segunda-feira, 6 de março de 2017

1977-03-06 - PAREMOS ACTIVAMENTE O III CONGRESSO - MES

A RESOLUÇÃO DO C.C. E A DISCUSSÃO NA ORG. REG. DE LISBOA

PAREMOS ACTIVAMENTE O III CONGRESSO

INTRODUÇÃO
A resolução saída da 8ª Reunião do Comité Central é produto de métodos incorrectos de direcção e de trabalho, mas para alem disto a resolução levantou problemas que dizem respeito ao nosso programa e ao nosso futuro.
Foi por isto que na reunião havida entre a DORL e as estruturas de direcção de Lisboa se decidiu começar desde já a preparação do nosso III Congresso de modo a chegarmos lá vendo claramente o caminho que queremos seguir e com capacidade para apontarmos as soluções.
A DORL está a discutir um programa de trabalho capaz de ligar a preparação do Congresso a luta política que temos de continuar a desenvolver e brevemente dará conta disso a todas as estruturas. Pensamos que só na força de todos encontraremos a saída para as actuais dificuldades em que o nosso Partido se encontra.
Este conjunto de documentos são a abertura dessa discussão que tem de avançar desde já. Os documentos que compõem este boletim são os seguintes:
1º) PROCESSO COMO DECORREU A SAÍDA A PUBLICO PA RESOLUÇÃO
2º) BALANÇO DA D.O.R.L. SOBRE A Iª CNQ
3º) POSIÇÃO DA D.O.R.L. SOBRE A RESOLUÇÃO DO COMITÉ CENTRAL
4º)    „    DO SECRETARIADO DE NÚCLEO DE CAMPO DE OURIQUE
5º)    "    DO NÚCLEO DE CASCAIS
6º)    “    DO SECRETARIADO DO NÚCLEO DE MOSCAVIDE
7º)    “    DO SECRETARIADO ESTUDANTIL
8º)    „    do NÚCLEO DE SACAVÉM
9º) BALANÇO DA D.O.R.L. SOBRE A DISCUSSÃO NA ORL SOBRE A RESOLUÇÃO

O PROCESSO DE DISCUSSÃO, NA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA, DA RESOLUÇÃO DO COMITÉ CENTRAL
A discussão da resolução sobre a táctica saída da 8ª reunião do Comité Central abriu na Organização Regional de Lisboa um importante processo que terá que culminar no III Congresso do nosso Partido. Esta Resolução aparece-nos numa altura em que a DORL desde a sua eleição ate agora, tem dado mais importância as questões de organização do que aos problemas da linha política, isto sendo fruto das grandes necessidades em matéria de organização na ORL não deixa de mostrar também as enormes dificuldades sentidas pela actual direcção.
Antes da saída a público da resolução, a DORL fez a sua discussão numa reunião em que estiveram presentes dois camaradas do Secretariado do Comité Central. As conclusões dessa reunião foram:
1º - Achámos estranho que a poucos meses do Congresso e depois de uma Conferência Nacional de Quadros onde a nova táctica que a resolução apontava não tinha sido debatida, que o Comité Central tivesse lançado um documento onde eram definidos novos objectivos para o Partido.
Isto porque pensamos que o conteúdo da resolução levanta problemas de linha que têm a ver com o nosso programa político. Assim apontando como táctica política a luta por um Governo de Independência Nacional, a resolução aponta por consequência também para uma nova definição de alianças dê alianças de classe e de alianças políticas.
A 2ª conclusão que tirámos é a consequência directa da lª e é a seguinte: os pontos da resolução atrás referidos não deviam ser tornados públicos, mas sim servirem de base a um debate interno ao Partido até que o III Congresso definisse uma linha a seguir.
Assim a DORL entregou à Comissão Política do C.C. um documento em que eram expressas às suas posições. Mais tarde a DORL foi informada que a reunião da Comissão política tinha decidido tornar pública a resolução.
A DORL decidiu então tomar duas iniciativas internas: lª: pedir uma reunião entre o Secretariado do Comité Central e o Executivo da DORL; 2ª: convocar para antes da saída a público da resolução uma reunião com todas as estruturas de direcção da Organização Regional de Lisboa.
Na reunião com o Secretariado do Comité Central o Executivo da DORL voltou a expor sua posição de que considerava altamente prejudicial para o Partido se vinda a público da resolução tal como estava, mas que achávamos que a resolução pelos pontos importantes que tinha, deveria ser considerada um documento interno de grande importância para lançar o debate ate ao IIIº Congresso.
Na reunião que tivemos com a quase totalidade dos órgãos de direcção da ORL saíram duas conclusões:
1ª - todas as estruturas de direcção presentes consideraram correcta a posição da DORL e levantaram os mesmos problemas em relação à saída a público da resolução;
2ª - decidiu-se que o caminho a seguir seria o de combate a todo o demissionismo e falta de disciplina partidária que a saída da resolução poderia causar e considerou-se a preparação do IIIº Congresso como tarefa fundamental a partir de agora no nosso trabalho partidário.

