domingo, 5 de março de 2017

1972-03-00 - Enzima Nº 02 - Movimento Estudantil

EDITORIAL

Consideramos importante fazer um breve balanço do trabalho realizado, destacando os aspectos positivos, mas, ao mesmo tempo, revelando os seus erros e insuficiências e traçando directrizes fundamentais.
- No trabalho dos cursos o MOVIMENTO mostrou-se positivo no incremento que tomou em relação aos anos anteriores. Não houve, no entanto, unificação necessária dos processos e, por isso, dispersaram-se as lutas e os objectivos unificadores não foram claramente explicitados. Para uma, melhor unidade do movimento dos cursos fez a Direcção uma proposta às Comissões de Curso no sentido de as Reuniões Inter-Comissões de Curso terem poderes deliberativos, permitindo uma maior intervenção na vida associativa e uma maior ligação à prática.
No 1º ano, depois da SEMANA DO NOVO ALUNO o trabalho foi claramente insuficiente. É este um dos cursos em que é necessário uma (re)estruturação da Comissão de Curso e um programa concreto de trabalho.
Procuraremos, tirando partido dos ensinamentos da prática, uma maior ligação aos cursos e inter-cursos.
- Fizeram-se bons avanços no trabalho das secções. Deu-se um funcionamento mínimo à Secção de Propaganda, Secção Cultural (com grupos de estudo + Biblioteca e brevemente um curso de viola) Secção de Cinema e Fotografia (está a organizar uma exposição de fotografia de universitários portugueses], o Boletim - ENZIMA (que necessita de uma maior colaboração), Secção Desportiva e Sonora. Muito ainda há a fazer! Neste campo de trabalho têm faltado iniciativas concretas viradas para os estudantes e têm, por vezes, predominado (em parte por inexperiência) a tendência para o trabalho de grupo "virado para dentro" desligado dos cursos.
A Sala 7 de Maio, agora aberta aos estudantes poderá ser um bom ponto de apoio para o trabalho cultural de convívio e também pedagógico e de estudo.
A Direcção considera que a lacuna fundamental residiu, já também em relação aos cursos, na ausência de uma estrutura que coordenasse o Trabalho Pedagógico e o perspectivasse adequadamente. A iniciativa da sua criação será tomada NA PRÁTICA, através de realizações concretas a organizar a partir de Abril, mas a prolongarem-se no início do próximo ano.
Pensamos, pois, organizar com o apoio das Comissões de Curso e Cursos as JORNADAS DE ENSINO MEDICO (se ainda não o fiz-mos isso deve-se à relativa desmobilização existente e também às divergências que surgiram entre os colaboradores e que prejudicaram o nosso trabalho). O que se fizer já este ano será o apoio essencial e necessário e uma boa base para o movimento pedagógico do próximo ano, tanto ao nível de estudos, como de processos concretos de curso e de escola.
As JORNADAS DO ENSINO MÉDICO serão realizações conjuntas com médicos (da Ordem, Hospitais Civis e assistentes) estudantes de Medicina e de outras Faculdades, etc., que terão por base te­mas concretos a serem discutidos amplamente em colóquios, depois de previamente preparados em grupos de Trabalho. Temas concretos que adiantamos desde já: Ensino Médico e Saúde, Ensino Médico noutros países, Economia do ensino, Estrutura do curso de Medicina, Função da Universidade, etc..
Será nossa preocupação, também, criar uma secção de Convívio que realize sessões periódicas de música, cinema,etc..
- De acordo com o PROGRAMA, a nossa orientação fundamental do plano Federativo Interassociações foi a LUTA CONTRA A REPRESSÃO. O artigo Mov. Associativo - Luta contra a Repressão esclarece bem a nossa posição perante outras direcções face ao agravamento da Repressão.
Tem havido grandes dificuldades no trabalho federativo pois normalmente a posição de medicina é minoritária, quando se trata de definir orientações globais.
A Direcção da Pró-Associação

PARA UM TRABALHO ASSOCIATIVO DE TODOS NOS, QUE DEFENDA E PROMOVA OS INTERESSES DOS ESTUDANTES DA NOSSA FACULDADE, SÃO PRECISOS MUITOS. MAIS COLABORADORES:
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