quarta-feira, 19 de abril de 2017

1972-04-00 - Servir o Povo Nº 08 - I Série - UEC(ml)

SERVIR O POVO Nº Especial
Abril
PREÇO 5$00

ÓRGÃO DA UNIÃO DOS ESTUDANTES COMUNISTAS (MARXISTA-LENINISTA)

O GRUPO DO «BOLCHEVISTA» - TÁBUA DE SALVAÇÃO DA BURGUESIA RADICAL
"E vocês insistem em que é preciso lançar uma palavra de ordem que una toda a gente! Francamente que, o que mais me atemoriza, é essa tendência à unificação em bloco, que me parece a coisa mais perigosa e nociva para o proletariado."
Lenine, carta a A. Kolontai

O recente surto de ataques da burguesia radical contra o P.C.P.(m-l) não surpreendeu os comunistas portugueses, que sabem perfeitamente ser essa a reacção natural dos inimigos da classe operária perante a vitória que significou para o movimento revolucionário a reorganização do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista).
Nessa reacção frenética destacou-se de forma muito particular o grupo do jornal "O Bolchevista". Estes oportunistas foram obrigados a atacar frontalmente os marxistas-leninistas, a abandonar a fachada de comunistas que tinham arranjado e que não lhes permitia criticar abertamente o C.M.-L.P.. As suas criticas indirectas o parcelares à linha do C.M.-L.P., as suas confusas e eclécticas posições anti-leninistas, adquirem formas mais precisas e transformam-se numa elaborada linha oportunista, num consciente o declarado ataque à organização que em Portugal desenvolve um trabalho verdadeiramente revolucionário, o P.C.P.(m-l).
No número 7 de “O Bolchevista" já não encontramos hesitações: por detrás do palavreado, que continua intelectual e confuso, surge com grande clareza a posição oportunista dos dirigentes do C."M.-L." de P.
Continuando a desenvolver freneticamente a sua actividade os "bolchevistas" vêm a lume com o "Jovem Guarda" - órgão do "Movimento da Juventude Comunista (í) Periférico do C.M.-L. de P. (O Bolchevista)".
O primeiro número desse jornal dedica-se a "aprofundamentos" desapropositados em torno do papel dos jovens comunistas. Com muitas frases vagas e confusas, os "jovens guardas" pretendem vir salvar a luta estudantil das "incorrectas tácticas" propondo para tal uma linha liquidacionista. Não podia ser outro o resultado dos "aprofundamentos" daqueles que reduzem a sua linha à unidade dos agrupamentos que se dizem marxistas-leninistas, enquanto renegam os princípios fundamentais do comunismo.
Este artigo tem como função desmascarar o oportunismo dos dirigentes e promotores de "O Bolchevista" o advertir os estudantes revolucionários de mais esta tentativa de infiltração da burguesia radical no movimento operário português.
Para isso vamo-nos limitar a dizer coisas já ditas, a focar questões já assentes e a repetir princípios elementares do marxismo-leninismo. A isso somos obrigados pela falta de imaginação dos "bolchevistas", que avançam teorias oportunistas que nada têm de original, mas que são pelo contrário já bem conhecidas na história do movimento operário e frequentemente rebatidas nos últimos anos pelos marxistas-leninistas portugueses.

I  - A EVOLUÇÃO POLÍTICA DA BURGUESIA RADICAL
O fascismo coarta a certas camadas da burguesia, em especial à pequena-burguesia, a possibilidade de intervir legalmente na vida política, em defesa dos seus interesses particulares. A política fascista de repressão, censura a proibição de partidos, de reunião, de organização, de sindicatos, etc., não se destina só a submeter a classe operária à mais feroz exploração, mas também a facilitar a concentração de capitais e meios de produção através do asfixiamento ou da rápida liquidação de certos sectores da pequena burguesia.
Nestas condições, a burguesia antifascista oscila entre a perspectiva de ser liquidada pelo fascismo, e a de perder as suas prerrogativas de classe exploradora, com a revolução proletária.
Por isso, ao intervir na luta politica, ela procura manter o proletariado sob a sua tutela, com o duplo objectivo de o utilizar como força de pressão anti-fascista e de impedir que ele se organize autonomamente. E quando o proletariado se encaminha para a insurreição, a burguesia radical disfarça-se de marxista-leninista, pois esta é a solução que lhe resta para tentar controlar o movimento revolucionário.
Quando após as lutas de 53-62 largos sectores da vanguarda operária compreenderam a necessidade da luta violenta e os revisionistas traíram o movimento popular, procurando amarrá-lo a formas de lutas atrasadas, houve certas camadas da pequena burguesia que se destacaram da linha reformista do partido de Álvaro Cunhal, procuraram soluções mais radicais e apresentaram-se como adeptos da violência, tentando colocar o movimento revolucionário ao serviço da sua "revolução" pequeno burguesa (l).
A burguesia radical começou então por utilizar organizações e métodos de actuação golpistas que se traduziram no assalto ao quartel de Beja e nos golpes da L.U.A.R.. Estas organizações, desligadas das massas, são rapidamente destroçadas pelo fascismo.
É a 2ª Conferência do C.M.-L.P., realizada em Novembro de 1968, que vem marcar uma viragem nítida na táctica da burguesia radical; é nessa altura que o C.M.-L.P. inicia a depuração sistemática dos agentes da burguesia infiltrados no seu seio, e começa o verdadeiro trabalho de reorganização do Partido.
Verificando que o C.M.-L.P. caminha decididamente para a reorganização do Partido Comunista e sabendo que isso significa o fim da possibilidade de vir a ter alguma influência sobre as massas, a burguesia radical utiliza a táctica de se tornar "concorrente" do C.M.-L.P., de "criticar" a sua linha política e apresentar outras "vias" para a reconstrução do partido, com o fim de atrair para o seu campo os elementos de vanguarda que o C.M.-L.P. procura organizar.
Como os elementos de vanguarda têm cada vez mais os olhos postos nas vitórias das revoluções socialistas e nas justas posições marxistas-leninistas do Partido Comunista da China e do Partido do Trabalho da Albânia, os oportunistas concluem que só mascarando-se de marxistas-leninistas poderão sabotar o trabalho de reorganização da vanguarda operária.
E é assim que, após a 25 Conferência do C.M.-L.P., surgem esses grupos da burguesia radical a intitularem-se de "marxistas-leninistas" e “reorganizadores do Partido".

II - EM QUE CONSISTE O MARXISMO-LENINISMO DOS BURGUESES RADICAIS DO JORNAL "O BOLCHEVISTA”
Os diversos agrupamentos da contrapondo a linha do C.M.-L.P. quanto à reorganização do partido.
O verdadeiro carácter desses grupos surge quando eles se debruçam sobre questões que neste momento são vitais para a organização da vanguarda revolucionária.
Deve-se edificar em Portugal um partido leninista, altamente centralizado, munido de uma unidade de vontade e de uma disciplina férrea que lhe permita aplicar a sua linha única? Ou, pelo contrário, devemos construir um partido da tendências, com "alianças militantes" em vez de subordinação orgânica, com núcleos espontâneos que desenvolvem o seu trabalho em diversos sentidos, com vários jornais reflectindo diversas linhas?
É prioritário neste momento o trabalho de organização e edificação do Partido e é ela que permitirá o desenvolvimento do trabalho de massas, ou devemos pelo contrário dar prioridade a uma agitação para a qual ainda não estamos preparados, dispersando os nossos esforços?
Devemos nós traçar uma clara linha de demarcação entre a teoria revolucionário e toda a espécie de desvios, ou pelo contrário, a pretexto de salvaguardar a "unidade", devemos deixar essas "querelas" para depois, para uma fase mais avançada?
