que a chamada opinião pública se vire contra nós. Não podemos permitir isto, pois será um passo atrás na luta pelo governo do 25 de Abril do Povo.
Há que entrar em contacto com as CTs, CMs Comissões Sindicais para divulgar a nossa luta.
Criar nas escolas um grupo de estudantes encarregues por esta tarefa é um importante passo no ligar dos estudantes ao povo.
3. O MOVIMENTO ASSOCIATIVO
No que diz respeito ao movimento associativo (sem já falar novamente nas ADT.s e nas CPDEs que também são estruturas associativas) duas tarefas essenciais se colocam:
a)  A conquista das DAEs ou edificação das AEs.
b)  Trabalho nas secções associativas.
c) Existem escolas onde ainda não se realizaram eleições para as associações e como tal esta tarefa ainda é actual. Pouco adiantaremos em relação a esta tarefa pois o essencial já esta definido, há no entanto que aprender com eleições já realizadas para não se cometerem os mesmos erros. Há que não cair novamente na formação sectária de listas como no Gil, há que não cair em visões eleitoralistas como no Passos em que durante a campanha eleitoral se paralisou todas as lutas que decorriam para andar à caça do voto, há que assegurar a imposição de segunda volta como forma do impedir, fácil vitoria da JSD no MA, há que acabar com a ideia que ganhamos DAEs sem termos realizado anteriormente trabalho paciente e em profundidade.
Todas estas questões devem ser assimiladas, mas parece-nos que isto caberá mais dentro dum balanço das eleições Associativas.
b) Quer tenhamos a Direcção, quer isso não aconteça o trabalho nas secções associativas e de importância vital. É através delas que devemos chegar junto dos nossos colegas, prestigiando assim a prática associativa. Devemos criar secções de desporto, culturais, etc. Devemos ter a perspectiva que se aparecer um estudante que gosta de coleccionar selos então organiza-se uma secção de coleccionadores de selos.
3. I TRABALHO CULTURAL E DESPORTIVO
A juventude em geral gosta do desporto. A juventude e particularmente os estudantes gostam de iniciativas que preencham a sua vontade de aprender e saber.
Por isso colocarmo-nos à cabeça destas iniciativas prestigiam-nos junto aos estudantes é uma importante frente de intervenção, pois é a partir destas pequenas coisas que poderemos educando a massa estudantil.
É o desporto que nos prestigia no Passos e na Veiga Beirão, é uma secção sobre a droga que reúne 200 a 300 estudantes no PAV, é uma revista de banda desenhada como no Gil, que nos permite chegar junto daqueles que estão fartos de política e que são a maioria dentro das escolas.
Estas iniciativas, devem ser o mais diversificadas possível e preparadas cuidadosamente, nomeadamente o tipo de intervenção que nunca pode ser esquerdista. Devem ser realizadas através das secções associativas e onde não existam por grupos dos estudantes que formem núcleos de intervenção.
No trabalho cultural também assume importância a divulgação da realidade dos países socialistas pois o exemplo é a maior persuasão. Além disto, o nosso partido reforça os laços do internacionalismo proletário que nos une aos partidos e aos povos de todo o mundo e por isso temos como obrigação ganharmos os estudantes para o apoio aos países socialistas.
3. II CORRENTE ASSOCIATIVA REVOLUCIONÁRIA
Todo o trabalho no movimento associativo pressupõe que ele será realizado com as nossas perspectivas próprias sobre o que é o MA, para que serve, como se deve actuar, etc. Este nosso trabalho de difusão de ideias justas sobre os ideais progressistas cria inevitavelmente uma base de apoio que nós podemos transformar numa corrente de opinião dentro da escola que sirva de "retransmissor" das nossas palavras de ordem. A corrente associativa revolucionário assenta fundamentalmente na formação duma solida corrente de opinião, a sua organizarão será muito ténue pois passará unicamente por algumas reuniões quando for necessário preparar uma RGA ou uma ADT por exemplo. Deve ficar claro que a corrente Associativa Revolucionária não é mais uma frente com organização mas sim a presença na escola de uma força palpável unida em torno de objectivos muito concretos, que irá tomar posição sobre acontecimentos mais respeitantes ao MA.
