domingo, 12 de fevereiro de 2017

1977-02-12 - Luta Popular Nº 515 - PCTP/MRPP

Comentário
EM ACÇÃO OS SERVIÇOS DA NOVÍSSIMA PIDE

Nos últimos dias têm-se vindo a registar aumentar em número toda uma série de provocações e intimidações policiais contra as famílias de militantes do nosso Partido.
Utilizando-se dos mesmos processos e métodos que a pide e as brigadas da nova pide social-fascista se serviram para prender centenas de militantes do MRPP numa tentativa desesperada para calar a voz do proletariado revolucionário, a voz dos comunistas, também agora os novos Tinocos, os novos Silva Pais, os novos Contreiras e os novos Varela Gomes se viraram nessa vã tarefa de tentar atacar o nosso Partido.
Dai que as famílias de militantes do nosso Partido tenham começado de novo a ver que as suas casas são viciadas pelos agentes da novíssima pide, que brigadas de agentes à paisana lhe batem à porta tentando por todos os meios obter informações sobre as actividades revolucionárias dos nossos camaradas. Como das famílias dos comunistas obtiveram uma resposta firme os agentes da novíssima pide passaram agora a desencadear uma série de ameaças e de provocações de que se orgulharia qualquer, Seixas ou Xavier.
Dessas pressões e intimidações que vão desde telefonemas provocatórios, até às visitas da GNR tem sido alvo a família do nosso camarada Francisco Antunes Baptista, membro do Comité Permanente do Comité Central do nosso Partido.
As provocações policiais graves de que tem sido alvo as famílias desses nossos camaradas demonstram aquilo que o nosso Partido afirmou desde que foi criada a Polícia Judiciária Militar o Serviço de Estrangeiros, o Serviço de Investigação do Centro Coordenação e Combate à Droga desde que se fala de reestruturação da PJ.
Tais policias servem não para os propósitos que lhes são assinalados oficialmente quer nas cerimonias governamentais, quer no que o governo manda publicar no «Diário da República». Tais polícias são criadas e servem como sempre o afirmámos para perseguir e reprimir os comunistas, os revolucionários, o proletariado, qualquer elemento do povo que se erga contra a exploração e opressão.
E para quem ainda não esteja convencido de que assim é, basta pagar em dois exemplos concreto, passados nos últimos dias para vermos claramente a natureza e os objectivos desses serviços da novíssima pide.
Um deles relaciona-se com a prisão efectuada durante uma rusga, de uma militante do grupelho social-fascista P«RP». Tal senhora de nome Maria Teresa Lopes Carvalho foi encontrada na posse de uma pistola de guerra e vários camuflados e munições de G-3 desviadas não para a defesa dos interesses do povo mas da contra-revolução. No entanto, depois de interrogada pela PJM, aparentemente tão coisa de defender a «legalidade burguesa» nenhum medida foi tomada seguindo «em paz». O segundo já denunciado nas páginas do nosso jornal refere-se à libertação do social-fascista Colaço um dos responsáveis pelo «desvio» de mil G-3 do RPM nas costas do povo e com vista ao armamento do golpe do 25 de Novembro e que depois de dois dias de detenção no Forte da Trataria foi enviado «em paz» para gozar das mais «amplas liberdades».
Daqui se extrai a conclusão sobre qual seja a real natureza das leis e o papel dos polícias da burguesia: os contra-revolucionários os implicados em toda uma série de actos de preparação do golpe social-fascista de 25 de Novembro encontram da parte de tais serviços uma protecção e encobrimento tão benévolo que não se pode deixar de comparar com os métodos pídescos por eles utilizados quando se trata de tentar obter informações sobre as actividades revolucionárias dos militantes do nosso Partido.
Tais serviços não aparecem assim como não é de estranhar, como os principais protectores e encobridores das actividades contra-revolucionárias de fascistas e social-fascistas enquanto viram toda a sua sanha criminosa contra os comunista e as suas famílias.

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