Estas são questões chaves que neste momento separam os marxistas-leninistas dos oportunistas. Vamos em seguida ver como a resposta que o P.C.P.(m.-l.) dá a estas questões, o coloca no campo do leninismo, e como a posição que, perante os mesmos problemas, tomam os “bolchevistas" e os seus comparsas, os coloca no campo do oportunismo.
A QUESTÃO DOS PRINCÍPIOS LENINISTAS DE ORGANIZAÇÃO
"Talvez era nenhuma outra questão, o revisionismo de todos os países, apesar de todas as suas diversidades e da variedade das suas matizes, tenha tanta homogeneidade como nas questões de organização." (2)
Em Portugal, nos últimos anos isto tem-se com perfeita nitidez. É sobre a forma concreta verificado de organização que a vanguarda proletária deve assumir que todos os oportunistas avançam teorias anti-leninistas que se destinam a permitir a sua acção sabotadora.
A experiência que os comunistas portugueses tivera, desde a criação da F.A.P. (1964) até à 2ª Conferência do C.M.-L. P. (1968) foi curta, mas extremamente rica em ensinamentos. Eles compreenderam que os seus fracassos resultaram de não se ter dado prioridade ao trabalho comunista de reorganização, de esse trabalho ter sido inconsistente do ponto de vista ideológico e organizativo, de não se ter desenvolvido um trabalho altamente centralizado e orientado segundo uma linha única revolucionária. Estes ensinamentos de uma experiência de quatro anos e que afinal não são mais do que verdades universais do marxismo-leninismo, foram expressos nas conclusões da 2ª Conferência do C.M.-L.P., no "Estrela Vermelha" nº 1 e no "Novo Militante" nº 3.
A partir dessa altura, não aceitar abertamente esses ensinamentos e não os aplicar na prática já não é um erro, mas sim um oportunismo. Quando a situação estava de tal forma confusa, e a experiência dos marxistas-leninistas portugueses ainda não tinha evidenciado inequivocamente a absoluta necessidade de se seguir estes princípios leninistas de organização, ainda se podia aceitar que houvesse camaradas que não orientavam a sua actividade no sentido justo. Mas neste momento, a existência de organizações que combatem o P.C.P. (m-l) e se separam dele por recusarem a disciplina proletária, o controle ideológico e orgânico pelos organismos superiores, e que opõem ao centralismo democrático, "alianças militantes", "núcleos espontâneos" e um "partido de tendências", só pode ser considerada como uma tentativa de infiltração da burguesia no movimento operário.
Vejamos como "O Bolchevista" nº 7 ataca directamente os princípios leninistas de organização. Na página 14 eles criticam a direcção do C.M.-L.P. por, em vez de "chamar para o seu seio a luta de tendências (que constitui a própria seiva de uma organização comunista), desejar "pelo contrário uma organização morta, estereotipada".
Como aparece aqui bem estampada a mentalidade do intelectual indisciplinado que descarrega as suas frustrações contra esse partido "estereotipado e morto" aonde a "brutalidade stalinista" impede a formação de tendências!
É que os "bolchevistas” quando falam de luta de tendências não se referem à luta de ideias, ao debate de várias opiniões, ao uso da crítica e da autocrítica, que é a base da unidade e disciplina no partido. Eles consideram como tendências a incluir no partido, não simples tonalidades, mas sim tendências antagónicas que se estruturariam inevitavelmente em fracções. Como será mostrado adiante, entre o P.C.P.(m-l) e o grupo do "A Vanguarda” "O Comunista", etc., que eles consideram como "tendências" marxistas-leninistas existem divergências de principio, absolutamente irreconciliáve­is.
Ora, as normas leninistas do trabalho partidário ensinam-nos que o Partido Conformista tem de ser um destacamento organizado da classe operária, de modo a actuar como um só “bloco”, “um único destacamento comum, cimentado pela unidade de vontade, pela, unidade de acção, pela unidade de disciplina" (J. Staline)  
Também a posição que os "bolchevistas" tocaram perante a imprensa partidária mostra como eles pretendiam criar tendências e fracções no seio da organização comunista.
Como é sabido, os "bolchevistas" tentaram introduzir-se no C.M.-L.P. pouco após a 2ª Conferência. Aí, pretendiam criar o seu próprio comité independente e editar o seu "órgão teórico”. Como isso foi recusado pelo C.M.-L.P., os "bolchevistas” não se integraram na organização e formaram o seu próprio grupo político. Na nota nº 5 do artigo “Notas sobre Algumas Incompreensões da Linha Política", publicado no "Estrela Vermelha" nº 4, a ideia policentrista de um órgão teórico por comité comunista foi criticada nos seguintes termos.
"Enquanto não tivermos possibilidades de fazer chegar regularmente a imprensa central do C.M.-L.P., quer devido a dificuldades de contactos, quer devido à sua inexistência (referimo-nos ao período entre a 2ª Conferência e a aparição da primeira publicação central), usou-se o sistema de trabalho que consistia em os Comités Comunistas (4) publicarem panfletos por sua conta, que assinavam.
"Essa curta experiência mostrou-nos cedo que, em primeiro lugar, múltiplas assinaturas em panfletos criavam confusão nas massas e na própria vanguarda, na melhor das hipóteses uma sensação de dispersão; em segundo lugar, certos panfletos não eram politicamente incisivos, alguns mesmo cometendo erros, embora de menor importância. A juntar a isto, chegavam ao Comité Executivo propostas de trabalho nesta base que enfermavam de não assimilação da linha da 1ª e 2ª Conferência, em total desacordo com as nossas tarefas actuais.
"Nesta situação, e possuindo-se já a imprensa central, procedeu-se a uma imediata centralização", elaborando um órgão teórico único contendo uma linha única, e um órgão central único reflectindo essa mesma linha única.
E acrescentava-se no mesmo artigo: "Só deste modo podemos evitar que o C.M.-L.P. se veja ligado à difusão de ideias erradas, só deste modo podemos garantir que dentro do C.M.-L.P. não se expresse mais que a linha única e que não se formem tendências ou núcleos de fracções no seu seio. São estes princípios elementares no leninismo".
A atitude que os diversos grupos tomam perante as questões organizativas permite-nos ajuizar do seu carácter de classe. Lenine tinha razão quando dizia que o oportunismo se revela nas questões de organização. Os revisionistas modernos destruíram a democracia partidária, abalando a luta ideológica dentro do P."C."P. É lógico que isso serviu os seus desígnios. Os "bolchevistas”, para sabotar o trabalho de organização da vanguarda revolucionária, pretendiam destruir o centralismo. Isto mostra como eles se opõem aos princípios leninistas de organização.
A QUESTÃO DA LIGAÇÃO AS MASSAS F. DO TRABALHO PRÁTICO
A. 2ª Conferência do C.M.-L.P. definiu as tarefas tácticas que se punham aos comunistas portugueses e colocou como primeiro objectivo a reorganização do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista). No artigo "Alguns Problemas Políticos da Reorganização do Partido" (Estrela Vermelha nº 2) encontra-se exposta a linha marxista-leninista para a reconstrução e edificação do partido, nos seguintes termos:
"A nossa organização constitui o embrião do Partido.
“Quer isto dizer que hoje lutamos, por reunir as condições para passarmos duma organização marxista-leninista a um Partido marxista-leninista. No entanto, uma grande diferença separará o Partido recém organizado e o Partido edificado, já ligado às massas, reunindo já as condições subjectivas da revolução. Contudo, em qualquer destas duas fases, trata-se do Partido (...)
"Alguns camaradas viam a reorganização do Partido para muito tarde, para quando já estivéssemos radicados nas massas", como resultado do trabalho desenvolvido por Comités Comunistas isolados. Até esse momento permaneceríamos nas actuais estruturas (vários comités comunistas isolados, ligados à direcção central). Portanto, pensavam esses camaradas, seria o trabalho realizado por Comités Comunistas isolados. Até que permitiria radicarmo-nos nas massas. Ora esta ideia não toma em conta as limitações deste tipo de organização, não toma em conta a necessidade duma constante assistência da direcção central às organizações de base para que o trabalho se possa desenvolver, não toma em conta que só com as estruturas do Partido Comunista poderá ser realizada essa tarefa que é a ligação de vanguarda do proletariado às massas. Só o trabalho do Partido (e não o do Comités Comunistas isolados e trabalhando artesanalmente) poderá radicar-nos nas massas.