BALANÇO FEIRO PELA DORL SOBRE A I CONFERENCIA NACIONAL DE QUADROS
Introdução
A I Conferencia Nacional de Quadros foi feita num período difícil da vida do nosso partido e da luta dos revolucionários no nosso país.
Um período em que o nosso partido atravessa grandes dificuldades e luta por se tornar num forte partido revolucionário.
Um período em que os revolucionários são atacados pelos partidos burgueses e reformistas, que movem todos os esforços para nos destruir e para que a revolução não venha a triunfar.
Esta Conferencia teve os seus aspectos positivos e os seus aspectos negativos, ela mostrou a nossa fraqueza como partido e as nossas dificuldades em traçar um programa político; mas ela também mostrou a importância do MES e do seu futuro, no futuro da luta do nosso povo pelo Socialismo.
As duas principais conclusões do C.N.Q.:
1ª CONCLUSÃO; O MES VIVE UMA GRAVE CRISE DE DIRECÇÃO
É coisa assente no nosso partido dizer-se que vivemos uma grave crise de direcção. Esta crise tem o seu aspecto mais evidente nas dificuldades sentidas pelo Comité Central em dirigir o Movimento.
Na C.N.Q. estas dificuldades do C.C. estiveram bem à vista, na maneira deficiente como a estrutura máxima do nosso partido preparou a Conferencia e que se revelou;
a) No relatório apresentado pela Comissão Política do C.C. à Conferencia. Este relatório para além de uma parte inicial em que se puseram a nu pela 1ª vez as grandes deficiências de funcionamento do C.C., nada diz sobre a situação política e organizativa do nosso partido.
O relatório criticando o subjectivismo nos métodos de direcção, é ele próprio um produto desse subjectivismo porque mostra que não foi feito com base num inquérito ao partido e com dados precisos sobre a situação nas diversas regiões e sectores de trabalho.
b) Na má preparação do trabalho por secções: não havia propostas para cada um dos pontos, a discussão estava mal preparada e até a divisão de alguns membros do C.C. pelas secções foi feita à última da hora com prejuízo evidente para o trabalho das secções.
c) No modo como decorreu a discussão em plenário, onde foi difícil esclarecer as diversas posições defendidas e aquilo que estava na origem das divergências ali expressas. Notou-se claramente a falta de direcção de C.C. neste aspecto, uma vez que o C.C. se limitou a dar a palavra ao grande número de camaradas inscritos e à tomada de posições individuais de alguns dos seus membros.
d) No modo como decorreu a sessão final, que não se encontrava preparada e foi um completo improviso. A maneira como decorreu a sessão final mostrou um desprezo por parte do C.C. em relação ao partido e aos convidados presentes.
e) Por último resta salientar que o Comité Central só na sua reunião de 15 de Janeiro, isto é, quase um mês depois da Conferencia, irá fazer um balanço do seu significado e tirar daí as suas conclusões. Parece-nos demasiado tempo para uma estrutura de direcção Nacional fazer o balanço de um acontecimento tão importante na vida do nosso partido.
Estas deficiências, não são da responsabilidade exclusiva do C.C., mas também de todas as estruturas de direcção e de todo o partido.
Estas deficiências de direcção têm por isso uma razão mais profunda e por nós já mil vezes repetida; entraram definitivamente em crise os métodos de trabalho utilizados durante longo tempo e o tipo de quadros que sempre se apoiaram neles.
Como vem no próprio relatório da Comissão Política, deu-se sempre muito mais atenção às análises do que à organização e assim o nosso trabalho de direcção foi marcado por um profundo subjectivismo; as ideias vinham da cabeça de uns tantos e não eram a consequência da prática de todo o partido.
Estes métodos de trabalho originam vícios também já por nós sentidos e mil vezes repetidos; o individualismo e a falta de trabalho colectivo, a falta de planos de acção e as coisas feitas à última da hora, a centralização excessiva num número reduzido de camaradas do trabalho de direcção, a falta, de espírito de camaradagem e confiança mútua, a falta de balanços e relatórios, etc., etc...
A Conferencia marcou alguns passos em frente na correcção destes métodos de trabalho, mas o vento da renovação tem que soprar com mais força e tem que passar, por toda a organização para atingir a seu devido tempo a estrutura máxima do partido; O COMITÉ CENTRAL.
O C.C. tem uma grande responsabilidade em dirigir o Movimento ate ao III Congresso e em dirigir a sua própria substituição.
Hoje podemos dizer que o C.C. já não exprime os avanços feitos no Partido e que como estrutura e por isso muitos dos seus membros, desconhece a realidade do Partido e o sentir dos seus quadros.
O Comité Central não pode ser só o reflexo do Partido, ele tem de ser uma vanguarda dentro do próprio Partido, capaz de transmitir confiança e de dar o exemplo como estrutura e cada um dos membros como dirigentes.
E aqui entramos na 2ª questão que e a seguinte; se existe uma c crise nos métodos de direcção usados, existe uma crise nos quadros de direcção que os usaram e dirigiram com eles o Partido. Isto é; é o próprio núcleo central da direcção do nosso partido que está em crise e incapaz de por si só encontrar as soluções.
As dificuldades sentidas pelos quadros que até agora tiveram mais responsabilidades a todos os níveis, estão relacionadas com o tipo de funcionamento e com o tipo de quadros que eles foram até agora.
Assim estão em crise os quadros que tendo mais tempo desocupado têm desempenhado as tarefas de aparelho e direcção. Estes quadros e outros que tem aguentado o Partido nos seus momentos mais difíceis estão marcados por grandes vícios; a sua experiência é reduzida, a dedicação ao partido é feita de maneira desordenada, sem horários e na maior parte dos casos com um tipo de vida incerta.
Não se trata só das pessoas mas também, e principalmente dos métodos de trabalho, assim a solução não é substituir estes por outros mas principalmente impor métodos colectivos de trabalho, impor o controle do Partido sobre todos os quadros e a exigência de uma forte disciplina revolucionária.
Estes problemas têm de ser encarados de frente, com coragem e humildade por parte de todos, porque só na força colectiva poderemos encontrar soluções que reforcem este nosso Partido.
2ª COMISSÃO: EXISTE FORÇA PARA RESOLVER A CRISE E AVANÇAR
Se a CQN pôs a nu as nossas fraquezas no actual momento, mostrou também que há força no Partido para avançar lentamente mas com segurança no caminho do reforço.
A Conferencia mostrou que podemos ir buscar essa força se nos apoiarmos em 3 factores:
Em 1º lugar - No amadurecimento dos quadros do nosso Partido.
Nesta Conferencia houve um passo muito importante e que foi a grande participação dos quatros do Movimento nas discussões; tanto nas secções como no Plenário.
Esta grande participação dos quadros do Partido nos trabalhos da Conferencia trouxe um contributo decisivo à discussão, trazendo ao debate as experiências concretas da luta de massas e da construção partidária, experiências sempre vividas debaixo de um grande espírito de Partido.
Apesar da nossa juventude como organização política temos já um conjunto de quadros com experiência da luta política capazes de lutar voltados para o futuro e para a construção de um forte partido revolucionário.
Isto não quer dizer que não tenhamos muito que fazer neste campo e muito especialmente no que diz respeito à formação ideológica dos militantes, que e uma condição fundamental para que haja capacidade de iniciativa e direcção individual.
Em 2º lugar - Nos avanços que já fizemos no campo da organização partidária.
Neste aspecto também a Conferencia mostrou que importantes avanços foram feitos no campo da organização partidária.
Assim na C.N.Q. foram feitos inúmeros relatos sobre experiências e discussões colectivas e raro se ouviu falar um militante sobre a sua experiência exclusivamente pessoal.
Começa a ganhar força no nosso Partido a necessidade de acção colectiva e a posição de que não podem haver boas análises que não resultem da discussão e práticas colectivas.
Assim vimos que apesar de ainda se fazerem sentir, começam a desaparecer as grandes intervenções de assembleia saídas da cabeça de um só camarada e começam a ganhar força a posições saídas de estruturas colectivas.
São cada vez menos os camaradas que continuam a acreditar na força dos "bons discursos" fora da prática e da organização partidária.
Isto mostra que o Partido já não é só um conjunto de militantes, mas começa a ser um conjunto de estruturas organizadas.
Muito trabalho também há neste campo por fazer, mas hoje já nos preocupamos tanto com a teoria como com a prática, tanto com a teoria como com a organização e é este o caminho que teremos de continuar a seguir.
Em 3º lugar; No papel importante que o MES representa na luta política em Portugal.
Costumamos dizer que temos a linha justa mas que não temos organização para a levar a prática.
Efectivamente o MES e a única organização capaz de ser a resposta ao domínio da burguesia e às ilusões reformista se isto não e só nem principalmente uma qualidade intelectual de fazer boas análises, e sim a qualidade de saber retirar da prática da luta de classes os ensinamentos correctos. Por isso não devemos ter triunfalismos nem pessimismos, mas devemos saber o que representamos historicamente e que é grande a nossa importância na construção de um verdadeiro Partido Revolucionário que una os lutadores de vanguarda das classes trabalhadoras.
Quem só vir as nossas fraquezas de hoje e não compreender a nossa importância na luta pelo Socialismo, também não compreenderá que um partido se forja em muitos anos de luta e não estará em condições de lutar para que ganhe forca e venha a vencer a alternativa revolucionária que só o nosso Partido pode encabeçar.
Na Conferência ficaram, bem claras as dificuldades que nós temos em traçar um programa político e assumir uma táctica, por isso a discussão sobre o MUP concentrou as atenções e as divergências que existem igualmente noutros pontos.
Não saiu dessa discussão uma linha clara, mas pensamos que isso não nos deve assustar e desesperar, porque isso deve-se à própria dificuldade que os revolucionários tem em traçar o seu programa político e fazer luz sobre a alternativa que defendem.
Devemos dar o máximo de atenção ao nosso programa, mas não podemos pensar que o caminho pode ser claro em todos os momentos e que não podemos cometer erros.
Por isso pensamos e para além das divergências que existem quanto à questão da táctica política, quanto à questão do MUP que não abordaremos aqui, que existem dois pontos com que a maioria do Partido está de acordos.
1º - Que as diferentes posições sobre a questão da táctica política e do MUP não podem ser só reflexo das diferentes experiências da região para região e de sector para sector. Porque para além das diferenças que resultam de práticas diferentes tem que existir objectivos políticos do Partido e que são comuns.
2º - Que a nossa posição não depende só do que se passa hoje mas tem que levar em linha de conta aquilo que queremos do futuro.
Na Conferência foi assumida por todos nós a crítica ao espontaneísmo que tem marcado o nosso trabalho.
Isto é, o ir a reboque dos acontecimentos e dos outros e a falta de uma política própria e de uma posição de verdadeiro partido que deve lutar pela direcção dos processos.
Isto quer dizer que temos de mudar a nossa atitude em relação ao processo de unidade, como em relação a todos os outros processos de luta.
Mudar de atitude quer dizer dar importância ao Partido, definir uma política própria a partir dele e não andar porque se é empurrado pelos outros e pelos acontecimentos do dia a dia.
Como exemplos deste tipo de acção e em relação ao MUP podemos referir, as estruturas que se criaram no MES para dirigir a acção no MUP nunca funcionaram; ainda não foi feito um balanço do Congresso dos GDUPs; não temos dados exactos do que são os GDUPs ao nível nacional; ainda não discutimos a sério qual o futuro da nossa aliança com a UDP/PCP(r) e qual o futuro do MUP e assim por adiante.
Para responder a tudo isto e traçar um caminho temos de partir do Partido que temos. Não podemos é marcar objectivos que, não podemos atingir e depois vir a dizer que a culpa e do Partido que é fraco e não responde como devia.
Temos necessidade absoluta de definir a nossa própria política e não ver só o que vem amanhã; porque se definirmos posições só para nos safarmos amanhã, arriscamo-nos a vir a perdê-la no futuro.
A ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA E A Iª C.N.Q.
Na Organização Regional de Lisboa desenvolveu-se um grande processo de discussão interna que veio a culminar na Conferência Distrital de Lisboa e na eleição de uma nova DORL na Assembleia Regional.
Podemos dizer que este processo foi fruto de um trabalho colectivo e que hoje em Lisboa temos a noção clara do Partido que temos, das suas fraquezas e das suas potencialidades.
A DORL tem de levar à prática as conclusões do extenso relatório apresentado ao Partido pela anterior direcção e que foram a provadas na Assembleia Regional.
Podemos dizer que a actual DORL está firmemente disposta a combater os erros ate agora cometidos e a levar para a frente um sério programa de trabalho, de luta e de organização.
A DORL está igualmente empenhada em conduzir um combate contra o regionalismo que leva muitas vezes a vermos só os problemas nessa região de trabalho e a não encararmos todos os problemas do Partido como nossos.
OS CAMINHOS A SEGUIR
Pensamos de tudo o que foi dito há que retirar a seguinte conclusão; temos que nos lançar desde já num grande combate, para que o IIIº CONGRESSO seja uma vitória para o nosso Partido.
Este embate interno que terá que seguir a par do combate do nosso povo contra a recuperação capitalista em curso, terá que visar dois objectivos?
1º - A CORRECÇÃO DOS MÉTODOS DE TRABALHO E ORGANIZAÇÃO. Para isto temos que levar à prática o que foi aprovado na Conferência Nacional de Quadros em matéria de organização. Temos que lançar um profundo trabalho de crítica e auto-crítica que atravessa todas as estruturas e todos os militantes, de modo a chegarmos ao III Congresso com capacidade de corrigirmos definitivamente os métodos e trabalho incorrectos e com a capacidade de escolher uma Direcção capaz de se por à cabeça do Partido traçando-lhe os caminhos do futuro.
2º - O AVANÇO DO NOSSO PROGRAMA POLÍTICO. É fundamental definir com mais clareza a nossa linha política e o nosso programa nesta nova fase da luta de classes no nosso país. Nesta fase em que o capitalismo apesar de recuperar continua numa grave crise e em que as posições reformistas cada vez se mostram mais incapazes de lhes dar combate. O M.E.S. tem um importante panei a desempenhar neste aspecto, porque é a única organização que pode fazer um balanço revolucionário destes 3 anos de luta e acrescentar agora o programa de resistência e depois o programa da revolução.