Esta corrente pode surgir duma lista para a AE que tenha sido derrotada, pode surgir dum grupo de estudantes unidos em torno de uma palavra de ordem ligada directamente à escola.
Devemos então servirmo-nos dela para, por exemplo, criar uma oposição a uma DAE fascista ou Revisionista, ou então para o erguer de uma AE. Devemos no entanto ter sempre muito cuidado para que ela não se transforme numa fracção do MA permitindo que outros tidos formem a sua fracção o que apenas iria contribuir ainda mais para a partidarização do MA.
4. CAMPANHAS ANTI-FASCISTAS
Já foi afirmado e de uma forma muito justa que temos de desenvolver campanhas no sentido de desmascaramento ideológico do fascismo; no entanto esta tarefa foi desprezada, quer pelos núcleos, quer fundamentalmente pelo Conselho de Zona que não se preocupou em dirigir estas campanhas, mas unicamente em contactar que estas só se realizavam em poucas escolas.
Esta situação tem de acabar. Tem de acabar, por exemplo o desprezo pela libertação do nosso muito querido camarada Rui Gomes. Temo-nos limitado a recolher algumas assinaturas, a fazer sair de vez em quando um artigo no boletim para a sua libertação nem temos agarrado o assunto como uma bandeira de luta para o desmascaramento da justiça burguesa. Há que dar vida a esta luta para passar para as mãos de toda a organização.
Para isso o Conselho de Zona deve traçar um plano para todas as escolas que abranja de imediato três bandeiras de luta anti-fascista do Povo Português: Rui Gomes, 25 de Abril e 1º de Maio.
O fascismo é para se combater e não para se dizer que se combate. A luta anti-fascista nas escolas tem de ser um ponto de honra da nossa organização.
5. REFORÇO DO TRABALHO DE FRENTE
No que diz respeito ao trabalho das organizações de frente, e tendo em conta o constante alargamento das nossas fileiras, o esforço quase central da nossa actividade deve ser virado para os GDUPs, sem que isto signifique a dissolução dos Núcleos da UEDP (que seria, prematuro e irresponsável) ou a paralisação da sua actividade central (divulgação da VP) e da sua Direcção Regional que ainda tem o papel importantíssimo de levar a nossa linha onde não existem núcleos da UJDR.
Os GDUPs devem dividir-se o mais rapidamente em sectores (professores e estudantes separados) e eleger os seus secretariados, de forma a poderem intervir de uma forma organizada e sistemática em todos os acontecimentos da vida política da escola. Não podemos pensar que alargamos os GDUPs na base dos contactos pessoais! Ele só se alarga se intervir nos processos da escola e for conhecido como uma força política responsável.
Camaradas há que não acreditam que os GDUPs possam a vir a ser a frente popular e por isso já hoje não dão qualquer importância às reuniões e actividades do MUP. Isto é uma atitude errada, pois não tem em conta a necessidade que a unidade do povo tem de possuir uma estrutura organizada e ampla que lhe sirva de suporte político.
Ora, na actual situação temos duas estruturas de frente em que trabalhamos, estando já na ideia de todos os camaradas que não deverá ser a UDP a assumir o papel dessa estrutura.
Os GDUPs encerram em si as potencialidades de em breve trecho, serem reconhecidos pelo povo pobre como a frente Popular. Este facto dependerá do nosso trabalho, e não dar importância aos GDUPs é estar a tomar uma atitude contrária à unidade popular. Tão necessária no contexto actual.