"A estrutura partidária não é uma regalia obtida como prémio por ter sido atingida a ligação às massas; ela é sim uma prévia condição necessária para se poder atingir essa ligação. A ligação às massas resulta da aplicação da linha de massas (resumir a experiência das massas - elaborar a política - levar à prática essa política - resumir de novo - a experiência das massas - elaborar a política - levar à prática a nova política — e assim por diante através de inúmeros ciclos de repetição), o que só pode ser realizado por um Partido. A linha de massas só pode ser aplicada com estrutura de Partido, com uma direcção central que sintetize a experiência recolhida pela base à escala nacional e com uma poderosa organização (necessariamente centralizada em escalões) capaz de imediatamente pôr em prática as novas directivas. Negar isto seria negar a necessidade do Partido. Por isso, a principal função dos Comités Comunistas não é a de penetrarem nas massas trabalhadoras e de se radicarem nelas, difundindo amplamente a ideologia marxista-leninista’, mas sim reagruparem os comunistas para a reorganização do Partido.
"Mas o facto de não colocarmos a ‘radicação nas massas' como condição necessária para a reorganização do Partido, não quer dizer que, até lá, os Comités Comunistas se entreguem a uma actividade meramente organizativa, fechados sobre si mesmos, alheios aos movimentos de massas e ao momento político português, como pretendia a oportunista Rita. Não conseguirmos uma grande ligação às massas antes da reorganização do Partido é uma coisa (e mesmo depois, durante algum tempo), e não nos esforçarmos por obter alguma ligação é outra coisa. (...)
"Não devemos no entanto confundir (...) eventuais passos em frente que os Comités Comunistas poderão dar, no campo de ligação às massas, com a missão fundamental dos Comités Comunistas que é o reagrupamento dos marxistas-leninistas com vista à reorganização do Partido". (5)
Combatendo o C.M.-L.P., e agora o P.C.P.(m-l), todos os oportunistas atacam esta linha, todos eles se opõem ao paciente e demorado trabalho de organização e pugnam por uma acção aventureirista e anárquica.
Os "bolchevistas", em vez de fazerem uma análise política da linha definida pelos marxistas-leninistas, que dão prioridade ao trabalho de reorganização, limitam-se a lançar uma série de boatos e calúnias.
Assim, eles identificam a prioridade dada ao trabalho organizativo, com o desprezo pelo trabalho prático. Afirmam que o C.M.-L.P. "acentuava a tónica do seu trabalho no que fizesse no exílio, com desinteresso pelo interior"; prosseguem mais adiante a sua "análise política": "é fácil de acompanhar o fio de pensamento seguido pelos dirigentes do C.M.-L.P.: (...) Cozinhamos o que temos, juntamos uns 'Comités Regionais’ em 'calças de fantasia', mais uma UEC mumificada; dizemos que houve um Congresso e pronto... está feito o Partido!" (6)
Ao lançarem estas calúnias os "bolchevistas" só mostram a sua incapacidade de basear os seus ataques ao P.C.P.(m-l) numa análise política séria. Para cúmulo da ironia, eles afirmam no princípio do mesmo artigo que não querem sair "do terreno estritamente politico (...) para pôr fim (...) às manifestações de desprezo, às graçolas e ataques pessoais para que tendem certos camaradas!" (7)
Isto diz-nos tudo sobre a seriedade política destes senhores.
A melhor resposta que podemos dar a estes oportunistas é citar o que disse Lenine como resposta a acusações do mesmo teor que os oportunistas do seu tempo lançavam sobre o trabalho prático dos revolucionários russos:
"Como responder a essas acusações, quando nós não podemos contar ao leitor quase nenhum facto referente às nossas verdadeiras relações com os comités, e isso por motivos de acção clandestina? As pessoas que lançam contundentes acusações próprias para excitar as massas, levam-nos vantagem graças à sua desenvoltura e ao desprezo que têm dos deveres do revolucionário. O qual dissimula com cuidado, aos olhos do mundo, as relações e ligações que possui, que estabelece ou tenta estabelecer". (8)
O que os "bolchevistas" pretendiam era que os marxistas-leninistas se autodenunciassem, imitando assim os seus "métodos" (aliás usuais em todos os grupos oportunistas com especial relevo para o "MRPP") e que lhes respondêssemos: "dizem que não temos Partido, mas é falso, pois temos uma organização aqui e outra ali, etc."
Em conclusão, os "bolchevistas" opem-se na realidade à linha marxista-leninista quando consideram como desprezo pe­lo trabalho prático o trabalho paciente e metódico dos comunistas pela reorganização e edificação da vanguarda revolucionária. Só que, em vez de defenderem abertamente o aventureirismo político lançam as maiores calúnias sobre o trabalho comunista.
A QUESTÃO DA LUTA IOEOLftGICA CONTRA O OPORTUNISMO
No artigo "Alguns Problemas Políticos da Reorganização do Partido”, publicado no nº 2 de "Estrela Vermelha", encontra-se a mais clara formulação da linha marxista-leninista para a reorganização e edificação do Partido Comunista da Portugal (marxista-leninista). A posição aí definida perante a questão da importância da luta ideológica é a seguinte:
“Só traçando uma clara linha de demarcação com o oportunismo e todas as falsificações do marxismo, será possível aos marxistas-leninistas portugueses reorganizar o Partido e mante-lo à prova de todas as tentativas de corrupção por parte da burguesia.” (9)
Esta é a posição leninista que o C.M,-L.P. e agora o P.C.P.(m-l) tem tomado. Nos números de "Revolução Popular" (antigo órgão do C.M.-L.P.), nas Edições do Partido, no órgão teórico "Estrela Vermelha", no órgão central "Unidade Popular" e no Programa do P.C.P.(m-l), demarca-se claramente marxismo-leninismo das correntes oportunistas, desmonta-se a teoria e a prática dos revisionistas, criticam-se as tendências conciliadoras, desmascara-se todos aqueles grupelhos da burguesia radical que, sob a capa do maoismo, pretendem sabotar o trabalho de reorganização da vanguarda revolucionária.
Também a U.E.C.(m-l), organização controlada directamente pelo P.C.P.(m-l) tem, através do "Servir o Povo", traçado uma clara linha de demarcação entre o marxismo-leninismo e as diversas teorias oportunistas que se tentam impor no movimento estudantil.
Uma consequência inevitável desta posição leninista do P.C.P.(m-l) se quiserem o ódio que lhes é votado por parte das diversas organizações da burguesia radical. Realmente, aos oportunistas repugna-lhes a luta ideológica, a clara demarcação de posições; convém-lhes, pelo contrário, o marasmo ideológico, pois só assim podem avançar as suas teorias liquidacionistas sem serem desmascarados pela crítica dos marxistas-leninistas.
A história do movimento operário internacional mostra-nos que os grandes chefes revolucionários foram sempre atacados por não contemporizarem com o oportunismo. Para os proudhonianos, lassaliarios, bakuninistas, etc., Marx era um "dogmático" e um "autoritário"; para os bernsteinianos, kautskistas e mencheviques, Lenine tinha uma "tendência excessiva para a polémica e a cisão"; para os trotskistas, Staline era “burocrático" e "autoritário": e para os revisionistas modernos, "Mao Tsetung é um "sectário" e "dogmático".
São estes os velhos epítetos que os oportunistas portugueses utilizam nos seus "ataques” ao Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista).