CONCLUSÕES DA DISCUSSÃO DA D.O.R.L. SOBRE A RESOLUÇÃO POLÍTICA  DO C.C. “A ACTUAL SITUAÇÃO POLÍTICA E A NOSSA TÁCTICA”.
A resolução política do C.C. sobre a situação politica actual e a nossa táctica surge-nos já como um documento importante, que põe o partido perante novas questões e novas vias aos esforços para o dotar de uma linha política definida e de uma organização que possibilite levá-la à prática. Do debate interno que a resolução inicia, é pois legitimo esperar bons frutos.
Um dos aspectos marcantes da resolução é o apontar para a necessidade de se apurarem os pontos de consenso no seio do partido, o que se nos afigura aliás ser uma tarefa central na preparação do III Congresso. A caracterização da situação politica actual e um desses pontos, dele se fazendo, na resolução uma síntese justa. Mas não basta reconhecer a persistência da democracia burguesa limitada e apontar genericamente a resistência popular activa ao reforço da dominação burguesa. A verdade é que o partido se encontra, há longo tempo, desarmado de uma análise rigorosa da realidade politica, dos objectivos e peso das forças politicas activas. Não existam dados que permitam ao partida, no seu conjunto, conhecer adequadamente a situação nas fábricas, empresas, campos, serviços e instituições e avaliar as forças do campo popular. Tem faltado igualmente uma análise actualizada do contexto internacional, e essa falta faz-se particularmente sentir num momento em que - como a resolução do C.C. aponta-a ingerência imperialista no nosso país toma uma importância decisiva.
Para esta ausência de conhecimento rigoroso da realidade têm contribuído as insuficiências conhecidas da nossa organização partidária (fraco peso das células, deficiências da ligação dos núcleos à realidade, etc.) e vícios espontaneistas. O fraccionamento da acção do partido segundo tácticas parciais para as diversas frentes de intervenção, que o espontaneismo favorece, leva também a que a recolha da realidade se processe desgarradamente e segundo critérios diversos, tornando ao partido impossível fazer uma síntese.
A necessidade do combate ao espontaneistas, que o documento do C.C. justamente salientas particularmente sentido pela D.O.R.L. no actual trabalho organizativo em que está empenhada. Os objectivos organizativos globais não se podem fixar a partir das necessidades e solicitações da intervenção em frentes parciais de luta (sindical, etc.). Ou teríamos o partido a reboque dessa intervenção.
Consideramos, entretanto que a luta contra o espontaneísmo no plano organizativo não é incompatível, como parece subentender-se na resolução do C.C., com a chamada às instâncias de direcção do partido de quadros das organizações de massas. Na verdade não são estes quadros igualmente quadros partidários, com um papel pleno na construção partidária? Poderá subestimar-te o seu papel na luta contra o espontaneísmo dentro do partido e nas frentes de luta que este abrir? E se a luta contra o espontaneísmo deve ser conduzida até dentro das organizações de massas, não são eles que aí a devem conduzir? Se é, pois, errado encarar a resolução dos problemas da direcção partidária na base de soluções obreiristas e da promoção pura e simples dos quadros de massas a dirigentes partidários, também é errado reagir pelo estabelecimento de divisões artificiais e simplistas.
A luta contra o espontaneísmo aponta para a necessidade de se definir um objectivo táctico central do partido. A resistência popular activa ao reforço da dominação burguesa impõe a tomada de iniciativa em todas as frentes, mas unificada sob um objectivo central que, em conjunto com uma correcta avaliação das nossas forças, determine todo o trabalho de definição de objectivos parciais e de organização. Ao colocar a questão do objectivo táctico central da nossa acção, o documento do C.C. constitui um importante passo no caminho do III Congresso.
Entretanto, a resolução identifica desde já o objectivo táctico do nosso partido com a luta por um governo de independência nacional. É esta uma fórmula nova dentro do MES, que não resulta do trabalho da recente Conf. Nacional de Quadros nem da discussão nas estruturas do partido. E a não ser que venha a ser colectivamente esclarecida e assumida dentro do MES, arrisca-se a surgir como uma variante do “governo do 25 de Abril do povo” fórmula bem sonante que encobre a ausência de alternativa táctica central.
O identificar do G.I.N. como objectivo táctico central, numa via não apontada, antes ladeada, pela Iª C.N.Q., levanta já alguma perplexidade no partido. Na verdade, qual o significado e o conteúdo mobilizador da "independência nacional” para os trabalhadores? A que prazo se coloca a alternativa do G.I.N. e que forças o podem formar, e que análise da realidade nacional e internacional torna possível a resposta a estas perguntas? Que alianças políticas as impõem ao MES na luta por este objectivo? Quem são os "revolucionários” considerados na resolução e que alianças vão consolidar coa que forças? Qual o papel dos revolucionários e do MES na luta pelo G.I.N.? Qual o papel dos oficiais chamados “democratas e patriotas” nesta luta? Porque está “ao alcance dos revolucionários influenciar a correlação de forças no terreno militar”? E que tarefas se colocam ao campo popular e às organizações de massas e democráticas na luta por este objectivo?
A estranheza que a resolução levantou resulta mais do método utilizado do que do seu conteúdo. É evidente que o facto de o objectivo do G.I.N. não ter resultado da C.N.Q. não deve impedir que possa ser avançado em qualquer momento como elemento de debate interno sobre a definição da nossa linha política.
Entretanto, é intenção do C.C. divulgar publicamente, a breve prazo, o essencial da resolução, sem esperar pelo debate que ela inicia. Coloca-se imediatamente a questão de o partido assumir publicamente posições que os militantes não estão em condições de assumir e explicar, o que não pode contribuir para o reforço da confiança política entre camaradas.
Consideramos que é dever da Direcção do partido ser audaz no esforço de fazer sair o MES da sua presente situação. Mas as saídas devem ser apontadas ao partido em primeiro lugar, e deve assegurar-se que este assuma integralmente o esforço e intervenha plenamente na resolução da crise, pois outra coisa não é possível. A resolução presente não resultou de resto, no seio do próprio C.C., de um trabalho colectivo exemplar, e arrisca-se a ser vista como enfermando doe mesmos vícios de espontaneísmo e subjectivismo que combate ao nível do trabalho partidário.
O documento do C.C. aponta para uma Importante definição táctica do partido e para a necessidade da luta contra o espontaneísmo. Será todo o partido a lutar contra o espontaneísmo, cumprindo a Direcção o seu papel nessa luta ocas sem antecipar as etapas desta.
É posição da D.Q.R.L. que a resolução não deve ser pública no que se refere às questões não de consenso já enumeradas, antes que o debata que agora de inicia na O.R.L. e no partido permita conhecer qual a capacidade e a decisão do partido para aprofundar as questões levantadas caminhar no sentido apontado pelo C.C..
Da importância e da urgência de um profundo debate, no caminho do III Congresso, não existem dúvidas!
EM FRENTE PELO III CONGRESSO!
DIRECÇÃO DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA - 3/2/77