A atitude face aos GDUPs deve ser colocada na ordem de traba­lhos das reuniões de núcleo de forma a alterar rapidamente a situaçao dos GDUPs estudantis,
6. I. AFIRMAR A UJCR NOS PROBLEMAS DO DIA A DIA
Muitos camaradas têm a visão de a UJCR só deverá tomar posições sobre problemas políticos nacionais e só se forem de grande importância. Tem estes camaradas a visão de que "não fica bem” a UJCR preocupar-se com os "reles" problemas da escola. Isto é errado, pois só seremos reconhecidos como a vanguarda se soubermos aparecer com as nossas bandeiras próprias mas sempre ligadas aos problemas concretos. No campo da agitação convém ainda apontar a supressão de dois erros:
- Um é a fraca difusão do JR, que deve passar a ser vendido pela quase totalidade dos camaradas, outro é a quase nula venda do BV.
- Outro ainda, é a visão direitista que ainda existe sobre os legais, em casos de núcleos grande com 1 ou 2 legais que normalmente são aqueles que menos são reconhecidos e que mais tempo livro tem. Devemos seguir a política de tornar legais aqueles camaradas que mais conhecidos são na escola, sem no entanto cair no esquerdismo pois existem escolas onde convém haver camaradas conhecidos sem serem legais. No entanto o que há a combater hoje nesta questão é o direitismo que impede que a UJCR sela conhecida.
6. II. ALARGUEMOS A ORGANIZAÇÃO
RECRUTEMOS COM MAIS AUDÁCIA
CUIDEMOS DA COMPOSIÇÃO DOS NÚCLEOS E DE DIRECÇÃO
Para que a UJCR se afirme é necessário que cheguemos junto de cada vez mais estudantes. Para isso há que alargar a organização a mais, escolas e recrutar cada vez com mais audácia.
Embora, no alargamento tenhamos dado passos em frente muito há que fazer, nomeadamente nas técnicas. O Conselho de Zona terá a seu cargo o alargamento da UJCR.
No aspecto dos recrutamentos, embora tenhamos de há poucos meses para cá duplicado o número de militantes, ainda não podemos estar satisfeitos. Existem condições para que demos um novo impulso nos recrutamentos e para isso todos os núcleos terão que obrigatoriamente fazer um balanço dos recrutamentos feitos e ver “quais aqueles“ que faltam (nomeadamente dentro do núcleo da UEDP).
Nos recrutamentos devemos combater uma tendência errada que é a visão de que para se vir para a UJCR tem de se subir uma "escada", UEDP, GDUP. Isto e errado, pois muitos camaradas quando se aproximam de nós tem condições de recrutamento para a UJCR e nós pomo-los a "empatar" tempo na UEDP.
Uma outra norma a observar deve ser a de cuidar da composição dos núcleos. Devemos cuidar com especial atenção o recrutamento de camaradas de origem pobre e camaradas do sexo feminino. Por norma são aqueles camaradas que vêm de classes trabalhadoras e exploradas que são mais intransigentes  na defesa da unidade e da combatividade da nossa organização. Quanto às camaradas poucos são os núcleos que fizeram recrutamentos em número apreciável, e a nível de secretariados em doze aprece uma ou duas camaradas no máximo, em cada um desses organismos. Este desprezo pelo recrutamento tem de acabar.
Estas são entre outras algumas das normas que permitirão à UJCR ser reconhecida pelos jovens como a sua vanguarda, como aquela, organização que sob a direcção do glorioso PCP(R) dirigirá a juventude para a conquista da sociedade do Pão e das Rosas.
Competirá ao texto sobre Revolucionarização o aprofundamento dos erros cometidos pela UJCR, pelo que terminaremos este texto de perspectivas lançando este apelo:
CONFIANÇA NA VITÓRIA! ULTRAPASSEMOS OS ERROS, LIGUEMO-NOS ÀS MASSAS E AVANCEMOS DECIDIDAMENTE PARA O TRABALHO!

Conselho de Zona SERVIR O POVO

Sem comentários:

Enviar um comentário

Arquivo