Para os trotskistas da E.D.E. (que agora se chama MRPP), o C.M.-L.P, e a U.E.C.(m-l) eram sectários porque reivindicavam "para si o total da ‘pureza' dos princípios"
Quanto aos "bolchevistas", no seu jornal nº 7, acusam o P.C.P.(m-l) de hipercriticismo purista" "dogmatismo" e "sectarismo". Para compreendermos melhor o verdadeiro significado destes "ataques", vamos transcrever o que dizem os "bolchevistas" no seu artigo "É Precisa a Unidade Revolucionária para a Reconstrução do Partido":
"Constitui manifestação de grave monolitismo, espírito de grupo e ausência de ligação às massas a circunstância do qualquer núcleo revolucionário, que dirige portanto os seus esforços para a formação do Partido, se considerar actualmente no papel dirigente, se considerar a si mesmo como o ‘verdadeiro reorganizador’ se arrogar o papel exclusivo de possuidor da linha revolucionaria. Esta é uma ideia errada que que deve ser tenazmente combatida. Antes que as massas dêem o seu veredicto nenhuma organização se pode arrogar o direito de dirigir a luta revolucionária" (15)
Era bom que os oportunistas mostrassem sempre com esta clareza o seu oportunismo! Os "bolchevistas" pretendem reduzir a zero o papel da teoria e abafar a luta ideológica, argumentando com a fraqueza da organização revolucionaria. Como as massas ainda não deram "o seu veredicto", os marxistas-leninistas não devem criticar os grupos que se lhes opõem, não se devem "arrogar o papel exclusivo de possuidor da linha revolucionária", porque isso é "monolitismo, espírito de grupo e ausência de ligação às massas"!
Fiquem sabendo os senhores "bolchevistas" que em qualquer altura os comunistas não só não têm o direito, como também o dever de se arrogar como os únicos que são possuidores da linha revolucionária, que em qualquer altura os comunistas se devem demarcar inequivocamente dos grupos que se opõem ao marxismo-leninismo.
Fiquem sabendo os senhores "bolchevistas" que os comunistas cometeriam não só um erro, mas também um crime, se esperassem que as massas dessem o seu "veredicto" para depois dirigirem a luta revolucionária. Não são as massas que devem apontar qual a linha revolucionária, mais sim os comunistas, que a devem definir e aplicar.
Os "bolchevistas" pretendem servir-se da actual fraqueza do movimento revolucionário, do facto de as massas ainda não terem dado o seu "veredicto", para qualificar de sectários os que pretendem demarcar a teoria revolucionária das diversas formas de oportunismo. Contaremos esse "argumentação" com as seguintes palavras de Lenine:
"Para a social-democracia (11) russa em particular, a teoria adquire uma importância ainda maior por três razões muitas vezes esquecidas, a saber: Primeiramente o nosso Partido ainda se está a constituir, a elaborar a sua fisionomia e está longe de ter terminado com outras tendências do pensamento revolucionário, que ameaçam desviar o movimento do caminho correcto (…) Netas condições um erro ‘sem importância’ à primeira vista, pode conduzir às mais deploráveis consequências, e é preciso ser míope para considerar inoportunas ou supérfluas as discussões de fracção e a delimitação rigorosa das tendências. Da consolidação desta ou daquela tendência pode depender o futuro da social-democracia russa por muitos, muitos anos." (12)
Compreende-se assim facilmente o significado das acusações de "hipercriticismo" e "dogmatismo” que o "Bolchevista" faz ao P.C.P.(m-l). Elas não são mais do que a tosca tentativa desses oportunistas de atacarem a "delimitação rigoro­sa das tendências" feita pelos marxistas-leninistas, a fim de poderem fazer passar incólumes as suas "teorias" oportunistas.
A QUESTÃO DA UNIDADE DOS MARXISTAS-LENINISTAS
A unidade dos comunistas no seio de uma única estrutura partidária tem de se basear nos princípios do marxismo-leninismo. Por isso, a unidade dos comunistas pressupõe a cisão com todo o oportunismo, pressupõe a depuração sistemática dos agentes da burguesia que se infiltram no seio da organização partidária, pressupõe a luta ideológica implacável contra todos os desvios da teoria revolucionária. Esta justa posição defendida pelo C.M.-L.P. desde a 2ª Conferência, e agora pelo P.C.P.(m-l), tem provocado o ódio de todos os oportunistas e em particular dos "bolchevistas".
"Sendo a unidade dos comunistas na base do marxismo-leninismo um dos mais importantes deveres de todo o comunista, jamais alguém deve ter a iniciativa de criar uma nova organização a não ser que esteja plenamente convencido da natureza oportunista da outra que já existe. E se os comunistas se virem obrigados a criarem uma nova organização, devem antes de mais precisar que lutam pela unidade e esclarecer por que não lhes é possível aceitar uma organização já existente." (13)
Não procedendo deste modo, organizando-se exteriormente ao C.M.-L.P. e apresentando-se como "reorganizadores" do Partido, sem se referirem ao trabalho que o C.M.-L.P. desenvolvia, os "bolchevistas" tomaram uma atitude cisionista e lançaram a confusão sobre a vanguarda operária. Eles mostraram bem que não queriam a unidade dos comunistas na sua organização própria, mas sim a "livre concorrência" entre grupos.
O C.M.-L.P. foi formado por ex-militantes do Partido "Comunista" Português que lutaram dentro dele pelo marxismo-leninismo, e que só quando se convenceram da irremediável transformação do partido de Cunhal num partido revisionista a "puxar o movimento operário para trás", é que se separaram do P."C."P., começando por explicar as razões porque o faziam.
Os "bolchevistas" procederam de forma totalmente oposta. Não apresentaram quaisquer divergências com o C.M.-L.P. e não explicaram aos comunistas e às massas as razões porque se organizaram à parte da organização comunista existente. Se os "bolchevistas" quisessem a unidade com base no marxismo-leninismo, ter-se-iam integrado na organização que eles próprios diziam considerar marxista-leninista. Isto permite-nos concluir que estes oportunistas queriam era fazer concorrência ao C.M.-L.P., atrair para o seu lado os elementos de vanguarda e criar assim obstáculos ao agrupamento dos comunistas no seio de uma única organização partidária.
Por ironia, estes divisionistas "esquecem" o seu papel cisionista, e arvoram-se em grandes defensores da unidade. Essa unidade de que eles falam, não significa, como vimos, a unidade com base nos princípios do marxismo-leninismo-maoismo, que é a única que os verdadeiros comunistas aceitam.
CONCLUSÃO - O ANTI-COMUNISMO DOS "BOLCHEVISTAS"
Do que atrás foi dito salientam-se os seguintes pontos!
- A burguesia segue actualmente a táctica de criar grupos que se dizem marxistas-leninistas e reorganizadores do Partido e que têm como objectivo lançar a confusão na vanguarda e nas massas, atrair para o seu lado operários desprevenidos criar obstáculos à actuação comunista e infiltrar a burguesia no movimento operário para o colocar sob a sua tutela.
— Todos esses agrupamentos da burguesia radical, para prosseguirem na sua tarefa, são obrigados a tomar posições anti-comunistas e defender diversas teorias que os desmascaram como inimigos da classe operária.
- O grupelho de "O Bolchevista" toma posições anti-leninistas que o definem como um grupo da burguesia radical:
1º Pretendem construir um partido de tendências, unindo agrupamentos que defendem linhas inconciliáveis que inevitavelmente se estruturariam em fracções. Defendem a teoria policentrista de um órgão teórico por Comité Comunista que sabotaria a unidade do Partido. Desta forma desmascaram-se como anti-leninistas e mostram a sua indisciplina de intelectual radical..   .
2º Atacam a linha definida pelo C.M.-L.P. sobre a prioridade do trabalho de reorganização de vanguarda operária. Desta forma mostram o seu aventureirismo pequeno-burguês.