POSIÇÃO DO SECRETARIADO SE NÚCLEO DE CAMPO DE OURIQUE E ALCÂNTARA SOBRE A RESOLUÇÃO SOBRE A TÁCTICA SAÍDA DA 8ª REUNIÃO PLENÁRIA DO C.C.
1 Do método seguido pelo C.C.
A.   Considerar extremamente grave e perigoso na actual fase de construção partidária que se tenha colocado a hipótese de se dar conhecimento desta Resolução Política aos membros do Partido, apenas posteriormente a, sua divulgação pública, considerar grave que se tenha pretendido restringir a sua discussão apenas às D.O.R.L., sobretudo tendo em vista a efectiva viragem táctica (e possivelmente estratifica-a discussão e clarificação futuras o dirão) que o documento encerra.
B. Considerar que tal processo está em contradição flagrante com o que temos, tantas vezes afirmado, ou seja, que a construção da linha política deve ser obra colectiva dos militantes do Partido - partir das CÉLULAS, indo ao C.C., para regressar às CÉLULAS - e vem no prolongamento do erro tantas vezes reflectido dessa definição de linha política, partir da cabeça duns quantos "iluminados".
C. Considerar que a aparente unidade subjacente à Resolução soa a falso depois dos meses de crise de direcção política e do que os membros do Partido puderam constatar na Ia CNQ, Sem querermos subestimar os aspectos positivos e de avanço organizativo e político materializados na 8ª Reunião Plenária da nosso Comité Central.
D. Considerar que o texto é muito pouco claro e apresenta como sendo de consenso do Partido questões que nunca o foram; tal método dificultará muito a coesão necessária do Partido em tomo do Comité Central, indispensável no processo de preparação do nosso III Congresso Ordinário.
2º. Dos métodos de trabalho e de direcção no seio de uma Organização Comunista Revolucionária.
Para além destas questões que dizem especificamente respeito aos métodos de apresentação ao Partido e es Mansas da presente Resolução, não queremos deixar de fazer algumas considerações sobre problemas que se colocam, para nós, já em termos de MÉTODOS DE DIRECÇÃO E DE TRABALHO que lutamos e lutaremos para ver implantados no nosso Partido. Pensamos que os pontos que apontamos a seguir são muito, graves e poderão conduzir a uma situação de crise interna que desagrega o Partido em vez de o lançar, lenta mas seguramente, no processo de transformação; num destacamento comunista de vanguarda.
Assim:
A) O desprezo que a C.P.C.C. manifestou pela posição da D.O.R.L. quanto à divulgação pública da Resolução Política tal como está, traz implicações cuja percepção total só poderemos ter depois duma mais aprofundada discussão. Mas para já, parece-nos, considerando que a ORL é a trave-mestra de todo o Partido, desde a seu início e no seu futura, considerando que até num passado ainda recente a C.P.C.C. não tem dado a importância devida a outras Regiões, e ainda que é na O.R.L. que se concentra a maioria dos membros do Partido, que tal posição vem pôr em causa, (consciente ou inconscientemente) todo o esforço de correcção de métodos de trabalho, de reestruturação e de ligação íntima às massas iniciando sob a direcção da anterior D.O.R.L. e que estava a ter continuidade com a actual.
Parece-nos também que será de evitar a todo o custo conflitos entre regiões, afloradas em algumas secções da Iª CNQ, mas que isso não se fará pelo desprezo duma ou doutra posição mas, sim pela continuidade da discussão dos problemas que nas afligem e que foi aberta na Iª CNQ.
B) Para a maioria dos militantes que não estão nessa estrutura de direcção, constatamos que existe a ideia de estará presentes na Resolução Política motivações pouco claras, resultante de informações de que o Partido não dispõe. O clima de desconfiança que isto pressupõe deve ser evitado pela clareza das posições em tudo o que elas implicam.
C) Criticamos os camaradas que afirmam que irão recusar-se a divulgar as edições do Partido que contenham a Resolução. Tal atitude seria, quanto a nós, puro demissionismo face ao combate político a travar, organizada e rigorosamente, apenas no interior das estruturas do Partido.
D) Afirmar, todavia, que face aos camaradas que defendem esta posição só há uma resposta correctas a abertura da preparação organizada do nosso III: Congresso, em todo o Partido, dirigida pelo C.C., e pelas D.O.R.'s.
Pensamos aliás, que dessa, abertura dependerá a presença no Partido de muitos militantes revolucionários e ainda que será ao longo do processo de preparação do III Congresso e da discussão do Programa Político que dele terá que sair que se definirão quem está em minoria ou maioria e quem está dentro ou fora do Partido.
Tudo isto é quanto a nós agravado, pelo facto de nas discussões preparatórias e ao longo da Iª CNQ, a posição presente na Resolução não ter sido defendida em termos correctos, e por consequência, que o mais importante da Resolução da lª Reunião do nosso C.C., realizada depois da Iª CNQ, não resulte da discussão ai feita.
AO TRABALHO CAMARADAS!
A LUTA CONTINUAS
Secretariado de Núcleo de Campo de Ourique e Alcântara

POSIÇÃO DO NÚCLEO DE CASCAIS SOBRE A RESOLUÇÃO DO COMITÉ CENTRAL SAÍDA DA 8ª REUNIÃO PLENÁRIA
O núcleo de Cascais reuniu para discutir a resolução do Comité Central sobre a actual situação política e a táctica do Partido. Nesta discussão o núcleo apoiou integralmente as críticas sobre o método, que foram apontadas, por vários camaradas do núcleo e nomeadamente a posição da D.O.R.L. sobre o assunto e reforça as preocupações que assaltam muitos camaradas no sentida da não compreensão do essencial do documento, o apontar-se como bandeira de luta global a luta por um Governo de Independência Nacional, e da concretização do que é o G.I.N., reconhecendo que não está neste momento em condições de explicar aos nossos simpatizantes esta táctica que agora se aponta.
Na sua discussão, ponto por ponto, o núcleo tem algumas dúvidas e críticas a apresentar ao documento. Assim:
I. l. O refutar-se a tese do golpe fascista a curto prazo, por não ser esta táctica dos grandes partidos burgueses de direita (PSD,CDS) não exclui a hipótese de que este golpe venha a ser tentado precipitadamente pelos sectores fascistas e golpistas alojados em algumas formações políticas de extrema direita (PAP, MIRN) e da sua influência respectiva nas PPM.
Por outro lado pode-se admitir a modificação da táctica dos partidos de direita, face ao próprio agudizar da crise social e política que assola a sociedade portuguesa. No entanto achamos correcto todas as teses fundamentais que são defendidas neste ponto.
2. Este segundo ponto, tendo o mérito de completar a lª parte, no sentido de apontar o que nos parecem serem as linhas mestras do desenvolvimento da actual situação política, é falho no entanto no ponto de análise da crise do capitalismo português.
Quase nada ou nada mesmo se diz sobre a posição do Partido em relação à adesão de Portugal ao Mercado Comum, facto que se reveste de grande importância, pois ele é agitado pelo Governo às massas trabalhadoras como única saída para solucionar a crise económica e desta maneira lhes dar ou restituir algumas regalias perdidas pelo processo de recuperação capitalista em curso no nosso país, tendo o Governo PS o apoio integral nas suas conversações de todas as organizações políticas e corporativas dos capitalistas desde o PSD e CDS até à CAP e à CIP.
Não se concretiza quais as consequências que a adesão à CEE vai trazer para os vários sectores da indústria e de que maneira a adesão à CEE vai agravar as condições de vida das massas trabalhadoras em Portugal.
II. 1. O núcleo concordando no fundamental com este ponto, considera no entanto que, apesar de não se pôr neste momento em concreto a questão da tomada do poder, um dos grandes erros do nosso Partido depois do 25 de Novembro foi ter abandonado na sua propaganda e agitação, não só a questão da, necessidade da tomada do poder político pelos trabalhadores mas fundamentalmente — a actividade de educação das massas trabalhadoras sobre o carácter da democracia burguesa, a hipocrisia e a ideologia (a igualdade perante a lei, a liberalidade consolidada e em segurança, etc.) e o papel conciliador e revisionista do PCP tem colaborado activamente e não atacando a democracia burguesa como uma forma de ditadura da burguesia.
2. O núcleo não apresentou críticas de fundo a este ponto, tendo portanto concordado com ele em geral.
3. O núcleo compreende a possibilidade da formação de um Governo, a longo prazo, e como resultado do relançamento da ofensiva popular e de crise da dominação da burguesia em todos os campos e instituições, que possa incluir não só os revolucionárias (que revolucionários?) uns sectores não revolucionários, hesitantes entre a burguesia e as forças revolucionárias, como sendo um governo que no meio de uma fase de luta de classes interna e em que está posta a questão da tomada de poder pelo proletariado e seus aliados, seja desde logo um governo moribundo, fase de preparação última para a Revolução Socialista e a instauração da ditadura do Proletariado.
No entanto, o núcleo assim como no II Congresso do Partido rejeitou as teses de luta por um Governo de Unidade Revolucionária (governo de transição) considera altamente incorrecta e anti-programática, a tentativa velada de apontar, sem neste momento haver dado para isso, a natureza do governo de transição, a qual só poderá ser definida pela própria ofensiva popular, que neste momento está longe de ser relançada.
Dizemos velada porque nos parece que não é por acaso que se lhe chama desde logo Governo do Independência Nacional. Porque se não diz claramente os sectores que nele vão participar? Porque se não diz quais as alianças que se vão seguir na luta por esse Governo? Porque se não diz que esse Governo está moribundo à partida? Este ponto, acima, de tudo, para nós indica um passo táctico que pode ser ou não correcto, aponta-o como uma bandeira de luta definida abstractamente, não adiantando nada sobre a táctica dos revolucionários face às forças políticas reformistas e revisionistas, além de não responder também às perguntas por nos feitas atrás.
Nós perguntamos concretamente; se podem incluir-se neste governo sectores da burguesia nacional arruinadas pelo próprio desenvolvimento do capitalismo monopolista, como por exemplo um grande nº de patrões dos têxteis, que diremos nós aos nossos camaradas sindicalistas dos têxteis que neste momento continuam em luta aberta contra o conjunto dos patrões têxteis?
Fica-nos a dúvida se queremos ou não definir uma etapa antes da Revolução Socialista.
Fica-nos também a dúvida de como conduzir a luta de massas debaixo desta bandeira de luta, pois pensamos que não basta fazer propaganda e agitação em torno de uma proposta, de Governo, como o faz a UDP/PCP(r) com o "Governo do 25 de Abril do povo”.
Sem deixarmos de fazer a autocrítica do imediatismo em que o Partido incorreu nos últimos meses, apontando a Resistência Popular separadamente da questão da tomada do poder pelos trabalhadores, reconhecemos que é incorrecta tentar definir desde já a natureza de um Governo de transição e ruelas tentativas da sua definição resultaram inevitavelmente ou numa abstracção ou na definição precisa de etapas que não serão originais e que rejeitamos há muito.
Achamos extremamente correcto e importante a definição deste programa de luta e mais uma vez achamos que ele é contraditório com o passo táctico essencial da Resolução.
Tivemos já provas dadas em dois anos de PREC depois do 25 de Abril de 1974 e particularmente a partir do II de Março de 1975 quais os objectivos e a reacção de sectores que poderiam vir a ser incluídos no GIN. Foram elas que derem cobertura à ofensiva geral capitalista que culminou no 25 de Novembro a nível civil e, não foram também alguns oficiais que agora aparecem como democratas e patriotas (o grupo dos 9) que foram a sua ponta de lança ao nível militar? E isto tudo numa fase de grande desorganização e pouca implantação de massas dos revolucionários.
Não queremos com isto dizer que não se recorram a alianças pontuais com elas em torno de alguns objectivos comuns, ou que os ponhamos no mesmo saco dos fascistas e reaccionários. Mas não é possível lutar por um Governo que inclui esses sectores, pois seria um Governo com um programa e uma natureza que não corresponderiam aos objectivos de luta de ofensiva popular necessária à sua possível formação.
CONCLUSÃO
Apesar do método seguido ter sido bastante incorrecto, pela 1ª vez depois do 25 de Novembro se vão discutir alargadamente no Partido as questões da táctica, e se a Resolução do CC fosse discutida pelo Partido antes da sua publicação, pensamos que teria sido um momento de reforço do Partido, de dar novamente objectivos claros ao nosso trabalho, de completar as falhas de discussão sobre a questão da táctica na Iª CRQ.
A publicação da Resolução do CC que é uma Resolução de conteúdo claramente programática, vai agravar a confusão sobre a táctica do Partido e não contribuirá pelo contrário para o reforço da organização e ligação às massas em que estamos empenhados.
Para nós, o CC fez mal em ter publicado a Resolução antes de ter havido uma discussão séria, que não poderia, ser feita no curto espaço de tempo em que desceu às estruturas intermédias de Direcção e às células. Compreendemos que este erro que deve ser fortemente criticado, está inserido ainda dentro da chamada crise de Direcção que transpareceu flagrantemente tanto na reunião alargada do CC no Porto como na própria CNQ.
Criticamos vivamente todos aqueles militantes e aderentes que se demitam das suas responsabilidades dentro do Partido, pois é demissionismo, é virar as costas à luta pela transformação do MES numa força coesa e num Partido de vanguarda, dirigente da luta de massas.
Para nós a discussão sobre a situação interna no Partido, a luta pela superação dos erros e da crise de Direcção, a preparação do nosso III Congresso para que este seja um passo decisivo na luta pela, proletarização do Partido e na adopção de uma clara táctica para os revolucionários, estão na ordem do dia!
EM FRENTE PELO III CONGRESSO!
A LUTA CONTÍNUA!

