domingo, 2 de abril de 2017

1972-04-00 - CONTRA O REFORMISMO, PELA REVOLUÇÃO POPULAR - Comités Operários - O Grito do Povo

CONTRA O REFORMISMO, PELA REVOLUÇÃO POPULAR

O movimento de mascas operárias face ao aumento da exploração capitalista e da tirania burguesa, da guerra colonial, do aumento do custo de vida, à impotência dos sindicatos, ao terror dos despedimentos, e à propaganda desenvolvida pelos "Comités Operários" e pelo jornal operário comunista “O Grito, do Povo”, obrigaram, como é normal, os vermes reformistas e reaccionários a saírem das suas tocas onde costumam descansar durante as vinte e quatro horas dos 365 dias do ano.
Os "Comités Operários" não têm até agora chamado abertamente a classe operária e o povo de Portugal, ao desmascaramento e à luta directa contra os seus inimigos disfarçados, particularmente do chamado P."C”.P. (Partido "comunista” Português que de comunista nada tem pois em nada defende os interesses da classe operária) simplesmente porque estes não têm tido qualquer actividade prática, para lá das lenga-lengas dos abaixo-assina dos e cartas aos ministros capitalistas, aos quais a classe operária já sobejamente dedica o desprezo que merecem e que são responsáveis pelas derrotas e atrazo do movimento operário.
Tentando não perder o comboio os reaccionários do P.”C”.P., vieram com um papel (Ao povo do Porto) tentando afastar novamente a classe operária e o povo de Portugal, do único caminho justo que leva ao fim dos seus sofrimentos, da sua situação de miséria e atrazo, de oprimidos e explorados: o caminho da Revolução Popular.
Com a conversa com que costuma vir a público (as poucas vezes que o faz) o P.”C”.P. tenta incutir nos trabalhadores uma esperança falsa na modificação de nossa situação em uma luta revolucionária contra o sistema capitalista e a ditadura dos patrões.
É nosso deve avisar toda a classe operária e demais classes revolucionárias de que a propaganda reformista e revisionista do P."C".P. visa fazer recuar os objectivos e as formas de luta das massas em proveito de uma colaboração-traidora com o inimigo de classe - a burguesia capitalista.
Mas ao mesmo tempo que a propaganda revolucionária e as lutas das massas operárias e populares, provocaram a tal propaganda reformista, revisionista e contra-revolucionária, também muitos operários, despertando com a justeza das análises feitas, nomeadamente em “O Grito do Povo", decidiram-se à luta. Mas se bem que tenha sido um avanço, vários destes camaradas ainda não compreenderam totalmente o carácter revolucionário da luta de classes que o proletariado trava contra os seus exploradores e opressores: a burguesia capitalista e o Estado que a representa e que a defende. Por isso esses camaradas, refe­rimo-nos especialmente a "um grupo de operários da Sitenor que há dias publicou um pequeno panfleto, se bem que seguindo o estilo e as análises expressa nos textos dosComités Operários" e no jornal "O Grito do Povo", ficaram-se em sérias limitações, algumas delas extremamente perigosas, das quais se devem corrigir, e que devem ser combatidas e corridas pela classe operária com toda a firmeza e decisão.
Estas limitações, estes erros, extremamente perigosos, dos companheiros da Sitenor são mais espacialmente:
A 1ª é não compreenderem o carácter revolucionário da luta de classes do proletariado e a necessidade dos seus órgãos chamarem e educarem a classe no, caminho da Revolução Popular. Estes companheiros não compreenderam ainda que só o aumento de salários não basta: que é preciso que os operários se unam firmemente, conduzam atrás do si as outras classes revolucionárias, e derrubem a ditadura com que a burguesia capitalista explora os trabalhadores, e continuará a explorar enquanto estes não a derrubarem pela força e não se colocarem eles próprios, trabalhadores, no poder. Estes companheiros não compreenderam ainda que estando a burguesia no poder o dominando os principais mecanismos dos preços e dos salários, a classe operária, nunca conseguirá, só por aumentos do salários uma modificação da sua condição, muito embora, esses aumentos servem para, provisoriamente, atenuarem algumas privações e principalmente para nos temperar o educar na luta que inevitavelmente levará à vitória da democracia popular, do socialismo e do comunismo sobre a exploração.