3º Dizem que são as massas a darem o "veredicto" sobre qual é a organização revolucionária e que até lá nenhum grupo político, portanto também a organização marxista-leninista, se deve reivindicar como dirigente único da luta revolucionária. Com esta teoria desmascaram-se como espontaneístas, que pretendem pôr a Vanguarda a reboque das massas.
4º Pretendem, na actual situação de fraqueza do movimento revolucionário, esbater a luta ideológica e chamam dogmáticos e sectários aqueles que traçam uma clara linha de demarcação entre o marxismo-leninismo e todas as variantes do revisionismo. Desta forma eles desmascaram-se como anti-leninistas quanto à questão da necessidade de uma implacável luta ideológica.
5º Organizaram-se à parte da organização marxista-leninista existente sem apresentarem as razões porque o fizeram. Com esta sua atitude eles mostraram que não estavam interessados na unidade revolucionária e que os seus "apelos à unidade," são manobras demagógicas de que se servem para construírem uma organização não baseada nos princípios marxista-leninista.

III - A HISTÓRIA DOS "BOLCHEVISTAS”
Acabámos de ver como os "bolchevistas" defendem concepções anti-leninistas que os opõem à linha revolucionária do P.C.P.(m-l) e os definem como um agrupamento da burguesia radical.
Todas as posições que eles tomaram foram-lhes ditadas pela necessidade em que se encontravam de sabotar o trabalho revolucionário. Será portanto útil relembrar a história do aparecimento e da evolução destes oportunistas e verificar como todas as posições por eles assumidas se foram enquadrando num bem arquitectado processo de luta pela infiltração da burguesia radical no seio do movimento revolucionário português.
O "BOLCHEVISTA" TENTA INTRODUZIR-SE NO C.M.-L.P.
Passamos a citar o artigo "O Grupo do 'O Bolchevista', Mestre na Provocação" publicado pelo P.C.P.(m-l) no "Unidade Popular" nº 11:
"Algum tempo após a 2ª Conferência, o C.M.-L.P. foi contactado por um elemento que se propunha organizar um Comité Comunista, do qual um dos objectivos seria editar um órgão teórico. Foi respondido a esse elemento que a querer integrar-se no C.M.-L.P. devia submeter-se aos princípios do centralismo democrático, isto é, ao controle da Comissão Executiva, e a que as tarefas lhe seriam designadas de acordo com as necessidades do conjunto da organização. Quanto à sua proposta para a publicação de um órgão teórico por um sector da organização distinto da direcção, foi-lhe respondido que o leninismo nos ensina a necessidade da linha única, a necessidade da unificação absoluta do movimento, e a proibição da existência de fracções no seio dum partido comunista. Que o C.M.-L.P. possuía um órgão teórico, o "Estrela Vermelha", da responsabilidade da Comissão Central do C.M.-L.P.. Que a criação dum outro órgão, além dum desperdício de forças, era uma concepção trotskista, significava o abandono da linha única e a autorização de fracções no seio do partido comunista. Que a discussão dos problemas no seio da organização comunista, isto é, a aplicação do princípio marxista-leninista da crítica e da autocrítica não pode significar a difusão de linhas opostas ou divergentes nem a diluição do papel dirigente e unificador do órgão teórico e da direcção. Que, pelo contrário, pela aplicação do princípio da crítica e da autocrítica tem-se por objectivo alcançar a unidade de ideias e a existência da linha única no seio da organização. Além disto, seria admitir-se a criação de Comités Comunistas semi-independentes, o que abriria de novo as portas do C.M.-L.P. aos oportunistas em geral, e em particular aos que acabara de expulsar das suas fileiras. Todas estas concepções do arsenal trotskista apesar do já terem sido repudiadas no Estrela Vermelha nº 2, voltaram a ser frisadas como consequência da proposta deste elemento no E.V. nº 4 no artigo "Notas sobre algumas Incompreensões da Linha Política", ponto 5.
"O C.M.-L.P. nunca mais teve notícias do referido elemento. Tempos depois aparece o jornal "O Bolchevista" que se veio a saber mais tarde ser a tal publicação teórica. Vendo as suas propostas trotskistas e liquidacionistas não eram aceites pelo C.M.-L.P., esse elemento e outros a ele ligados iniciam assim um trabalho de provocação capaz de fazer concorrência às mais cínicas manobras provocatórias da Pide...
"No primeiro número, o jornal "O Bolchevista" apresenta-se ora como sendo o órgão do Comité Marxista-Leninista Português o que é uma evidente provocação, ora como sendo o órgão do Comité Marxista-Leninista de Portugal. Esta provocação iguala as da Pide, que, quando o partido, actualmente revisionista, ainda estava ligado às massas, por várias vezes publicou Avantes falsos. Pretendia assim a burguesia radical do “Bolchevista" servir-se do prestigio do C.M.-L.P. para enganar os comunistas e recrutá-los. A criação deste falso C.M.-L.P. (que depois passaram a chamar C.M.-L. de P.) faz ainda lembrar a criação do "movimento Marxista-Leninista Português", outra sinistra provocação da Pide para localizar e liquidar os marxistas-leninistas que escaparam à repressão quando das prisões em 1966.
"No número seguinte continuam as sua provocações, apresentando a União dos Estudantes Comunistas (marxista-leninista) – U.E.C.(m-l) — como estando ligada ao seu grupo. Ora a U.E.C.(m-l) declara expressamente no editorial do número
1 do seu órgão, "Servir o Povo", que está directamente subordinada ao C.M.-L.P.", portanto nada tem a ver com o grupo oportunista do "Bolchevista". Para dar maior realce à pretensa ligação da U.E.C.(m-l) com o seu grupo, referem a existência de erros, que evidentemente não explicitam, pois que, não se tratando de erros de linha, só a ligação com a UEC lhes permitiria conhecê-los e citar a sua existência. Procurava o "Bolchevista" com mais esta manobra provocatória servir-se do prestigio alcançado pela UEC junto dos estudantes para se prestigiar a si mesmo e enganar os estudantes comunistas.
"No número 3, “O Bolchevista" inicia uma nova provocação. Tendo verificado que não conseguia introduzir no C.M.-L.P. as suas teorias trotskistas de a cada Comité Comunista um órgão teórico, teoria que abria novamente as portas do C. M.-L.P. aos oportunistas, procura agora do exterior reintroduzir esses elementos oportunistas novamente nas fileiras dos marxistas-leninistas. Para tal, lança um ataque ao "sectarismo" e propõe a unidade de todos os grupos "marxistas-leninistas", pois que entre eles não existiriam "divergências estratégicas". É natural que "O Bolchevista" não tenha "divergências estratégicas" com todos esses oportunistas, trotskistas e renegados, pois todos eles representam correntes da burguesia radical, anti-marxistas e anti-leninistas retintos. "O Bolchevista" procura fazer esquecer que estes grupos não são grupos marxistas-leninistas que se encontram divididos, mas sim grupos da burguesia radical que se formaram em oposição frontal à linha marxista-leninista do C.M.-L.P. donde foram expulsos muitos dos seus dirigentes. E portanto, que propor a unificação destes grupos não é mais do que procurar infiltrar o oportunismo na organização marxista-leninista, e portanto liquidá-la."
A QUESTÃO DA UNIFICAÇÃO DOS GRUPOS QUE SE DIZEM MAOISTAS COMO VIA PARA A REORGANIZAÇÃO DO PARTIDO
Uma vez que os "bolchevistas" fazem desta questão um cavalo de batalha e que muitos estudantes revolucionários, desconhecendo o verdadeiro carácter dos agrupamentos oportunistas podem ser levados a considerar correcta a palavra de ordem de união, nós vamos em seguida tratar este problema mais detalhadamente.
Comecemos por rebater os "argumentos" que "O Bolchevista” apresenta em defesa da sua teoria da unificação.