INTERVENÇÃO DO SECRETARIADO DO NÚCLEO DE MOSCAVIDE/OLIVAIS NA REUNIÃO DA DORL COM OS SEC. DE NÚCLEO E DE SECTOR EM 12 DE FEVEREIRO DE 1977 PARA DISCUSSÃO DA RESOLUÇÃO DO C.C. "A SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL E A TÁCTICA DOS REVOLUCIONÁRIOS"
CAMARADAS:
Ao iniciar a sua intervenção nesta reunião, o Secretariado de Núcleo de Moscavide/Olivais saúda os camaradas do CC, os camaradas da DORL e os quadros do nosso Partido aqui presentes.
O Secretariado de núcleo teve ontem, dia 11, em reunião extraordinária, a sua Iª discussão colectiva desta Resolução. Todos os camaradas já a conheciam, nomeadamente antes da reunião da CP do passado dia 5, mas não tinha, havido ainda espaço no conjunto das tarefas em que estamos empenhados, para discutirmos a Resolução.
Serve isto para dizer que o Secretariado de Núcleo discutiu fundamentalmente os aspectos de métodos de trabalho da Direcção do Partido que tornaram possível a aprovação desta Resolução. No que diz respeito às teses políticas da Resolução, o Secretariado iniciou uma discussão mas como era evidente ela não foi suficiente para tomar sobre elas uma posição clara.
É este o primeiro aspecto que queríamos referir. E conhecida a fraqueza ideológica da maioria dos militantes do Partido, o que várias vezes tem estado na base na base dos erros cometidos ao nível da condução da luta de massas. E pensamos que a Direcção do Partido deveria estar atenta a esta, realidade, e actuar deforma a que as posições do Partido e os avanços por ele dados na rectificação da sua linha fossem o resultado da mobilização e discussão de todo o Partido, com o CC á cabeça.
A Direcção do Partido é uma vanguarda dentro do Partido. E para cumprir esse papel de vanguarda implica um esforço constante de educação e de correcção dos militantes do Partido.
Pensamos que isto não aconteceu com esta Resolução.
Sem pôr em causa o papel dirigente do CC, o que é um facto inegável é que o Partido foi posto perante um facto consumado, e em condições tais que não está preparado para assumir, propagandear e defender essa Resolução.
A verdade é que esta situação contraria na prática a necessidade do combate ao espontaneísmo, que na Resolução é colocada, do ponto de vista, dos princípios, de uma forma essencialmente correcta, e isto porque é altamente duvidosa a capacidade dos militantes do Partido, e fundamentalmente daqueles que asseguram a ligação do Partido às massas, de terem face a esta que questão uma atitude firme e segura.
Pelo contrário, corremos o risco de ver o Partido e os seus militantes a “ajoelharem-se" diante da discussão que esta a Resolução vai provocar nos sectores de vanguarda das massas, pelo simples facto de não terem sido criadas internamente no Partido as condições de coesão e de confiança necessárias para ele suplantar as opiniões imediatistas e defeituosas a que terão que responder e, como um todo, apontar o caminho o mostrar a sua correcção.
Pensamos que a Resolução contém aspectos novos na táctica do nosso Partido (politica de alianças, articulação da fase de resistência popular activa e de relançamento da ofensiva popular, Governo de transição), e isto independentemente da sua, correcção.
Só de passagem, queríamos fazer notar que, se as batalhas políticas em que intervimos ao longo de 76 foram, não o resultado de uma escolha táctica mas sim uma imposição de acontecimentos exteriores, o caminho a percorrer é neste momento exactamente o contrário. E o facto é que um conjunto de aspectos fundamentais dessa intervenção, nomeadamente a política de alianças que a suportou não foram ainda, discutidos pelo Partido. Por outro lado, a Resolução pode por imprecisão em muitos pontos, e ao falar na, conquista de novas alianças políticas, pensamos que isso deveria ser concretizado: que alianças, com quem qual a sua natureza?
E sentida pelo Partido a necessidade de aprofundar e tornar clara, a nossa táctica, e esta Resolução tem um primeiro aspecto positivo que é o de avançar nesse sentido. Simplesmente, pensamos que essa necessidade deve ser concretizada de acordo com a situação existente ao Partido.
As perguntas que fazemos são:
— Qual a profundidade da crise do nosso Partido? E uma crise que será superada a curto prazo? A nossa indefinição táctica será rapidamente ultrapassada?
- Está o Comité Central em condições de contribuir para a superação desta crise, aprovando Resoluções desta natureza que sejam o resultado do trabalho e da capacidade de síntese do Partido?
- Está o Partido em condições de se unir em torno desta. Resolução, fazendo dela o guia, da sua acção junto das massas?
A nossa resposta a estas perguntas é negativa.
A crise do nosso Partido exige muita determinação e um combate claro à passividade, mas exige também muita paciência e uma grande atenção as debilidades e fraquezas do Partido.
O Partido saiu da I CNQ com um objectivo preciso à sua frente: o III Congresso. Até lá, viveremos uma situação de unidade na acção, em torno das directrizes da Direcção e dos objectivos políticos e organizativos fixados na CNQ. Será um período de transformação o do Partido (aplicação do Centralismo Democrático, Proletarização e ligação às massas), por um lado, e de forte debate interno, ligado aos saltos organizativos que formos dando, por outro. Pensamos ser este o caminho que tornará possível fazer do III Congresso uma vitória do Partido. E em nossa opinião é esse o momento indicado para, o Partido tomar posições claras sobre as questões que constituem os aspectos centrais da Resolução.
E nesse sentido que consideramos esta Resolução. Um texto fundamental para o avanço; da discussão aberta no nosso Partido, um texto que avança teses para além daquilo que está já adquirido e que por isso mesmo contribuirá decisivamente para a clarificação das divergências no Partido e para o isolamento das questões centrais.
No entanto, o facto de se ter dado a esse texto o carácter de Resolução, significa que o Comité Central está, em nossa opinião, a antecipar aquelas etapas e o que é mais grave, desprezando a única força donde pode vir a clarificação da nossa linha; o trabalho organizado do Partido, a discussão organizada das estruturas do Partido.
De facto, estranhamos que menos de um mês depois de, publicamente (intervenção do camarada na sessão de encerramento da I CNQ) se ter defendido a incorrecção de qualquer alternativa de Governo para a fase actual da luta de classes no nosso país, o Comité Central, sem que no Partido tivesse havido qualquer avanço significativo na discussão destas questões, tenha aprovado uma Resolução desta natureza.
Recordemos a propósito o Relatório da CP à I CNQ.
"Os quadros do MES estão em contacto com todo um conjunto de influências externas mais ou menos organizadas no que diz respeito à avaliação das situações concretas. O PCP, a UDP, o PS, etc., emitem opiniões, fazem circular informações, lançam directrizes para as massas, tal como nós. A repercussão de todas estas ideias e de cada uma delas, tem de ser avaliada. Isto é, temos de permanentemente, procurar conhecer o sentimento e o estado de consciencialização das massas. Como poderemos fazer isso de forma correcta? Só a nossa fusão com a vida e as massas em luta o permite! Se não estivermos de forma organizada em íntimo contacto com as massas, nunca saberemos correctamente o seu sentir, nunca poderemos extrair daí as ideias correctas e os princípios orientadores da nossa táctica.
Na história da nossa organização, muitos actos da Direcção política nacional, regional ou local, resultaram forjados da cabeça dos dirigentes, sem cuidar donde lhes vieram essas ideias, o seu grau de correcção, etc.
O subjectivismo tem assim, impregnado muitas das nossas resoluções tácticas aos vários níveis.
Ao nível da Direcção política nacional, o subjectivismo tem consequências das mais funestas. Está na origem dos diversos desvios de linha política e dos erros tácticos cometidos em momentos importantes de luta, de que temos já exemplos significativos.”
Parece-nos extremamente correcta a defesa que se faz na Resolução da necessidade defuma táctica global que unifique o Partido, de uma direcção única à sua intervenção nos diversos locais e sectores e torne possível a sua acção dirigente. Pensamos, aliás, que essa é uma necessidade sentida no Partido e que um conjunto de realizações internas, nomeadamente a Iª CNQ, reflectem bem a consciência que disso têm os militantes. A única questão que levantamos é que julgamos que o Partido não está em condições de superar essa limitação. E não está porquê?
1. Não se fez ainda o balanço destes 3 anos de luta e do papel desempenhado pelo nosso Partido.
2. A ligação do Partido às massas, a correcção dos métodos de trabalho e de vida dos seus quadros, a discussão interna estão ainda numa fase inicial e pouco consistente.
E preciso termos consciência de que, se o Partido não se pode rebaixar ao estado de consciência das massas, é necessário que esteja a elas ligado, conhecer esse estado de consciência, para que os seus militantes possam fazer no Partido a síntese da situação e ganhar no Partido uma consciência superior das tarefas a levar para a frente.
A acção dirigente do Partido não pode ser desligada do esforço e do combate por uma progressiva aceitação e reconhecimento do Partido pelas massas.
Pensamos, pois, que o combate ao espontaneísmo no nosso Partido, e dada a debilidade da nossa imagem e da nossa intervenção nos sectores de classe, tem nesta fase na ligação do Partido às massas o seu papel principal.
Com base nestas considerações, pensa o Secretariado de Núcleo que:
1. Este texto não deveria ter o carácter de Resolução e que, por consequên­cia, não deveria ser tomado público
2. Como alternativa, poderia ser importante a publicação de uma Resolução que contivesse os aspectos de consenso, nomeadamente no que se refere à caracterização da situação actual, que apontasse a necessidade de um objectivo táctico central e cuja definição fosse ligada ao caminho a percorrer pelo nosso Partido até ao III Congresso.
3. Deverá ser considerado desde já um texto fundamental a ser estudado e discutido por todos os membros e estruturas do Partido, debaixo da direcção do Comité Central e no âmbito da preparação do III Congresso, a qual deve ser encarada como a tarefa prioritária do Partido, e em particular pelas suas estruturas de direcção.
Finalmente, considera o Secretariado do Núcleo ser necessário combater desde já com toda a firmeza quaisquer tendências demissionistas ou actos de indisciplina partidária que se venham a verificar a propósito desta questão, sob pena de, a coberto de críticas eventualmente justas à Direcção do Partido, se abrir campo ao oportunismo e ao liberalismo no seio do Partido e serem dados passos atrás na construção do Partido e na aplicação do Centralismo Democrático.
O SECRETARIADO DO NÚCLEO DE MOSCAVIDE/OLIVAIS
(Este texto foi aprovado por unanimidade era reunião do Secretariado)