A segunda limitação que constitui um gravíssimo e perigoso erro é a questão da organização dos operários. As palavras de ordem do "grupo de operários da Sitenor", são completamente erradas, pois em vez de indicarem a organização clandestina dos operários como forma principal a desenvolver no actual momento, falam em comissões legais ou semi-legais de operários para dirigirem a luta por melhores salários o pela readmissão dos colegas despedidos. Ora vejamos como isto é uma forma errada, e que os próprios operários desse grupo já deviam ter compreendido, pois os seus despedimentos são exactamente resultado do uso de formas legais de actuação nas últimas lutas. Mas este exemplo é apenas um entro milhões de exemplos como este, em que com a história das comissões legais (ou seja, topadas pelos patrões, pelos bufos e pelos pides) não se consegue chegar a sítio nenhum para, lá da cadeia e do desemprego! Por outro ledo, feitas as contas, a direcção do movimento dos operários em comissões não clandestinas só podo servir o seu inimigo de classe, que por saber quem as constitui, as pode reprimir, fazer chantagem sobre elas, faze-las recuar, suborná-las, o fazê-las trair, o que não acontecendo sempre, aconteceu já bastantes vezes.
Os operários devem combater sem piedade estas falsas ideias, e bani-las completamente, pois são ideias que não nos servem o estão ao serviço da ditadura burguesa, capitalista.
Como afirma o "Grito do Povo” na sua reportagem sobre a grande luta na Grundig:
As comissões legais que o inimigo de classe e os seus lacaios disfarçados propõem, e de que já vimos os inconvenientes, temos de opor uma organização clandestina de fábrica. Esta organização, o Comité Operário, formado pelos operários mais conscientes, e absolutamente clandestina, recolhe as ideias das massas, centraliza-as, e lança-as novamente nas massas, por escrito ou de outras formas clandestinas. Desta forma, será impossível para o inimigo enganar-nos com falsas cedências e manobras e será possível orientarmos a acção pelo caminho que mais nos interessa.
A classe operária deve seguir estas palavras de ordem revolucionárias e banir as palavras de ordem reformistas - agentes da burguesia. "O grupo de operários da Sitenor" deve corrigir as suas posições.
As "comissões legais e semi-legais”, "as formas pacificas de luta", "de abaixo-assinados", as tretas sindicais, as eleições, etc., tem sido algumas das formas com que os reformistas e revisionistas do P."C”.P. têm traído e enganado vergonhosamente a classe operária. Nos momentos de luta, esses inimigos mostram o seu verdadeiro focinho de traidores. (Nós não nos esquecemos de 1962, quando o povo reclamava armas para a tomada do poder o que fizeram tais politiqueiros, ordenando aos marinheiros que deitassem as armas ao Tejo!!)
A classe operária no seu combate contra a exploração capitalista deve correr com os revisionistas do P."C”.P. que pretendem desviar as massas do caminho da revolução e levá-las à colaboração com o inimigo de classe.
A CLASSE OPERARIA DEVE SEGUIR AS PALAVRAS DE ORDEM DE O "GRITO DO POVO"
"Que todos os trabalhadores conscientes formem grupos clandestinos de camaradas nas fábricas e nos bairros em que discutam e estudem a maneira de fazer ver aos outros trabalhadores as causas e formas da exploração e opressão, que vejam e façam ver a maneira de lutar contra elas.
Que na fábrica e no bairro, leiam, discutam e expliquem a teoria e a propaganda revolucionária, criem grupos de leitura e discussão e façam eles próprios propaganda e agitação, através de pichagens (inscrições nas paredes) e da palavra escrita.
A classe operária precisa de formar comités operários, completamente clandestinos, por toda a parte, que vejam quais são os problemas comuns que mais afligem os trabalhadores e os façam avançar unidos para a luta, que informem e façam avançar, para fazer de cada fábrica e de cada bairro uma fortaleza onde flutue a bandeira vermelha e arda a chama da liberdade do povo que abrasará todo o país e reduzirá a cinzas o nosso inimigo de classe.
Com os comités operários lancemos por toda a parte as sementes do partido da classe operária!!!

EM FRENTE PELA REVOLUÇÃO POPULAR
VIVA A UNIÃO DOS OPERÁRIOS CAMPONESES, E SOLDADOS DIRIGIDA PELO PROLETARIADO VIVA O PENSAMENTO DO PRESIDENTE MAO TSÉ-TUNG GRANDE GUIA DO PROLETARIADO E DOS POVOS OPRIMIDOS DE TODO O MUNDO

comité operário ENVER HOXHA
comité operário ESTALINE
comité operário LENINE
comité operário PODER VERMELHO
comité operário ESPARTACUS
comité operário 1º DE MAIO

LÊ DISCUTE E PASSA AOS COMPANHEIROS DE MAIOR CONFIANÇA
(Abril de 1972)

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