Dizem eles que enquanto as massas não derem o seu "veredicto" nenhuma organização se pode considerar "no papel dirigente" (14). Ora nós já vimos que os comunistas não têm nada que esperar pelo "veredicto" das massas para se considerarem como vanguarda e que pretender o contrário (ou seja, dizer o que os "bolchevistas" dizem) é o mais puro espontaneísmo.
Relembram os "bolchevistas" que diversos Partidos Comunistas nasceram da fusão de vários grupos. A isto nós respondemos que, enquanto nesses países apareceram independentemente círculos que agrupavam comunistas, em Portugal, os grupos apareceram por oposição à linha revolucionária do C.M.-L.P. (15)
Asseveram ainda "que desunidos, os grupos ou Partidos que se reclamem de comunistas, tardarão a implantar-se na classe operária" (15). A isto nós respondemos muito simplesmente: primeiro, o que nós queremos é a implantação dos verdadeiros comunistas (e não dos que "se reclamam de") na classe operária; segundo, para que os verdadeiros comunistas se radiquem nas massas, precisam do libertar o seu Partido dos que, embora "se reclamem de comunistas" não o são de facto.
O espantalho do perigo da desunião que "O Bolchevista" agita vira-se contra ele próprio. Segundo a lógica interna da sua argumentação também seria desejável a união com os revisionistas, eles também "se reclamara de comunistas"!
Mas o grande argumento dos "bolchevistas" para a reorganização é a inexistência de "divergências estratégicas" entre as diferentes organizações. Quando não se adoptam critérios políticos, nem se procede à menor análise política para determinar a natureza de classe das linhas dos diversos grupos, quando a última das preocupações é a defesa da linha marxista-leninista para a revolução, não admira que não se encontrem "divergências estratégicas" e que tudo se resuma a "divergências tácticas". Na realidade, a linha dos "bolchevistas" não apresenta "divergências estratégicas" das linhas dos outros grupos, porque não passam, todas elas, de linhas da burguesia radical. Mas já a linha do Partido Comunista de Portugal (m-l), contém "divergências estratégicas" em relação a todas essas linhas, como veremos a seguir. E mesmo quando esses grupos, hipocritamente, declaram estar do acordo com o Programa do P.C.P.(m-l) para dai deduzirem que o que separa os grupos são "apenas divergências tácticas"(17), eles estão a esquecer que não é só no campo da linha para a revolução que o oportunismo se pode manifestar, mas também (e frequentemente) no campo das concepções de organização. Lenine refere-se a este tipo de oportunismo, por exemplo, em "Um Passo à Frente, Dois Passos Atrás", quando analisa as concepções da nova "Iskra" menchevique. Diz Lenine no prefácio: "as divergências que separam actualmente estas duas alas (a menchevique e a bolchevique, N. da R.) dizem sobretudo respeito aos problemas de organização, é não às questões de programa ou de táctica".
Opúnhamos aos pretensos argumentos dos "bolchevistas" a favor do "entrelaçamento" dos grupos, uma análise concreta dos diversos grupos existentes para aclararmos esta questão. Para já insistimos em frisar a importância do estudo dos documentos de análise da história do nascimento e evolução da Frente de Acção Popular e do Comité Marxista-Leninista Português (18). Não podendo alongar-nos demasiado, passamos a mostrar rapidamente o oportunismo de alguns dos grupos que "O Bolchevista" pretende unir num único partido.
Comecemos pelo excêntrico grupo do jornal "O Comunista"
Fundado pelos castristas expulsos do C.M.-L.P." pela 2ª Conferência por oportunismo e por prepararem um complot para colocarem o C.M.-L.P, ao serviço dos anti-comunistas da L.U.A.R., "O Comunista" nos primeiros números além de ensinar a fazer bombas, limita-se unicamente a criticar o pacifismo, de Cunhal "esquecendo-se" de definir claramente a sua posição na luta de classes. É assim que não critica o revisionismo soviético nem se refere às relações entre este e o revisionismo do Cunhal, não se refere à luta em defesa do marxismo-leninismo travada pelo Partido Comunista da China e o Partido do Trabalho da Albânia, não se refere à Grande Revolução Cultural Proletária nem à teoria revolucionária de Mao Tsetung, novo desenvolvimento do marxismo-leninismo. Não tomam posição quanto a Staline nem quanto ao trotskismo. Enquanto "esquecem" estes pontos fundamentais ensinam a fazer bombas logo no 1º número e num acesso de lucidez proclamam que uma das actuais mais importantes tarefas revolucionárias é descobrir as moradas, e os hábitos dos membros da câmara corporativa.
Renegam o interesse da teoria e fazem a apologia do praticismo cego. Não só não apresentam as suas divergências com a organização marxista-leninista já existente, nem criticam o erro da criação prematura da F.A.P. nem a teoria castrista do "foco guerrilheiro", como propõem uma linha que não é mais que a reedição do fapismo. Ora proclamam que sem a luta armada a sua ideologia não existe, ora dizem que a luta armada só se deve iniciar depois da reconstrução do partido. Serpenteiam do direitismo para o "esquerdismo" e vice-versa com a maior das facilidades: ao mesmo tempo que fazem apelos para roubos de armas, metralhadoras (e se calhar também pensavam em carros de ataque) numa altura em que não têm ligação alguma com as massas, "completam-nos" com elogios à actuação revisionista da C.D.E. e à sua "corajosa" política neo-colonialista. Combatem do estrangeiro a justa posição marxista-leninista do C.M.-L.P.. durante as "eleições" de 1969 e apoiam a linha reformista da C.D.E; e da E.D.E., testas de ferro do partido revisionista. No nº 4 do seu jornal afirmam que a C.D.E. "seguiu várias vezes a linha de desmistificação das eleições como processo válido de resolver os problemas do nosso país, e atacou corajosamente o problema colonial" o falam de "aspectos positivos" das "eleições".
Toda esta salada russa temperada com fraseologia revolucionária tem como objectivo agrupar a maior quantidade possível de peixe na rede. Assim, não se critica o revisionismo soviético nem se fala da posição marxista-leninista do P.C.Ch. e do P.T.A., para atrair revisionistas descontentes com Cunhal, mas amigos dos sociais-imperialistas soviéticos. Não se critica o fapismo e o castrismo mas ensina-se a fazer bombas para atrair elementos da "tendência militar" (luaristas, fapistas, castristas). Não se definem quanto a Stalin e a Trotski para agarrarem alguns "circunstanciais" ou "situacionistas" depravados, e ao mesmo tempo dizem-se marxistas-leninistas para atraírem elementos com simpatias pelas posições defendidas pelo P.C.C., etc., etc. Para a criação do seu "partido" defendem a linha trotskista da formação de núcleos espontâneos e independentes que apareceriam espontaneamente e se desenvolveriam livres de qualquer controle (dos quais alguns seriam formados pela Pide conto é fácil ver para quem tenha um mínimo de experiência política) que depois se uniriam. É evidente que, quem quer agrupar trotskistas, luaristas, castristas, revisionistas de "esquerda", simpatizantes das posições do P.C.C., etc., tudo na mesma "organização", também não se vai preocupar em exercer um controle rigorosíssimo sobre os recrutamentos. No meio de tanta tendência que mal faz um pidezinho ou outro, não é senhores dos "núcleos 'O Comunista”,?(20).
Passemos aos “vanguardistas".
Expulsos do C.M.-L.P. por oportunismo e violação da disciplina partidárias criam um grupo que consideram ser um "grupo de base do C.M.-L.P.". Com isto eles admitem publicamente que aceitam a existência de fracções no seio duma organização comunista, o que não passa duma concepção trotskista.
Outra concepção trotskista defendida pelos "vanguardistas", consiste em considerar os "estudantes progressistas" como reserva imediata da revolução em vez do campesinato pobre que segundo o seu "esquema" passa a reserva secundária.