RELATÓRIO DO SEORL SOBRE A RESOLUÇÃO SOBRE TÁCTICA DO C.C.
Na 21ª reunião do SEORL, realizada em 24.1.77 analisou-se a Resolução do C.C. sobre a táctica do Partido. O facto de então só poucos camaradas terem tido oportunidade de lerem o texto, levou-nos a proceder à leitura colectiva do documento, após a qual se iniciou o debate.
O deficiente conhecimento prévio do documento impediu uma discussão aturada e profunda, para o que muito contribuiu a ausência de reflexão individual.
Contudo, na sua 23ª reunião, realizada em 6.2.77, o SEORL voltou pela 2ª vez a discutir a Resolução. Pelo facto de a reunião se ter realizado um dia imediatamente após a reunião da C. Política solicitámos a um seu membro que nos transmitisse as conclusões dessa reunião, contrariando assim e ao mesmo tempo as vias orgânicas estabelecidas.
Da discussão havida no conjunto destas nossas duas reuniões destacamos os seguintes pontos:
1. O SEORL considera que o texto, do ponto de vista formal, oscila constantemente entre um texto destinado às estruturas e militantes do Partido e um texto já destinado às massas, pelo que não há o suficiente rigor quer na argumentação, que nas conclusões gerais da Resolução?
2. O SEORL considera que o nosso Partido não atravessa unicamente uma crise de direcção, mas também uma crise de linha política (ausência de um objectivo táctico global). Deste modo, a Resolução do C.C. l mês depois da I. CNQ onde não se abordaram as questões da nossa linha política, não irá unicamente "apanhar" as estruturas do Partido "desprevenidas", como também representa a negação do ponto da própria Resolução "combater o espontaneísmo no terreno da táctica e da organização”. Daí o considerarmos que a definição da nossa linha política táctica e programática ê uma tarefa que está na ordem do dia para todo o Partido e que caberá ao nosso III Congresso caracterizá-la, não devendo qualquer outro órgão do Partido substituí-los.
3. O SEORL está consciente da instabilidade política, e organizativa que este texto irá provocar, assim como o retraimento global do trabalho do Partido junto das massas e fundamentalmente junto das nossas orlas de simpatizantes. Por isso consideramos que o documento não deveria sair a público, mas ser sim um importante instrumento para a preparação do Congresso. Aliás a saída a público da Resolução, levanta de imediato outros problemas qual a capacidade de o Partido assumir publicamente, de forma consequente e transformadora, posições que os militantes não estão em condições de assumir e explicar?
4. O SEORL está igualmente consciente das fortes dificuldades ou até incapacidade de defender este texto nas estruturas de base pelas quais somos responsáveis. A nossa interpretação sobre o Centralismo Democrático é a de que qualquer quadro do nosso Partido seja ele de direcção central, de direcção regional ou de direcção intermédia, deverá defender todas as decisões das estruturas dirigentes, para o que se torna necessário assumir essas mesmas decisões não só como suas mas também e fundamentalmente como de todo o Partido. O que nos obriga a que não sejamos complacentes com situações de confusão no seio do Partido. Antes pensamos que numa organização que pretende ser leninista é extremamente importante haver maiorias e minorias desde que definidas em Congresso e como forma de determinar as divergências e contradições no seio do Partido.
5. O SEORL considera correcta a definição da actual fase: a democracia burguesa vai prevalecer sobre qualquer outro regime político, o que afasta a viabilidade do golpe fascista a curto prazo. Contudo a ameaça fascista mantém-se e é correcto colocar as forças fascistas como o inimigo principal, O combate a ameaça fascista tem de ser articulada com a combate ao crescente autoritarismo capitalista. Achamos, no entanto, que o "crescente autoritarismo capitalista" tem de ser mais bem “explicado" como forma duma melhor concretização desta tarefa, E isto porque do ponto de vista imediato as massas identificam esse autoritarismo como o regresso "lento" do fascismo.
Consideramos igualmente correcto a tese da inviabilidade da proposta do PCP„ Contudo, no combate às posições do PCP importa que o nosso Partido não caia no chavão tipo "m-l" ("revisionismo", "traidor", etc.) como resultado duma demarcação obrigatória do PCP. Considera-mos que quanto mais se utiliza esse tipo de palavreado tanto mais é a expressão duma situação de fraqueza que resulta do facto de ainda não possuirmos uma linha táctica clara para as massas. Desse modo importa, agora mais do que nunca, analisar a base social do revisionismo e a sua natureza como condição básica para o combate ideológico a essa força. A definição duma táctica clara permitir-nos-á que essa demarcação se processe ao nível das lutas concretas.
6. E correcta a colocação do papel determinante que vai ter a ingerência imperialista no nosso país, assim como o seu papel unificador dos diversos sectores da burguesia. E claro que só um projecto de submissão ao imperialismo irá permitir refazer os mecanismos de acumulação de capital.
7. O facto de se considerar que neste momento não existe ainda a alternativa popular ao Governo PS, é correcta a posição táctica face a esse Governo; No entanto achamos que essa posição táctica não é suficientemente clara. Isto é, "devem-se atacar as medidas anti-populares das instituições democrático-burguesas e não essas instituições como um todo", não aponta, por exemplo, para o propagandear dum novo aparelho de estado correspondente à Revolução Socialista que o nosso Partido defende e que raras vezes se fala no documento - o Poder Popular.
8. E correcta a colocação da necessidade de combater o espontaneísmo em matéria de táctica, quebrando com as "tácticas parciais" e unindo o Partido debaixo dum mesmo objectivo táctico global. Discordamos sobre o estado de maturidade do Partido para, “do pé para a mão" defender esse objectivo.
9. O SEORL discorda absolutamente com a definição desse objectivo como sendo o da luta por um Governo de Independência Nacional. E isto porque constitui uma alteração programática pela introdução das etapas no processo da Revolução Socialista. Ou seja, o Governo de Independência Nacional representaria uma etapa caracterizada pelo facto da classe operária abdicar de alguns dos seus objectivos socialistas em favor duma aliança anti-imperialista com sectores duma suposta "burguesia nacional". Deste modo os objectivos socialistas da classe operária (a. Revolução Socialista) seriam "mediados" por uma etapa que ao nível do poder se apresenta por -um Governo de Independência Nacional, para o qual o próprio documento não aponta qual o seu programa e também (o que é fundamental para que o Partido tenha uma correcta política de alianças) qual a base social de apoio a esse Governo.
10. O SEORL considera que a correcta preparação do III Congresso do nosso Partido é o caminho a seguir. Para isso a abertura do Congresso não poderá ser um mês antes da, sua realização.
EM FRENTE PELO III CONGRESSO!
VIVA O MES!
VIVA A REVOLUÇÃO SOCIALISTA?

