domingo, 26 de fevereiro de 2017

1977-02-26 - Luta Popular Nº 526 - PCTP/MRPP

Comentário
O significado de uma medida

Precisamente 48 horas após ter proibido a saída do «Luta Popular» nas oficinas da sua imprensa e de assim desferir novo e cobarde ataque no sentido de procurar silenciar o Órgão Central do nosso Partido Comunista, o Governo dito socialista reúne secretamente de emergência para decretar o mais completo rol de medidas reaccionárias e anti-operárias e anti-populares que o grande capital até agora lhe encomendou.
Como no passado, tínhamos razão! os ataques contra o nosso Partido foram, são e continuarão a ser o prelúdio dos ataques contra a classe operária e o povo. Os novos e vertiginosos aumentos de todos os principais produtos alimentares, a desvalorização do escudo, as «medidas de ordem pública», são medidas de fome, de miséria e de repressão contra os operários, os camponeses e o povo trabalhador, são decretos inteiramente celerados que se destinam a impor, à custa do suor e do sangue do povo, a solução da crise do capital permita a imperialistas e social-imperialistas, aos monopólios e grandes agrários continuar a engordar à custa do povo. Tais medidas vão necessariamente deparar com a indignação, a revolta e a resistência generalizada das massas trabalhadoras. Uma enorme tempestade está prestes a levantar-se. A burguesia e os bobos da corte que empoleirou no Governo sabem de experiência própria que nesta maré alta da revolta popular as massas saberão colocar à cabeça do seu exército não as carpideiras e vendilhões estipendiados do partido do Governo de lacaios, do Governo das falsas promessas, do Governo da mentira, não os revisionistas do partido social-fascista, mestres do partido do Governo em trapaça e traição ao proletariado a soldo do capital — a burguesia sabe que à sua cabeça o operário em luta, o camponês revoltado, o trabalhador explorado, o jovem, o intelectual progressista terá o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, terá o seu órgão central, o nosso «Luta Popular», o jornal da verdade. É por isso que ao desejarem silenciar-nos é ao proletariado que ataquem, como mais uma vez a prática o demonstra. É por isso que o cerrar de fileiras em torno do nosso jornal é um acto que respeita à ampla massa dos operários e que se prende umbilicalmente com o destino do seu combate contra a fome, a miséria, o desemprego e as medidas celeradas do Governo. Nenhum operário neste momento de preparação de duras e prolongadas lutas deve nutrir qualquer ilusão: sem a direcção firme do seu Partido Comunista e sem a sua voz própria e autónoma que é o seu órgão central jamais poderá o proletariado isolar e esmagar o revisionismo, resistir vitoriosamente aos decretos da burguesia e impor a solução proletária da crise.
Que todo o Partido se prepare para organizar, desencadear e dirigir duros combates contra a carestia, o desemprego, o   congelamento salarial, o regresso dos patrões, contra os decretos celerados de fome, de miséria e de repressão do Governo de vende-pátrias e de lacaios do capital e contra a política de traição revisionista.
Que todo o Partido saiba cerrar fileiras em torno do seu órgão central e contribuir para que ele seja uma arma acerada deste combate.
Que todo o Partido mobilize o novo sem reservas.
Que todo o Partido se prepare para duras e prolongadas batalhas estudando e levando à prática a justa e clarividente política definida no Congresso da Fundação do Partido e no I Plenum do Comité Central, edificando o nosso Partido Comunista no calor da luta.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Arquivo