Estes oportunistas dizem que a declaração apoliticidade das associações de estudantes "é uma forma de aceitar a política fascista", que o papel das Associações é "combater a política fascista na universidade, a guerra colonial e a propaganda do imperialismo" (...) "pela revolução democrático-popular". Ora, embora as Associações devam fornecer dados e abrir caminhos que permitam aos estudantes aperceber-se do fascismo, do capitalismo, do colonialismo e do imperialismo, pretender que o seu papel seja assumirem uma luta política é o caminho mais curto para o isolamento dos colaboradores associativos e para a liquidação das Associações.
Para a ligação da luta estudantil à luta popular preconizam a criação de "comissões trabalhadores-estudantes", que seriam, como é lógico, o canal mais directo para invadir o meio operário do lixo intelectual e para favorecer a dominação do movimento operário pelos intelectuais; É ao partido comunista que compete dirigir a luta revolucionária, e não a "comissões trabalhadores-estudantes". Esta teoria consiste em negar ao partido o papel de organizador e dirigente do movimento revolucionário o substitui-lo por micro-organizações espontâneas, desligadas, sem linha única e sem disciplina, numa palavra, é a defesa do "economismo" que Lenine combateu no "Que fazer?".
Na questão das alianças, uma das questões fundamentais de demarcação com o revisionismo, vão de encontro à linha de Cunhal defendendo a aliança da classe, operária com a "pequena e média burguesia patriótica". (21)
Quanto aos trotskistas do "M.R.P.P." que através da E.D.E. defenderam o revisionismo de Cunhal (dando-lhe um tom de esquerda) e que, quando se viram desmascarados, mudaram de rótulo e de vestes sem proceder à menor autocrítica) que desprezam a necessidade dum aparelho clandestino, única garantia de defesa do partido; que substituem a disciplina partidária e o controle do partido por uma muito "anti-autoritária" e "anti-burocrática" "aliança militante"; que falsificam descaradamente as posições do C.M.-L.P. e da U.E.C.(m-l) para as poderem atacar; que conspirativamente usam "novos processos" muito originais que só provam o seu exibicionismo, carreirismo e falta de seriedade; também os "bolchevistas" não encontram "divergências estratégicas”. (23
Não vamos aqui prolongar a descrição mesmo que sumá­ria, do oportunismo destes grupos, pois com pequenas varia­ções todos defendem concepções espontaneístas, trotskistas, castristas e outras que os definem como organizações da burguesia radical.
Bastou verificarmos o verdadeiro carácter do "marxismo-leninismo" que "A Vanguarda". "O Comunista" e o "M.R.P.P." defendem para podermos concluir que a unidade tão apregoada pelos "bolchevistas" não é uma unidade com base nos princípios do marxismo-leninismo. Isto chega para vermos que todo o palavreado sobre "divergências estratégicas", "divergências tácticas" e sobre as condições mínimas que todos os grupos teriam que aceitar para poderem participar no partido que os "bolchevistas" pretendera construir, não passam de manobras demagógicas para os julgarmos firmes nos princípios. Em resumo, a sua actuação não passa de mais uma tentativa de infiltração da burguesia no movimento revolucionário português.
O SIGNIFICADO DA TEORIA UNIFICADORA
A burguesia radical, na sua luta por controlar o movimento operário organizou grupos golpistas, infiltrou-se no C.M.-L.P. e, quando dele foi expulsa pela 2ª Conferência (a tal que foi "sectária”...), criou grupos que se reclamavam do marxismo-leninismo e reorganizadores do Partido, com o objectivo de recrutar operários de vanguarda e impedir a sua organização no seio do P.C.P.(m-l).
Apercebendo-se do avanço do C.M.-L.P., os "radicais bolchevistas", começam por pretender integrar-se na organização comunista a aí (fazendo vingar o policentrismo, estruturando a sua "tendência" a criando o seu próprio órgão teórico") sabotar a disciplina partidária e impedir, a reorganização do Partido em bases marxistas-leninistas.
Verificando que caso se integrassem no C.M.-L.P. teriam de se submeter a disciplina partidária e trabalhar conforme as directivas doa organismos superiores, os "bolchevistas” seguem então a táctica de se organizarem exteriormente ao C.M.-L.P., "esquecendo-se” de explicar as razões porque o fazem, evidenciando o seu divisionismo.
Continuando a tentar infiltrar a burguesia radical na organização comunista, vêm então a lume com a sua teoria trotskista do "entrelaçamento". "Esquecendo-se" do seu papel cisionista, "esquecendo-se" de que entre o C.M.-L.P. e os diversos agrupamentos oportunistas (que no entanto se "reclamam de comunistas"), há divergências de princípio, arvoram-se então em defensores da unidade. Esta unidade que os "bolchevistas" pretendiam não é uma unidade revolucionária com base nos princípios. Prova-o a sua teoria de "partido de tendências", do "órgão teórico" por cada comité, a sua recusa em demarcar a teoria revolucionária de todas essas "tendências” oportunistas. Prova-o o quererem unir grupos que como já vimos defendem teorias oportunistas.
Para cúmulo da ironia, esta cínica manobra é-nos inadvertidamente revelada pelos seus próprios autores. "O Bolchevista" nº 4 começa com a seguinte frase:
"Num artigo que inserimos no último número, avançámos algumas ideias sobre a necessidade era que se acham os marxistas-leninistas - e os que se iludam ou pretendem sê-lo - de unirem os seus esforços no sentido de fundarem, sem mais demoras, o Partido Comunista de Portugal". (23)    
É impossível encontrar forma mais clara de exprimir a, verdadeira política dos "bolchevistas"! Unirem os marxistas-leninistas cora os que apenas “se julgam ou pretendem sê-lo", "entrelaçar" as organizações maoístas com as "ditas maoistas", infiltrarem no Partido a burguesia radical que se diz comunista embora não o seja!
Mas os "bolchevistas" viram goradas as suas tentativa "entrelaçadoras", quando o número 10 do "Unidade Popular" tornou pública a reconstrução do Partido pelo C.M.-L.P.. Eles põem então a descoberto a sua verdadeira estratégia a saber, a liquidação do movimento comunista português. Passaram a exprimir criticas que, segundo as suas próprias palavras, anteriormente silenciavam, lançaram-se num histérico combate ao P.C.P.(m-l) e lançaram um apelo para a realização de "uma conferência onde se procure definir uma posição comum a assumir face a esta medida" (24).(A "medida" é a reorganização do P.C.P(m-l) Quer dizer, quando verificaram ser impossível juntar os comunistas com os que "pretendem sê-lo", passaram a defender a criação duma santa-aliança anti-comunista como a melhor forma de dificultar o trabalho do P.C.P.(m-l).
Em toda a sua actuação os "bolchevistas" comportaram-se como uma tábua de salvação da burguesia radical.

CONCLUSÃO - NOVAS PROEZAS EM TORNO DA DIALÉCTICA ANUNCIAM NOVAS AVENTURAS
Apanhados de surpresa pela reorganização do P.C.P.(m-l) os "bolchevistas" para não caírem no total descrédito por se dizerem "reorganizadores do Partido" e combaterem o Partido reorganizado resolveram dedicar-se à já conhecida manobra dos "aprofundamentos". Desejando fazer um brilharete e deixar toda a gente boquiaberta com a sua sapiência e profundidade de análise anunciam ir esclarecer toda a questão, mostrar as "incorrecções" da reconstrução do Partido e apontar o caminho justo. Isso seria feito com a publicação de um "útil" trabalho que continha "uma definição importante do conceito dialéctico de Partido" (25). Esse texto sai e de facto esclarece toda a gente acerca do oportunismo dos "bolchevistas".
Começam por voltar a falar da unidade entre as “diversas organizações marxistas-leninistas (e as que julgam sê-lo)” (26) como base da reconstrução do Partido! Eis um belo aprofundamento", eis um belo conceito dialéctico de Partido”!