POSIÇÃO DO NUCLEO DE SACAVÉM QUANTO À RESOLUÇÃO SOBRE A NOSSA TÁCTICA APROVADA NA 8ª REUNIÃO PLENÁRIA DO CC
I - SOBRE OS MÉTODOS UTILIZADOS E SEU SIGNIFICADO
A. A 8ª REUNIÃO PLENÁRIA DO C.C.
Ao decidir publicar integralmente a Resolução sobre a Táctica aprovada na sua 8ª Reunião Plenária, o Comité Central, e a Comissão Política em particular, contraíram a grave responsabilidade de quebrar flagrantemente o centralismo democrático e de entravar significativamente o processo de transformação partidária em curso, processo que acabava de ser parcialmente traduzido nas conclusões da I CNQ.
Ao longo de um processo de mais de três meses culminado na Sessão Plenária da CNQ toda a organização se esforçou em debater a vida do Partido, a sua linha táctica, as metas da sua transformação. A 8ª Reunião Plenária do CC deveria fazer a síntese de todo este processo e apontar as iniciativas imediatas para o concretizar.
A 8ª Reunião Plenária do CC em que se viria a traduzir, do ponto de vista, do processo da nossa transformação partidária? Pensamos que quanto às resoluções aí aprovadas (e para além de decisões específicas quanto ao jornal "Poder Popular", fundos, política de recrutamento, etc.) apenas a Resolução sobre Política Organizativa traduz até certo ponto e ao nível teórico, avanços reais e por todo o Partido julgados indispensáveis, lias, nesta matéria, mais do que grandes análises, é preciso é ver esses princípios a serem seguidos na prática quotidiana do Partido.
Já sobre a política de unidade - uma das questões fundamentais do debate interno - a resolução aprovada mantém, nas suas ideias centrais, a posição anterior à CNQ (e nela derrotada) só se demarcando dela ao consagrar o "isolamento da UDP"- principio já apontado pela DORL desde a reunião alargada do CC de 25 e 26 de Setembro, no Porto - e que é condição para se superarei posições objectivamente liquidacionistas quanto à construção do Partido Revolucionário da Classe Operária. De facto, ao continuar a alicerçar toda a nossa, política de unidade no reforço da iniciativa no MDP, considerando-o a alternativa única e indiscutível para a construção da frente de massas, o CC não segue as principais conclusões da CNQ, as quais puseram implicitamente em causa a possibilidade de construção do MUP com o actual compromisso de forças.
Para além das decisões já referidas, foi ainda aprovada na 8ª reunião do CC uma Resolução sobre a Situação Política e a Táctica do MES que contem, entre outras alterações, uma proposta de Governo que nada teve a ver com o processe de discussão interno, nem se destinava a ser discutida internamente. Ou seja, a 8ª Reunião Plenária do Comité Central não sintetizando mitos dos avanços fundamentais da I CNQ veio, em troca, introduzir objectivos tácticos fundamentais que não fizeram parte do processo de discussão,
B. QUEBRA DO CENTRALISMO DEMOCRÁTICO
Pelo facto deste processo (que viria a culminar na divulgação pública do texto) ter sido criticado, antes e depois da reunião da Comissão Política, pelas estruturas dirigentes da ORL, argumentou o Secretariado do Comité Central que nem tudo podia ser discutido e que o Comité Central podia decidir sozinho sobre questões como esta.
O nosso Partido já fez conquistas importantes na aplicação do centralismo democráticos não reina nas nossas fileiras o democratismo (querer que as mínimas questões passem pelas bases) ou o espírito de discussão pela discussão, é antes pelo contrário, os militantes comecem a ficar fartos de bonitos discursos, de textos impenetráveis ou de reuniões intermináveis. Mas a prática do centralismo democrático também fez com que seja difícil iludir os nossos camaradas quando se atropela flagrantemente a democraticidade.
Não saberá o Comité Central que numa organização que se rege pelo centralismo democrático há momentos que são predominantemente de discussão e momentos que são predominantemente de aplicação das conclusões através da acção?
Não achará o Comité Central que, se propostas tácticas que envolvera propostas de Governo não são discutidas pelo Partido, então não haverá mais discussão política entre dois Congressos?
Na Nota de 23/2 do Secretariado do CC diz-se que só através da iniciativa política se poderá ultrapassar a actual situação defensiva e que é nessa iniciativa política, pela discussão da aplicação das directrizes do CC em cada empresa, herdade, etc., que todos os membros do Partido participam correctamente na definição da linha táctica
Aceitamos a necessidade e a urgência da definição de objectivos centrais da nossa táctica. Mas como é que isso se faz? O Partido só tem experiência de trabalho de massas para participar nessa definição, depois de o CC tomar as decisões?
E como é que o CC, se reconhece a sua crise, deverá proceder para ter real mente iniciativa política? Não serio, através de uma articulação mais correcta e mais profunda ao Movimento e às estruturas mais ligadas ao trabalho de massas?
E verdade que os saltos organizativos têm de estar relacionados com a iniciativa política. Mas é preciso reconhecer a outra parte da verdade? - que a iniciativa política tem de ter em conta a nossa organização concreta e as formas adequadas de a auscultar, mobilizar e dirigir.
E mesmo de um ponto de vista de simples eficiência e rapidez na tomada de iniciativa política, sabendo-se como é importante a correcta compreensão dos objectivos políticos pelos militantes para o seu melhor empenhamento, não seria mais eficaz que tivesse havido antes da decisão do CC um período em que a Organização debatesse a Resolução? Por que não se aproveitou melhor o mês que decorreu entre a I CNQ e a primeira reunião do CC depois dela?
C. MOVAS DIFICULDADES NO PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO PARTIDÁRIA
A posição intransigente da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central, depois das críticas feitas em bloco pelas estruturas da ORL, e sem que tenhamos conhecimento que outras estruturas tenham tomado uma posição claramente afirmativa, esta posição, tomada numa altura em que o nosso Partido atravessa uma grave crise, quer pelas condições políticas adversas, quer pela crise de direcção, quer pela, existência internamente de importantes contradições tácticas, vem tornar mais difícil o processo de transformação partidária em curso.
Por um lado, o conteúdo da actual resolução dificulta a nossa afirmação partidária já que é imperceptível nos meios populares, é rejeitado nas nossas orlas e não contem as condições mínimas para explicar aos nossos militantes como hão-de de defender a sua palavra, de ordem central.
Por outro lado, toda a discussão que levou à sua publicação revela, que existem resistências significativas ao processo de proletarização do Partido e de extensão do centralismo democrático a, todos os níveis da Organização. A passividade com que se escutam as críticas de a reunião onde estão representados cerca, de 50 organismos do Partido, a forma com que se fecham ouvidos às críticas das estruturas mais radicadas no meio proletário e a vários camaradas dirigentes da luta de massas - tudo isto revela, mais que a pretendida firmeza de uma estrutura de direcção, uma arrogância irresponsável de quem quer defender a todo o custo o estatuto de dirigente.
Assim se contradiz o texto aprovado na mesma reunião do CC, sobre Política Organizativa - "Se o alvo é a transformação do CC, o braço e a força capaz de operar essa, transformação e em que esta tem de se apoiar é a criação e reforço de células e direcções intermédias do Partido".
Ao publicar a actual Resolução, o CC dificulta o processo da sua substituição por uma direcção de um novo tipo e a correcção progressiva da sua articulação com o conjunto do Partido. Em vez de aceitar, na prática, que a CNQ revelou o seu desfasamento como direcção em relação às necessidades do Partido, em vez de, nesta fase, ir buscar forças para dirigir efectivamente às regiões e núcleos mais avançados do ponto de vista da proletarização e ligação às massas. O CC, na sua 8ª Reunião Plenária, pretende resolver as suas contradições como estrutura dirigente, através de um esforço intelectual, através da "capacidade política" dos seus membros.
Concepções destas só farão pagar mais caro ao Partido as necessárias transformações futuras, Mas não as evitarão, pois existem dentro do Partido forças suficientes para o transformar numa verdadeira organização de vanguarda,
II - DO ESPONTANEÍSMO AO VERBALISMO REFORMISTA
A, A presente resolução alerta correctamente contra a tendência para a subordinação da táctica dos comunistas à táctica das várias frentes da luta de massas, A tradição espontaneístas com muito peso na nossa prática anterior - e que tão caro nos custou no 25 de Novembro — é constantemente apontada como algo a que temos de dar combate na nossa Organização.
Mas para que tenhamos verdadeiramente o papel de uma organização de vanguarda é necessário que os elementos mais destacados das massas sejam capazes de compreender e de confiar nos objectivos de luta que lhes propomos.
Para isso é preciso que esses objectivos, ainda que difíceis de atingir sejam claros. É preciso que mostremos com que forças contamos para os alcançar. E, uma vez definidas essas forças, é preciso que mostremos às massas como, na nossa táctica geral, na nossa acção quotidiana procuramos a convergência dessas forças em torno de determinados objectivos políticos.
Estamos nós, no actual momento, em vias de ter os instrumentos organizativos e tácticos para favorecer a convergência das forças necessárias ao projecto do Governo de Independência Nacional? Certamente que esse Governo não se fará só com a base de apoio do MUP, ainda que seja só ao MUP que o texto se refere explicitamente, a propósito de forças políticas que potencialmente apoiariam o G.I.N.
E quanto ao actual MUP, e não sendo propósito deste texto fazer a sua análise, diremos apenas que é um corpo moribundo no qual já só se encontram um conjunto mínimo de forças que poderão contribuir para a construção de uma frente de massas anti-fascista e anti-capitalista. E nossa, totalmente, a responsabilidade de, com o tempo, e devido à nossa falta de firmeza política, que nos tem levado a privilegiar os terrenos mais propícios à pequena-burguesia radical, irmos desgastando e perdendo essas forças, para além de irmos perdendo também, perante as massas, a força da nossa imagem partidária.
O MUP é hoje um mero CLARP - com inconvenientes que o CLARP não tinha — e uma organização apta, quando muito, para campanhas anti-fascistas, que é o que é possível, quando se privilegia o compromisso com a UDP, num terreno em que, ainda por cima, não nos é possível ser forças, dirigente. Já temos pouco tempo para continuar a sonhar, se quisermos aproveitar alguma coisa da riqueza política da campanha de Otelo.
Vemos que não basta, portanto, definir uma palavra de ordem alicerçada numa análise teórica da estratégia do inimigo principal (dependência estreita da burguesia e da social-democracia em relação ao imperialismo americano e alemão) se quisermos ultrapassar o espontaneísmo. Essa é a prática dos grupúsculos ditos "marxistas-leninistas" que não procuram a direcção da luta de massas, mas apenas a "originalidade" das suas palavras de ordem. Originalidade alicerçada em dogmas ou em exercícios teóricos, mas sempre caracterizada pelo verbalismo, pela irresponsabilidade perante os problemas das massas,
B. Uma segunda ordem de questões seria saber até que ponto é correcta, do ponto de vista de mobilização e autonomia da classe operária, assim como dos interesses das camadas populares suas aliadas, uma palavra de ordem como a do Governo de Independência Nacional.
Estamos numa época em que a internacionalização do capital e a concentração dos centros de decisão da política burguesa faz com que, na Europa, o imperialismo e as burguesias locais joguem a mesma cartada. A classe operária e a pequena-burguesia não têm um nacionalismo primário, habituadas à internacionalização das trocas, dos capitais, da informação, etc. e sabem que, em alguns países capitalista avançados, a burguesia conseguiu dar ao proletariado, um nível de vida superior àquele que vivem nos seus países. Por isto, uma luta anti-imperialista abstracta não é mobilizadora para a grande massa do proletariado e do povo. Essa luta tem de ser alicerçada nos efeitos concretos do imperialismo no reforço da exploração capitalista do proletariado e das massas populares e era projectos alternativos, baseados na colectivização e no controle popular;
Por outro lado, qualquer alternativa de Governo por que nos batamos tem de conter as condições que deverão existir para que seja possível ao proletariado conduzir, a partir daí, a luta, pelo Socialismo. (Qual o papel que terá de ter nesse Governo, a Organização de vanguarda da classe operária, por exemplo?); Caso contrário, uma proposta como a do GIN, arriscasse a sacrificar a autonomia dos interesses operários às forças reformistas, assemelhando-se, até, à Revolução Democrática Nacional, objectivo do PCP antes do 25 de Abril.
C. Quanto aos efeitos práticos imediatos, ao nível de massa desta palavra de ordem devemos dizer que são limitados pois ela é imperceptível para a grande maioria, das pessoas. Ao nível das nossas orlas está a provocar, na nossa zona, uma desorientação grandes sectores mais avançados, nos quais se incluem simpatizantes nossos consideram-na reformista dizem que ela nos colará mais à UDP. Face a determinadas críticas (PCP, PRP, sobretudo) de falta, de firmeza constante e mais uma, vez demonstrada da nossa linha política, os nossos militantes não sabem como responder e perdem terreno. De facto, para o exterior esta palavra de ordem não pode deixar de nos colar mais à UDP - quaisquer que fossem as intenções dos vários camaradas do C.C. já que é a UDP que tem uma pretensa, palavra de ordem táctica cujas diferenças em relação à nossa só à lupa se conseguem ver, além de ser ela a privilegia, da pela nossa táctica mais global.
Em conclusão, um passo em falso que não só internamente, mas também externamente dificulta a nossa construção partidária, um passo em falso a caminho do verbalismo irresponsável e que pode ser recuperado pelo revisionismo nas suas diversas variantes, eis o resultado prático de métodos de direcção que já deveriam estar definitivamente ultrapassados no nosso Partido.

NÚCLEO DE SACAVÉM
BALANÇO DA DISCUSSÃO REALIZADA NA ORL APROVADO NA REUNIÃO DA DORL DE 6/3/77
A discussão resultante da publicação da Resolução sobre a táctica da última reunião do C.C. e a decisão da, DORL de enquadrar a discussão desse documento no âmbito da preparação do nosso III Congresso, abrem um período decisivo para, a vida do nosso Partido na ORL.
A primeira fase de discussão na, ORL, da Resolução táctica, do C.C., culminada, na reunião da, DORL cora os secretariados dos núcleos e sectores de 12/2/77, permitem à DORL reafirmar, aquilo que considera serem as duas certezas básicas da actual situação do nosso Partido.
1. O MES atravessa uma séria crise de direcção e de linha, política?
2. O nosso Partido reúne neste momento forças para superar esta, crise com um reforço político e organizativo.
Que o MES atravessa uma séria crise de direcção provam-no, quanto a nós o método seguido pelo C.C. na divulgação da sua Resolução táctica, método esse que foi unanimemente criticado por todas as estruturas de direcção intermédias da ORL, como já o tinha sido feito pela, DORL. Método esse que, por estar desligado da, I CNQ e foi ignorar a actual fase interna do Partido, não é apenas uma, questão de forma ou processo, mas assume uma importância política decisiva, pois que ele respeita aos métodos de trabalho e de direcção duma organização comunista, pois que da forma, como o Partido for chamado para, como um todo avançar na construção da nossa política, de revolucionários depende fortemente o sucesso da nossa,
O combate ao espontaneísmo, a transformação e proletarização do Partido serão palavras ocas, se não se traduzirem do topo à base do Partido, numa transformação dos métodos de trabalho e direcção.
Que o MES atravessa uma séria crise de linha política, prova-nos a própria realidade da nossa vida partidária, a dificuldade de responder de uma forma clara, e coesa, as tarefas do momento, prova-nos o facto de os objectivos tácticos definidos na Resolução do C.C., não serem entendidos e assumidos pelas estruturas do Partido mesmo ao nível de direcção, prova-nos a dificuldade que os nossos militantes sentem em guiarem a sua intervenção no sindicato, na fábrica ou na escola, pela táctica definida pela direcção do Partido, prova-nos enfim as dificuldades no processo MUP.
Mas se esta crise é uma certeza também o é o facto do Partido reunir forças para a superar. A reunião da DORL com os S.N. e S. de S. de 12/2 é uma, prova do que afirmamos. De facto, os quadros do nosso Partido na ORL, mostraram claramente que é possível fazer do processo do III Congresso, um processo de correcção e reforço partidário, um processo de construção de uma organização comunista, que aprofunda permanentemente a sua linha e a sua ligação às massas.
Está nas nossas mãos consegui-lo.
O balanço que a DORL faz deste processo de discussão na nossa região, mostra-nos que se, correctamente colocarem numa primeira fase, a questão do método de trabalho seguido pelo C.C. na elaboração e divulgação da sua Resolução, como questão central, há que a partir de agora colocar é questão da nossa linha política como o centro das nossas preocupações. Linha política essa que, no entanto, nunca estará desligada da questão da organização e métodos de trabalho comunistas.
A nossa reunião de 12/2 prova o que afirmamos. Aí debatemos como questão decisiva a questão dos métodos de trabalho, mas já aí foi apontada a necessidade de estudar e discutir profundamente o conteúdo da Resolução do C.C..
Nós consideramos que esta Resolução respeita, à definição da fase actual da luta da classe, operária e do povo, respeita à definição das alianças sociais necessárias à definição de uma política revolucionária, à definição de quais são os amigos e os inimigos dos revolucionários na sua luta contra, a ofensiva burguesa. Por isso mesmo nós consideramos que esta Resolução é uma resolução programática, é o nosso programa que está à discussão. E é por isso que é na preparação do III Congresso do nosso Partido que esta discussão se Insere.
A I CNQ abriu este processo, cabe-nos agora fazer dele uma vitória ao Partido. A discussão política, o estudo é hoje uma tarefa chave de todas as estruturas do Partido. Não se trata de nós fecharmos nas sedes, de fugirmos ao trabalho de massas porque a elaboração da nossa linha não poderá ser fruto das nossas cabeças, mas sim a elaboração de uma linha revolucionária no seio do movimento de massas.
Nada faremos senão lutarmos a cada momento para reforçarmos o nosso trabalho e para dirigir as lutas temos de levar a nossa política às massas, mas termos também de aprender as lições da luta operária e popular.
Como se aplica o nosso programa., o programa, de Revolução Socialista a actual fase de luta, qual o papel do nosso Partido na vanguarda da luta, da classe operária e dos explorados, como nos organizamos e como lutar para organizar as massas; são as questões que se nos levantam.
EM FRENTE PELO III CONGRESSO!
VIVA O MES!

A DORL

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