Em seguida, no meio de muitos "aprofundamentos", negam a necessidade de um Partido possuir "sólidos apoios técnicos e políticos" pois isso seria seguir "uma lógica formal, ecléctica"! Novo "aprofundamento", novo "conceito dialéctico do Partido"!
E chegamos finalmente à tão "útil” e "importante definição": "o que é um Partido Comunista? Várias coisas ao mesmo tempo (como é profundo e inovador!); mas no caso concreto que importa considerar para o efeito é principalmente (noutro "caso concreto" é provável que possa ser "principalmente" outra coisa...) uma ideia (!) proletária de acção que se desenvolvendo pela ideia e pela acção’” (27)
Desta vez isto chega a ser uma anedota. O partido não é uma organização, é apenas uma ideia! Que resultados se podiam esperar dos "aprofundamentos" dos "bolchevistas" senão tamanhos disparates?
E assim terminaria por agora a história destes “dialécticos", se as suas proezas em torno das "úteis definições" não os encorajassem a prosseguir na tentativa de infiltrarem a burguesia radical no seio do movimento comunista português.
A sua nova manobra consistiu na do chamado "Movimento da Juventude Comunista (marxista-leninista). A União dos Estudantes Comunistas (marxista-leninista) adverte os estudantes revolucionários do papel cisionista e sabotador do grupelho de "O Bolchevista", e de mais esta tentativa da burguesia radical para controlar o movimento revolucionário.

NOTAS
1. De notar que o P."C."P. tenta manter as camadas mais atrasadas em formas de luta legais e pacíficas e só secundariamente e como manobra de diversão se dedica a aventuras como as da A.R.A. Isso faz do partido de Cunhal, uma organização da burguesia reformista e não da burguesia radical como os "bolchevistas" afirmam no artigo "As Bombas da A.R.A. — Chupeta do Proletariado”, "Jovem Guarda" nº 2.
2. Citado por Lenine em "Um Passo à Frente, Dois Passos Atrás".
3. Em "O Bolchevista" nº 4, p. 4, 1ª coluna, 2º §, eles dizem expressamente que “as "tendências erradas” devem ser trazidas para o seio do partido. Isto não passa da cópia da “Frente da Acção Revolucionária" defendida pela E.D.E., que dado o seu oportunismo tão evidente, levou os seus promotores a mudarem-lhe o nome para M.R.P.P.
4. "Comités Comunistas" era como se designavam os organismos de base do C.M.-L.P.
5. "Estrela Vermelha" nº 2, p. 23-24.
6. "O Bolchevista" nº 7, p. 15.
7. "O Bolchevista" nº 7, p. 14.
8. Lenine, "Que Fazer?", cap. V a). O último sublinhado é nosso.
9. Ver Estrela Vermelha" nº 2, p. 16.
10. "O Bolchevista" nº 3, p 19. Os sublinhados são nossos.
11. "Social-democrata” era na época o nome dado aos comunistas.
12. Lenine, "Que Fazer?”, cap. I d). Os sublinhados são nossos
13. "Sobre Uma Manobra de Diversão (o 'M.R.P.P.’)”, comunicado do P.C.P. (m-l).
14. Ver p. 3 deste "S.P."
15. Esta mesma critica já tinha sido avançada pela malograda E.D.E.
16. "O Bolchevista" nº 4, p. 3, 2º §.
17. "Jovem Guarda“ nº 1, sublinhado por eles.
18.  Ver: "Só o Trabalho Comunista Pode Levar à Reconstrução do Partido", Edições do Partido, nº 18; "Tracemos uma tinha de demarcação Extremamente Clara Entre Marxistas-Leninistas e Revisionistas", Edições do Partido; nº 17; “O Novo Militante" nº 3; "Resoluções da 2ª Conferência do C.M.-L.P." e "64-68: A Luta dos Marxistas-Leninistas Portugueses em Busca da Linha Justa" in "Estrela Vermelha" nº l e "A Luta dos Marxistas-Leninistas Portugueses pela Reconstrução do Partido" in "Servir o Povo” nº 7.
19. No "Comunista" 11, vendo o total descrédito da linha fapista apressam-se também a criticá-la para encobrirem o seu oportunismo.
20. Sobre este grupelho ver: "Revisionismo em “nova embalagem", Edições do Partido, nº 24.
21. Sobre este grupelho ver o artigo "Na Vanguarda do Oportunismo e da Trapalhice", Edições do Partido, nº 19.
22. Sobre este grupelho ver o artigo "Resposta à manobra Provocatória da E.D.E." no "Servir o Povo" nº 4 e nas "Edições do Partido", nº 25. Ver também o comunicado do P.C.P.(m-l): "Sobre uma Manobra de Diversão (o MRPP)"
23. O sublinhado é nosso. Ver também "O Bolchevista" nº 6, p. l, 2ª coluna, último parágrafo, onde eles falam «Je "entrelaçamento das organizações maoistas (ou ditas macistas)".
24. Documento "Aos Comunista? Portugueses" elaborada pelos dirigentes de "O Bolchevista".
25. Ver o documento "Aos Comunistas Portugueses" elaborada pelos dirigentes de "O Bolchevista".
26. Ver o texto "Que fazer se fracassaram os nossos esforços para a unificação da corrente comunista?" 1º §.
27. O sublinhado é nosso.

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EDIÇÕES DO PARTIDO
9 - Luta Pacífica o Luta Armada no Nosso Movimento.
10 - A Expulsão dum Membro do C.C. do P."C."P..
11 - O Abandono da Aliança Operário-Camponesa — Expressão do Abandono da Revolução.
12 - Luta de Classes ou "Unidade de Todos os Portugueses Honrados"?
13 - A Propósito do Socialismo Burocrático e Autoritário.
14 - A Unidade em 1944-49: Uma Experiência Actual.
15 - Combater O Chauvinismo Imperialista é a base duma Efectiva Solidariedade com os Povos das Colónias.
16 - Isolar e Aniquilar os "Sindicatos" Fascistas.
17 - Tracemos Uma Linha de Demarcação Extremamente Clara Entre Marxistas-Leninistas e Revisionistas — Documento do critica castrismo.
18 - Só o Trabalho Comunista Pode Conduzir à Reconstrução do Partido.
19 - Na vanguarda do Oportunismo e da Trapalhice — Guia Prático para melhor Compreender a Brochura dos "Vanguardistas”
20 - Acerca do Afundamento do Partido Revisionista e das suas Tábuas de Salvação.
21 - Lutemos Contra os Espiões e Provocadores — Breve.
22 - História de Alguns Casos-, de Provocação no P.C.P.. 1ª  ed. 1952; 2ª ed. 1970.
23 - Lenine: Sobre o Partido Revolucionário de Tipo Novo
24 - Lenine: Por onde Começar? seguido de Os Objectivos Imediatos do Nosso Movimento.
Revisionismo em Mova Embalagem — A burguesia Radical do Jornal "O Comunista" Faz Concorrência ao Revisionismo de Cunhal.
25 - Resposta à Manobra Provocatória da E.D.E..
26 - A Propósito duma Provocação do Grupo "A Vanguarda".
27 – P.C.Ch: Proposta Sobre a Linha Geral do Movimento Comunista Internacional.
28 - P.C.Ch.: Origem e Evolução das Divergências entre a Direcção do P.C.U.S. e Nós.
29 - P.C.Ch.: É a Jugoslávia ao país Socialista?
30 - P.C.Ch.: Apologistas do Neo-Coloníalísmo.
31 - P.C.Ch.: Duas Linhas Diferentes no Problema da Guerra e da Paz.
32 - P.C.Ch.: Coexistência Pacifica — Duas Linhas Diametralmente Opostas.
36 - Mao Toetung: Staline, O Amigo do Povo Chinês seguido de A Amizade mais Profunda.
37 - Lenine: Friedrich Engels.
38 - Lenine: Marxismo e Revisionismo.

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